Complicações no pós - operatório imediato e assistência de enfermagem

Complicações no pós - operatório imediato e assistência de enfermagem

UNIVERSIDADE POTIGUAR – UNP

PRÓ – REITORIA DE GRADUAÇÃO

CURSO DE ENFERMAGEM

TURMA 6MA

Ana Lurdes Militão

Johnson Nei

Lílian Evelyn Machado

Michelle barbosa

Kallyanne Alves

Moisés Araújo

COMPLICAÇÕES NO PÓS - OPERATÓRIO IMEDIATO E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

NATAL

04/2010

Ana Lurdes Militão

Johnson Nei

Lílian Evelyn Machado

Michelle barbosa

Kallyanne Alves

Moisés Araújo

COMPLICAÇÕES NO PÓS - OPERATÓRIO IMEDIATO E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Trabalho apresentado na Universidade Potiguar como pré-requisito para a obtenção da nota parcial da disciplina Clínica Cirúrgica em Enfermagem, ministrada pela professora Fernanda Xavier de Medeiros Barros.

NATAL

03/2010

INTRODUÇÃO

A pesquisa a seguir tem o objetivo de esclarecer as complicações que podem ocorrer no pós-operatório imediato da cirurgia cardíaca e foca a assistência de enfermagem e cuidados intensivos diante dessas complicações, e como há a possibilidade de evitá-las.

O grupo vai apresentar como uma introdução do trabalho como é a procedência da cirurgia cardíaca, quais fatores de risco, como é sistematizada a assistência de Enfermagem.

A cirurgia cardíaca é um procedimento de alta complexidade e que necessita de que o paciente esteja em condições clínicas aceitáveis, de uma equipe multidisciplinar treinada e com experiência e de um hospital com instalações e equipamentos adequados.

A cirurgia cardíaca sendo indicada para cardiopatias congênitas, doenças valvulares, as doenças da aorta, transplante cardíaco e doenças coronárias graves sem indicação de angioplastia, o paciente será encaminhado para uma avaliação clínica detalhada através de história clínica, exame físico e exames complementares de acordo com o quadro clínico e doenças associadas.

Existem alguns fatores que podem aumentar mortalidade e a taxa de complicações no pós- operatório podemos citar idade avançada, sexo feminino, infarto do miocárdio prévio, diabetes, tabagismo, cirurgia cardíaca prévia, obesidade, cirurgia de emergência ou de urgência, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crônica. Além de que existem outros fatores como desnutrição e doenças que alteram a imunidade também contribuem para um resultado ruim.

O planejamento cirúrgico com equipe multidisciplinar, que incluem cirurgiões cardíacos, cardiologistas, anestesistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos, é muito importante para o sucesso da cirurgia.

Iniciando a pesquisa, percebemos que o cuidado pós-operatório inicial é basicamente a obtenção ou manutenção da estabilidade hemodinâmica e recuperação da anestesia geral. O cuidado pode ser fornecido na unidade de cuidados pós-anestésicos ou unidade de terapia intensiva. Logo após, o paciente é transferido para uma unidade intermediária cirúrgica. Portanto os cuidados de enfermagem estão focalizados no tratamento da ferida, atividade progressiva e nutrição.

O período pós-operatório imediato para o paciente que se submeteu a uma cirurgia cardíaca apresenta muitos desafios para a equipe de cuidados de saúde, isso é bem claro que por causa da dificuldade e cuidado no transporte do paciente da sala de cirurgia para qualquer área seja intensiva ou URPA. As informações específicas sobre a operação e os fatores importantes sobre o tratamento pós-operatórios são comunicados pela equipe cirúrgica e profissionais da anestesia para a enfermeira de cuidados críticos, que, então assume a responsabilidade pelo cuidado do paciente. (Brunner & Suddarth)

A enfermagem enquanto ciência e profissão que lida diretamente com seres humanos, precisa nesta fase, assistir o paciente em toda sua complexidade e para tanto necessita de anotações completas e objetivas acerca deste paciente, de tal modo que o embasamento científico seja garantido, tendo em vista a promoção da saúde e a recuperação da doença (GALVÃO et al, 2002).

COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES

É provável que quase todos os pacientes submetidos a cirurgia cardíaca tivessem indicação teórica de monitorização hemodinâmica invasiva com cateter de Swan-Ganz, uma vez que parâmetros como boa pressão arterial, boa perfusão tecidual e presença de diurese não excluem o baixo débito cardíaco e este deve ser sempre o primeiro diagnóstico quando a convalescença não for a habitual. Aceitamos, como contra argumento a essa premissa, a afirmação verdadeira de que na maioria das vezes a desadaptação, se a função ventricular prévia é boa, se deva apenas a ajustes na pré e na pós-carga e de que os pacientes que se desligaram da circulação extracorpórea com facilidade estão, na maioria das vezes, aptos a prosseguir no pós-operatório sem dificuldades. Assim, o reduzido benefício potencial aliado a eventuais complicações e alto custo não justificam o uso de cateter de Swan-Ganz em todos os pacientes. Dentre outras causas de baixo débito cardíaco no pós-operatório estão o infarto per e pós-operatório com suas complicações, arritmias cardíacas, disfunções valvares agudas, tamponamento pericárdico, dificuldade de adaptação de um ventrículo já previamente deteriorado, ou resultado da inadequada proteção ventricular durante o ato cirúrgico. (SENRA DF)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos concluir neste trabalho que diante da cirurgia cardíaca como sendo um procedimento de alta complexidade que exige uma equipe multidisciplinar treinada, bem como um hospital com instalações e equipamentos apropriados para a execução cirúrgica e recuperação pós-operatória. O ato cirúrgico produz uma variedade de alterações da fisiologia cardiovascular, seja pela manipulação das estruturas cardíacas, pelo uso de circulação extracorpórea ou pela infusão de diversos medicamentos. Isso resulta numa série de alterações metabólicas, eletrolíticas, respiratórias e hemodinâmicas.

Vimos que as principais complicações nesta etapa são as alterações da pressão arterial, alterações do ritmo cardíaco, sangramentos e distúrbios eletrolíticos. Por sorte, na maioria dos casos, essas complicações são previsíveis, facilmente corrigidas e raramente oferecem riscos à boa evolução pós-operatória. (Cavalheiro)

Já sabemos que o objetivo é estabelecer o meio geral ideal para a recuperação do paciente. O plano terapêutico apesar de em linhas gerais ser semelhante, necessita de individualização de acordo com os fatores prévios conhecidos do paciente.

A natureza rápida da recuperação torna impossível a aplicação de índices de acuidade/resultado baseados em pacientes críticos, na fase inicial dos cuidados, e torna essencial o acompanhamento de perto dos pacientes e a atuação rápida para reverter situações anormais.

É muito importante salientar a necessidade da atuação multidisciplinar para a obtenção dos melhores resultados nesta situação. A integração das diferentes disciplinas, a confiança no trabalho e desempenho de cada profissional envolvido faz a diferença para os resultados.

Portanto, é indispensável à realização da assistência de enfermagem pelo enfermeiro da Unidade de Terapia Intensiva, através do processo de enfermagem, de forma correta e em todas as suas fases, para que o cliente tenha um cuidado individualizado, contínuo e planejado, baseado nas necessidades momentânea do cliente.

BIBLIOGRAFIA

CARPENITO, Lynda Juall, Diagnósticos de Enfermagem: Aplicação à Prática Clínica. Editora: Artmed. 2008.

Galvão CM, Sawada NO, Rossi LA. A prática baseada em evidências: considerações teóricas para sua implementação na enfermagem perioperatória. Rev Latino-am. Enfermagem, Ribeirão Preto, 2002, 10 (5).

SENRA, Dante Fanganiello. Dante Fanganiello Senra, José Alberto Iasbech, Sérgio Almeida de Oliveira. PÓS-OPERATÓRIO EM CIRURGIA CARDÍACA DE ADULTOS. São Paulo — SP. 1998. Disponível em: < www.fisiohousevitoria.com.br/artigos/03.pdf>. Acessado em: maio 2010.

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