É um termo técnico utilizado no meio agronômico que refere-se à ciência aplicada, bem como ao estudo da agrotecnologia de produção das culturas oleráceas.

  • É um termo técnico utilizado no meio agronômico que refere-se à ciência aplicada, bem como ao estudo da agrotecnologia de produção das culturas oleráceas.

> Grandes culturas: Produtoras de grãos, fibras e estimulantes

  • > Grandes culturas: Produtoras de grãos, fibras e estimulantes

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  • > Olericultura: Hortaliças

  • > Fruticultura: fruteiras

  • > Floricultura: Flores

  • > Jardinocultura: Plantas ornamentais

  • Fitotecnia } > Horticultura > Viveiricultura: Mudas em geral

  • > Cultura de plantas condimentares

  • > Cultura de plantas medicinais

  • > Cultura de cogumelos comestíveis

  • > Silvicultura: Espécies florestais

  • > Forragicultura: Pastagens e forrageiras

Atividade agro econômica altamente intensiva – emprego contínuo do solo com vários ciclos culturais.

  • Atividade agro econômica altamente intensiva – emprego contínuo do solo com vários ciclos culturais.

  • As atividades de campo são realizadas nas quatro estações do ano.

  • Exige alto investimento por ha explorado – Em contrapartida, possibilita alta produção e alta renda bruta.

O ciclo das culturas é geralmente curto. A maioria é de ciclo anual; algumas de ciclo bienais – exigem um período de frio entre as etapas vegetativas e reprodutivas; e muito poucas são perenes.

  • O ciclo das culturas é geralmente curto. A maioria é de ciclo anual; algumas de ciclo bienais – exigem um período de frio entre as etapas vegetativas e reprodutivas; e muito poucas são perenes.

O agronegócio da produção de hortaliças também se identifica pelo tamanho mais reduzido da área física ocupada, porém intensivamente utilizada, tanto no espaço como no tempo.

  • O agronegócio da produção de hortaliças também se identifica pelo tamanho mais reduzido da área física ocupada, porém intensivamente utilizada, tanto no espaço como no tempo.

O menor tamanho das culturas facilita o aprimoramento nos tratos culturais, que são intensivos e sofisticados.

  • O menor tamanho das culturas facilita o aprimoramento nos tratos culturais, que são intensivos e sofisticados.

A olericultura requer apurada agrotecnologia, que seria inviável em outros tipos de agronegócio.

  • A olericultura requer apurada agrotecnologia, que seria inviável em outros tipos de agronegócio.

  • É o caso da produção de mudas em bandejas, polinização manual de flores, raleamento de frutinhos, desbaste de plantas em excesso, irrigação por gotejamento, fertirrigação, cultura em casas de vegetação, hidroponia, insumos agrícolas modernos (sementes, agroquímicos, agrofilmes).

Utilização intensiva de mão-de-obra rural, acarretando em benefícios sociais.

  • Utilização intensiva de mão-de-obra rural, acarretando em benefícios sociais.

  • A olericultura viabiliza o aproveitamento agrícola de glebas consideradas problemáticas. A utilização de tais glebas seria impraticável em outros tipos de atividade agrícola, do ponto de vista agronômico e econômico.

O agronegócio da produção de hortaliças é uma atividade agrícola de maior risco para o empresário rural, em relação a outras opções.

  • O agronegócio da produção de hortaliças é uma atividade agrícola de maior risco para o empresário rural, em relação a outras opções.

  • Por que essa atividade é de maior risco?

Devido a maior incidência de problemas fitossanitários , maior sensibilidade às condições climáticas, notória ocorrência de anomalias de origem fisiológica nas plantas, entre outros problemas.

  • Devido a maior incidência de problemas fitossanitários , maior sensibilidade às condições climáticas, notória ocorrência de anomalias de origem fisiológica nas plantas, entre outros problemas.

Notadamente o agronegócio da olericultura requer maior capacidade técnico-administrativa do empresário rural no manejo dos fatores agronômicos e econômicos e também de assistência técnica especializada.

  • Notadamente o agronegócio da olericultura requer maior capacidade técnico-administrativa do empresário rural no manejo dos fatores agronômicos e econômicos e também de assistência técnica especializada.

Conforme a finalidade a que se propõe, o número de espécies, a localização da base física e a agrotecnologia utilizada, há alguns tipos característicos de exploração em olericultura

  • Conforme a finalidade a que se propõe, o número de espécies, a localização da base física e a agrotecnologia utilizada, há alguns tipos característicos de exploração em olericultura

Típica dos “cinturões verdes”, culturas localizadas na periferia das cidades e próximas aos pontos de comercialização. São olericultores profissionais explorando áreas pequenas com espécies diversificadas.

  • Típica dos “cinturões verdes”, culturas localizadas na periferia das cidades e próximas aos pontos de comercialização. São olericultores profissionais explorando áreas pequenas com espécies diversificadas.

Exploração a qual tende a olericultura nas regiões mais desenvolvidas.

  • Exploração a qual tende a olericultura nas regiões mais desenvolvidas.

  • Atividade com menor número de espécies, é comum haver apenas uma ou duas espécies na área de produção

A agrotecnologia de produção torna-se mais sofisticada. Inclusive com maior utilização de máquinas e implementos. Aplicação intensa de insumos agrícolas modernos.

  • A agrotecnologia de produção torna-se mais sofisticada. Inclusive com maior utilização de máquinas e implementos. Aplicação intensa de insumos agrícolas modernos.

A propriedade rural, geralmente, localiza-se longe dos centros urbanos, porém a produção é escoada por estradas vicinais ou rodovias.

  • A propriedade rural, geralmente, localiza-se longe dos centros urbanos, porém a produção é escoada por estradas vicinais ou rodovias.

  • Graças a visão empresarial, ao espírito de iniciativa e à disponibilidade de recursos, a atividade causa grande impacto socioeconômico na região onde atua.

A industrialização de hortaliças é uma atividade que vem crescendo no Brasil para abastecer os mercados interno e externo.

  • A industrialização de hortaliças é uma atividade que vem crescendo no Brasil para abastecer os mercados interno e externo.

  • Para fornecer a matéria-prima necessária à agroindústria, surgiu um tipo peculiar de exploração especializada.

São extensas culturas cujo grau de mecanização é elevado, sendo as hortaliças cultivadas de maneira extensiva. Objetiva-se obter considerável volume de produção, a um custo unitário o mais reduzido possível.

  • São extensas culturas cujo grau de mecanização é elevado, sendo as hortaliças cultivadas de maneira extensiva. Objetiva-se obter considerável volume de produção, a um custo unitário o mais reduzido possível.

Exemplos típicos são as culturas rasteiras de tomate para obtenção de massa; de ervilha para produção de grão seco posteriormente reidratado; de pimentão para obtenção do condimento páprica; de alho-porró para sopas desidratadas.

  • Exemplos típicos são as culturas rasteiras de tomate para obtenção de massa; de ervilha para produção de grão seco posteriormente reidratado; de pimentão para obtenção do condimento páprica; de alho-porró para sopas desidratadas.

Não se trata de uma exploração agroeconômica, já que o objetivo é aprimorar a alimentação da família ou da comunidade. Desta forma propicia-se a obtenção de hortaliças de alta qualidade produzidas em pequenas escalas.

  • Não se trata de uma exploração agroeconômica, já que o objetivo é aprimorar a alimentação da família ou da comunidade. Desta forma propicia-se a obtenção de hortaliças de alta qualidade produzidas em pequenas escalas.

Atividade desenvolvida nos meios urbanos, suburbanos e rural. O mais comum são hortas diversificadas, localizadas em pequenas áreas, próximas a residências, clubes, escolas, hospitais e dentro de quartéis ou penitenciárias

  • Atividade desenvolvida nos meios urbanos, suburbanos e rural. O mais comum são hortas diversificadas, localizadas em pequenas áreas, próximas a residências, clubes, escolas, hospitais e dentro de quartéis ou penitenciárias

Trabalhos executados com ferramentas simples, por pessoas que se dedicam a outras atividades profissionais.

  • Trabalhos executados com ferramentas simples, por pessoas que se dedicam a outras atividades profissionais.

Ferramenta para aprendizado de biologia em escolas, de forma pratica e atrativa, motivando as crianças. Em instituições de recuperação de pessoas com dependência química, o cultivo de hortaliças pode contribuir como um tipo de terapia.

  • Ferramenta para aprendizado de biologia em escolas, de forma pratica e atrativa, motivando as crianças. Em instituições de recuperação de pessoas com dependência química, o cultivo de hortaliças pode contribuir como um tipo de terapia.

A produção de mudas de certas espécies oleráceas, destacando-se tomate, alface e pimentão, tornou-se um tipo particular de exploração olerácea a partir de meados da década de 80.

  • A produção de mudas de certas espécies oleráceas, destacando-se tomate, alface e pimentão, tornou-se um tipo particular de exploração olerácea a partir de meados da década de 80.

Há agrônomos e agrotécnicos que se dedicam a essa atividade e fornecem ao olericultor mudas com garantia de qualidade, inclusive fitossanidade.

  • Há agrônomos e agrotécnicos que se dedicam a essa atividade e fornecem ao olericultor mudas com garantia de qualidade, inclusive fitossanidade.

No Brasil, a tendência é de que a viveiricultura, além da tradicional produção de mudas cítricas e de plantas ornamentais, também produza mudas de hortaliças, pois é uma atividade altamente lucrativa e mais uma opção para técnicos em agricultura.

  • No Brasil, a tendência é de que a viveiricultura, além da tradicional produção de mudas cítricas e de plantas ornamentais, também produza mudas de hortaliças, pois é uma atividade altamente lucrativa e mais uma opção para técnicos em agricultura.

A produção de material propagativo, como sementes, é um tipo de exploração que exige muito mais conhecimento do produtor, em relação a obtenção de hortaliças para mercado.

  • A produção de material propagativo, como sementes, é um tipo de exploração que exige muito mais conhecimento do produtor, em relação a obtenção de hortaliças para mercado.

As espécies oleráceas de propagação assexuada, a exemplo da batata, batata-doce, morango e alho, exigem o plantio de certas estruturas vegetativas. Estas devem ser produzidas em culturas especialmente orientadas, obedecendo-se a rigorosas normas de fitossanidade.

  • As espécies oleráceas de propagação assexuada, a exemplo da batata, batata-doce, morango e alho, exigem o plantio de certas estruturas vegetativas. Estas devem ser produzidas em culturas especialmente orientadas, obedecendo-se a rigorosas normas de fitossanidade.

Estas estruturas são eficientes veiculadoras de fitopatógenos .

  • Estas estruturas são eficientes veiculadoras de fitopatógenos .

A produção de hortaliças em cultivo protegido, dentro de casas de vegetação ou de túneis cobertos com agrofilmes, possibilita o controle de alguns fatores agroclimáticos.

  • A produção de hortaliças em cultivo protegido, dentro de casas de vegetação ou de túneis cobertos com agrofilmes, possibilita o controle de alguns fatores agroclimáticos.

Mas são poucas as espécies oleráceas que se adaptam ao cultivo protegido, sendo a alface, tomate, pimentão, pepino, melão e berinjela as mais produzidas, e que se obtém os melhores resultados.

  • Mas são poucas as espécies oleráceas que se adaptam ao cultivo protegido, sendo a alface, tomate, pimentão, pepino, melão e berinjela as mais produzidas, e que se obtém os melhores resultados.

A olericultura, no Brasil, evoluiu mais acentuadamente a partir do início da década de 40, durante a segunda guerra mundial.

  • A olericultura, no Brasil, evoluiu mais acentuadamente a partir do início da década de 40, durante a segunda guerra mundial.

Existiam somente pequenas explorações diversificadas, localizadas nos denominados “cinturões verdes”, nos arredores das cidades.

  • Existiam somente pequenas explorações diversificadas, localizadas nos denominados “cinturões verdes”, nos arredores das cidades.

  • Houve então um deslocamento em direção ao meio rural, estabelecendo-se então explorações especializadas em áreas maiores.

A partir de então a olericultura Brasileira evoluiu da pequena “horta” para uma exploração comercial com características bem definidas.

  • A partir de então a olericultura Brasileira evoluiu da pequena “horta” para uma exploração comercial com características bem definidas.

Essa passagem da “horta” para a olericultura empresarial foi promovida pelos próprios produtores, sem contarem, de início, com o apoio das entidades oficiais de pesquisa e de assistência técnica – tradicionalmente voltada para as grandes culturas.

  • Essa passagem da “horta” para a olericultura empresarial foi promovida pelos próprios produtores, sem contarem, de início, com o apoio das entidades oficiais de pesquisa e de assistência técnica – tradicionalmente voltada para as grandes culturas.

Os grandes responsáveis pela expansão e interiorização da olericultura como agronegócio, foram as comunidades nipo-brasileiras e os imigrantes europeus.

  • Os grandes responsáveis pela expansão e interiorização da olericultura como agronegócio, foram as comunidades nipo-brasileiras e os imigrantes europeus.

Em 6 de dezembro de 1948, após o término da segunda guerra mundial, foi criada a Associação de Crédito e Assistência Rural (ACAR) em Minas Gerais (atualmente EMATER-MG) – Marcando a ampliação e o aprimoramento da rede assistencial oficial aos produtores rurais, inclusive olericulturos.

  • Em 6 de dezembro de 1948, após o término da segunda guerra mundial, foi criada a Associação de Crédito e Assistência Rural (ACAR) em Minas Gerais (atualmente EMATER-MG) – Marcando a ampliação e o aprimoramento da rede assistencial oficial aos produtores rurais, inclusive olericulturos.

Na década de 50, instituições oficiais de pesquisa e de ensino passaram a apoiar a olericultura, surgindo uma retaguarda técnico – científica composta por professores e pesquisadores, além de extensionistas.

  • Na década de 50, instituições oficiais de pesquisa e de ensino passaram a apoiar a olericultura, surgindo uma retaguarda técnico – científica composta por professores e pesquisadores, além de extensionistas.

Esse movimento consolidou-se com a fundação da Sociedade de Olericultura do Brasil, em 23 de julho de 1961, em Viçosa – MG.

  • Esse movimento consolidou-se com a fundação da Sociedade de Olericultura do Brasil, em 23 de julho de 1961, em Viçosa – MG.

O empenho do governo federal na implantação e no efetivo funcionamento das Centrais de Abastecimento (CEASAs), ao longo da década de 70 foi de fundamental importância para o desenvolvimento da atividade olerícola no Brasil.

  • O empenho do governo federal na implantação e no efetivo funcionamento das Centrais de Abastecimento (CEASAs), ao longo da década de 70 foi de fundamental importância para o desenvolvimento da atividade olerícola no Brasil.

Na década de 80, mais precisamente em maio de 1981, foi criada a EMBRAPA Hortaliças, no Distrito Federal, que contribui para o desenvolvimento da atividade em âmbito nacional.

  • Na década de 80, mais precisamente em maio de 1981, foi criada a EMBRAPA Hortaliças, no Distrito Federal, que contribui para o desenvolvimento da atividade em âmbito nacional.

Em 1990 continuou a expansão da olericultura, com a definitiva implantação da cultura protegida, bem como o desenvolvimento da hidroponia e da fertirrigação.

  • Em 1990 continuou a expansão da olericultura, com a definitiva implantação da cultura protegida, bem como o desenvolvimento da hidroponia e da fertirrigação.

Nesse início de século ocorreu a introdução do gotejamento, bem como do plantio na palha, em certas culturas oleráceas.

  • Nesse início de século ocorreu a introdução do gotejamento, bem como do plantio na palha, em certas culturas oleráceas.

O País tem ampla possibilidade de exportação, em escala muito maior que a atual, produtos oleráceos, in natura, ou industrializados, especialmente para os mercados europeus, em particular durante o inverno rigoroso desses países, bem como para a China e outros países asiáticos.

  • O País tem ampla possibilidade de exportação, em escala muito maior que a atual, produtos oleráceos, in natura, ou industrializados, especialmente para os mercados europeus, em particular durante o inverno rigoroso desses países, bem como para a China e outros países asiáticos.

Logicamente que estímulos governamentais, como redução de impostos e agilização dos trâmites legais de exportação, seriam fatores favoráveis para elevar as exportações.

  • Logicamente que estímulos governamentais, como redução de impostos e agilização dos trâmites legais de exportação, seriam fatores favoráveis para elevar as exportações.

Falta políticas publicas definidas de estímulos à exportação de produtos agrícolas, bem como competência e agressividade aos empresários.

  • Falta políticas publicas definidas de estímulos à exportação de produtos agrícolas, bem como competência e agressividade aos empresários.

Dentro da classificação popular, a oleráceas estão divididas em três grandes grupos:

  • Dentro da classificação popular, a oleráceas estão divididas em três grandes grupos:

  • “Legumes” – constituem as hortaliças que exigem preparação culinária mais elaborada, como cozimento, assamento ou fritura;

  • Verduras – apresentam típica coloração verde e são consumidas in natura;

  • Temperos – Utilizados para dar sabor aos pratos.

Classificação técnica, dividida em três grandes grupos:

  • Classificação técnica, dividida em três grandes grupos:

  • Hortaliças-fruto – Utilizam-se frutos ou partes deles, como as sementes. Tomate, melancia, quiabo, morango, feijão-vagem, etc;

  • Hortaliças herbáceas – Aquelas cujas partes comerciáveis e utilizáveis localizam-se acima do solo, sendo tenras e suculentas: folhas (alface, repolho, taioba);

talos e hastes (aspargo, aipo, funcho); flores ou inflorescência (couve flor, brócolos, alcachofra);

  • talos e hastes (aspargo, aipo, funcho); flores ou inflorescência (couve flor, brócolos, alcachofra);

  • 3) Hortaliças tuberosas – As partes utilizáveis desenvolvem-se dentro do solo, sendo ricas em carboidratos; raízes (cenoura, beterraba, batata-doce, rabanete e mandioquinha-salsa); tubérculos (batata, cará); rizomas (inhame); bulbos (alho, cebola).

Família: Reunião de gêneros semelhantes;

  • Família: Reunião de gêneros semelhantes;

  • Gênero: agrupamento de espécies afins;

  • Espécie: unidade taxonômica englobando indivíduos muito afins;

  • Variedade botânica ou cultivar: população com características peculiares, dentro de certas espécies.

Exemplo

  • Exemplo

  • Família: Brassicaceae

  • Gênero: Brassica

  • Espécie: Brassica oleracea

  • Couve Flor: B. oleracea var. botrytis

  • Couve Brócolis: B. oleracea var. italica

  • Couve de Folha: B. oleracea var. acephala

  • Couve Rábano: B. oleracea var. gongyloides

  • Repolho: B. oleracea var. capitata

  • Couve de Bruxelas: B. oleracea var. gemmifera

As cultivares são obtidas por meio das técnicas de melhoramento genético. Uma cultivar, em se tratando de olericultura, pode ser constituída por plantas pertencentes a um dos quatro seguintes tipos de agrupamento:

  • As cultivares são obtidas por meio das técnicas de melhoramento genético. Uma cultivar, em se tratando de olericultura, pode ser constituída por plantas pertencentes a um dos quatro seguintes tipos de agrupamento:

Conjunto de plantas geneticamente idênticas e originárias de uma única planta-matriz propagada assexuadamente, ou seja, sem utilização de sementes botânicas.

  • Conjunto de plantas geneticamente idênticas e originárias de uma única planta-matriz propagada assexuadamente, ou seja, sem utilização de sementes botânicas.

  • Exemplos: alho, batata, couve manteiga, morango e mandioca.

Grupo de plantas, com aparência muito uniforme, propagadas por via sexual, cujas características são mantidas por seleção, tendo um padrão em vista. Originalmente, esse tipo de cultivar é obtido por autofecundação induzida.

  • Grupo de plantas, com aparência muito uniforme, propagadas por via sexual, cujas características são mantidas por seleção, tendo um padrão em vista. Originalmente, esse tipo de cultivar é obtido por autofecundação induzida.

  • Exemplo: cultivares de algumas hortaliças propagadas por semente.

Grupo de plantas que apresenta pequenas diferenças genéticas (genótipo distinto), porém mantendo características agronômicas comuns (fenótipo semelhante), pelas quais o grupo possa ser identificado.

  • Grupo de plantas que apresenta pequenas diferenças genéticas (genótipo distinto), porém mantendo características agronômicas comuns (fenótipo semelhante), pelas quais o grupo possa ser identificado.

É o caso do pepino tipo Caipira, selecionado por olericultores a partir de populações heterogêneas tradicionalmente cultivadas nas propriedades rurais.

  • É o caso do pepino tipo Caipira, selecionado por olericultores a partir de populações heterogêneas tradicionalmente cultivadas nas propriedades rurais.

Conjunto de plantas altamente uniforme, de modo geral obtido pelo cruzamento controlado entre duas linhagens compatíveis escolhidas, mantidas por autofecundação induzida.

  • Conjunto de plantas altamente uniforme, de modo geral obtido pelo cruzamento controlado entre duas linhagens compatíveis escolhidas, mantidas por autofecundação induzida.

Existem técnicas modernas de laboratório, como o cultivo de embrião, a cultura de tecidos, a indução de mutações, a criação de plantas transgênicas, entre outras.

  • Existem técnicas modernas de laboratório, como o cultivo de embrião, a cultura de tecidos, a indução de mutações, a criação de plantas transgênicas, entre outras.

As condições ambientais interferem, decisivamente, no desenvolvimento das plantas e na produção das culturas oleráceas. A compreensão dos fatores envolvidos, especialmente aqueles de natureza agroclimáticas, é imprescindível para o sucesso da prática da atividade olerícola comercial.

  • As condições ambientais interferem, decisivamente, no desenvolvimento das plantas e na produção das culturas oleráceas. A compreensão dos fatores envolvidos, especialmente aqueles de natureza agroclimáticas, é imprescindível para o sucesso da prática da atividade olerícola comercial.

Conjunto de fatores agroecológicos e agrotecnológicos, externos a planta, mas que influenciam o desenvolvimento e a produção. É o caso do clima e do solo, como também da adubação, irrigação, pulverizações e outras práticas agrícolas.

  • Conjunto de fatores agroecológicos e agrotecnológicos, externos a planta, mas que influenciam o desenvolvimento e a produção. É o caso do clima e do solo, como também da adubação, irrigação, pulverizações e outras práticas agrícolas.

Composição genética da planta – é outro conceito fundamental. O resultado perceptível, e de implicações práticas, da ação do genótipo interagindo com o ambiente constitui o fenótipo.

  • Composição genética da planta – é outro conceito fundamental. O resultado perceptível, e de implicações práticas, da ação do genótipo interagindo com o ambiente constitui o fenótipo.

  • O fenótipo é expresso nas características da planta cultivada, produtividade, qualidade do produto, ou seja é a expressão visível do genótipo.

Cabe ao olericultor conhecer as exigências climáticas das plantas que pretende cultivar, bem como as peculiaridades climáticas de sua região ao longo do ano, procurando harmonizar ambas.

  • Cabe ao olericultor conhecer as exigências climáticas das plantas que pretende cultivar, bem como as peculiaridades climáticas de sua região ao longo do ano, procurando harmonizar ambas.

São os fatores climáticos que mais poderosamente influenciam algumas características relevantes de uma cultura, como duração do ciclo, precocidade de colheita, fitossanidade, produtividade, qualidade de produto e, inclusive, preço de mercado.

  • São os fatores climáticos que mais poderosamente influenciam algumas características relevantes de uma cultura, como duração do ciclo, precocidade de colheita, fitossanidade, produtividade, qualidade de produto e, inclusive, preço de mercado.

A temperatura é o fator climático que mais exerce influência sobre a olericultura, sendo frequentemente o principal fator limitante a essa atividade. Desse modo, cada espécie botânica cultivada, cada variedade e cada cultivar apresenta uma faixa termoclimática mais propícia em cada etapa de seu desenvolvimento.

  • A temperatura é o fator climático que mais exerce influência sobre a olericultura, sendo frequentemente o principal fator limitante a essa atividade. Desse modo, cada espécie botânica cultivada, cada variedade e cada cultivar apresenta uma faixa termoclimática mais propícia em cada etapa de seu desenvolvimento.

Temperaturas abaixo do nível ótimo podem prolongar o ciclo, ou provocar o florescimento prematuro de certas hortaliças, prejudicando o desenvolvimento da parte comerciável; acima do nível ótimo, podem ocasionar perda em qualidade do produto.

  • Temperaturas abaixo do nível ótimo podem prolongar o ciclo, ou provocar o florescimento prematuro de certas hortaliças, prejudicando o desenvolvimento da parte comerciável; acima do nível ótimo, podem ocasionar perda em qualidade do produto.

As variações termoclimáticas ao longo do dia, do mês e do ano afetam o desenvolvimento profundamente ou mesmo determinam a época adequada para o plantio de certas espécies ou cultivares.

  • As variações termoclimáticas ao longo do dia, do mês e do ano afetam o desenvolvimento profundamente ou mesmo determinam a época adequada para o plantio de certas espécies ou cultivares.

Dentre os fatores que afetam o desempenho das sementes de hortaliças a temperatura tem sido o mais estudado. Sabe-se então que a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das plântulas são diretamente condicionados pela temperatura do leito no qual se efetua a semeadura.

  • Dentre os fatores que afetam o desempenho das sementes de hortaliças a temperatura tem sido o mais estudado. Sabe-se então que a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das plântulas são diretamente condicionados pela temperatura do leito no qual se efetua a semeadura.

Tipicamente intolerantes ao frio, que prejudica ou mesmo inibe a produção, exigindo temperaturas elevadas, diurnas e noturnas; são todas intolerantes às geadas, porém algumas toleram temperaturas amenas. Exemplos: a maioria das curcubitáceas, batata-doce e quiabo.

  • Tipicamente intolerantes ao frio, que prejudica ou mesmo inibe a produção, exigindo temperaturas elevadas, diurnas e noturnas; são todas intolerantes às geadas, porém algumas toleram temperaturas amenas. Exemplos: a maioria das curcubitáceas, batata-doce e quiabo.

Produzem melhor sob temperaturas amenas, toleram temperaturas mais baixas, próximas e acima de 0°C, e podem, inclusive, tolerar geadas leves. Exemplo: tomate, batata, alface e moranga híbrida.

  • Produzem melhor sob temperaturas amenas, toleram temperaturas mais baixas, próximas e acima de 0°C, e podem, inclusive, tolerar geadas leves. Exemplo: tomate, batata, alface e moranga híbrida.

Exigem ou produzem melhor sob baixas temperaturas, tolerando aquelas situadas ligeiramente abaixo de 0°C, suportam geadas mais pesadas. Exemplos: alho, alcachofra e os vários tipos de couve.

  • Exigem ou produzem melhor sob baixas temperaturas, tolerando aquelas situadas ligeiramente abaixo de 0°C, suportam geadas mais pesadas. Exemplos: alho, alcachofra e os vários tipos de couve.

As culturas oleráceas estão submetidas à variação estacional da temperatura, ao longo de seu ciclo, sendo essa variação indispensável para que ocorra processos biológicos importantes.

  • As culturas oleráceas estão submetidas à variação estacional da temperatura, ao longo de seu ciclo, sendo essa variação indispensável para que ocorra processos biológicos importantes.

A termoperiodicidade estacional é mais evidente nas espécies ditas bienais, como as brássicas (repolho, couve flor, couve brócolos), cebola, beterraba e rabanete.

  • A termoperiodicidade estacional é mais evidente nas espécies ditas bienais, como as brássicas (repolho, couve flor, couve brócolos), cebola, beterraba e rabanete.

  • Tais plantas exigem frio para passarem da etapa vegetativa para a reprodutiva, com a emissão do pendão floral, e posteriormente o desenvolvimento das sementes.

Ou seja, dois períodos de tempo separados por um intervalo com temperaturas favoravelmente baixa, e não necessariamente dois anos como a palavra sugere.

  • Ou seja, dois períodos de tempo separados por um intervalo com temperaturas favoravelmente baixa, e não necessariamente dois anos como a palavra sugere.

  • Já as espécies ditas anuais, independem de um intervalo de frio para que a planta passe da etapa vegetativa para a reprodutiva.

  • Plantas perenes.

Assim como a termoperiodicidade estacional, existe a termoperiodicidade diária, que nada mais é que a diferença de temperatura, tolerada pelas plantas, entre o dia e a noite, existem faixas adequadas para cada cultura.

  • Assim como a termoperiodicidade estacional, existe a termoperiodicidade diária, que nada mais é que a diferença de temperatura, tolerada pelas plantas, entre o dia e a noite, existem faixas adequadas para cada cultura.

Dia Noite

  • Dia Noite

  • Tomate 20 – 25°C 13 – 18°C

  • Batata 20 – 25°C 10 – 16°C

  • Pimentão 21 – 28°C 15 – 22°C

Aumento de intensidade de luminosa: eleva a atividade fotossintética, resultando em maior produção de matéria seca nas plantas.

  • Aumento de intensidade de luminosa: eleva a atividade fotossintética, resultando em maior produção de matéria seca nas plantas.

  • Deficiência luminosa: provoca maior alongamento celular (estiolamento), aumentando a altura da planta e extensão da parte aérea , sem elevar o teor de matéria seca

A duração do período luminoso – o chamado fotoperíodo – dentro de um dia de 24 horas, influencia numerosos processos fisiológicos nas plantas. É o caso do crescimento vegetativo, floração e frutificação, da produção de sementes.

  • A duração do período luminoso – o chamado fotoperíodo – dentro de um dia de 24 horas, influencia numerosos processos fisiológicos nas plantas. É o caso do crescimento vegetativo, floração e frutificação, da produção de sementes.

O número de horas luz de um local varia conforme sua latitude e estação do ano.

  • O número de horas luz de um local varia conforme sua latitude e estação do ano.

  • Exemplo: Belém do Pará (latitude 0°) situada pouco abaixo da linha do equador, apresenta 12 horas de luz. A medida que se afasta do equador em direção ao extremo sul, os dias vão se tornando maiores durante o verão e menores durante o inverno.

Em algumas hortaliças, especialmente aliáceas, o fotoperíodo influencia diretamente no ciclo da cultura. Em cebola e alho, somente ocorre a bulbificação quando os dias apresentam duração acima de um número mínimo de horas luz – fotoperíodo crítico, característico de cada cultivar

  • Em algumas hortaliças, especialmente aliáceas, o fotoperíodo influencia diretamente no ciclo da cultura. Em cebola e alho, somente ocorre a bulbificação quando os dias apresentam duração acima de um número mínimo de horas luz – fotoperíodo crítico, característico de cada cultivar

De acordo com o fotoperíodo, há cultivares precoces e tardias, conforme necessidade de dias menores e maiores, respectivamente, para a bulbificação.

  • De acordo com o fotoperíodo, há cultivares precoces e tardias, conforme necessidade de dias menores e maiores, respectivamente, para a bulbificação.

  • A formação de flores também é afetada pelo fotoperíodo, em espécies européias e norte-americanas de alface, pendoam precocemente quando cultivada nos dias longos do verão brasileiro

A água é imprescindível à vida vegetal e constitui 90% do peso da parte utilizável da maioria das hortaliças.

  • A água é imprescindível à vida vegetal e constitui 90% do peso da parte utilizável da maioria das hortaliças.

O teor de umidade no solo condiciona a absorção de água e dos nutrientes minerais, essenciais ao desenvolvimento das plantas; a umidade do ar influencia a transpiração e outros processos que afetam a cultura.

  • O teor de umidade no solo condiciona a absorção de água e dos nutrientes minerais, essenciais ao desenvolvimento das plantas; a umidade do ar influencia a transpiração e outros processos que afetam a cultura.

Dentre os fatores climáticos, o teor de umidade no solo é aquele que pode mais facilmente ser controlado pelo olericultor, por meio da irrigação ou da drenagem.

  • Dentre os fatores climáticos, o teor de umidade no solo é aquele que pode mais facilmente ser controlado pelo olericultor, por meio da irrigação ou da drenagem.

  • O controle da umidade do ar é bem mais difícil, a não ser pela escolha criteriosa da época de plantio.

O elevado teor de umidade no ar favorece o ataque de fungos e bactérias fitopatogênicos. Contrariamente, baixo teor favorece a manifestação de ácaros e alguns insetos.

  • O elevado teor de umidade no ar favorece o ataque de fungos e bactérias fitopatogênicos. Contrariamente, baixo teor favorece a manifestação de ácaros e alguns insetos.

Hortaliças de clima quente: primavera – verão;

  • Hortaliças de clima quente: primavera – verão;

  • Hortaliças de clima ameno: outono (exceto cultivares de verão);

  • Hortaliças de clima frio: outono – inverno (exceto cultivares de verão).

Macronutrientes: N; P; K; Ca; Mg e S

  • Macronutrientes: N; P; K; Ca; Mg e S

  • Micronutrientes: B; Zn; Mo; Cu; Mn; Fe; Cl; Ni

  • Si (Silício); Na (Sódio); Co (Cobalto).

Favorece o crescimento vegetativo;

  • Favorece o crescimento vegetativo;

  • Expande a área fotossinteticamente ativa;

  • Eleva o potencial produtivo da cultura;

  • O excesso pode causar:

  • Queima das folhas;

  • Aumenta a suscetibilidade a doenças fungicas e bacterianas;

Promove estiolamento e/ou crescimento exagerado;

  • Promove estiolamento e/ou crescimento exagerado;

  • Prolonga o ciclo cultural;

  • Prejudica a qualidade dos produtos.

Etapa inicial: menor absorção;

  • Etapa inicial: menor absorção;

  • Etapa intermediaria até final: maior absorção;

  • Sempre parcelar a adubação com N.

  • Sintoma de carência: coloração verde clara ou clorose nas folhas inferiores

Favorece o crescimento radicular (maior absorção de água e nutrientes);

  • Favorece o crescimento radicular (maior absorção de água e nutrientes);

  • Favorece formação de mudas vigorosas e acúmulo de matéria seca nas plantas;

  • Favorece a floração, frutificação e a formação de sementes;

Aumenta a precocidade da colheita;

  • Aumenta a precocidade da colheita;

  • Melhora a qualidade do produto;

  • Eleva a produtividade.

As culturas absorvem P desde os primeiros estádios, durante a germinação e a emergência, e, daí por diante, até a senescência.

  • As culturas absorvem P desde os primeiros estádios, durante a germinação e a emergência, e, daí por diante, até a senescência.

  • O P é o nutriente chave para a obtenção de elevada produtividade, sendo o macronutriente que mais limita a produção.

Os solos brasileiros são pobres em P – em forma disponível para as raízes, sendo que é comum elevadas perdas por fixação pelas partículas do solo.

  • Os solos brasileiros são pobres em P – em forma disponível para as raízes, sendo que é comum elevadas perdas por fixação pelas partículas do solo.

O sintoma de carência de P é a coloração purpúrea nas folhas e na haste, isso é constatado em plântulas oriundas de semeadura direta ou em mudas recentemente transplantadas, e ocorre, pois a planta não possui um sistema radicular, desenvolvido, capaz de absorver o P em quantidades adequadas.

  • O sintoma de carência de P é a coloração purpúrea nas folhas e na haste, isso é constatado em plântulas oriundas de semeadura direta ou em mudas recentemente transplantadas, e ocorre, pois a planta não possui um sistema radicular, desenvolvido, capaz de absorver o P em quantidades adequadas.

Os sintomas de fitotoxidez – ocasionados por excesso de aplicação de P – são praticamente desconhecidos nas condições brasileiras.

  • Os sintomas de fitotoxidez – ocasionados por excesso de aplicação de P – são praticamente desconhecidos nas condições brasileiras.

  • Entretanto aplicações substanciais de P podem desequilibrar a absorção de outros nutrientes, como é o caso de Zn.

Favorece a formação e translocação de carboidratos e o uso eficiente da água pela planta;

  • Favorece a formação e translocação de carboidratos e o uso eficiente da água pela planta;

  • Aumenta a resistência a algumas doenças fúngicas e bacterianas

Torna os tecidos mais fibrosos e a planta mais resistente a danos mecânicos e ao acamamento;

  • Torna os tecidos mais fibrosos e a planta mais resistente a danos mecânicos e ao acamamento;

  • Melhora a qualidade do produto (aspecto, coloração, sabor e propriedades culinárias), bem como o valor de mercado.

O excesso de K desequilibra a nutrição da planta, prejudicando a absorção e utilização de outros nutrientes, como o Ca.

  • O excesso de K desequilibra a nutrição da planta, prejudicando a absorção e utilização de outros nutrientes, como o Ca.

  • Não se tem observado sintomas visuais de fitotoxidez.

  • Secamento das margens do limbo nas folhas inferiores. Esse sintoma não são comumente encontrados.

Devido a absorção lenta do K pelas plantas, sua adubação deve ser parcelada, em cobertura ou fertirrigação juntamente com o N.

  • Devido a absorção lenta do K pelas plantas, sua adubação deve ser parcelada, em cobertura ou fertirrigação juntamente com o N.

Favorece a ampliação do sistema radicular, com a consequente melhoria na absorção de água e nutrientes;

  • Favorece a ampliação do sistema radicular, com a consequente melhoria na absorção de água e nutrientes;

  • O cálcio, em muitas culturas oleráceas, é extraído em maiores quantidades que o P;

O Ca, N e K quando em equilíbrio e utilizados adequadamente pela planta, previnem anomalias fisiológicas ocasionadas pela carência de Ca.

  • O Ca, N e K quando em equilíbrio e utilizados adequadamente pela planta, previnem anomalias fisiológicas ocasionadas pela carência de Ca.

  • É o caso da podridão apical em frutos de tomate e melancia.

Em solos muito pobres de Ca, apenas a calagem, em muitas situações, não é capaz de fornecer a quantidade desse macronutriente exigidas pelas plantas.

  • Em solos muito pobres de Ca, apenas a calagem, em muitas situações, não é capaz de fornecer a quantidade desse macronutriente exigidas pelas plantas.

  • O Ca deve ser fornecido em adubação de plantio, de cobertura ou por meio de fertirrigação.

O Mg é parte integrante da molécula da clorofila, e as folhas cloróticas, deficientes, são ineficientes para realizar a fotossíntese.

  • O Mg é parte integrante da molécula da clorofila, e as folhas cloróticas, deficientes, são ineficientes para realizar a fotossíntese.

  • A calagem, muitas vezes, não fornece a quantidade exigida de Mg. Então a aplicação de termofosfato magnesiano pode complementar o fornecimento de Mg.

Algumas culturas são mais exigentes, tendo sido constatado sintomas de carência em solanáceas: clorose internerval nas folhas inferiores – o chamado amarelo baixeiro.

  • Algumas culturas são mais exigentes, tendo sido constatado sintomas de carência em solanáceas: clorose internerval nas folhas inferiores – o chamado amarelo baixeiro.

O S atua na formação de proteínas;

  • O S atua na formação de proteínas;

  • Afeta o sabor e o aroma de certas hortaliças como o alho, cebola, e cebolinha

A maioria das hortaliças é propagada utilizando-se sementes botânicas, mas nem sempre esse insumo recebe a importância devida.

  • A maioria das hortaliças é propagada utilizando-se sementes botânicas, mas nem sempre esse insumo recebe a importância devida.

Tradicionalmente, o olericultor brasileiro dá maior importância aos fertilizantes e aos agroquímicos que à qualidade da semente.

  • Tradicionalmente, o olericultor brasileiro dá maior importância aos fertilizantes e aos agroquímicos que à qualidade da semente.

  • A relação custo/benefício deveria ser melhor avaliada pelo olericultor, que fica receoso devido ao alto custo das sementes de boa qualidade e muitas vezes adquire sementes de baixa qualidade.

A semente de boa qualidade deve conter carga genética favorável, que respondam a agrotecnologia e produtos com características exigidas pelos consumidores.

  • A semente de boa qualidade deve conter carga genética favorável, que respondam a agrotecnologia e produtos com características exigidas pelos consumidores.

O índice percentual de germinação deve ser elevado, acima do mínimo nacional exigido para a espécie, constando na embalagem;

  • O índice percentual de germinação deve ser elevado, acima do mínimo nacional exigido para a espécie, constando na embalagem;

A semente inferior, além de não ser geneticamente melhorada, pode disseminar fitopatógenos – responsáveis por focos iniciais de doenças dentro da cultura.

  • A semente inferior, além de não ser geneticamente melhorada, pode disseminar fitopatógenos – responsáveis por focos iniciais de doenças dentro da cultura.

Depende da finalidade da produção;

  • Depende da finalidade da produção;

  • Das características edafoclimaticas;

  • Da disponibilidade de agrotecnologia do produtor;

  • De mercado;

A produção de mudas pode ser realizada da seguinte maneira:

  • A produção de mudas pode ser realizada da seguinte maneira:

  • Produção de mudas em sementeiras;

  • Produção de mudas em viveiros;

  • Produção de mudas em copinhos;

  • Produção de mudas em bandejas

  • Ou pode-se semear diretamente no campo.

Uma sementeira pode ser um canteiro rústico com proteção de alvenaria ou madeira;

  • Uma sementeira pode ser um canteiro rústico com proteção de alvenaria ou madeira;

  • O importante é que deve satisfazer às exigências iniciais e peculiares a cada espécie em relação a temperatura do leito, teor de umidade, arejamento e fornecimento de luminosidade;

Desta maneira, é importante planejar bem a localização, devendo o local receber luz o dia todo e ter disponibilidade de água.

  • Desta maneira, é importante planejar bem a localização, devendo o local receber luz o dia todo e ter disponibilidade de água.

O leito da sementeira deve ser constituído de solo de textura média, mais arenoso que argiloso e que não seja pesado, adequadamente fértil, mas sem excesso de N, rico em matéria orgânica decomposta, e com ótimas propriedades físicas (porosidade, arejamento, retenção de umidade e drenagem).

  • O leito da sementeira deve ser constituído de solo de textura média, mais arenoso que argiloso e que não seja pesado, adequadamente fértil, mas sem excesso de N, rico em matéria orgânica decomposta, e com ótimas propriedades físicas (porosidade, arejamento, retenção de umidade e drenagem).

As dimensões de uma sementeira devem facilitar a semeadura e a execução dos tratos culturais.

  • As dimensões de uma sementeira devem facilitar a semeadura e a execução dos tratos culturais.

  • Largura útil de 1 metro, evita pisoteio;

  • Comprimento não deve ultrapassar 5 metros;

  • Separadas por corredores 30 cm;

  • Espessura total do leito de 15-20 cm, sendo 10 localizado acima do nível normal do terreno.

A semeadura é realizada bem rala, feita em sulcos transversais distanciados 10-15 cm e na profundidade de 1 cm no caso de sementes diminutas.

  • A semeadura é realizada bem rala, feita em sulcos transversais distanciados 10-15 cm e na profundidade de 1 cm no caso de sementes diminutas.

A utilização de viveiros, que recebem mudinhas repicadas de sementeiras, já foi técnica comum, sendo pouco utilizada atualmente, preferindo-se efetuar o transplante diretamente para o local definitivo.

  • A utilização de viveiros, que recebem mudinhas repicadas de sementeiras, já foi técnica comum, sendo pouco utilizada atualmente, preferindo-se efetuar o transplante diretamente para o local definitivo.

A produção de mudas em copinhos confeccionados com papel de jornal – invenção brasileira da década de 70 – é mais vantajosa para certas espécies em relação ao uso de sementeiras e viveiros (tomate, pimentão, pimenta, berinjela, jiló, pepino, abóbora, melancia).

  • A produção de mudas em copinhos confeccionados com papel de jornal – invenção brasileira da década de 70 – é mais vantajosa para certas espécies em relação ao uso de sementeiras e viveiros (tomate, pimentão, pimenta, berinjela, jiló, pepino, abóbora, melancia).

Diminuição do manuseio das mudas, prevenindo-se a disseminação de fitopatógenos por mãos contaminadas;

  • Diminuição do manuseio das mudas, prevenindo-se a disseminação de fitopatógenos por mãos contaminadas;

  • Evita-se danos no sistema radicular, o que dificulta a penetração de fitopatógenos de solo;

  • Redução no tempo necessário para a formação da muda, permanece nos copinhos por 25 -30 dias;

O ciclo da cultura também é reduzido, devido à ausência de danos às raízes, aumentando a precocidade da colheita;

  • O ciclo da cultura também é reduzido, devido à ausência de danos às raízes, aumentando a precocidade da colheita;

  • O “pegamento” da muda, após o plantio no local definitivo é favorecido.

Um dos inconvenientes da formação de mudas em copinhos é a utilização intensiva de mão de obra. Mas não é superior àquela do sistema de sementeira;

  • Um dos inconvenientes da formação de mudas em copinhos é a utilização intensiva de mão de obra. Mas não é superior àquela do sistema de sementeira;

  • Outra desvantagem é que o copinho perde água muito rapidamente, exigindo irrigações abundantes e frequentes durante o dia.

Corta-se uma página de papel de jornal, transversalmente, obtendo-se 4 ou 5 tiras. Pode-se usar como molde uma garrafa ou latinha de formato cilíndrico e diâmetro de 6 a 8 cm. Marca-se a altura escolhida no copinho (7 a 12 cm).

  • Corta-se uma página de papel de jornal, transversalmente, obtendo-se 4 ou 5 tiras. Pode-se usar como molde uma garrafa ou latinha de formato cilíndrico e diâmetro de 6 a 8 cm. Marca-se a altura escolhida no copinho (7 a 12 cm).

As tiras são enroladas no molde, na altura da marca, e dobrando a ponta do papel de modo a formar um fundo, sem utilização de cola.

  • As tiras são enroladas no molde, na altura da marca, e dobrando a ponta do papel de modo a formar um fundo, sem utilização de cola.

  • Finalmente, bate-se o fundo do molde a mesa de trabalho e retira-se o copinho pronto.

Em 1985, o sistema “speedling” de produção de mudas, foi introduzido entre tomaticultores paulistas. Consiste na semeadura em bandejas de poliestireno expandido(isopor).

  • Em 1985, o sistema “speedling” de produção de mudas, foi introduzido entre tomaticultores paulistas. Consiste na semeadura em bandejas de poliestireno expandido(isopor).

Há bandejas com número diferenciado de cédulas, sendo as mais comuns com 128, 200 e 288 cédulas, possuem formato de tronco de pirâmide invertido, com abertura na parte inferior.

  • Há bandejas com número diferenciado de cédulas, sendo as mais comuns com 128, 200 e 288 cédulas, possuem formato de tronco de pirâmide invertido, com abertura na parte inferior.

Propicia o direcionamento das raízes e impede o seu enovelamento;

  • Propicia o direcionamento das raízes e impede o seu enovelamento;

  • Suspensas, as bandejas facilitam as práticas culturais, além de favorecer a “poda pelo ar”, que ocorre quando a raiz principal atinge o fundo das células e cessa o crescimento, havendo estímulo para a emissão das raízes secundárias.

O substrato deve ser vertido sobre as bandejas, bem umedecidas, usando-se uma régua para espalhá-lo sobre um grupo de bandejas;

  • O substrato deve ser vertido sobre as bandejas, bem umedecidas, usando-se uma régua para espalhá-lo sobre um grupo de bandejas;

  • As bandejas devem estar sobre uma bancada e não devem ser erguidas até o substrato estar totalmente umedecido, para não haver perdas pelo fundo da célula;

A semeadura deve ser efetuada com as bandejas em bancada na altura da barriga, coloca-se de 2 a 3 sementes no centro de cada célula, na profundidade de 3 a 5 mm, para sementes pequenas. Quando se usa sementes híbridas ou peletizadas, pode-se semear apenas uma por célula.

  • A semeadura deve ser efetuada com as bandejas em bancada na altura da barriga, coloca-se de 2 a 3 sementes no centro de cada célula, na profundidade de 3 a 5 mm, para sementes pequenas. Quando se usa sementes híbridas ou peletizadas, pode-se semear apenas uma por célula.

De preferência proteger as bandejas em casas de vegetação ou túnel, evitando-se desta maneira, o impacto das chuvas, que causam lixiviação e deslocação de sementes.

  • De preferência proteger as bandejas em casas de vegetação ou túnel, evitando-se desta maneira, o impacto das chuvas, que causam lixiviação e deslocação de sementes.

Eleva o rendimento operacional, na execução de todas as tarefas;

  • Eleva o rendimento operacional, na execução de todas as tarefas;

  • Reduz a quantidade de sementes, graças à melhor germinação;

  • Melhora a qualidade da muda;

  • Aumenta a eficiência de produção de mudas, pela racionalização de espaço e tempo;

Facilita o manuseio das mudas em campo;

  • Facilita o manuseio das mudas em campo;

  • Permite que as mudas sejam transplantadas com menor porte;

  • Aumenta a rapidez no desenvolvimento das plantas;

  • Propicia maior precocidade de colheita.

São leves, tem duração de aproximadamente 2 anos, dependendo do cuidado;

  • São leves, tem duração de aproximadamente 2 anos, dependendo do cuidado;

  • Para reutilizá-las, deve-se efetuar lavagem com solução de água sanitária a 2% e em seguida deve-se expor à luz solar até secarem.

Define-se transplante como a operação de retirar a muda e plantá-la no local definitivo, geralmente em sulco, ou em cova.

  • Define-se transplante como a operação de retirar a muda e plantá-la no local definitivo, geralmente em sulco, ou em cova.

  • O ponto ideal de desenvolvimento é quando a muda apresenta 4-6 folhas definitivas e 10-15 cm de altura. No sistema “speedling”, as mudas são transplantadas com porte menor.

Podem ser transplantadas com raiz nua, ou protegidas com torrão. Há vantagens em relação às mudas com raiz nua: o índice de “pegamento” no campo aumenta; a muda recupera-se mais rapidamente, após o transplante; e a planta retoma o seu desenvolvimento com maior rapidez.

  • Podem ser transplantadas com raiz nua, ou protegidas com torrão. Há vantagens em relação às mudas com raiz nua: o índice de “pegamento” no campo aumenta; a muda recupera-se mais rapidamente, após o transplante; e a planta retoma o seu desenvolvimento com maior rapidez.

O “endurecimento” das mudas, previamente ao transplante, objetiva adaptá-las melhor às condições de campo, menos favoráveis;

  • O “endurecimento” das mudas, previamente ao transplante, objetiva adaptá-las melhor às condições de campo, menos favoráveis;

  • Para isso, suspende-se a irrigação as vésperas do transplante, elevando o teor de matéria seca da planta;

A hora mais favorável para se efetuar o transplante é logo antes do crepúsculo, quando a temperatura se torna mais amena e não há incidência de luz solar intensa e direta. Dias chuvosos ou com céu encoberto também são adequados.

  • A hora mais favorável para se efetuar o transplante é logo antes do crepúsculo, quando a temperatura se torna mais amena e não há incidência de luz solar intensa e direta. Dias chuvosos ou com céu encoberto também são adequados.

A maioria das espécies propagadas por sementes botânicas pode ser semeada diretamente no campo, evitando-se a trabalhosa operação de transplante

  • A maioria das espécies propagadas por sementes botânicas pode ser semeada diretamente no campo, evitando-se a trabalhosa operação de transplante

A propagação vegetativa baseia-se na capacidade de certas estruturas, de algumas espécies, em formar um novo indivíduo vegetal, completo e idêntico à planta matriz.

  • A propagação vegetativa baseia-se na capacidade de certas estruturas, de algumas espécies, em formar um novo indivíduo vegetal, completo e idêntico à planta matriz.

Agrião; alcachofra; alho; aspargo; batata; batata doce; cará; cebolinha; couve manteiga; inhame; mandioquinha salsa morango e taioba.

  • Agrião; alcachofra; alho; aspargo; batata; batata doce; cará; cebolinha; couve manteiga; inhame; mandioquinha salsa morango e taioba.

Rebentos; ramas; bulbilhos; tubérculos; perfilhos; estolhos, dentre outras.

  • Rebentos; ramas; bulbilhos; tubérculos; perfilhos; estolhos, dentre outras.

  • São plantadas no local definitivo ou previamente enraizadas em viveiros

As plantas matrizes devem ser selecionadas pela produtividade, pelo vigor vegetativo, e pelo estado fitossanitário e pelas características do produto;

  • As plantas matrizes devem ser selecionadas pela produtividade, pelo vigor vegetativo, e pelo estado fitossanitário e pelas características do produto;

  • Há uma desvantagem na propagação vegetativa, o volume material propagativo onera demasiadamente o custo de implantação da cultura.

Plasticultura é um termo que se refere a utilização de plásticos na agricultura, objetivando a criação de ambientes melhorados e controláveis, mais propícios ao desenvolvimento das plantas;

  • Plasticultura é um termo que se refere a utilização de plásticos na agricultura, objetivando a criação de ambientes melhorados e controláveis, mais propícios ao desenvolvimento das plantas;

Surgiu no século XX, na década de 30;

  • Surgiu no século XX, na década de 30;

  • No Brasil, a plasticultura está em fase inicial, mas com muito potencial a ser explorado;

  • Maiores consumidores de plásticos agrícolas são o Japão, Estados Unidos, Europa e Israel.

Aumento de produtividade;

  • Aumento de produtividade;

  • Melhoria na qualidade de produtos;

  • Diminuição da sazonalidade da oferta;

  • Maior competitividade, pois possibilita oferecer produtos de qualidade o ano todo;

  • Melhor aproveitamento de fatores de produção (adubos, defensivos e água);

Controle total ou parcial dos fatores climáticos;

  • Controle total ou parcial dos fatores climáticos;

  • Fixação do homem ao campo;

  • Melhoria nas condições do ambiente e trabalho;

  • Aumento de rentabilidade da empresa agrícola;

Na produção em ambiente protegido, busca-se agrofilmes com características especiais para atender aos mais diversos objetivos e condições.

  • Na produção em ambiente protegido, busca-se agrofilmes com características especiais para atender aos mais diversos objetivos e condições.

Dentre essa características, podemos citar:

  • Dentre essa características, podemos citar:

  • Estabilizadores de radiação ultravioleta, que retardam o processo de degradação do filme;

  • Termoisolantes, que aumentam o efeito estufa;

  • Antigotejantes, que facilitam o escorrimento da gota para as laterais da cobertura;

  • Entre outros.

É um sistema de proteção, que utiliza materiais propícios para cobrir o solo, buscando oferecer melhores condições à planta;

  • É um sistema de proteção, que utiliza materiais propícios para cobrir o solo, buscando oferecer melhores condições à planta;

  • Funciona como uma barreira entre o solo e a atmosfera;

As coberturas mais tradicionais são materiais orgânicos como: capim, palha, bagaço, casca e outros;

  • As coberturas mais tradicionais são materiais orgânicos como: capim, palha, bagaço, casca e outros;

  • Existem materiais inertes, como pedra, cascalho, carvão, papel tratado, etc;

  • No entanto, nem um destes supera a aplicação de plásticos, devido a diversidade na composição, disponibilidade no mercado, facilidade no mercado e custo acessível

Apresentam diversas cores: transparente, preta, branca, prateada, parda, verde, etc;

  • Apresentam diversas cores: transparente, preta, branca, prateada, parda, verde, etc;

  • Os transparentes são mais utilizados nas regiões frias, devido ao efeito estufa no solo, porém não controlam as plantas invasoras;

  • O filme preto não causa o efeito estufa, porém controla as plantas daninhas e é mais resistente, sendo o mais utilizado no Brasil;

O filme preto absorve muito o calor recebido, aquecendo-se e podendo provocar queimaduras nas partes mais sensíveis da planta;

  • O filme preto absorve muito o calor recebido, aquecendo-se e podendo provocar queimaduras nas partes mais sensíveis da planta;

  • Uma alternativa é o filme dupla face, com cores distintas em cada face, ex: preto na face interna e branco na externa, reflete a luz e não esquenta tanto.

Temperatura do solo: tende a reduzir a amplitude térmica;

  • Temperatura do solo: tende a reduzir a amplitude térmica;

  • Umidade do solo: reduz a evaporação e diminui o consumo de água;

  • Plantas invasoras: controladas pelos filmes preto (exceto a tiririca);

Conservação e fertilidade do solo: são melhoradas, pois ocorre menor erosão e lixiviação dos nutrientes, conferidos pela proteção da cultura. Melhor aproveitamento dos adubos aplicados;

  • Conservação e fertilidade do solo: são melhoradas, pois ocorre menor erosão e lixiviação dos nutrientes, conferidos pela proteção da cultura. Melhor aproveitamento dos adubos aplicados;

  • Salinidade do solo: minimizada pela diminuição da evaporação e maior retenção de umidade no solo;

Cultura olerácea: melhora o desenvolvimento da planta, bem como a produtividade, a precocidade e a qualidade dos frutos, que são protegidos do contato direto com o solo.

  • Cultura olerácea: melhora o desenvolvimento da planta, bem como a produtividade, a precocidade e a qualidade dos frutos, que são protegidos do contato direto com o solo.

Têm ampla aplicação na agricultura, podendo ser utilizadas como sombreamento, quebra vento, fechamento lateral de instalações e cercas.

  • Têm ampla aplicação na agricultura, podendo ser utilizadas como sombreamento, quebra vento, fechamento lateral de instalações e cercas.

Os “sombrites” – telas para sombreamento – apresentam-se em variadas cores, sendo predominante a preta, com durabilidade acima de 10 anos.

  • Os “sombrites” – telas para sombreamento – apresentam-se em variadas cores, sendo predominante a preta, com durabilidade acima de 10 anos.

  • Disponíveis em diferentes espessuras e malhas, propiciando índices variados de sombreamento, sendo utilizados entre 20 e 50 % de retenção de luminosidade.

O sombreamento diminui a temperatura interna, a evaporação e o consumo de água.

  • O sombreamento diminui a temperatura interna, a evaporação e o consumo de água.

  • Cria-se, assim, um microclima interno mais favorável, mesmo sob temperatura e luminosidade elevadas.

É constituído por um abrigo baixo, em forma semicircular ou próximo a isso, recoberto com agrofilme sobre os arcos.

  • É constituído por um abrigo baixo, em forma semicircular ou próximo a isso, recoberto com agrofilme sobre os arcos.

  • Abriga canteiros ou linhas de cultivos.

Popular e erroneamente conhecida como estufa;

  • Popular e erroneamente conhecida como estufa;

  • É um abrigo que viabiliza o cultivo de plantas de porte alto e a circulação de pessoas em seu interior;

Uma das vantagens do cultivo de hortaliças em casa de vegetação é propiciar condições de produção ao longo do ano, inclusive na entressafra, com ótima qualidade e excelente produtividade;

  • Uma das vantagens do cultivo de hortaliças em casa de vegetação é propiciar condições de produção ao longo do ano, inclusive na entressafra, com ótima qualidade e excelente produtividade;

Favorece a precocidade das colheitas, a proteção do solo, o controle fitossanitário e a economia de insumos, além de melhorar as condições microclimáticas, beneficiando o desenvolvimento das plantas e protegendo-as das intempéries;

  • Favorece a precocidade das colheitas, a proteção do solo, o controle fitossanitário e a economia de insumos, além de melhorar as condições microclimáticas, beneficiando o desenvolvimento das plantas e protegendo-as das intempéries;

Os principais problemas são:

  • Os principais problemas são:

  • Elevado custo de implantação;

  • Instabilidade de mercado;

  • Desorganização na comercialização;

  • Falta de política governamental para o setor de hortaliças;

  • Poucas ações de marketing para o produto.

Quanto maior a latitude e mais intenso o inverno, maior é a busca do efeito estufa (maior retenção de calor);

  • Quanto maior a latitude e mais intenso o inverno, maior é a busca do efeito estufa (maior retenção de calor);

  • Quanto menor a latitude e mais próximo ao equador, maior a busca pelo efeito guarda chuva (dissipa calor pela movimentação de ar e trocas com o ambiente externo);

A casa de vegetação protege da erosão e lixiviação de nutrientes do solo, do excesso de insolação, da lavagem dos defensivos e nutrientes aplicados às folhas;

  • A casa de vegetação protege da erosão e lixiviação de nutrientes do solo, do excesso de insolação, da lavagem dos defensivos e nutrientes aplicados às folhas;

Os mais comuns são: Madeira, concreto, ferro, arame, alumínio e estruturas pré-fabricadas.

  • Os mais comuns são: Madeira, concreto, ferro, arame, alumínio e estruturas pré-fabricadas.

Não existe um modelo ideal de casa de vegetação; o que existe é aquele mais adaptado às condições econômicas, climáticas e técnicas do projeto;

  • Não existe um modelo ideal de casa de vegetação; o que existe é aquele mais adaptado às condições econômicas, climáticas e técnicas do projeto;

  • Desta maneira podem ser: teto plano, capela, em arco e túnel alto.

Aplicação limitada pelas elevadas precipitações. Só é recomendado para regiões ou épocas de pouca chuva. Sua construção é simples, semelhante ao telado, utiliza-se esteios e arame, com teto de malha dupla de arame que sustenta o filme

  • Aplicação limitada pelas elevadas precipitações. Só é recomendado para regiões ou épocas de pouca chuva. Sua construção é simples, semelhante ao telado, utiliza-se esteios e arame, com teto de malha dupla de arame que sustenta o filme

Com teto em duas águas, pode apresentar diferentes inclinações, em razão do interesse de captar mais ou menos radiação solar, resistir as pesadas chuvas e aumentar a ventilação;

  • Com teto em duas águas, pode apresentar diferentes inclinações, em razão do interesse de captar mais ou menos radiação solar, resistir as pesadas chuvas e aumentar a ventilação;

  • Efeito guarda chuva, maiores inclinações;

  • Efeito estufa, menores inclinações;

São modelos que, devido à curvatura do teto, favorecem a fixação do filme, a resistência ao vento e a captação de luz solar, melhorando o efeito estufa. Em contrapartida, a ventilação é prejudicada, podendo apresentar elevado aquecimento interno nos dias quentes

  • São modelos que, devido à curvatura do teto, favorecem a fixação do filme, a resistência ao vento e a captação de luz solar, melhorando o efeito estufa. Em contrapartida, a ventilação é prejudicada, podendo apresentar elevado aquecimento interno nos dias quentes

A escolha do local é fundamental:

  • A escolha do local é fundamental:

  • Deve-se conhecer bem as condições climáticas;

  • Evitar baixadas úmidas, frias, pouco ensolaradas e de baixa ventilação, bem como locais sujeitos a ventos fortes;

  • Pode-se utilizar quebra ventos para diminuir a ação dos ventos fortes;

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