Litíase

Litíase

Litíase

RECIFE-PE

MARÇO - 2010

PAULO ALBERTO CARNEIRO DE SOUZA

LITÍASE

Trabalho apresentado a Fernando Matos preceptor da disciplina Clinica Médica da turma 5º MA turno Manhã do curso de Enfermagem.

Recife -PE

SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO p.4

2-DEFINIÇÃO p.4 / p.5

3- ETIOLOGIA p.5

4-FISIOPATOLOGIA p.5

5- MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS p.6

6- DIAGNÓSTICO p.6

7- TRATAMENTO p.7

8- ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM p.7/ p.8

9- SINTESE DO CASO CLÍNICO p.8

10- PRESCRIÇÃO MÉDICA p.8/ p.9/ p.10

11- EXAMES COMPLEMENTARES p.10/ p.11

12- CONSIDERAÇÕES FINAIS p.11

13- REFERENCIAS p.11

1-INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata-se de um estudo clínico de um paciente acometido da patologia Litíase, tendo sido realizado numa instituição hospitalar de caráter público, no município de Recife-PE no período de 29/04 a 10/05 de 2010.

O termo Litíase é usado para descrever pedra nos rins, devido à calcificação de sais expelidos pelo organismo. O cálculo renal, ou pedra nos rins, é uma massa dura formada por cristais que se separam da urina e se unem para formar pedras. Sob condições normais, a urina contém substâncias que previnem a formação dos cristais. Entretanto, esses inibidores podem se tornar ineficientes causando a formação dos cálculos.

2-DEFINIÇÃO

Cálculos urinários são pedras dentro do sistema urinário. Os cálculos são formados principalmente no rim, porém alguns tem origem na bexiga.

O homem expele pela urina grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina e, eventualmente, outras substâncias como penicilina e diuréticos. Em algumas condições a urina fica saturada desses cristais e como conseqüência formam cálculos.

Os cálculos urinários que passam espontaneamente sem provocar danos nem infecção, não constituem uma ameaça séria para a saúde. Por outro lado, os que obstruem o sistema urinário e provocam dor, comprometem a função renal são os que predispõem a infecções. Estes representam uma grave ameaça para a saúde, exigindo um diagnóstico e tratamento imediatos.

Existem vários tipos de cálculos urinários de composição e localizações diferentes. De acordo com a localização:

  • Cálculos Renais

  • Cálculos Uretrais

  • Cálculos Vesicais

Quanto à composição:

  • Cálculo de Cistina

  • Cálculo de Ácido Úrico

  • Cálculos de Fosfato de Cálcio

  • Cálculos de Oxalato

3-ETIOLOGIA

Os fatores que contribuem para a formação de cálculos urinários são:

  • Infecção

  • Presença de um corpo estranho

  • Incapacidade de esvaziar a bexiga normalmente

  • Obstrução dentro do trato urinário

A causa exata da formação dos cálculos nem sempre é conhecida. Embora certos alimentos possam promover a formação de cálculos em algumas pessoas, os cientistas não acreditam que algum tipo de alimento cause cálculos. Uma pessoa que tenha algum familiar que já teve cálculo renal pode ser mais propensa a desenvolver cálculos. Infecções urinárias, distúrbios renais e metabólicos também estão relacionados com a formação de cálculos. A desidratação, muito importante nos lugares de clima quente, também é um importante fator de risco para a formação dos cálculos renais.

4- FISIOPATOLOGIA

Os cálculos renais, popularmente conhecidos como "pedras nos rins", são formados quando a concentração de alguns componentes da urina se eleva a ponto de ocorrer a agregação dos mesmos em forma de cristais. Em pacientes com infecção, estase urinária ou imobilização prolongada, algumas substâncias cristalinas, normalmente presentes na urina, podem precipitar-se com areia ou cálculos. Se a ingestão de líquidos também for inadequada, nesse caso o cálcio que satura a urina comporta uma maior probabilidade de precipitar e formar cálculos. Estas substâncias cristalinas são principalmente cálcio, fósforo, oxalato de cálcio, e ácido úrico. Os cálculos podem se alojar em qualquer ponto do trato urinário, causando obstrução, infecção e dores.

5- MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

O sintoma mais característico de cálculos renais ou ureterais é a dor intensa. Conforme a localização do cálculo, a dor pode ser dominada de cólica renal ou cólica ureteral. A cólica renal tem origem profunda na região lombar, com irradiação lateral e inferior na direção do testículo no homem e da bexiga na mulher. A cólica ureteral irradia-se para a genitália e coxa.

Quando a dor é intensa ocorrem, em geral:

  • Náuseas

  • Vômitos

  • Palidez

  • Sudorese

  • Ansiedade

A dor causada por cálculos renais nem sempre é intensa e do tipo cólica, podendo ser também uma sensação incomoda, em queimação ou peso. A dor varia de minutos a dias, podendo ser bastante resistente à intervenção. A dor pode ser intermitente, significando a migração do cálculo.

6- DIAGNÓSTICO

A presença de sintomas sugestivos de cálculo renal, dor súbita no dorso ou sangue na urina, deve ser avaliada por um médico. Testes específicos podem então ser realizados para confirmar o diagnóstico. Exames de sangue e de urina podem ajudar a detectar algumas anormalidades que podem promover a formação de cálculos. O exame de urina pode detectar sangue na urina assim como a presença de cristais. Mais freqüentemente, os cálculos renais são encontrados em radiografia ou ultra-sonografia. Esses métodos de diagnósticos oferecem informações importantes sobre o tamanho e localização das pedras.

7-TRATAMENTO

O tratamento convencional do cálculo renal consiste na utilização de analgésicos para alívio da dor e hidratação para corrigir um possível quadro de desidratação, que predispõe a formação dos cálculos. Também podem ser receitados remédios que ajudam na dissolução de certas substâncias da urina, como o cálcio. A maior parte dos cálculos menores que 5mm são eliminados espontaneamente, sem a necessidade de intervenções para sua retirada. Os cálculos maiores de 7mm necessitam de algum tipo de intervenção.

Atualmente o método mais utilizados para eliminação de cálculos maiores que 7mm é a Litotripsia com Ondas de Choque Extracorpórea (LOCE), um aparelho que emite ondas de choque que ao atingir o cálculo fragmenta-o. Esta terapia tem um índice de sucesso em 90 a 100% dos casos para cálculos menores que 2cm.

8-ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

  1. MOBILIDADE NO LEITO PREJUDICADA

Definição:

Estado em que o paciente apresenta, ou esta em risco de apresentar limitação de movimentos na cama.

Características Definidoras:

Capacidade prejudicada de virar-se de um lado para o outro.

Capacidade prejudicada de passar da posição deitada para sentada e vise-versa.

Fatores relacionados:

Relacionados à agilidade motora diminuída ou a fraqueza muscular.

Relacionados à presença de edemas.

Intervenções Gerais:

Evitar períodos prolongados, sentado ou deitado na mesma posição.

Auxiliar a pessoa, lentamente a ficar na posição sentada.

Auxiliar a pessoa, a prática de alguns exercícios.

Promover o desaparecimento dos edemas com massagens.

  1. COMUNICAÇÃO VERBAL PREJUDICADA

Definição:

Estado em que o indivíduo apresenta, ou está em alto risco de apresentar, diminuição da capacidade de falar, embora possa entender outras pessoas.

Características Definidoras:

Déficits de articulação ou do funcionamento motor.

Fatores Relacionados:

Falta dos dentes.

Relacionado à deficiência auditiva.

Intervenções Gerais

Falar distinta e claramente, encarando a pessoa.

Repetir e reformular a pergunta caso a pessoa demonstre não entender.

Usar toque e gesto para incentivar a comunicação.

Estimular a pessoa a apontar e usar gestos.

9-SINTESE DO CASO CLÍNICO

Paciente evolui em EGR, sonolento, calmo, higienização satisfatória, em dieta por via oral com boa aceitação, hidratado, pupilas isocóricas e úmidas, normosfigmico(74bpm), afebril( 36’5º), hipocorado ++(4+), cianótico, anictérico, taquipineico(23rpm), normocardíaco(76bpm), normotenso(130/70mmHg), tórax simétricos, AR: MV (+) em AHT, sem R.A, ACV: R.C.R em 2T, AD: abdome plano, flácido, indolor a palpação, diurese (P), sem depósitos, evacuação em frauda com consistência pastosa, o paciente encontra-se aos cuidados da enfermagem.

10-PRESCRIÇÃO MÉDICA

Ciprofloxacino: antibiótico

Indicação:

Infecções respiratórias, Otite média e sinusite, Infecções genitais, inclusive anexite, gonorréia e prostatite, Infecções óssea e articular. Infecções urinárias.

Contra- indicações:

Reações de fotossensibilidade na pele, hipersensibilidade e alergias. Crianças ou adolescentes em fase de crescimento. Gravidez. Amamentação.

Reações adversas:

Náusea, vômito, dispepsia, diarréia, dor abdominal. Reações de hipersensibilidade (eritema, prurido e edema, febre). Sensação de cansaço e fraqueza. Cefaléia, tonturas, insônia, agitação, depressão, confusão, parestesias.

Omeprazol: antiulseroso

Indicação:

Úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlceras resistentes. Esofagite de refluxo. Lesões gástricas provocadas por drogas antiinflamatórias não esteroidais.

Contra- indicações:

Hipersensibilidade ao omeprazol.

Reações adversas:

Cefaléia, vertigem. Diarréia, dor abdominal, náusea, vômito, constipação, alteração no paladar. Dor nas costas, fraqueza e cãibras. Dor testicular e poliúria.

Dipirona: Analgésicos e Antitérmicos

Indicação: Antitérmico e analgésico.

Contra- indicações:

Pacientes com intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos, porfiria hepática e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

Reações adversas:

Discrasias sangüíneas, agranulocitose, leucopenia e aplasia medular. Em pacientes sensíveis, independente da dose, pode determinar reações de hipersensibilidade, tipo eritema, angioedema e asma. Doses elevadas podem provocar sintomas de intoxicação: vertigem, hiperventilação, rubor cutâneo, hemorragia digestiva.

Anlopidino: Anti-Hipertensivos

Indicação: Hipertensão arterial. Angina do peito.

Contra- indicações:

Choque cardiogênico, angina do peito instável, estenose aórtica severa. Gravidez. Hipersensibilidade aos bloqueadores de canais de cálcio.

Reações adversas:

Cefaléia, edema, fadiga, náusea, rubor facial, tonturas, rash cutâneo (raramente prurido e eritema multiforme). Taquicardia e hipotensão. Menos freqüentemente podem ser observados dor abdominal, palpitações, modificações de peso, mialgias, artralgias, disfunção sexual, aumento da freqüência urinária.

Captopril: Anti-Hipertensivos

Indicação:

Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva. Infarto agudo do miocárdio.

Contra- indicações:

Alergia ao captopril ou outro inibidor da ECA. Gravidez.

Reações adversas:

Seu efeito anti-hipertensivo pode ser potencializado pela associação com diuréticos, nitratos e derivados da nitroglicerina e probenecida.

Diazepam: Ansiolíticos

Indicação:

Tratamento da ansiedade. Relaxante muscular. Alívio sintomático da abstinência alcoólica aguda. Anticonvulsivante e pré-anestésico, quando usado por via endovenosa.

Contra-indicações:

Miastenia grave. Depressão respiratória. Glaucoma. Hipertrofia prostática. Obstrução pilórica e estados depressivos graves.

Reações adeversas:

Sonolência, alterações da memória, confusão, cefaléia, visão turva, fadiga e tonturas. Boca seca, constipação, diarréia, náusea, vômito, mal-estar epigástrico e alterações do apetite.

11-EXAMES COMPLEMENTARES

  • HEMOGRAMA

Anemia:

Quando a concentração da hemoglobina sanguínea diminui dos níveis arbitrados pela Organização Mundial de Saúde em 13 g/dL para homens, 12 g/dL para mulheres, e 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos.

Anisocitose:

É a existência de hemácias de tamanhos diferentes numa mesma amostra de sangue. É encontrada em caso de anemia e outras doenças sanguíneas.

Trombocitopenia:

É a redução do número de plaquetas no sangue, ao contrário do que ocorre na trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). Pacientes com trombocitopenia possuem maior tendência a apresentar fenômenos hemorrágicos.

  • SUMÁRIO DE URINA

O exame rotineiro de urina é um método simples não-invasivo capaz de fornecer uma variedade de informações úteis em relação às patologias envolvendo os rins, o trato urinário e, por dados indiretos algumas patologias sistêmicas.

12- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo foi de grande importância para o entendimento da patologia e para a observação do tratamento, todo cuidado com o paciente. Toda essa experiência vivenciada proporcionou um enorme conhecimento, ajudando então na forma de trabalhar um profissional de enfermagem.

13- REFERENCIAS

CARPENITO, Lynda Juall. Manual de Diagnóstico de Enfermagem.

http://www.scribd.com/doc/2384666/Calculos-Renais

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?276

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4739&ReturnCatID=1746

http://boasaude.uol.com.br/GENERICOS/showdocs.cfm?id=109

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