MAPA DE RISCOS

O QUE É MAPA DE RISCOS?

  • Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais, equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho, jornada de trabalho, turnos de trabalho, treinamento etc.)

MAPA DE RISCOS

  • A NR 09 estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, que leva em consideração o MAPA DE RISCOS.

  • O mapeamento de Riscos Ambientais implantado no Brasil, tem sua filosofia calcada no modelo italiano, que implica uma maior participação dos trabalhadores no levantamento e identificação dos riscos.

SIGNIFICADO

  • Mapear os riscos de um ambiente significa reconhecer todos os elementos que prejudiquem a qualidade de vida no trabalho, em termos de conforto, saúde e desempenho.

  • A forma de comunicação desse levantamento de riscos ambientais se dá em 2 formas:

  • a) através de símbolos gráficos em plantas de arquitetura dos locais de trabalho

  • b) através de planilhas específicas.

OBJETIVOS

  • Informar sobre as áreas de riscos da empresa

  • Subsidiar o planejamento e a adoção de medidas corretivas e preventivas do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA).

  • Promover a participação, o debate e a conscientização de todos sobre as reais condições do ambiente de trabalho, em termos de deficiências, a proposição de medidas que possam sanar o problema, sejam a nível coletivo (preferencialmente) e/ ou individual (através da indicação do uso de EPI - equipamento de proteção individual.

CARACTERIZAÇÃO

REPRESENTAÇÃO DOS RISCOS

  • Através de círculos de 3 tamanhos (pequeno, médio e grande) relativos ao porte dos riscos (leve, médio e grave), coloridos internamente de acordo com o grupo.

  • No interior do círculo, plotado na área analisada (compartimento da edificação), será marcada a quantidade de trabalhadores sujeitos ao risco identificado.

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

FATORES QUE POTENCIALIZAM OS RISCOS

  • Tempo de Exposição

  • Quanto maior o tempo de exposição, de contato, maiores são as possibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa.

  • Concentração no Ambiente

  • Quanto maiores as concentrações, maiores as chances de aparecerem problemas.

FATORES QUE POTENCIALIZAM OS RISCOS

  • Toxicidade da Substância

  • Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se comparadas em relação a uma mesma concentração.

  • Forma de Apresentação

  • A forma de apresentação (gás, liquido, neblina ou poeira) tem relação direta com a forma de entrada do tóxico no organismo.

FATORES QUE POTENCIALIZAM OS RISCOS

  • Possibilidade de Absorção

  • Algumas substancias só são capazes de entrar no organismo por inalação ou, ntão, pela pele. Deve-se acentuar cada caso em separado.

VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO

  • Há três formas pelas quais os tóxicos podem penetrar no organismo humano:

  • Por Inalação

  • Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver uma substância nociva por inalação, isto é, pela respiração.

VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO

  • Por contato com a Pele, ou Via Cutânea.

  • A pele pode absorver certas substâncias se houver contato, mesmo que por instantes. Dessa forma, o tóxico pode atingir o sangue e causar dano à saúde.

VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO

  • Por Ingestão

  • Ao engolir acidentalmente a substância tóxica. Acontece muitas vezes quando são ingeridos alimentos ou líquidos contaminados com quantidades não visíveis de substancias nocivas.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Substituição de Produto Tóxico

  • O produto tóxico pode ser substituído por outro produto menos tóxico ou inofensivo. Também, deve-se tomar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo um produto tóxico por outro menos tóxico mas altamente inflamável.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Mudança do Processo ou Equipamento

  • Certas modificações em processos ou equipamentos podem reduzir muito os riscos, ou até, eliminá-los. Exemplo: Pintura a Imersão ao invés de Pistola de Pintura.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Enclausuramento ou Confinamento

  • Consiste em isolar determinada operação do resto da área, diminuindo o numero de pessoas expostas ao risco.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Ventilação

  • Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de formação do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga ar limpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Umidificação

  • Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou diminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações, feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Segregação

  • Separar a operação ou equipamento do restante, seja no tempo ou no espaço. No tempo quer dizer fazer a operação fora do horário normal do resto do pessoal; separar no espaço significa colocar a operação a distância, longe dos demais. O número de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aqueles que devem ficar junto à operação irão receber proteção especial.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Boa Manutenção e Conservação

  • São complementos de outras medidas, pois a má manutenção, muitas vezes, é a principal causa de problemas ambientais. Devem ser elaborados programas e cronogramas de manutenção eficientes e eficazes.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Ambiente

  • Ordem e Limpeza

  • É impossível manter um bom programa de prevenção de riscos ambientais sem a preocupação constante nos aspectos de ordem e limpeza.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Pessoal

  • EPI – Equipamento de Proteção Individual

  • Este equipamento deve ser sempre considerado como uma segunda linha de defesa, após serem tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nas situações onde não são eficientes medidas gerais e coletivas relativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma de proteção aliada à limitação da exposição.

  • O uso correto de EPI, suas limitações e vantagens, deve ser coordenado através de treinamento ministrado pelo pessoal do SESMT.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Pessoal

  • Limitação de Exposição

  • A redução dos períodos de trabalho torna-se importante medida de controle onde e quando todas as outras forem impraticáveis por motivos técnicos, locais ou econômicos, não se conseguindo eliminar o risco.

MEDIDAS DE CONTROLE

  • Medidas Relativas ao Pessoal

  • Controle Médico

  • Exames pré-admissionais e periódicos são medidas fundamentais de caráter permanente, sendo uma das principais atividades do SESMT, através da implementação do PCMSO. Os exames médicos periódicos dos empregados possibilitam, alem de um controle de saúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de fatores que podem levar a uma doença profissional, num estagio aidna inicial e com pouca probabilidade de danos.

ETAPAS DO MAPA DE RISCOS

  • A) Conhecer o processo de trabalho no local analisado:

  • os trabalhadores: número, sexo, idade, capacitação específica e de segurança, jornada;

  • os instrumentos e materiais de trabalho;

  • as atividades exercidas;

  • o ambiente de trabalho.

ETAPAS DO MAPA DE RISCOS

  • B) Identificar os riscos existentes no local, conforme a classificação da tabela.

  • C) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:

  • medidas de proteção coletiva;

  • medidas de organização do trabalho;

  • medidas de proteção individual;

  • medidas de higiene e conforto (banheiro, lavatórios, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer).

ETAPAS DO MAPA DE RISCOS

  • D) Identificar os indicadores de saúde:

  • queixas mais freqüentes e comuns entre trabalhadores expostos aos mesmos riscos;

  • acidentes de trabalho ocorridos;

  • doenças profissionais diagnosticadas;

  • causas mais freqüentes de ausência ao trabalho.

  • E) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local.

ETAPAS DO MAPA DE RISCOS

  • F) Elaborar o mapa de risco sobre o layout da empresa, indicando através de círculos:

  • o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada da tabela;

  • o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do círculo;

  • a especificação do agente, que deve ser anotada também dentro do círculo;

  • a intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionais de círculos.

ETAPAS DO MAPA DE RISCOS

  • G) Discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos deverá ser afixado em cada local analisado, de modo a ser claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores;

  • H) Rever periodicamente o Mapa de Riscos, a cada gestão da CIPA, e/ou quando houver modificação no ambiente de trabalho.

QUESTIONÁRIO PARA RISCOS FÍSICOS

QUESTIONÁRIO PARA RISCOS QUÍMICOS

QUESTIONÁRIO PARA RISCOS BIOLÓGICOS

QUESTIONÁRIO PARA RISCOS ERGONÔMICOS

AVALIAÇÃO DE INTENSIDADE

TABELA DE GRAVIDADE

  • O Mapa de Risco é construído tendo como base a planta baixa ou esboço do local de trabalho, e os riscos serão definidos pelos diâmetros dos círculos:

EXEMPLO MAPA DE RISCOS (Andar Térreo)

EXEMPLO MAPA DE RISCOS (Piso Superior)

OUTRO EXEMPLO MAPA DE RISCOS

OUTRO EXEMPLO MAPA DE RISCOS

MUITO OBRIGADO A TODOS!

  • “NÃO DEVEMOS PERMITIR QUE ALGUÉM SAIA DE NOSSA PRESENÇA, SEM SENTIR-SE MELHOR E MAIS FELIZ”.

  • Madre Teresa de Calcutá

  • Prof. Jairo Brasil

  • jairobras@msn.com

  • www.profjairobrasil.blogspot.com

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