Doenças infecto-contagiosas

Doenças infecto-contagiosas

SAÚDE PUBLICA E AS DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS

A crise do sistema de saúde no Brasil

A crise na saúde publica esta presente no nosso dia a dia podendo ser constatada através de fatos amplamente conhecidos e divulgados pela mídia, como :

  • Filas freqüentes de pacientes nos serviços de saúde;

  • Falta de leitos hospitalares para atender a demanda da população;

  • Escassez de recursos financeiros, materiais e humanos

  • Atraso no repasse dos pagamentos do Ministério da Saúde para os serviços conveniados;

  • Baixos valores pagos pelo SUS aos diversos procedimentos médicos-hospitalares;

  • Aumento de incidência e o ressurgimento de diversas doenças transmissíveis.

HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL

  • A saúde no Brasil praticamente inexistiu nos tempos de colônia. Limitava-se aos próprios recursos da terra (plantas e ervas), as únicas formas de assistência à saúde era com o PAJÉ e os curandeiros com habilidades na arte de curar.

  • A carência de profissionais médicos no Brasil Colônia era tão grande que no Rio de Janeiro, em 1789, só existiam quatro médicos exercendo a profissão. Em outros estados brasileiros nem existiam.

A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA

  • Com vinda da família real ao Brasil em 1808, criou-se a necessidade de uma estrutura sanitária mínima, para dar suporte a cidade do Rio de Janeiro.

  • A inexistência de uma assistência médica estruturada, fez com que proliferassem pelo país os Boticários, que faziam a manipulação das fórmulas prescritas pelos médicos, a verdade é que eles próprios tomavam a iniciativa de indicá-los.

  • Com isso Dom João VI fundou na Bahia o Colégio Médico - Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e a Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro. foram essas as únicas medidas governamentais até a República.

A SAÚDE PUBLICA NO GOVERNO DE RODRIGUES ALVES (1902-1906)

  • Foi no primeiro governo de Rodrigues Alves que houve a primeira medida sanitarista no país. O Rio de Janeiro não tinha nenhum saneamento básico e, assim, várias doenças graves como varíola, malária, febre amarela e até a peste espalhavam-se facilmente.

  • O então presidente nomeou Oswaldo Cruz, como Diretor do Departamento Federal de Saúde Pública, que se propôs erradicar a epidemia de febre-amarela na cidade do Rio de Janeiro

O MÉDICO OSWALDO CRUZ

  • A saúde publica é marcada por algumas medidas sanitaristas e desinformação a população.

  • Oswaldo Cruz nomeou 1.500 pessoas para exercer atividades de desinfecção no combate ao mosquito, vetor da febre-amarela, eles invadiam as casas, queimavam roupas e colchões.

  • Em novembro de 1904, a campanha de vacinação obrigatória anti-varíola é colocada em prática. os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força.

  • Surge, então, um grande movimento popular de revolta que ficou conhecido na história como a revolta da vacina. Oswaldo Cruz acabou afastado. Mesmo com o modelo abusivo como foi feita a campanha conseguisse erradicar a febre amarela da cidade do Rio de Janeiro.

NINGUÉM ACEITOU A IMPOSIÇÃO

A forma como foi feita a campanha da vacina, revoltou do mais simples ou mais intelectualizado. Veja o que Rui Barbosa disse sobre a imposição à vacina:

“Não tem nome, na categoria dos CRIMES DO PODER, a temeridade, a violência, a tirania a que ele se aventura, expondo-se, voluntariamente, obstinadamente, a me ENVENENAR, com a introdução no meu sangue, de um vírus sobre cuja influência existem os mais bem fundados receios de que seja condutor da moléstia ou da MORTE.”

CARLOS CHAGAS

  • Estruturou uma campanha rotineira de ação e educação sanitária.

  • Pouco foi feito em relação à saúde depois desse período

  • GREVES E MANIFESTAÇÕES, foram feitas visando assistência médica para a população pobre.

SUPERINTENDÊNCIA DE CAMPANHAS DA SAÚDE PÚBLICA (SUCAM).

  • o modelo criado pelo regime militar era pautado pelo pensamento da medicina curativa.

  • A mais importante medida tomada na época foi a criação da SUCAM, também chamados de “exército de mata-mosquitos”.

  • Hoje a SUCAM foi extinta e passaram o controle das endemias para as prefeituras.

TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA

  • A saúde pública passa a ter uma fiscalização da sociedade.

  • de um lado, a sociedade civil começou a ser mais ouvida.

  • O sistema privado de saúde, teve que arranjar outras alternativas.

  • É criado os CONVÊNIOS MÉDICOS.

Surgem cinco modalidades diferentes de assistência médica suplementar:

  • A medicina de grupo, cooperativas médicas, auto-gestão, seguro-saúde e plano de administração.

  • A CLASSE MÉDIA aderi rapidamente a essas assistências.

  • Em 1989, 22% da população já tinham planos de saúde.

  • A saúde pública no Brasil criar um novo sistema de saúde o SUS.

  • Os constituintes da transição democrática começaram a criar um novo sistema de saúde, que mudou os parâmetros da saúde pública no Brasil, o SUS.

  • Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), os serviços de VIGILÂNCIA SANITÁRIA, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil.

Situação Epidemiológica das Doenças Transmissíveis no Brasil

  • Mudanças consideráveis têm sido observadas no padrão de morbimortalidade em todo o mundo.

  • novas doenças foram introduzidas, a exemplo da AIDS

  • Doenças “antigas”, como a CÓLERA e a DENGUE, ressurgiram e endemias importantes, como a TUBERCULOSE e as MENINGITES, continuam persistindo, fazendo com que esse grupo de doenças represente um importante problema de saúde da população, inclusive em países desenvolvidos.

Situação epidemiológica das Doenças Transmissíveis no Brasil

  • No final do século XX, notou-se um declínio nas taxas de mortalidade devido às DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS e em especial, às DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS, para as quais se dispõe de medidas de prevenção e controle.

  • início dos anos de 1980 até o presente momento, corresponde a um quadro complexo que pode ser resumido em três grandes tendências: doenças transmissíveis com tendência declinante; doenças transmissíveis com quadro de persistência e doenças transmissíveis emergentes e reemergentes.

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS COM TENDÊNCIA DECLINANTE

  • A Redução de várias doenças transmissíveis, para as quais se dispõe de instrumentos de prevenção e controle.

  • Em 1973 foi erradicada a VARÍOLA,

  • Em 1989 a POLIOMIELITE

  • A transmissão contínua do SARAMPO foi interrompida desde o final de 2000.

  • Em 2006, ocorreu um surto epidêmico em dois municípios da Bahia, com ocorrência de 57 casos, mas também foram considerados importados, visto que o vírus identificado não é originário do Brasil

Doenças transmissíveis com quadro de persistência

  • Para esse grupo de doenças, faz-se mandatário o fortalecimento das estratégias, atualmente adotadas, que viabilizem maior integração entre as áreas de PREVENÇÃO E CONTROLE

  • Neste grupo, encontram-se as HEPATITES VIRAIS, especialmente as HEPATITES B E C, que podem levar ao óbito.

  • A LEPTOSPIROSE apresenta grande número de casos que ocorre nos meses mais chuvosos.

  • A MALÁRIA, tinha casos persistentemente elevados na região amazônica, com 99% dos casos registrados no país, passou a apresentar, a partir de 1999, taxas de 40%.

Doenças transmissíveis emergentes e reemergentes

  • EMERGENTES são as que surgiram, ou foram identificadas, em período recente, ou aquelas que assumiram novas condições de transmissão.

  • As REEMERGENTES, são as que ressurgiram como problema de saúde pública, após terem sido controladas no passado.

  • Entre as doenças emergentes, encontra-se a AIDS, detectada no Brasil, em 1980, observou-se seu crescimento acelerado até 1995.

  • O crescimento da AIDS no país e a possibilidade de associação com outras doenças infecciosas, particularmente a tuberculose.

emergentes e reemergentes

  • A CÓLERA foi introduzida no país em 1991, apresentando pico epidêmico em 1993, com 60.340 casos. Apesar de ser uma doença associada a condições ambientais e sanitárias precárias, os esforços realizados para o seu controle, conseguiram reduzir drasticamente sua incidência.

  • A DENGUE foi reintroduzida, no Brasil, desde 1982. As dificuldades para eliminar um mosquito que se multiplica nos vários recipientes que podem armazenar água, têm exigido um esforço do setor saúde cujos resultados não têm sido efetivos.

SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

  • O Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica é um conjunto interarticulado de instituições do setor PÚBLICO e PRIVADO, que, direta ou indiretamente, notificam doenças e agravos, prestam serviços ou orientam a conduta a ser tomada no controle das mesmas.

  • Os recursos financeiros destinados ao desenvolvimento das ações e atividades são transferidos para as secretarias estaduais e municipais de saúde – que passaram a ter autonomia técnica, administrativa e financeira para o desenvolvimento de suas funções.

DOENÇAS INFECTO CONTAGIOSAS: CANCRO MOLE

  • Doença de transmissão exclusivamente sexual, mais freqüente nas regiões tropicais. Caracteriza-se por apresentar lesões múltiplas

  • No homem, as localizações mais freqüentes são no frênulo e no sulco bálano prepucial; na mulher, na fúrcula e na face interna dos grandes lábios.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Haemophilus ducrey, bacilo gram-negativo intracelular.

  • RESERVATÓRIO - O homem.

CANCRO MOLE

TRATAMENTO - Azitromicina, Ciprofloxacina, Eritromicina, Ceftriaxona,. O tratamento sistêmico deve ser acompanhado de medidas de higiene local.

RECOMENDAÇÕES - O acompanhamento do paciente deve ser feito até o desaparecimento total das lesões. O tratamento dos parceiros sexuais está recomendado mesmo que a doença clínica não seja demonstrada, em razão da existência de portadores assintomáticos, principalmente entre mulheres.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Interromper a cadeia de transmissão por meio da detecção e tratamento precoce.

NOTIFICAÇÃO - Não é doença de notificação compulsória nacional.

 

BRUCELOSE

  • Doença sistêmica bacteriana, Seu início pode ser agudo ou insidioso, caracterizado por febre contínua, intermitente ou irregular, de duração variável. Um sintoma quase constante é a astenia e qualquer exercício físico produz pronunciada fadiga,

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Brucella melitensis, biotipos 1 e 3; Brucella suis, biotipos 1 e 5; Brucella abortus, biotipos 1, 6 e 9; Brucella canis.

  • RESERVATÓRIOS - Gado bovino, suíno, ovino, caprino e outros animais, como cães.

BRUCELOSE

TRATAMENTO - Antibioticoterapia, sendo a droga de escolha a Doxiciclina em combinação com a Rifampicina, durante 6 semanas.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVO - Reduzir a morbimortalidade por meio da articulação com os órgãos responsáveis pelo controle sanitário dos rebanhos.

NOTIFICAÇÃO - Não é obrigatória a notificação de casos isolados.

RAIVA

  • É uma antropozoonose transmitida ao homem pelo vírus rábico contido na saliva do animal infectado. Apresenta letalidade de 100% e risco de adoecer e morrer. Apesar de conhecida desde a antigüidade, a Raiva continua sendo um problema de saúde, especialmente a transmitida por cães e gatos, em áreas urbanas, mantendo a transmissão animal doméstico/ homem.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Um vírus RNA. Vírus da Raiva Humana, do gênero Lyssavirus

  • RESERVATÓRIO - No ciclo urbano, a principal fonte de infecção é o cão e o gato.

RAIVA

TRATAMENTO - O paciente deve ser atendido na unidade de saúde mais próxima. Quando imprescindível, ela deve ser cuidadosamente planejada. Deve ser mantido em isolamento, em quarto com pouca luminosidade, sem ruídos. Uma vez manifestados os primeiros sintomas da doença, a evolução é a morte.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - A Raiva Humana transmitida por cão encontra-se localizada em determinadas regiões do país.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Detectar precocemente áreas de circulação do vírus em animais (urbanos e silvestres), visando impedir a ocorrência de casos humanos

NOTIFICAÇÃO - Todo caso humano suspeito de Raiva deve ser compulsoriamente notificado, imediatamente,

MEDIDAS DE CONTROLE

vacinais nesses animais, por meio de estratégias de rotina e campanhas

TUBERCULOSE

  • A Tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil, abrange 80% dos casos mundiais da doença. É infecciosa, e atinge, principalmente, o pulmão. Após a inalação dos bacilos, esses atingem os alvéolos, onde provocam uma reação inflamatória. A forma pulmonar apresenta-se com dor torácica, tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva, acompanhada ou não de escarros.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Mycobacterium tuberculosis.

  • RESERVATÓRIO - O homem (principal) e o gado bovino doente

TUBERCULOSE

O TRATAMENTO –Deve ser feito em regime ambulatorial sob supervisão, no serviço de saúde mais próximo à residencia.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - Doença de distribuição universal. No Brasil, estima-se que mais de 50 milhões de pessoas estejam infectadas.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Reduzir a transmissão do bacilo da Tuberculose na população, por meio das ações de diagnóstico precoce e tratamento

NOTIFICAÇÃO - Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória.

AIDS

  • Doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do individuo infectado.

  • Pode ser dividida em três fases:

1º fase Infecção aguda

2º fase Infecção assintomática

3º fase Doença sintomática

  • AGENTE ETIOLÓGICO - É um retrovírus (RNA) denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)

  • RESERVATÓRIO - O homem.

TRATAMENTO - Várias drogas antiretrovirais em uso combinado, o chamado “coquetel”, se mostram eficazes. Com isso, a progressão da doença tem sido controlada, por uma maior sobrevida, bem como por uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbimortalidade associada à infecção.

NOTIFICAÇÃO - Somente os casos de Aids confirmados devem ser notificados ao Ministério da Saúde.

HEPATITE C

  • Doença viral com infecções assintomáticas ou sintomáticas. -São caracterizadas por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, náuseas, vômitos, desconforto por aversão a alguns alimentos e ao cigarro.

  • AGENTE ETIOLÓGICO – Vírus da Hepatite C (HCV). É um vírus RNA, família Flaviviridae.

  • RESERVATÓRIO – O

homem. Experimentalmente, o chimpanzé.

HEPATITE C

TRATAMENTO - Recomenda-se repouso relativo até, praticamente, a normalização das suas fases. Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - Estima-se que existam 170 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Conhecer a magnitude, tendência, distribuição geográfica e por faixa etária. Investigar os casos e adotar medidas de controle.

NOTIFICAÇÃO - Todos os casos devem ser notificados e investigados.

INFLUENZA

  • É uma infecção viral aguda do trato respiratório, com distribuição global e elevada transmissibilidade. Em geral, tem evolução de poucos dias. Recentemente, tem sido destacado seu potencial pandêmico, resultado da emergência, a intervalos de tempo não muito bem definidos, de novos subtipos virais.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - vírus RNA de hélice única, da família Orthomyxoviridae

  • RESERVATÓRIO – Humanos, suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves.

INFLUENZA

TRATAMENTO - Durante os quadros agudos, recomenda-se repouso e hidratação adequada. Medicações antitérmicas podem ser utilizadas. Atualmente, há duas classes de drogas utilizadas no tratamento.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

unidades de saúde e de laboratórios, monitoram a circulação das cepas virais e a morbidade por infecção respiratória.

OBJETIVOS – Monitorar os vírus da Influenza que circulam nas regiões brasileiras, avaliar o impacto da vacinação contra a doença, oferecer resposta rápida à circulação de novos subtipos.

NOTIFICAÇÃO - Devem ser notificados, de forma imediata.

MENINGITES VIRAIS

  • Também chamadas assépticas ou serosas. O sistema nervoso central pode ser infectado por um variado conjunto de vírus. O quadro clínico caracteriza-se por aparição súbita de cefaléia, fotofobia, rigidez de nuca, náuseas, vômitos e febre.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Os principais vírus são: enterovírus arbovírus , vírus do sarampo, vírus da caxumba, vírus da e vírus do grupo.

MENINGITES VIRAIS

TRATAMENTO - Indica-se apenas o tratamento de suporte, com a adequada avaliação e monitoramento clínico. Existem drogas antivirais.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - Tem distribuição universal. A freqüência de casos se eleva no final do verão e começo do outono..

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Monitorar a ocorrência da doença, incluindo a detecção e controle de surtos.

NOTIFICAÇÃO - É de notificação obrigatória, assim como as demais meningites.

MEDIDAS DE CONTROLE

As medidas de controle específicas relacionam-se com o agente etiológico. Em situações de surto, a população deve ser orientada sobre os sinais e sintomas da doença.

DOENÇA DE CHAGAS

  • Doença parasitária com curso clínico bifásico (fases aguda e crônica), podendo se manifestar sob várias formas.

  • FASE AGUDA - As manifestações clínicas mais comuns são: febre prolongada e recorrente, cefaléia, mialgias, astenia, edema de face ou membros inferiores

  • FASE CRÔNICA - Se não for realizado tratamento específico, ocorre redução espontânea da parasitemia com tendência à evolução.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado da família Trypanosomatidae

  • RESERVATÓRIOS - Além do homem, diversos mamíferos domésticos e silvestres

DOENÇA DE CHAGAS

TRATAMENTO ESPECÍFICO

deve ser realizado o mais precocemente possível quando forem identificadas a forma aguda ou a forma crônica recente. A droga disponível no Brasil é o Benznidazo, que deve ser usado durante 60 dias

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - A transmissão vetorial ocorre exclusivamente no continente americano, onde existem cerca de 12 milhões de infectados, no Brasil existem cerca de 3 milhões de chagásicos. A forma de transmissão mais importante era vetorial, nas áreas rurais, responsável por cerca de 80% dos casos hoje considerados crônicos.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Atualmente, a vigilância da doença de Chagas é desenvolvida de formas diferentes de acordo com a área:

Notificação - Todos os casos de DCA devem ser imediatamente notificados ao sistema de saúde pública.

HANSENÍASE

  • Doença infectocontagiosa, crônica, curável, causada pelo bacilo de Hansen. Capaz de infectar grande número de pessoas, mas poucos adoecem.. Antigamente, a doença era conhecida como lepra.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Bacilo de Hansen ou Mycobacterium leprae.

  • RESERVATÓRIO - O homem, reconhecido como única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados.

HANSENÍASE

TRATAMENTO - A associação de drogas é altamente eficaz. Os pacientes devem ser tratados em regime ambulatorial, sendo previsto internação nos episódios reacionais graves.

TEMPO DE TRATAMENTO

- Paucibacilares: 6 doses mensais, em até 9 meses de tratamento.

-Multibacilares: 12 doses mensais, em até 18 meses de tratamento.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Reduzir os coeficientes de detecção da doença, pelo diagnóstico e tratamento precoce dos casos, buscando interromper a cadeia de transmissão.

 

HERPES SIMPLES

  • É uma virose transmitida, pelo contato sexual. A transmissão pode se dar, também, pelo contato direto com lesões contaminadas. Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões que, em poucos dias, transformam- se em pequenas úlceras, precedidas de sintomas de ardência, e dor. Há dois tipos de vírus: o tipo 1, responsável por infecções na face e tronco, e o tipo 2, relacionado às infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Os Herpes Simplex Vírus

  • RESERVATÓRIO - O homem.

HERPES SIMPLES

TRATAMENTO - Para o 1º episódio de Herpes Genital, iniciar o tratamento, o mais precocemente possível, por 7 dias Nas recorrências de Herpes Genital.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Diagnosticar e tratar precocemente todos os casos; prevenir o Herpes Neonatal.

NOTIFICAÇÃO - Não é doença de notificação compulsória nacional.

MEDIDAS DE CONTROLE

É infecção de difícil controle, em virtude de sua elevada transmissibilidade.

Os preservativos masculinos e femininos previnem a transmissão apenas nas áreas de pele por eles recobertas.

INFECÇÃO PELO PAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV)

  • Doença viral que, com maior freqüência, manifesta-se como infecção subclínica nos genitais de homens e mulheres. As lesões podem ser múltiplas, localizadas ou difusas, e de tamanho variável, podendo também aparecer como lesão única.

  • AGENTE ETIOLÓGICO - Papiloma vírus humano (HPV). Esses agentes ganharam grande importância epidemiológica e clínica por estarem relacionados ao desenvolvimento de câncer.

INFECÇÃO PELO PAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV)

TRATAMENTO - Remoção das lesões visíveis, visto não ser possível a erradicação do HPV. Podem ser utilizadas as alternativas: ácido tricloroacético a 80% ou 90%, nas lesões do colo, vagina, vulva, períneo, região perianal e pênis. A aplicação deve ser realizada com cuidado, no serviço de saúde.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - Doença de distribuição universal, acomete homens e mulheres de qualquer raça e classe social.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

OBJETIVOS - Diagnosticar e tratar precocemente todos os casos, evitando formas graves e infecção no concepto.

NOTIFICAÇÃO - Não é doença de notificação compulsória.

MEDIDAS DE CONTROLE

Abstinência sexual após o diagnóstico e durante o período de tratamento; encaminhamento de parceiros para o serviço de saúde, para exame e tratamento

CONCLUSÃO

Apesar da redução na mortalidade pelas doenças infecciosas e da diminuição significativa na morbidade por um conjunto importante dessas doenças, ao mesmo tempo, em outra direção, configura-se, no Brasil, um quadro que, além de expor as frágeis estruturas ambientais urbanas do país, que tornam as populações vulneráveis a doenças que pareciam superadas, Esses fatores agregam-se ao surgimento de novas doenças ou novas formas de manifestação das doenças na população, e como método a ser aplicado o melhor é a prevenção.

 

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