Obesidade e Desnutrição

Obesidade e Desnutrição

(Parte 1 de 6)

Apresentação03
A alimentação em nossa vida05
Nossas escolhas alimentares05
Os nutrientes e o nosso corpo07
Gasto energético08
Consumo energético09
Balanço energético10
Avaliando o estado nutricional13
Obesidade17
O que é obesidade?17
Qual a situação da obesidade no país?17
Quais as causas da obesidade?17
Quais as conseqüências da obesidade?19
Como identificar a obesidade?20
Como prevenir a obesidade?20
Anorexia nervosa23
Bulimia23
Desnutrição25
O que é desnutrição?25
Qual a situação da desnutrição no país?25
Quais os determinantes da desnutrição?26
Quais as conseqüências da desnutrição?26
Como identificar a desnutrição?27
Como prevenir a desnutrição?27
Anemia ferropriva29
O que é anemia?29
Qual a situação da anemia ferropriva no país?29
Quais as causas da anemia ferropriva?29
Quais as conseqüências da anemia ferropriva?30
Como prevenir e controlar a anemia ferropriva?30
Em busca do equilíbrio possível3
Sugestões de atividades e de textos39
Anexos57
Referências bibliográficas63

1 ÍNDICE

No início do ano 2000 lançamos o projeto COM GOSTO DE SAÚDE como integrante da iniciativa PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA. Ele enfoca a alimentação/nutrição como componente fundamental da promoção de saúde e tem como pressupostos básicos: a alimentação como direito humano; a segurança alimentar e nutricional como requisito básico para a afirmação plena do potencial de desenvolvimento físico, mental e social de todo ser humano; o reconhecimento de que a alimentação está situada em um contexto de vida, em um processo histórico e é parte da cultura de um povo; a participação ativa do sujeito e da comunidade no controle de suas condições de alimentação e saúde.

Este material de apoio sobre "Obesidade e Desnutrição" complementa o último filme da fita de vídeo que já foi distribuída para todas as escolas municipais, encerrando o primeiro bloco de temas do projeto "Com Gosto de Saúde" que, além deste, abrangeu os temas: Alimentação e Cultura, Alimentação Saudável e Aleitamento Materno. Seguindo a estrutura dos materiais anteriores, é apresentado um texto para aprofundamento do tema e, em seguida, sugestões de atividades e de textos que podem ser utilizados para sistematizar a discussão com os alunos.

Em 1999 foi realizado um diagnóstico da situação nutricional dos escolares da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Para este estudo foi selecionada uma amostra representativa do total de alunos de nossas escolas, apontando os seguintes resultados: entre os menores de 10 anos, 1,4% encontravam-se com baixo peso, 7% com excesso de peso e 16,1% com anemia; entre os maiores de 10 anos, 7,3% encontravam-se com baixo peso,

16,8% com excesso de peso e 10,5% com anemia.

Estes dados demonstram que os principais agravos nutricionais dos alunos da rede municipal de ensino são a obesidade e a anemia. Entre os menores de 10 anos, o resultado de obesidade representa quase três vezes o esperado (quando se compara com uma população de referência, isto é, uma população com padrões de crescimento e desenvolvimento satisfatórios). Dos 16,8% adolescentes com excesso de peso, 6,4% apresentavam obesidade. A anemia foi mais importante entre os menores de 7 anos, possivelmente por uma deficiência de ferro iniciada na primeira infância, e em meninas maiores de 14 anos, provavelmente por hábitos alimentares inadequados associados às perdas regulares de sangue na menstruação. Os casos de déficit nutricional (seja de peso ou de altura) não foram significativos em termos coletivos, mas individualmente merecem toda atenção uma vez que crianças desnutridas apresentam maior risco de adoecer.

Este diagnóstico justifica a escolha deste tema, bastante atual, e a abordagem sobre as implicações que o aumento do número de casos de obesidade e anemia e a diminuição dos casos de desnutrição têm na saúde da população, chamando atenção para o fato de que a prevenção é a forma mais eficaz para lidar com estes agravos nutricionais.

Portanto, neste material queremos valorizar a idéia de que a alimentação saudável também pode ser prazerosa e que, ao contrário do senso comum, nem tudo que é gostoso engorda, enfatizando a idéia de que cuidar da saúde inclui respeito às diferenças, valorizando o melhor que cada um pode ser e a busca de equilíbrio nas opções cotidianas que fazemos.

Rio de Janeiro, outubro de 2004.

comer carne de cachorro ou de cavalo é comum em algumas culturas? Isso pode parecer repugnante ou mesmo absurdo para culturas como a nossa, mas na Coréia do Sul é habitual o consumo de carne de cachorro e, na Itália, há uma iguaria feita à base de carne de caça e de cavalo.

os restaurantes surgiram na mesma época que os mercados e as feiras? O comércio de alimentos obrigava camponeses e artesãos a deixarem seus domicílios por vários dias e, portanto, a se alimentarem fora de casa enquanto estabeleciam ou mantinham relações sociais, de amizade ou de negócios.

O direito humano à alimentação é reconhecido como fundamental para uma vida digna e se expressa pela garantia, a todos os cidadãos, de acesso diário a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades nutricionais, condição básica para uma vida saudável. Só há escolha alimentar quando há acesso ao alimento!

Uma das peculiaridades da alimentação humana é que o homem se alimenta não só para satisfazer suas necessidades biológicas, mas também para atender aspectos sociais, culturais, econômicos, simbólicos e afetivos.

Cada um pode contar uma história sobre seu hábito alimentar: "não come porque a mãe obrigava a comer quando era pequeno", "come porque dá prazer", "come porque os amigos comem", "não come porque faz mal", "não come porque é muito caro", "come para não jogar fora", "come para consolar", "quando está nervoso não come" ou "se está nervoso come muito"...

O "gosto" é construído e transmitido socialmente. Ao observarmos a história da alimentação humana, podemos perceber como certos hábitos e tipos de alimentos, valorizados anteriormente, foram sendo substituídos de acordo com o contexto sócio-econômico e tecnológico de cada época. O alimento também precisa ser culturalmente comestível!

Nesta perspectiva, a alimentação pode ser compreendida como uma forma de comunicação e expressão de um povo. Como vimos no material de apoio sobre o tema "Alimentação e Cultura", nossa cultura está presente no que comemos e a alimentação varia de um país para outro. Em relação ao Brasil, vimos que ela também varia regionalmente.Por exemplo, nordestinos e gaúchos possuem hábitos alimentares totalmente diferentes. A opção por um ou outro alimento revela, muitas vezes, a que grupo social, étnico ou de idade se pertence ou se deseja pertencer.

Ao longo dos últimos vinte anos, observamos as seguintes tendências na alimentação do brasileiro: diminuição do consumo de cereais (arroz, milho, trigo, centeio) e de suas farinhas, de feijão e de tubérculos (batata, inhame, mandioca); substituição das gorduras animais (banha de porco, toucinho e manteiga) por gorduras vegetais, principalmente óleo de soja e margarina; aumento do consumo de proteínas de origem animal em relação às de origem vegetal, principalmente pelo aumento do consumo de carnes, ovos, leite e derivados.

Logo, a principal característica do comportamento alimentar atual é a substituição de alimentos in natura por produtos industrializados e processados, o que pode gerar sérias conseqüências à saúde da população.

A mídia tem sido uma grande aliada da indústria em agregar valores simbólicos, como prestígio, statussocial, praticidade e prosperidade econômica a produtos que nem sempre são nutritivos. Valendo-se de diversos artifícios é capaz de construir uma necessidade vital sobre um alimento totalmente dispensável à manutenção de nosso bem-estar físico, pois consegue criar motivações pessoais para a incorporação ou mudança de hábitos de consumo. Os modismos alimentares e as dietas, na maioria das vezes prejudiciais à saúde, também são divulgados freqüentemente para um mercado consumidor que almeja um padrão de beleza quase sempre inatingível.

Não resta dúvida de que os veículos de comunicação são fundamentais para a divulgação de informações, experiências e novos comportamentos. Em grande parte devido à mídia, a relação entre alimentação e saúde está cada vez mais presente em nosso cotidiano. "Faz bem comer isso?" "Esse alimento engorda?" "Faz mal ao coração?"

Mas será que precisamos consumir tudo que a publicidade apresenta? O acesso à informação e o espírito crítico são fundamentais para agir com autonomia e fazer escolhas coerentes frente às "tentações" do consumo.

O público infantil é o principal alvo das propagandas de alimentos que apelam para desenhos coloridos, "bichinhos" carinhosos, músicas animadas, artistas simpáticos e coleção de brindes para chamar a atenção das crianças e estimular o consumo permanente de certos produtos. Por ser uma fase da vida onde a referência familiar é fundamental na formação dos hábitos alimentares, os pais devem ficar atentos à influência da propaganda sobre a alimentação da família. Muitas vezes, os pais reclamam que as crianças adoram comer "besteiras", e se esquecem que, na maioria das vezes, são eles próprios que tornam essas guloseimas acessíveis às crianças.

A alimentação pode ser fonte de muitas descobertas para a criança e também uma forma de demonstrar carinho e cuidado, mas também pode servir para chantagens e desafios ou para preencher carências e falta de atenção. A alimentação infantil merece ser cuidada e isso não significa oferecer aos filhos tudo o que eles vêem em propagandas.

Os adolescentes, por sua grande vulnerabilidade à incorporação de novos hábitos, também são alvo da publicidade, pois, além de modificarem facilmente seus hábitos individuais, também têm um grande poder de influência na vida familiar. Eles têm sido desafiados pela ditadura da estética atual: com a expectativa de aumentar sua aceitação nos grupos em que estão inseridos, al- o processo de industrialização, muitas vezes, aumenta o teor de gordura dos alimentos? Por exemplo, o macarrão tipo lamen é frito por imersão para que mantenha o formato em que é vendido e por isso apresenta maior teor de gordura do que outras massas que não tenham sofrido este processo.

publicidade é a arte de exercer uma ação psicológica sobre o público com fins comerciais ou políticos? guns meninos fazem uso indiscriminado dos suplementos nutricionais e das famosas "bombas" para desenvolver a musculatura o mais rápido possível e algumas meninas praticamente deixam de se alimentar em busca de corpos perfeitos. Por outro lado, aqueles que não conseguem se enquadrar nestes padrões acabam, muitas vezes, desvalorizando os cuidados com o corpo e se isolando em frente à televisão ou ao computador.

Nesta fase, é muito comum a imposição de rótulos àqueles que são "diferentes". No entanto, como o vídeo Obesidade e Desnutrição apresenta, "a graça está na diferença", na diversidade entre as pessoas e por isso, este vídeo veicula tantas mensagens de estímulo à auto-estima como "o mais importante é ser o melhor que você pode", valorizando justamente a idéia de respeito às diferenças e reconhecimento dos limites de cada um.

A adolescência é um momento de busca por autonomia também em relação à alimentação. O imediatismo e a procura pelo prazer e pela novidade são marcas do comportamento nesta fase da vida. Nesse contexto, os "fast food", por serem rápidos e práticos e amplamente veiculados pela mídia, passaram a fazer parte do cotidiano dos jovens. A incorporação dessa prática tem tornado a alimentação monótona, altamente calórica e pobre em vitaminas e minerais.

Na busca por práticas alimentares mais saudáveis, cabe a todos nós - familiares, profissionais de saúde e educadores - desenvolver e estimular um olhar crítico frente aos apelos da propaganda a fim de reconhecer nossas reais necessidades de consumo e gostos alimentares.

As opções saudáveis precisam ser viáveis e aceitas pelo grupo e também estimuladas, protegidas e apoiadas por instituições para que resultem em mudanças concretas. Alimentar-se bem depende de acesso, informação e escolha e a escola desempenha papel fundamental em apresentar e aproximar a comunidade escolar a estratégias de promoção de saúde e alimentação saudável.

No material de apoio sobre o tema "Alimentação Saudável" do Projeto "Com Gosto de Saúde", vimos que os alimentos fornecem energia para as atividades diárias como andar, estudar, trabalhar, brincar, dançar; proteínas para formação, manutenção e reparação de todos os nossos ossos, músculos, órgãos, pele etc; e vitaminas e minerais, para favorecer uma série de funções orgânicas necessárias ao crescimento normal e manutenção da saúde.

Mas qual a quantidade necessária de energia, proteína, vitaminas e minerais para manter a saúde? Qual é a nossa necessidade de nutrientes? A evolução das pesquisas na área de Nutrição Humana nos permite conhecer cada vez melhor a contribuição de cada nutriente para um estado nutricional adequado, sendo possível, por exemplo, estimar as necessidades nutricionais diárias (de energia, de proteínas, das principais vitaminas e minerais) para diferentes faixas etárias e sexo. As necessidades nutricionais também variam para atender os diferentes momentos do ciclo da vida como crescimento, gravidez, amamentação e envelhecimento. No quadro 1, em anexo, podemos observar a variação de necessidade energética ao longo da vida. Para nutrir o corpo e manter o peso adequado, a ali- a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabelece regras para a elaboração dos rótulos de bebidas e alimentos embalados? Os rótulos devem indicar a composição nutricional e o percentual de atendimento às necessidades nutricionais diárias. Porém, é preciso ter cuidado ao interpretar esta informação, pois os valores de ingestão diária são referentes à média recomendada para adultos (2000 kcal).

como o metabolismo dos alimentos produz uma grande quantidade de calorias, em Nutrição utiliza-se a medida quilocaloria (Kcal). Uma Kcal equivale a 1.0 calorias, mas é comum as pessoas usarem as duas palavras como sinônimo.

mentação deve atender às necessidades nutricionais de forma equilibrada, sem excesso ou carência de energia ou outros nutrientes. Em Nutrição, usamos a unidade quilocaloria para medir a energia que os alimentos fornecem para o corpo humano e também para medir a quantidade de energia que o corpo utiliza para desempenhar suas funções. Detalharemos a seguir os aspectos que influenciam a manutenção de um peso saudável, que dependem basicamente da relação entre o consumo e o gasto de energia.

Gastamos energia, constantemente, até quando estamos dormindo ou comendo. O gasto energético irá variar ao longo da vida e de pessoa para pessoa, isto porque o gasto de energia depende: (a) do metabolismo basal de cada organismo; (b) do tipo, da intensidade e da freqüência da atividade física que cada pessoa desempenha e (c) do efeito térmico do alimento que foi consumido.

A seguir, veremos a influência de cada um destes aspectos no aumento ou na diminuição do gasto de energia.

a. Metabolismo basal Quando estamos em repouso, nosso corpo está em metabolismo basal, isto é, está gastando energia somente para desempenhar as funções vitais, como por exemplo respiração, batimentos cardíacos, funcionamento dos rins e fígado, entre outros.

A quantidade de energia gasta para o metabolismo basal vai variar de acordo com a altura, com a idade, com o sexo e com a composição corporal (quantidade de gordura, músculos, ossos e água) de cada pessoa.

Assim como as pessoas são diferentes por fora (cor do cabelo, cor da pele etc), também são diferentes "por dentro", isto é, a composição e o funcionamento do organismo também dependem da herança genética de cada um e, por isso, o metabolismo basal das pessoas também é diferente. Por exemplo, algumas pessoas vão gastar mais ou menos energia para realizar a mesma atividade ou vão ter mais ou menos facilidade para armazenar energia sob a forma de gordura. Por isso, é muito comum ouvirmos comentários do tipo: "...algumas pessoas comem a mesma quantidade de comida e umas engordam, outras não!", "...algumas pessoas comem pouco e engordam e outras comem muito e não engordam!" Isso realmente acontece, pois como vimos no vídeo, "cada pessoa é única!"

Ao longo da vida, o metabolismo basal se altera e, com isso, o gasto energético também irá variar. Durante a infância, o ritmo de crescimento do corpo é intenso e este comparando homens e mulheres com o mesmo peso, altura e idade, os homens gastam mais energia do que as mulheres, pois possuem mais massa muscular? Comparada com a massa adiposa, a massa muscular requer mais energia para o desempenho de suas funções.

ritmo de crescimento torna-se mais lento durante os anos pré-escolares e escolares até a puberdade, quando o adolescente entra no estirão de crescimento. Na adolescência, o gasto de energia é maior para o crescimento dos ossos, ganho de massa muscular, entre outros. Ao entrar na fase adulta, o corpo não cresce mais e, com o processo de envelhecimento, o metabolismo basal decai, principalmente, pela perda gradual e progressiva de massa muscular.

Outros momentos do ciclo da vida em que há alterações significativas no metabolismo basal são a gravidez e a amamentação, quando o gasto energético está aumentado em função da formação do feto, da placenta, do líquido amniótico e da produção do leite materno.

O metabolismo basal também se altera quando o corpo necessita produzir defesas para reagir a doenças infecciosas ou a outros agravos à saúde como fraturas e queimaduras.

b. Atividade física A atividade física influencia, de forma importante, o gasto diário de energia. Este gasto será maior ou menor dependendo do tipo, da freqüência e da intensidade da atividade física que cada pessoa realiza. Por exemplo, os atletas têm um gasto energético elevado em função dos exercícios, treinamentos e competições. No quadro 2, em anexo, podemos ver o gasto médio de energia de um adulto e de uma criança em diversas atividades diárias.

c. Efeito térmico dos alimentos Além do metabolismo basal e do nível de atividade física, o efeito térmico dos alimentos também influencia o gasto energético. Mastigar, engolir, digerir, absorver, uti- lizar os nutrientes e excretar os produtos finais da digestão são etapas do processo de transformação do alimento em nutrientes e este processo requer gasto de energia. O efeito térmico dos alimentos corresponde à quantidade de energia que o organismo precisa gastar para realizar este processo. Este efeito é maior para os alimentos ricos em proteínas do que para os alimentos ricos em gorduras ou açúcares, pois o processo de digestão e absorção das proteínas é mais complexo.

A água e os alimentos são indispensáveis à vida. Desde que somos concebidos precisamos nos alimentar. A partir da ingestão dos alimentos, desencadeia-se um complexo processo de transformação da energia fornecida pelos alimentos - a qual será utilizada em nossas atividades físicas e mentais - e também uma série de reações visando utilizar os nutrientes para o pleno funcionamento do nosso organismo.

Alguns alimentos fornecem mais energia que outros e, por isso, dizemos que são mais calóricos: um grama de gordura fornece 9 quilocalorias ao corpo, enquanto um grama de carboidrato ou de proteína fornece 4 quilocalorias, logo, os alimentos ricos em gordura são mais calóricos que os alimentos ricos em carboidratos ou proteínas.

É possível comer um grande volume de alimentos e ingerir poucas calorias ou comer uma pequena porção de alimentos e ingerir muitas calorias, dependendo da densidade energética de cada alimento. A densidade energética pode ser entendida como a razão entre a quantidade de durante o processo de envelhecimento podemos perder de 1 a 2 cm de altura por década de vida? Isto acontece em função da compressão da coluna vertebral, mudanças nos discos intervertebrais, perda do tônus muscular e alterações posturais.

calorias e o volume ou massa de um determinado alimento preparado. Por exemplo, 100 gramas de arroz branco fornecem 164 calorias, enquanto 100 gramas de bacon fornecem 661 calorias, portanto podemos dizer que o bacon tem uma densidade energética maior que o arroz. A quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras presentes nos alimentos é que determina a densidade energética do alimento ou da refeição. Geralmente, os alimentos com maior densidade energética desequilibram a alimentação de duas maneiras: são muito calóricos e são pobres em vitaminas e minerais. No quadro 3, em anexo, apresentamos diversas refeições e a quantidade de calorias que fornecem.

O mesmo alimento também pode ser mais ou menos calórico dependendo da forma como o preparamos ou dos ingredientes que utilizamos. Observe o quadro 4, em anexo, e confira.

Após o processo de digestão, os alimentos consumidos fornecem os nutrientes para serem utilizados pelo organismo. A absorção de nutrientes pode ser influenciada pela interação entre eles, pela condição biológica do organismo e pela interação com medicamentos.

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