Embreagem

Embreagem

Apresentação inicial

Boa noite a todos, o nosso trabalho é sobre embreagem propriamente dita e apresentaremos um pouco do conhecimento desta fascinante transmissão. Inicialmente vamos definir a embreagem apresentando os seus principais componentes, em seguida mostraremos não todos, mas os principais tipos de embreagem que atualmente usam-se nas indústrias e principalmente no setor automotivo, descrevendo as suas respectivas finalidades. E enfim concluindo a apresentação mostraremos algumas dicas importantes na verificação de componentes de extrema pertinência na embreagem que se deve tomar nota antes de trocar ou projetar uma embreagem.

(NO SLIDE: há aqui um esquema que apenas indica o local de uma embreagem no carro).

Finalidade da embreagem

A embreagem destina-se a desligar o motor das rodas motrizes quando se efetua uma mudança de velocidades ou quando se arranca. Torna assim possível engatar suavemente uma nova engrenagem antes de a transmissão voltar a ser ligada ou, acuando do arranque, permite que o motor atinja as rotações suficientes para deslocar o automóvel.

O desembrear faz separar três partes do conjunto da embreagem: o volante do motor, o disco e platô, ou placa de pressão da embreagem. O volante do motor está fixado por meio de parafusos à árvores de manivelas e roda solidário com esta;o disco da embreagem encaixa ,por meio de estrias ,no eixo primário da caixa de mudanças e,assim,roda com este;o platô da embreagem fixa o disco de encontro ao volante do motor.

Quando se diminui a pressão do platô (carregando no pedal da embreagem), a árvore de manivelas e o eixo primário da caixa de mudanças passam a ter movimentos independentes. Quando o motorista deixa de calcar no pedal, aqueles tornam-se solidários. .(NO SLIDE: veja aqui este principio).

Explicando no slide o principio da embreagem:

Um disco revestido de lixa, movido por uma furadeira elétrica, corresponde ao volante do motor em rotação. Se um segundo disco de lixa for posto em contato com o primeiro, aquele se moverá também, devido ao atrito, porém mais lentamente. Aumentando a pressão do encosto consegue-se que os dois discos rodem solidariamente. É este o principio de funcionamento de uma embreagem de fricção.

Ambas as faces do disco da embreagem, um disco delgado de aço de elevada tenacidade, estão revestidas com um material de fricção (a guarnição da embreagem). Quando o disco da embreagem está fixado de encontro ao volante do motor por meio do platô da embreagem, a força de aperto deverá ser suficientemente grande para evitar qualquer deslizamento, patinagem, sempre que o motor transmite o binário-motor (torque) máximo ao volante.

Resumindo a embreagem deve exercer duas funções, claro, se tratando de embreagens mecânicas de comando por pedal:

  • Ligar progressivamente o motor ás rodas do veiculo para levá-lo a uma marcha que corresponde ao regime de rotação do motor;

  • Separar momentaneamente o motor dos elementos de transmissão para permitir a operação de mudanças de marcha;

As embreagens mecânicas de ação centrífuga podem desempenhar a primeira função, a não ser que sejam completadas por um dispositivo especial ou por uma caixa de cambio apropriada. As embreagens eletromagnéticas e eletropneumáticas podem garantir as duas funções, conforme o seu funcionamento. Há uma grande variedade de embreagens uma ainda maior variedade de comandos para elas. Apresentaremos algumas dessas duas partes em separado. Conheça agora os tipos de embreagens.

Tipos de embreagens

Embreagem de mola

Numa embreagem de molas, o platô é impelido por um certo número de molas helicoidais e aloja-se,juntamente com estas ,numa tampa de aço estampado,fixa ao volante do motor .As molas apóiam-se nesta tampa e exercem pressão sobre ela.

Nem o disco da embreagem nem platô estão ligados rigidamente ao volante do motor, podendo ambos aproximar-se ou afastar-se deste.(NO SLIDE:está aqui os componentes de uma embreagem de molas......indicando....depois de indicado ,ver o próximo slide e explica o anel de impulso)

Explicando no slide o funcionamento do anel de impulso:

Embreado: as molas mantêm o disco apertado entre o platô e o volante do motor. Na gravura uma mola e uma pastilha. Desembreado: a pressão sobre o pedal, através da placa de impulso, faz com que as pastilhas puxem para trás o platô.

Embreagem de diafragma

É mais compacta, acionamento mais suave. É a embreagem mais comumente empregada em veículos de passeio. Numa embreagem de diafragma, as alavancas radiais e as molas de embreagens são substituídas por um diafragma cônico, divido internamente em laminas que tem a forma de garras convergentes para o centro. Ultimamente, a embreagem de molas tem vindo a ser suplantada pela embreagem de diafragma, pois esta exige menor pressão sobre o pedal. (NO SLIDE:está aqui os componentes de uma embreagem de diafragma......indicando....depois de indicado ,ver o próximo slide e explica a atuação do diafragma)

Explicando no slide como atua o diafragma:

Embreado: o diafragma,quando se apresenta plano,empurra o platô. Desembreado: o anel de impulso faz flectir (dobrar) o diafragma, libertando assim o platô.

Embreagem multidisco

NO SLIDE:explique normalmente

A embreagem multidisco é formada por uma série de discos metálicos colocados lado a lado. Um disco acionado externamente alterna com um disco ligado a uma peça interna. Quando os discos estiverem apertados uns contra os outros (em banho de óleo), a sua aderência mútua liga a parte externa da embreagem solidaria da parte interna e dá lugar ao acionamento. Quando os discos forem desapertados, as partes externa e interna se separam e o movimento deixa de ser transmitido.(NO SLIDE:observa-se melhor este principio no próximo slide.)

Explicando no slide o funcionamento dos discos:

O movimento da árvore de manivelas do motor é ligado e desligado a determinada peça do eixo movido por meio destes discos múltiplos em banho de óleo. Estes são acionados por pressão de óleo proveniente de válvula de comando,ou seja,desligado não há transmissão.

Embreagem centrífuga

Embreagem de acionamento automático em função da rotação do motor. É de emprego comum em ciclomotores e equipamentos motorizados, como cortador de grama, pequenos veículos de carga, etc.(NO SLIDE:as embreagens centrifugas podem ter acionamentos mecânicos ou hidráulicos.Lembrando que quando mais elevado for o numero de rotações do motor,maior será a força exercida.).

Embreagem hidráulica

As embreagens hidráulicas transmitem a energia mecânica do motor por meio de um liquido que é quase sempre um óleo bastante fluido. Este tipo de embreagem permite que o motor trabalhe com o automóvel parado e começa a transmitir suave e progressivamente a energia mecânica quando o motorista acelera o motor, premindo o acelerador. Este sistema compõe-se de duas partes rotativas principais: um impulsor (bomba), acionado pelo motor, e uma turbina que aciona a caixa de mudanças. Cada uma destas partes tem a forma de uma calota esférica e contém um certo número de divisórias radiais,as pás.(NO SLIDE:e essas duas calotas estão alojadas num cárter cheio de óleo e separados por um pequeno espaço para evitar qualquer contato.

Embreagem eletromagnética

Embreagem de funcionamento por corrente impressa (parasita), composta por dois rotores, da mesma forma que em um motor elétrico. Um rotor é fixo ao eixo do motor e o outro é fixo ao eixo da caixa de câmbio. Ao rotor ligado à caixa de câmbio é aplicada uma corrente elétrica oriunda de um gerador acionado pelo motor do veículo. Os dois rotores apresentam ranhuras nas suas superfícies de maneira a proporcionar um rotor semelhante a um rotor de motor elétrico de gaiola aberta. Quando os dois rotores giram na mesma rotação não há indução de corrente entre o rotor energizado e o rotor acoplado ao motor do veículo – situação de veículo embreado. Quando há variação de rotação entre os rotores uma corrente induzida é impressa gerando um campo elétrico que arrasta o outro rotor promovendo o embreamento dos dois rotores. Assim como nas embreagens hidráulicas, sem contato, ocorre algum escorregamento entre os rotores, porém menor que 3%. As aplicações mais comuns para este tipo de embreagem são industriais. No segmento automotivo aplica-se como freio em veículos não rodoviários.

Dimensionamento das embreagens

Agora veremos algumas verificações da embreagem. Pequenos descuidos podem provocar grandes problemas. Todos os componentes do sistema de embreagem devem ser verificados visual e funcionalmente com todo cuidado, e isso antes da montagem. Veremos a seguir alguns defeitos que podem ser evitados na manutenção do sistema de embreagem se forem analisados atentamente, antes de começar a montagem do veículo.

NO SLIDE:explique indicando os componentes.

  1. Rolamento guia no eixo do motor (piloto);

Esta é uma pequena peça que, quando desprezada, pode causar grandes problemas. Quando travado, não é possível mais debrear resultando no difícil engate das marchas. Causa ruído e também desalinhamento, o que resulta na destruição do amortecimento torcional do disco.

  1. Retentores dos eixos;

A embreagem funciona basicamente por atrito, portanto, qualquer vestígio de óleo pode influenciar negativamente as funções da embreagem. A presença de óleo nos compartimentos da embreagem e no conjunto platô e disco indicam que os retentores devem ser substituídos. Em veículos com alta quilometragem, os retentores devem ser imprescindivelmente analisados e substituídos para evitar problemas como patinação e trepidação.

  1. Volante do motor;

O volante do motor é, juntamente com a placa do platô, uma das faces de atrito do disco. Trincas, marcas azuladas, sulcos e espelhamento indicam claramente que houve superaquecimento. É necessário que estas marcas sejam eliminadas quando possível, caso contrário, o volante deve ser substituído.O retrabalho, ou seja, a usinagem deve ser feita, porém dentro das especificações fornecidas pelo fabricante. É importante ressaltar que a superfície de fixação do platô deve ser retrabalhada para que se mantenha a mesma altura da peça nova.

  1. Tubo guia do enrolamento da embreagem;

O tubo guia deve estar absolutamente concêntrico e exatamente paralelo com o eixo piloto da transmissão. Áreas amassadas ou gastas no tubo guia podem prejudicar o deslizamento do mancal e causar patinação, trepidação e pedal duro da embreagem.

  1. Garfo da embreagem;

Verificar se o mesmo movimenta-se livremente. Excesso de folga pode prejudicar o curso de acionamento de debreagem.Se visualmente for constatado desgaste nas áreas de atrito e nas buchas, o mesmo deve ser substituído.

Então fiquem expertos na troca de embreagens!

Geralmente a vida útil da embreagem gira em torno de 80 mil km, se bem utilizado, para atingir esta marca pode ser tomado os seguintes cuidados. Não dirigir com o pé apoiado no pedal da embreagem. Os sistemas geralmente trabalham com uma folga que gira em torno de 10 mm (1 cm), mas os motoristas geralmente ultrapassam esse limite. Ao apoiar o pé no pedal, o motorista estará pressionando o diafragma do platô e abrindo o sistema de embreagem. Com isso, o disco vai começar a escorregar. Ao patinar, vai superaquecer o sistema e provocar desgaste prematuro do material de atrito; Outros fatores que podem acelerar o desgaste da embreagem (e de outros itens do carro) são: carregar peso além dos limites do veículo e ficar sempre com marcha engatada ou fazer "controle de embreagem" em subida.

Esperamos que tenham gostado e compreendido um pouco sobre embreagem principalmente o seu funcionamento.Agradecemos a atenção de todos e caso alguém deseja questionar algo a respeito estamos dispostos a respondê-lo.

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