normas de segurança em laboratório

normas de segurança em laboratório

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Estufa: a esterilização de materiais é a total eliminação da vida microbiológica destes materiais. É diferente de limpeza e diferente de assepsia. Existem várias técnicas de esterilização, que apresentam vantagens e desvantagens. Contudo a técnica usada mais regularmente é a autoclavagem. Esterilização de materiais é na verdade a tendência de eliminação de todas as bactérias ou redução da população de uma colônia, pois ainda depois da esterilização o material supostamente estéril ainda possui uma porção mínima de bactérias portanto depois de estéril estes materiais são colocados com uma data de validade e armazenados em uma sala com temperatura controlada, isto é, se não forem usados neste período os materiais deverão serem esterilizados novamente. A questão da temperatura de esterilização,quanto maior a temperatura menor é o tempo de exposição dos materiais isto se referindo a esterilização a vapor, hoje em dia existe dois tipos de temperaturas,121°C e de 134°C em auto claves,para manter a segurança e aumentar a confiabilidade no fim do processo,os materiais não devem sair molhados deste tipo de equipamento, o que seca o material no fim da esterilização ou fase de secagem é a temperatura que o material fica exposto da "camara externa", que por sua vez a pressão é geralmente maior que a pressão na câmara onde ficam os materiais, a maioria das

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autoclaves contem duas câmaras facilitando este processo. Apesar de toda esta tecnologia que temos hoje o conceito de que o material está totalmente estéril é falso, podemos falar em métodos mais seguros que é o correto. A proximidade de um processo de esterilização com qualidade encontra-se na validação e qualificação do equipamento,no suprimento de água do vapor e da manutenção.

Manta: Para as manipulações a quente com solventes e outros produtos inflamáveis, as mantas aquecedoras são recomendadas por oferecerem segurança na operação. Use sempre uma placa aquecedora com área maior que o recipiente a ser aquecido. Recipientes de vidro com paredes grossas, tais como: jarras, garrafões e frascos de filtragem, nunca devem ser aquecidos em placas aquecedoras. Numa placa ou manta aquecedora toda superfície se aquece, por isso ela se mantém quente por algum tempo após ser desligada. Tenha cuidado com qualquer placa ou manta aquecedora que tenha sido utilizada recentemente. Em placas ou mantas aquecedoras, verifique bem os cabos e conectores para ver se não estão estragados. A qualquer sinal de que estejam estragados, passe para outra placa ou manta imediatamente. Não utilize aquela placa ou manta até que ela seja reparada. Um fio desencapado ou um conector estragado pode causar choques elétricos muito perigosos.

Capela: Uma capela de exaustão é um gabinete ventilado, que está dentro de um ambiente laboratorial cuja ventilação também deve estar corretamente projetada, para que o sistema leve para fora do edifício os efluentes indesejáveis provocados por um procedimento efetuado no interior da capela. Estes gabinetes devem ser construídos com materiais adequados para cada caso, normalmente as capelas possuem uma janela envidraçada que abre verticalmente (sash) e permanece aberta em qualquer posição (altura), pois está balanceada por um sistema de contrapesos, em alguns casos possui um sistema defletor para direcionamento do fluxo de ar interno, em um sistema de desvio (bypass) para controle do volume de ar, este gabinete pode ser acomodado em uma bancada, carrinho ou sobre um gabinete especificamente projetado.

Utilizamos o termo Capela de Exaustão por ser o termo mais difundido, mais outros termos também são utilizados, como Capelas químicas, Capelas de Exaustão, Gabinetes, etc.

As capelas de gases são na realidade um equipamento de segurança do trabalhador em laboratório, sendo disponíveis no mercado construídas em muitas formas. Tamanhos, materiais e diferentes revestimentos, e devem ser configurados para acomodar uma grande variedade de procedimentos químicos, entretanto, esta flexibilidade pode oferecer equipamentos que podem resultar em diferentes desempenhos e níveis de proteção ao operador.

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Mufla é um tipo de estufa para altas temperaturas usada em laboratórios, principalmente de química. Consiste basicamente de uma câmara metálica com revestimento interno feito de material refratário e equipada com resistências capazes de elevar a temperatura interior a valores acima de 1000ºC. As muflas mais comuns possuem faixas de trabalho que variam de 200°C a 1400°C. Os fornos mufla são equipamentos de aquecimento indicados para processos laboratoriais de pesquisa, controle da qualidade, desenvolvimento de novos produtos e testes em geral, tais como: tratamento térmico; teste de ignição; queima de material cerâmico; fusão de não ferrosos; decomposição e digestão em análises químicas; análises gravimétricas e processos de envelhecimento térmico. Alguns cuidados com este equipamento: não evapore líquidos nem queime óleos na mufla; empregue, para calcinação, somente cadinhos ou cápsulas de materiais resistentes altas temperaturas; não abra a porta da mufla de modo súbito, quando estiver aquecida e cuidado ao retirar materiais da mufla em alta temperatura, isto pode causar choque térmico. Não coloque a mufla em operação, ou a desligue, quando o pirômetro não estiver indicando a temperatura e a temperatura ultrapassar a ajustada. Não remova ou introduza cadinhos ou cápsulas sem utilizar pinças adequadas, protetor facial, luvas de amianto e avental ou protetores de braço, se necessário.

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5. CONCLUSÃO

Acidentes em laboratórios ocorrem freqüentemente em virtude da pressa excessiva na obtenção de resultados ou por ignorância em relação ao manuseio de equipamentos.

Todo aquele que trabalha em laboratório deve ter responsabilidade no seu trabalho e evitar atitudes ou pressa que possam acarretar acidentes e possíveis danos para si e para os demais. Deve prestar atenção a sua volta e se prevenir contra perigos que possam surgir do trabalho de outros, assim como do seu próprio. Existe, portanto, uma grande necessidade de se estabelecer nas indústrias, laboratórios de ensino e de pesquisa, normas mais rígidas de segurança, pois, em geral, os profissionais de qualquer área não recebem nas Universidades instruções completas sobre normas de segurança do trabalho.

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6. REFERÊNCIAS

CONSTANTINO, Maurício Gomes. Fundamentos de Química Experimental. São Paulo: Edusp, 2004.

FELTRE, Ricardo. Fundamentos da Química.Vol único. São Paulo: Moderna,1996.

SALVADOR, Edgar ; USBERCO, João. Química essencial. São Paulo: Saraiva, 2001.

SANTOS, Wildson Luiz P. dos ; MÓL, Gérson de Souza. Química e Sociedade.Vol único. São Paulo: Nova Geração, 2005.

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