Medicação

Medicação

Administração de medicamentos

MÓDULO MEDICAÇÃO

  • 02/10 CONCEITOS GERAIS, FARMACOLOGIA, PRESCRIÇÃO, DISPENSAÇÃO, SISTEMA MÉTRICO E CÁLCULO DE MEDICAÇÃO.

  • 09/10 7 CERTOS, VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E PUNÇÃO VENOSA.

  • 16/10 VIA PARENTERAL: INTRAMUSCULAR, SUBCUTÂNEA E INTRADÉRMICA.

  • 23/10 AVALIAÇÃO TEÓRICA.

Conceitos farmacológicos Nomes dos fármacos

    • Químico: descrição exata de sua composição e sua estrutura molecular.
    • Genérico: o 1° fabricante da droga fornece o nome genério ou não registrado. Torna-se o nome oficial.
    • Comercial: marca ou propriedade registrada pelo fabricante.

Classificação

  • Indica o seu efeito no organismo

  • Os efeitos desejados

  • Os sintomas que são aliviados

  • Ex: anti-histamínico, antidepressivos, hipoglicemiante, antiinflamatórios, analgésicos, antibióticos e etc.

Formas dos medicamentos

  • Estão disponíveis em diversas formas ou preparações.

  • A composição de um medicamento é planejada para aumentar sua absorção e seu metabolismo.

Farmacocinética Ação no organismo

  • Absorção: refere-se à passagem das moléculas do fármaco do seu local de administração para o sangue.

  • Distribuição: após ser absorvido o fármaco é distribuído dentro do organismo para os tecidos e os órgãos e finalmente para o seu local de ação específica.

  • Metabolismo: transformados em formas menos ativa ou inativa – biotransformação.

  • Excreção: através dos rins, fígado, intestino, pulmões e glândulas exócrinas.

Tipos de ações dos fármacos

Interação medicamentosa

  • Um fármaco modifica a ação de outro

  • Podem ↑potencializar ou ↓reduzir a ação

Resposta às doses do medicamento

  • Esquema usual de administração de dosagens

  • Concentração/ pico/ meia-vida sérica/ platô terapêutico.

Tipos de prescrições

  • Prescrição de rotina

    • Tetraciclina 500mg VO de 6 em 6 h.
  • Prescrições para uso quando necessário (SOS)

    • Sulfato de morfina 2mg IV de 4/ 4h SOS se dor.
  • Prescrições únicas (um vez)

    • Valium 10mg VO às 09h.
  • Prescrições de urgência

    • Atropina 1mg IV agora
  • ACM/ avisar antes

  • Morfina 10mg SC ACM

  • Morfina 10mg SC as 06h avisar antes

Resoluções do Cofen

  • 225/ 2000

  • Art. 1º- É vedado ao Profissional de Enfermagem aceitar, praticar, cumprir ou executar prescrições medicamentosas/terapêuticas, oriundas de qualquer Profissional da Área de Saúde, através de rádio, telefonia ou meios eletrônicos, onde não conste a assinatura dos mesmos.

  • Art. 2º - Não se aplica ao artigo anterior as situações de urgência, na qual, efetivamente, haja iminente e grave risco de vida do cliente.

Resoluções do Cofen

Sistema de distribuição

  • Dose unitária

  • Estoque de suprimentos

  • Sistema automatizados de medicamento

Sistemas de medidas dos medicamentos

  • Sistema métrico: Unidades métricas

  • Medida caseira: Ex. colheres e xícaras.

  • Soluções: M/V

Sistema métrico

  • Unidades métricas podem ser facilmente concertidas e computadas por meio de multiplicações e divisões simples.

  • Cada unidade básica de mensuração está organizada em unidade de 10. Multiplicando-se ou dividindo-se por 10, formam-se as unidade secundárias.

  • Multiplicação: vírgula decimal vai para direita

  • Divisão: vírgula decimal vai para esquerda

Sistema métrico

  • As unidades básicas são: metro (comprimento)

  • litro (volume)

  • grama (peso)

Soluções

  • Solução: é uma determinada massa de uma substância sólida dissolvida em um volume conhecido de líquido ou um determinado volume de líquido dissolvido em um volume conhecido de outro líquido.

  • Concentração: unidade de massa

  • unidade de volume

  • Concentração expressa em percentagem %

  • Ex.: uma solução a 10% corresponde a 10g de sólido dissolvido em 100ml da solução.

  • Proporção expressa concentrações

  • Ex.: uma solução 1/1.000 representa uma solução contendo 1g de sólido em 1.000ml de líquido ou 1ml de líquido misturado em 1.000ml de outro líquido.

Ex.: uma solução de glicose com 5g de glicose (soluto) dissolvida em 100 ml de água (solvente) é uma solução com concentração de 5%.

  • Ex.: uma solução de glicose com 5g de glicose (soluto) dissolvida em 100 ml de água (solvente) é uma solução com concentração de 5%.

  • Isso significa que a concentração é obtida pela divisão da massa (g) pelo volume, e é expressa em % ou g/L.

  • Concentração: 5% ou 5/100

Cálculos clínicos

  • Morfina 2mg IV

  • Dose prescrita: 2mg

  • Dose disponível:10mg em 1ml – 10mg/ml

  • Quantidade disponível: 1ml

Cálculos clínicos

  • Eritromicina 250mg suspensão VO

  • Dose prescrita: 250mg

  • Dose disponível: frasco de 100ml

  • 5ml contém 125mg

  • Quantidade disponível: 5ml

Regra de três

  • Numa relação de grandezas proporcionais, se três valores são conhecidos, é possível determinar o quarto termo.

  • Ex.: 1ml de morfina há 10 mg.

  • Quantos mg haverá em 2ml da mesma droga?

  • 1ml 10mg 1 x X = 2 x 10 x=20 x =20mg

  • 2ml x Xmg 1

Porcentagem

  • Na porcentagem, o todo é expresso em 100%, portanto uma certa porcentagem indica partes em 100.

  • Porcentagem em fração decimal: dividir a porcentagem por 100 ou deslocar a vírgula decimal duas casas para a esquerda, retirando o sinal de porcentagem (%)

  • Fração decimal em porcentagem: multiplicar a fração decimal por 100 ou desloca-se a vírgula da fração decimal duas casas para a direita, acrescentando o sinal de porcentagem (%).

  • Administrar 100 ml de SG 15%.

  • C3 = concentração desejada (15%)

  • V3 = volume desejado (100ml)

  • C1 = menor concentração disponível de glicose (5%)

  • C2 = maior concentração disponível de glicose (50%)

  • V1 = volume da solução de glicose 5% (500ml)

  • V2 = volume da solução de glicose a 50% V1 e V2 deverá ser igual a V3=100ml

  • Aplicando a fórmula:

  • 15 x 100 = 5(V3 - V2) + 50V2

  • Considera-se V2 = V3 - V1, V1 = V3 – V2 e V3 = V1 + V2, então

  • 1.500 = 5(100 – V2) + 50V2

  • 1.500 = 500 – 5V2 + 50V2

  • 1.500 – 500 = - 45V2

  • V2= 1.000

  • 45

  • V2 = 22,2ml

  • Transformar 500 ml de SG 5% para 15%.

  • C = concentração desejada (15%)

  • V = volume desejado (500ml)

  • C1 = concentração de glicose (5%)

  • V1 = volume da solução de glicose 5% (500ml)

  • C2 = concentração da solução de glicose (50%, 25%, 10%)

  • V2 = volume da solução de glicose a 50%

  • Aplicando a fórmula:

  • 15 x 500 = 5V1 + 50V2

  • Se V2 = 500 – V1, então

  • 7.500 = 5V1 + 50 (500 – V1)

  • 7.500 = 5V1 + 25.000 – 50V1

  • 7.500 – 25.000 = -45V1

  • -17.500 = -45V1

  • V1= 17.500

  • 45

  • V1 = 388ml

VOLUME= V ( mililitros – ml)

  • VOLUME= V ( mililitros – ml)

  • TEMPO= (horas) Gotejamento

  • 1ML = 20 MACROGOTAS ( equipo padrão)

  • 1ML = 60 MICROGOTAS( equipo padrão)

  • 1 GOTA = 3 MICROGOTAS

PRESCRIÇÃO: 2.500.000 UI, EV, de 4/4 h. A apresentação de Penicilina Cristalina que deverá ser usada é a do frasco em pó com 5.000.000 UI

  • PRESCRIÇÃO: 2.500.000 UI, EV, de 4/4 h. A apresentação de Penicilina Cristalina que deverá ser usada é a do frasco em pó com 5.000.000 UI

07 (SETE) CERTOS

7 certos: Paciente certo

  • Perguntar o nome do paciente;

  • Conferir em pulseira de identificação;

  • Conferir na placa de identificação presente no leito.

7 certos: Medicação Certa

  • Conferir 3X (ao retirar da gaveta; antes de colocar no copo ou diluir e antes de colocar o frasco de volta ou jogar ampolas no lixo).

  • FURACIN® (nitrofurazona)

  • FURESIN® ( furosemida)

  •  

  • Reação do paciente: “Eu tomo sempre um comprimido rosa, hoje você está me dando dois amarelos”.

  • Verificar no prontuário o registro de alergia medicamentosa e confirmar com o paciente a informação.

7 certos: Dose Certa

  • -         Cálculo mental;

  • -         Cálculo por escrito;

  • Quando se deseja 100 mg de um medicamento que esta rotulado como 50mg/ml, estimar mentalmente a dosagem como sendo 2 ml e depois calcule:

  • 50mg_____________1ml

  • 100mg____________ X

  • 50 X= 100

  • X= 100/50

  • X= 2 ml

  •  

  • IMPORTANTE: - Não quebre comprimidos não sulcado

  • - Cuidado ao calcular decimais

  • 0,75 diferente 0,075

  • 0,25 nunca .25

  • 0,25 nunca 0,250

  • - Insulina 10 UI diferente de 100 UI

7 certos: Diluição Certa

  • Solução dependente da compatibilidade química com o fármaco.

  • Ex.:Hidantal X SG 5% (incompatível)

  • Volume da diluição x via de administração e conforto do paciente

  • Ex.: Reposição de KCL, EV em acesso periférico.

7 certos: Horário Certo

  • Manutenção dos níveis correto no sangue, considerado atraso 30 minutos antes ou depois do horário estabelecido.

  • ROTINAS: 6/6h 14 20 02 08

  • 8/8h 16 24 08

  • 12/12h 20 08

  • Cefalotina 1g EV de 6/6h - 14 20 02 08

  • Fortaz 1g EV de 8/8h - 17 01 09

  • Ceftriaxona 1g EV 12/12h - 19 07

7 certos: Via Certa

  • Ex.: Heparina SC x Heparina EV Isordil SL x Isordil VO

  • Insulina EV x Insulina SC

  • Adrenalina EV x TOT

  •  

7 certos: Registro Certo

  • Nunca registrar antes de administrar;

  • O registro incluem: nome do medicamento, a dose, a via , a hora exata e assinatura do profissional.

Farmacovigilância

  • erros de distribuição,

  • erro de prescrição,

  • erro de omissão,

  • erro na administração não autorizado,

Exemplos de erros e situação facilitadora no acometimento de erros:

  • Medicação sem identificação,

  • Ausência de protocolos de preparo de todas as soluções injetáveis,

  • Não separar as medicações individualmente,

  • Não confirmar a ordem verbal antes de administrar o medicamento,

  • Não prepara medicação conforme protocolo pré-estabelecido,

  • Não identificar o medicamento corretamente,

  • Não prepara o medicamento com a prescrição ao lado,

  • Não chamar o paciente pelo nome,

  • Não explicar o procedimento ao paciente.

Vias de administração

Vias de administração

  • Oral

  • Sublingual

  • Bucal

  • Ocular

  • Intraóssea

  • Intraperitonial

  • Epidural

  • Intratecal

  • Intracardíaco

  • Intra-articular

  • Intrapleural

  • Intra-arterial

Via oral

  • Os medicamentos são

  • deglutidos com o auxílio de líquidos.

  • Via de escolha pelos pacientes.

  • Início de ação lento.

  • Efeito mais prolongado.

  • Nem todos os medicamento podem ser macerados.

Via bucal

  • Colocação do medicamento sólido na boca contra a mucosa da bochecha.

  • O medicamento atua na mucosa ou sistematicamente a medida que é deglutido com a saliva.

  • Não deve ser mastigado, engolido ou ingerido líquido junto com o medicamento bucal.

  • Deve-se alternar o lado da bochecha a cada dose para evitar irritação da mucosa.

Via sublingual

Via ocular/ oftálmica

  • Apresentação em colírio, pomadas e gel.

  • Não administra o colírio diretamente na córnea rica em fibras da sensação de dor.

  • O risco de contaminação de um olho para o outro é alto.

Via otológica/ auricular

Via Tópica

  • Medicamentos tópicos são aplicados na pele ou na mucosa.

  • Em forma de loções, pó, pastas ou pomadas (fina camada).

  • Efeito local ou sistêmico

  • Aplicar sobre a pele limpa, utilizando luva de procedimento ou aplicadores.

  • Se ferimento aplicar técnica estéril.

Via Inalatória

  • Administrado na cavidade oral, nasal, tubo endotraqueal e traqueostomia.

  • Rápida absorção e atuação imediata.

  • Apresenta efeito local ou sistêmico.

  • Instilação Nasal

  • Gotas ou spray.

  • Efeito sistêmico ou loca.

Via vaginal

  • Medicamentos disponíveis

  • em creme, gel e óvulos.

  • Utilizar luva de procedimento ou aplicadores para administrar.

  • Utilizar absorvente externo.

  • Manter higiene perineal.

Via retal

  • Medicamentos disponível em supositório.

  • Deve ser posicionado após o esfínter anal interno.

  • Pode ser utilizado

  • para instilar soluções.

Via Parenteral

  • A administração parenteral de medicamentos é a administração por meio de injeções.

  • Constitui um procedimento invasivo que requer técnica asséptica.

  • Utilizada quando se deseja uma ação imediata da droga ou quando outras vias não estão indicadas.

    • Intravenoso (IV)/ Endovenoso (EV)
    • Intramuscular (IM)
    • Subcutâneo (SC)
    • Intradérmico (ID)

Seringas e agulhas

  • Existe uma variedade de seringas e agulhas, cada uma projetada para liberar um determinado volume de medicamento em um tipo específico de tecido.

Agulhas

  • Constituída por três partes: base, haste e bisel.

  • Material: aço inoxidável

  • É descartável.

  • Comprimento variável: 40 x 12 (40mm)

  • Diâmetro: é medido em calibre.

  • Biosegurança:

    • Descarte em coletor de pérfuro-cortante.
    • Não desconectar da seringa para descartar.

Apresentação da solução injetável

  • Ampola

Preparo de soluções injetáveis

  • Lavar as mãos e organizar o material em uma bancada limpa e seca.

  • Local de preparo: beira do leito x bancada

  • Realizar desinfecção da bandeja com álcool a 70%, em sentido único.

  • A medicação deverá ser preparada com a prescrição ao seu lado.

  • Uso de luva?

  • Uso de máscara?

Capela de fluxo laminar

Via endovenosa/ intravenosa (EV/ IV)

  • A administração endovenosa é a introdução de fármaco por uma veia, na corrente sanguínea.

  • É possível administrar drogas alcalinas e irritantes ao tecido subcutâneo e muscular; e admininstrar drogas que são destruídas pelo sucos digestivos.

  • Em geral recorre-se à veia basílica (reg. anti-cubital), por ser superficial e facilmente localizável.

  • O volume a ser injetado é indeterminado.

  • Ângulo 25 a 45º.

  • Seringa: depende do volume a ser administrado.

  • Agulha: 25 x 7, 25 x 8, 30 x 7, 30 x 8.

Características da via endovenosa

  • O fármaco tem ação imediata.

  • Após administração não há como bloquear a ação do fármaco.

  • Antídoto: midazolan (Dormonid® x Flumazenil (Lanexat®)

  • Via de escolha em situação de emergência.

  • A velocidade é determinante na manifestação de reações adversas.

  • Administra-se apenas soluções aquosas sob forma de solução.

  • Introdução do líquido de forma lenta, a fim de evitar ruptura de capilares, originando microembolias locais ou generalizadas.

Características da via endovenosa

  • Soluções estéreis, isentas de substâncias pirogênicas.

  • Material utilizado na aplicação estéril e descartável.

  • Considerar o diluente: preferencialmente SF0,9% e dextrose. Água pura causa ruptura da parede das hemácias.

  • Acesso venoso:

    • Punção endovenosa
    • Cateterização periférica e profunda

Endovenoso

  • Locais de aplicação

Cateter endovenoso/ intravenoso

  • Cateter intravenoso periférico de curta duração: escalpes (agulhas curtas de aço com asas tipo borboleta feitas de material plástico que têm a finalidade de facilitar o manuseio), indicadas para infusões de curta duração. Até 24 horas.

  • Cateter intravenoso periférico de média duração: cateteres plásticos curtos são indicados para punções periféricas (jelco/abocath). Até 72 a 96 horas.

  • Cateter intravenoso profundo de longa duração

Dispositivos de infusão

  • Equipo de soro

    • Microgotas
    • Macrogotas
  • Extensor

  • Multivias

  • Torneirinhas

  • Bureta

Via endovenosa/ intravenosa (EV/ IV)

  • Forma de infusão

    • Contínua: grandes volumes e/ou doses precisas
    • Intermitente: pequenos volumes em intervalos regulares. Acesso salinizado
    • Bolus: dose concentrada de um medicamento diretamente no sistema circulatório.

Complicações da infusão endovenosa periférica

  • Dor devido rompimento da pele

  • Infecções

  • Flebite

  • Tromboflebite

  • Infiltrações

  • Hematomas/ equimoses

  • Fenômenos alérgicos

  • Má absorção das drogas/ Interação medicamentosa/ Incompatibilidade

Equimose

Extravasamento / necrose

Infiltração

Técnica de punção endovenosa

  • Lavar as mãos,

  • Preparar a medicação a conforme técnica,

  • Colocar a luva de procedimento,

  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal ou sentado com o membro superior apoiado em superfície plana,

  • Escolher o membro,

  • Garrotear (abrir e fechar as mãos),

  • Fazer anti-sepsia,

  • Puncionar a veia a 45º com o bisel para cima,

  • Soltar o garrote,

  • Administrar o medicamento lentamente,

  • Retirar a agulha

  • Promover hemostasia (compressão) com gaze seca,

  • Curativo oclusivo. Não dobrar o braço.

  • Registrar (checar) a medicação administrada.

  • NÃO REENCAPAR A AGULHA.

Via Subcutânea (SC)

Solução introduzida na tela subcutânea

  • Solução introduzida na tela subcutânea

  • (tecido adiposo).

  • Para solução que não necessitem de absorção rápida mas sim contínua, segura, para que passe horas absorvendo.

  • Volume: 0,5 a 1ml de soluções hidrossolúvel.

  • Indicada para a aplicação de vacinas, adrenalina, analgésicos, insulina, heparina e alguns hormônios.

  • Tamanho da agulha: 13 x 3,8 ou 13 x 4,5

  • Seringa: 1ml (para insulina) ou 3ml.

  • O subcutâneo tem receptores de dor e o paciente pode sentir desconforto.

Via Subcutânea (SC) Ângulo de aplicação

  • (90º ou 45º)

  • Face anterior da coxa;

  • Parede abdominal, delimitar a região demarcando um círculo de 4cm de diâmetro ao redor do umbigo que nunca deverá ser puncionada;

  • Região lombar e glútea;

  • Face externa anterior e posterior do braço.

Técnica de aplicação subcutânea

  • Lavar as mãos.

  • Preparar a medicação seguindo a técnica.

  • Escolher o local de aplicação e colocar o cliente em

  • posição adequada.

  • Proceder a anti-sepsia no local.

  • Fazer uma prega na pele com o polegar e indicador da mão esquerda e introduzir a agulha no ângulo escolhido previamente.

  • Introduzir a agulha:

    • 90º com a agulha curta
    • 45º em magros
  • Soltar a pele.

  • Aspirar para certificar-se de que não atingiu algum vaso sangüíneo.

  • Injetar lentamente a solução.

  • Retirar a agulha fazendo leve compressão com o algodão seco sobre o local.

  • Não massagear.

  • Providenciar a limpeza e a ordem do material.

  • Lavar as mãos.

  • Checar a medicação prescrita..

Intramuscular (IM)

Intramuscular (IM)

Intramuscular (IM)

Considerações

  • A área que receberá a aplicação deverá estar livre de infecções, necroses, machucados ou alergias dérmicas.

  • Introduza a agulha rapidamente.

  • Injete a solução vagarosamente.

  • Faça rodízio de locais de aplicações, evitando áreas doloridas.

  • Não aplique com agulhas com pontas rombas.

  • Após a aplicação, faça pressão leve e constante no local de penetração da agulha. 

Locais de aplicação IM

  • Região Deltoidiana - Músculo Deltoíde, 2 a 4 cm abaixo do processo acromial.

  • Região Ventro-glútea - Músculo Glúteo Médio.

  • Região Dorso-glúteo - Músculo Glúteo Máximo (Quadrante Superior Externo).

  • Região da Face Ântero-lateral da Coxa – Músculo vasto lateral.

Intramuscular (IM) Complicações locais

  • Fibrose

  • Lesão de nervo

  • Abscessos

  • Necrose tecidual

  • Contração muscular

  • Gangrena

Complicações

Complicações

Intramuscular (IM)

  • Região Deltóide

Intramuscular (IM)

  • Localização da região deltóide

  • Traçar um retângulo na região lateral do braço iniciando de 2 a 4 cm do acrômio (2 dedos).

  • O braço deve estar flexionado junto ao tórax ou relaxado ao longo do corpo.

  • Volume máximo de 2 ml.

  • Possibilidade de lesão tissular de ramos de artérias e veias circunflexas ventral e dorsal e nervo circunflexo em função das variações individuais, lesão do nervo radial devido a aplicações fora de área (erro na determinação do local da aplicação), podendo levar à paralisia dos mais importantes músculos do braço.

Intramuscular (IM)

  • Região dorsoglútea

Intramuscular (IM)

  • Região dorsoglútea

Indicação

  • Adolescentes, adultos e idosos.

  • Excepcionalmente, crianças com mais de um ano de deambulação, pois sugere um bom desenvolvimento do glúteo máximo.

  • Volume máximo no adulto de 4 ml.

  • Crianças a partir de 3 anos com volume de 1,0 ml, de 6 a 12 anos 1,5 a 2,0 ml e adolescente de 2,0 a 2,5ml.

Localização

  • Delimitar pontos anatômicos: espinha ilíaca póstero-superior e grande trocânter.

  • Traçar uma linha horizontal imaginária do final do sulco interglúteo até a cabeça do grande trocânter e outra vertical dividindo a região em dois lados.

  • Dividir da região em quatro quadrantes.

  • Selecionar o quadrante superior externo do músculo máximo e, desta forma, estará distanciando-se do curso do nervo ciático e artéria superior glútea.

  • Posição ideal: decúbito ventral com as pontas dos pés viradas para dentro ou o decúbito lateral com os joelhos flexionados para proporcionar o relaxamento no músculo glúteo máximo.

  • Cliente em pé orientar para que o mesmo mantenha os pés virados para dentro, pois esta posição ajuda a relaxar o glúteo máximo.

Intramuscular

  • Região dorsoglútea

Intramuscular

  • Região ventroglútea (Hochsteter)

Intramuscular

  • Região ventroglútea

  • Essa região foi introduzida em 1954 pelo anatomista Von Hochstetter.

  • Possui espessura muscular de 4 cm.

  • Constituída pelos músculos glúteo médio e mínimo;

  • Está livre de grandes vasos e nervos;

  • Volume máximo é de 4 ml em adultos.

  • Crianças a partir de 3 anos com volume de 1,5ml, de 6 a 12 anos 1,5 a 2,0 ml e adolescente de 2,0 a 2,5ml.

Intramuscular

  • Localização da região

  • ventroglútea (Hochsteter)

  • Colocar a mão E no quadril D.

  • Apoiando com o dedo indicador na espinha ilíaca ântero-superior D.

  • Abrir o dedo médio ao longo da crista ilíaca espalmando a mão sobre a base do grande trocânter do fêmur e formar com o dedo indicador um triângulo.

Indicação

  • Região ventroglútea

  • Todas as faixas etárias e, em especial,

  • para clientes magros;

  • Acessada em qualquer decúbito: ventral, dorsal, lateral, sentado e em pé.

  • A desvantagem dessa região é a ansiedade que causa no cliente pelo desconhecimento de sua utilização para IM e o inconveniente de ter que despir a pessoa, o que exige um ambiente privativo.

  • Segurança que essa região oferece supera os inconvenientes.

Intramuscular (IM)

  • Região face ântero-lateral da coxa

Intramuscular (IM)

  • Região face ântero-lateral da coxa

  • Localizado na região da coxa;

  • Um dos componentes do músculo quadríceps femoral, na face antero-lateral.

  • Região de fácil acesso até mesmo para aqueles que se auto-aplicam injeções;

  • Têm boa aceitação da população brasileira.

Indicação

  • Região face ântero-lateral da coxa

  • Volume máximo no adulto de 4 ml.

  • Prematuros e neonatos volume de 0,5 ml e lactentes 1,0 ml.

  • Crianças a partir de 3 anos com volume de 1,5 ml, de 6 a 12 anos 1,5 ml e adolescente de 2,0 a 2,5ml.

Intramuscular (IM)

  • Região face ântero-lateral da coxa

  • Retângulo delimitado pela linha média anterior e linha média lateral da coxa, de 12 a 15 cm abaixo do grande trocânter do fêmur e de 9 a 12 cm acima do joelho, numa faixa de 7 a 10 cm de largura.

  • Agulha curta: criança 25 x 6, adulto 25 x 7 ou 25 x 8.

  • Angulação oblíqua de 45º.

  • Decúbito sentado: com a flexão do joelho, há o relaxamento do músculo.

Intramuscular (IM)

  • Aplicação

  • Pinçar o músculo com o polegar e o indicador.

  • Introduzir a agulha e injetar lentamente a medicação.

  • Retirar a agulha rapidamente colocando um algodão.

  • Comprimir por alguns instantes.

Intramuscular (IM)

  • Região face ântero-lateral da coxa

Intramuscular (IM)

  • Técnica em Z

  • Ideal para evitar refluxos.

  • É ideal para veículo oleoso

  • e à base de ferro.

  • É realizado na região glútea.

  • A seringa é de acordo com o volume a ser injetado.

  • A agulha é de: 30 x 7 ou 30 x 8.

Intramuscular (IM)

  • Técnica em Z

Intramuscular

  • Técnica em Z

  • Antes de introduzir a agulha repuxar firmemente a pele para baixo.

  • Mantendo durante a aplicação.

  • Soltar a pele para bloquear o medicamento.

Técnica de aplicação intramuscular

  • Lavar as mãos.

  • Preparar a medicação seguindo a técnica.

  • Escolher o local de aplicação e colocar o cliente em

  • posição adequada.

  • Proceder a anti-sepsia no local.

  • Localizar o músculo e segurar firmemente a musculatura com o polegar e indicador da mão esquerda e introduzir a agulha no ângulo escolhido com o bisel lateralizado.

  • Introduzir a agulha:

    • 90º Deltóide, dorsoglúteo e ventroglúteo
    • 45º vasto lateral da coxa.
  • Soltar o músculo.

  • Aspirar para certificar-se de que não atingiu algum vaso sangüíneo.

  • Injetar lentamente a solução.

  • Retirar a agulha fazendo leve compressão com o algodão seco sobre o local.

  • Não massagear.

  • Providenciar a limpeza e a ordem do material.

  • Lavar as mãos.

  • Checar a medicação prescrita.

Intradérmica (ID)

Intradérmica (ID)

  • Mais lenta;

  • Solução introduzida na derme, onde o suprimento sangüíneo está reduzido e a absorção do medicamento ocorre lentamente.

  • Via preferencial para a realização de testes de sensibilidade e reações de hipersensibilidade, como:

  • Prova de Mantoux ou PPD (derivado protéico purificado) —teste com finalidade de identificar o indivíduo infectado com o bacilo da tuberculose;

  • Aplicação de vacina contra a tuberculose — BCG ( Bacilo de Calmett e Guerin; Mitsuda para Hanseniase).

  • Quantidade aconselhável, no máximo de 0,5 ml e o ideal de 0,1 ml, do tipo cristalina e isotônica.

  • Ângulo de 15º com bisel para cima.

Intradérmica (ID)

  • Locais de aplicação

  • Pouca pigmentação.

  • Poucos pêlos.

  • Pouca vascularização.

  • Fácil acesso.

  • Região que concentra as características é a face ventral do antebraço;

  • Região escapular das costas pode ser utilizada se preenchidos os requisitos acima citados.

  • Região do deltóide direito foi intemacionalmente padronizada como área de aplicação do BCG — ID.

Intradérmica

  • Aplicação

Referência Bibliográfica

  • POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. cap.34.

  • Referência complementar

  • CARVALHO, V.T.; CASSIANI, SHB; CHIERICATO, C. Erros mais comuns e fatores de risco na administração de medicamentos em unidades básicas de saúde. Rev.latino-am.enfermagem, Ribeirão Preto, v. 7, n. 5, p. 67-75, dezembro 1999.

  • FIGUEIREDO, N. M. A. (organizadora). Administração de medicamentos: revisando uma prática de enfermagem. São Paulo: Yendis, 2006.

  • FAKIH, F. T. Manual de diluição e administração de medicamentos injetáveis. Rio de Janeiro: Reichamann & Affonso Ed., 2000.

  • MOZACHI, N.; SOUZA, V. H. S.; MARTINS, N.; NISHIMURAi, S. E. F.; AMÉRICO, K. C. Administração de medicamentos. In: SOUZA, V. H. S. e MOZACHI, N. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 8 ed. Manual Real: Curitiba, 2007. cap.5.

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