Implantar viveiro de mudas

Implantar viveiro de mudas

O objetivo de todo viveirista é produzir mudas de plantas frutíferas com elevado padrão de qualidade (morfológica, fisiológica e fitossanitária).

  • O objetivo de todo viveirista é produzir mudas de plantas frutíferas com elevado padrão de qualidade (morfológica, fisiológica e fitossanitária).

  • Garantindo assim a competitividade e o retorno certo do investimento , além de assegurar ao cliente, a satisfação de suas necessidades e, ao produtor de mudas, a idoneidade e a estabilidade do empreendimento durante anos.

Para que esse objetivo seja alcançado, é fundamental adotar um elevado nível tecnológico, que inclua todas as etapas da produção, desde a obtenção do material propagativo básico até o transporte da muda ao cliente.

  • Para que esse objetivo seja alcançado, é fundamental adotar um elevado nível tecnológico, que inclua todas as etapas da produção, desde a obtenção do material propagativo básico até o transporte da muda ao cliente.

A necessidade em infra-estrutura do viveiro é variável, conforme as exigências legais, o nível tecnológico e o conhecimento da cultura, a escala de produção de mudas, o tamanho do viveiro, a disponibilidade de recursos do viveirista, o destino das mudas e o grau de exigência do mercado consumidor.

  • A necessidade em infra-estrutura do viveiro é variável, conforme as exigências legais, o nível tecnológico e o conhecimento da cultura, a escala de produção de mudas, o tamanho do viveiro, a disponibilidade de recursos do viveirista, o destino das mudas e o grau de exigência do mercado consumidor.

Para a propagação de plantas frutíferas, um dos aspectos de grande importância é a infra-estrutura adequada, racional e tecnificada é o primeiro passo para que o viveirista tenha uma atividade eficiente e economicamente viável.

  • Para a propagação de plantas frutíferas, um dos aspectos de grande importância é a infra-estrutura adequada, racional e tecnificada é o primeiro passo para que o viveirista tenha uma atividade eficiente e economicamente viável.

A escolha da infra-estrutura do viveiro de produção de mudas frutíferas depende de diversos fatores, tais como:

  • A escolha da infra-estrutura do viveiro de produção de mudas frutíferas depende de diversos fatores, tais como:

  •  Quantidade de mudas produzidas;

  •  Regularidade desejada da oferta de mudas;

  •  Número de espécies a serem propagadas;

  •  Método de propagação;

  •  Custos das instalações;

  •  Grau de tecnificação do viveirista.

Entende-se, por viveiro, a área onde são concentradas todas as atividades de produção de mudas. Quanto à duração, os viveiros podem ser classificados em permanentes e temporários.

  • Entende-se, por viveiro, a área onde são concentradas todas as atividades de produção de mudas. Quanto à duração, os viveiros podem ser classificados em permanentes e temporários.

São aqueles com caráter fixo, onde a produção de mudas prolonga-se por vários anos. Por isso, esses viveiros requerem um bom planejamento para a instalação, incluem uma infra-estrutura permanente e geralmente apresentam maiores dimenções.

  • São aqueles com caráter fixo, onde a produção de mudas prolonga-se por vários anos. Por isso, esses viveiros requerem um bom planejamento para a instalação, incluem uma infra-estrutura permanente e geralmente apresentam maiores dimenções.

Por mais que o viveiro seja permanente, quando o plantio é feito no solo, uma mesma área pode ser utilizada por, no máximo, 2 anos, devido à alta sensibilidade das mudas a pragas, doenças e plantas invasoras, sendo necessária a adoção de rotação de culturas.

  • Por mais que o viveiro seja permanente, quando o plantio é feito no solo, uma mesma área pode ser utilizada por, no máximo, 2 anos, devido à alta sensibilidade das mudas a pragas, doenças e plantas invasoras, sendo necessária a adoção de rotação de culturas.

Destina-se a produção de mudas apenas durante certo período e, uma vez cumpridas suas finalidades, são desativados. Embora menos comuns na produção de mudas frutíferas, esses viveiros podem representar menor custo, já que não é necessária uma infra-estrutura muito tecnificada.

  • Destina-se a produção de mudas apenas durante certo período e, uma vez cumpridas suas finalidades, são desativados. Embora menos comuns na produção de mudas frutíferas, esses viveiros podem representar menor custo, já que não é necessária uma infra-estrutura muito tecnificada.

Quanto à proteção do sistema radicular, os viveiros podem ser classificados em:

  • Quanto à proteção do sistema radicular, os viveiros podem ser classificados em:

  •  Viveiros com mudas de raiz nua.

  •  Viveiros com mudas em recipientes.

São aqueles feitos em área de solo profundo, drenado, com textura média e bem arejado, para que as mudas para comercialização sejam retiradas com raiz nua (mesmo, que em alguns casos, um torrão possa acompanhar a muda). Nesse tipo de viveiro, são feitos canteiros, delimitados por carreadores, por onde transitam os veículos e demais meios de transporte de mudas.

  • São aqueles feitos em área de solo profundo, drenado, com textura média e bem arejado, para que as mudas para comercialização sejam retiradas com raiz nua (mesmo, que em alguns casos, um torrão possa acompanhar a muda). Nesse tipo de viveiro, são feitos canteiros, delimitados por carreadores, por onde transitam os veículos e demais meios de transporte de mudas.

Geralmente implicam em menor necessidade de área, sendo mais versáteis e permitindo que uma mesma área seja utilizada por muito mais tempo se comparado com o sistema anterior, desde que o substrato venha de local isento de pragas, doenças e propágulos de plantas invasoras.

  • Geralmente implicam em menor necessidade de área, sendo mais versáteis e permitindo que uma mesma área seja utilizada por muito mais tempo se comparado com o sistema anterior, desde que o substrato venha de local isento de pragas, doenças e propágulos de plantas invasoras.

A escolha do local é o primeiro passo para a instalação do viveiro, sendo de grande importância, os aspectos que devem ser considerados são:

  • A escolha do local é o primeiro passo para a instalação do viveiro, sendo de grande importância, os aspectos que devem ser considerados são:

É conveniente que os compradores de mudas tenham fácil acesso ao viveiro. Assim, deve-se dar especial atenção às estradas que conduzem ao viveiro, possibilitando o fácil trânsito dos veículos que transportam as mudas. O viveiro deve estar afastado de estradas públicas de grande movimento, para reduzir o risco de infestação das mudas por pragas e doenças.

  • É conveniente que os compradores de mudas tenham fácil acesso ao viveiro. Assim, deve-se dar especial atenção às estradas que conduzem ao viveiro, possibilitando o fácil trânsito dos veículos que transportam as mudas. O viveiro deve estar afastado de estradas públicas de grande movimento, para reduzir o risco de infestação das mudas por pragas e doenças.

A água é o principal insumo num viveiro. Para irrigação e tratamentos fitossanitários, o cálculo da necessidade de água depende do número de tratamentos fitossanitários, do consumo de água por irrigação, das necessidades hídricas das mudas e das precipitações pluviais médias.

  • A água é o principal insumo num viveiro. Para irrigação e tratamentos fitossanitários, o cálculo da necessidade de água depende do número de tratamentos fitossanitários, do consumo de água por irrigação, das necessidades hídricas das mudas e das precipitações pluviais médias.

A localização próxima a fontes de água, de preferência com pouco desnível em relação ao viveiro, reduz os custos com canalização e bombeamento.

  • A localização próxima a fontes de água, de preferência com pouco desnível em relação ao viveiro, reduz os custos com canalização e bombeamento.

A boa qualidade da água é fundamental. Podem ser utilizadas águas de rios, lagos e de origem subterrânea, devendo ser evitada a água contendo propágulos de algas, de pragas, de doenças e de plantas invasoras.

  • A boa qualidade da água é fundamental. Podem ser utilizadas águas de rios, lagos e de origem subterrânea, devendo ser evitada a água contendo propágulos de algas, de pragas, de doenças e de plantas invasoras.

É conveniente que a água apresente baixos teores de partículas suspensas (que reduzem a eficiência dos sistemas de irrigação) e de sais. Altos teores de silte e de argila podem impermeabilizar a superfície do substrato, reduzindo a aeração e predispondo as mudas a doenças.

  • É conveniente que a água apresente baixos teores de partículas suspensas (que reduzem a eficiência dos sistemas de irrigação) e de sais. Altos teores de silte e de argila podem impermeabilizar a superfície do substrato, reduzindo a aeração e predispondo as mudas a doenças.

Embora seja aconselhável que o viveiro seja localizado na mesma região onde se concentram os pomares, reduzindo o tempo de transporte das mudas e as perdas – devido a movimentação – é preciso ter o máximo cuidado para que os viveiros não fiquem muito próximos dos pomares.

  • Embora seja aconselhável que o viveiro seja localizado na mesma região onde se concentram os pomares, reduzindo o tempo de transporte das mudas e as perdas – devido a movimentação – é preciso ter o máximo cuidado para que os viveiros não fiquem muito próximos dos pomares.

Recomenda-se que o viveiro seja localizado a, no mínimo, 50 m de um pomar de mesma espécie, pois quanto maior for a distância, menor será o risco de infestação das mudas. Os maiores cuidados quanto ao isolamento do viveiro dizem respeito a vetores de viroses, tanto aéreos (afídeos) quanto de solo (nematóides).

  • Recomenda-se que o viveiro seja localizado a, no mínimo, 50 m de um pomar de mesma espécie, pois quanto maior for a distância, menor será o risco de infestação das mudas. Os maiores cuidados quanto ao isolamento do viveiro dizem respeito a vetores de viroses, tanto aéreos (afídeos) quanto de solo (nematóides).

O viveiro deve estar localizado em área livre de plantas invasoras. Viveiros com determinadas espécies de plantas invasoras não podem ser utilizados e a comercialização de mudas produzidas nesses viveiros é proibida por lei.

  • O viveiro deve estar localizado em área livre de plantas invasoras. Viveiros com determinadas espécies de plantas invasoras não podem ser utilizados e a comercialização de mudas produzidas nesses viveiros é proibida por lei.

As principais plantas invasoras incluídas nessa classe são a tiririca (Cyperus rotundus) e a grama seda (Cynodon dactylon). Além disso, como o controle de plantas invasoras é mais difícil em viveiros, deve-se fazer uma contínua vigilância e erradicação das mesmas.

  • As principais plantas invasoras incluídas nessa classe são a tiririca (Cyperus rotundus) e a grama seda (Cynodon dactylon). Além disso, como o controle de plantas invasoras é mais difícil em viveiros, deve-se fazer uma contínua vigilância e erradicação das mesmas.

Viveiros demandam grande quantidade de mão de obra, tanto para a produção de mudas em si, como também para o monitoramento e controle de plantas invasoras, pragas e doenças. A disponibilidade de mão de obra próxima ao viveiro contribui para a redução do custo de produção de mudas.

  • Viveiros demandam grande quantidade de mão de obra, tanto para a produção de mudas em si, como também para o monitoramento e controle de plantas invasoras, pragas e doenças. A disponibilidade de mão de obra próxima ao viveiro contribui para a redução do custo de produção de mudas.

É recomendável que a área tenha pouca declividade e seja localizada em zona de relevo levemente ondulado. Áreas muito planas podem acumular a água das chuvas ou da irrigação.

  • É recomendável que a área tenha pouca declividade e seja localizada em zona de relevo levemente ondulado. Áreas muito planas podem acumular a água das chuvas ou da irrigação.

Independente do grau de declividade da área, os canteiros devem estar localizados no sentido perpendicular à movimentação da água, para reduzir os riscos de erosão. Quanto maior a declividade, maiores devem ser os cuidados com relação às práticas conservacionistas, para se evitar a degradação do solo.

  • Independente do grau de declividade da área, os canteiros devem estar localizados no sentido perpendicular à movimentação da água, para reduzir os riscos de erosão. Quanto maior a declividade, maiores devem ser os cuidados com relação às práticas conservacionistas, para se evitar a degradação do solo.

É conveniente a instalação de viveiros em área com solos profundos e mediamente arenosos. Contudo, como isso nem sempre é possível, devem-se escolher as áreas cujo solo apresenta as melhores condições físicas possíveis.

  • É conveniente a instalação de viveiros em área com solos profundos e mediamente arenosos. Contudo, como isso nem sempre é possível, devem-se escolher as áreas cujo solo apresenta as melhores condições físicas possíveis.

Solos muito argilosos dificultam a mecanização e o desenvolvimento radicular. Solos com elevada porosidade são desejáveis. Essa característica pode ser parcialmente melhorada com a incorporação de matéria orgânica e adubação verde.

  • Solos muito argilosos dificultam a mecanização e o desenvolvimento radicular. Solos com elevada porosidade são desejáveis. Essa característica pode ser parcialmente melhorada com a incorporação de matéria orgânica e adubação verde.

Em áreas de chuvas intensas, o solo deve ter boa capacidade de drenagem, devendo-se evitar áreas encharcadas ou sujeitas à inundação, pois aumenta o risco de podridões de raízes e de toxidez por manganês.

  • Em áreas de chuvas intensas, o solo deve ter boa capacidade de drenagem, devendo-se evitar áreas encharcadas ou sujeitas à inundação, pois aumenta o risco de podridões de raízes e de toxidez por manganês.

O viveiro deve estar localizado em área cujo solo não tenha acidez elevada, possua boa fertilidade e adequado teor de matéria orgânica.

  • O viveiro deve estar localizado em área cujo solo não tenha acidez elevada, possua boa fertilidade e adequado teor de matéria orgânica.

  • Como nem sempre é possível encontrar um solo com essas características, elas podem ser modificadas.

Solos ricos em matéria orgânica têm vida micro e macrobiana mais ativa, o que pode favorecer o desenvolvimento das mudas. Contudo devem-se utilizar áreas isentas de nematóides, insetos de solo, fungos patogênicos (Fusarium sp., Pythium sp., Armillaria sp., Rosellinia sp.,Phytophthora sp., entre outros) e bactérias fitopatogênicas (Agrobacterium tumefaciens)

  • Solos ricos em matéria orgânica têm vida micro e macrobiana mais ativa, o que pode favorecer o desenvolvimento das mudas. Contudo devem-se utilizar áreas isentas de nematóides, insetos de solo, fungos patogênicos (Fusarium sp., Pythium sp., Armillaria sp., Rosellinia sp.,Phytophthora sp., entre outros) e bactérias fitopatogênicas (Agrobacterium tumefaciens)

O viveiro deve estar localizado em área onde não existiam pomares há pelo menos 5 anos, e onde não existiram viveiros há pelo menos 3 anos.

  • O viveiro deve estar localizado em área onde não existiam pomares há pelo menos 5 anos, e onde não existiram viveiros há pelo menos 3 anos.

Quando se utilizam áreas onde, anteriormente, havia mata ou outras plantas perenes, deve ser feita a destoca no mínimo 2 anos antes da implantação do viveiro, cultivando-se gramíneas anuais, entre elas o milho, a aveia preta, o sorgo, entre outras, até que o viveiro seja implantado. Essas gramíneas podem ser incorporadas ao solo, para elevação do teor de matéria orgânica.

  • Quando se utilizam áreas onde, anteriormente, havia mata ou outras plantas perenes, deve ser feita a destoca no mínimo 2 anos antes da implantação do viveiro, cultivando-se gramíneas anuais, entre elas o milho, a aveia preta, o sorgo, entre outras, até que o viveiro seja implantado. Essas gramíneas podem ser incorporadas ao solo, para elevação do teor de matéria orgânica.

Algumas plantas frutíferas liberam fitotoxinas no solo, as quais comprometem os cultivos posteriores, implicando a necessidade de ser feita a rotação de culturas. Por exemplo, a nogueira européia libera no solo o jiglone, a macieira libera a floridzina e o pessegueiro e a ameixeira, a prunasina e a amigdalina.

  • Algumas plantas frutíferas liberam fitotoxinas no solo, as quais comprometem os cultivos posteriores, implicando a necessidade de ser feita a rotação de culturas. Por exemplo, a nogueira européia libera no solo o jiglone, a macieira libera a floridzina e o pessegueiro e a ameixeira, a prunasina e a amigdalina.

Floridzina: inibidor de absorção de glucose

  • Floridzina: inibidor de absorção de glucose

Entre os fatores climáticos mais limitantes, estão a temperatura, a luz e a ocorrência de ventos. No que se refere à temperatura, é importante que o viveiro esteja localizado em área o mais livre possível de geadas.

  • Entre os fatores climáticos mais limitantes, estão a temperatura, a luz e a ocorrência de ventos. No que se refere à temperatura, é importante que o viveiro esteja localizado em área o mais livre possível de geadas.

Temperaturas médias mais elevadas reduzem o tempo para a produção de mudas.

  • Temperaturas médias mais elevadas reduzem o tempo para a produção de mudas.

  • A exposição à luz é fundamental, especialmente na fase final de propagação. Ventos muito fortes aumentam a quebra no local da enxertia, podendo requerer a implantação de quebra ventos.

A extensão da área do viveiro depende de diversos fatores, sendo os principais:

  • A extensão da área do viveiro depende de diversos fatores, sendo os principais:

Quantidade de mudas para plantio e replantio determinadas pela capacidade operacional do viveiro e pela demanda por mudas pelos produtores;

  • Quantidade de mudas para plantio e replantio determinadas pela capacidade operacional do viveiro e pela demanda por mudas pelos produtores;

  • Densidade de mudas, o que depende da espécie e do tempo de permanência, de modo a proporcionar as melhores condições para o seu desenvolvimento;

Período de rotação, que se refere ao tempo que a muda permanece, desde o início de produção até o replantio ou comercialização. Esse intervalo é dependente da espécie, do método de propagação e do manejo da muda;

  • Período de rotação, que se refere ao tempo que a muda permanece, desde o início de produção até o replantio ou comercialização. Esse intervalo é dependente da espécie, do método de propagação e do manejo da muda;

  • Dimensões dos canteiros e carreadores, que dependem da espécie a ser propagada e do grau de mecanização adotado. Viveiros com maior grau de mecanização requerem canteiros mais longos, maiores distâncias entre linhas e carreadores mais largos;

Dimensões das instalações determinadas, principalmente, pela quantidade de mudas produzidas pelo método de propagação adotado e pelo grau de tecnologia empregado;

  • Dimensões das instalações determinadas, principalmente, pela quantidade de mudas produzidas pelo método de propagação adotado e pelo grau de tecnologia empregado;

  • Áreas para rotação, fundamentais para obtenção de mudas sadias, especialmente se a produção de mudas for feita diretamente no solo. A mesma área não pode ser utilizada, para produção de mudas, por mais de 2 anos.

Um dos aspectos fundamentais a ser considerado no planejamento e dimensionamento dos viveiros é a seleção das espécies a serem propagadas.

  • Um dos aspectos fundamentais a ser considerado no planejamento e dimensionamento dos viveiros é a seleção das espécies a serem propagadas.

  • Na seleção da espécie ou das espécies, deve-se procurar trabalhar com uma certa economia de escala, para reduzir os custos unitários da muda, não abrindo mão da qualidade do produto.

Atualmente, estão disponíveis no mercado, diferentes estruturas como telados, estufas plásticas, ripados e outras, em diversos módulos de tamanho e de custo.

  • Atualmente, estão disponíveis no mercado, diferentes estruturas como telados, estufas plásticas, ripados e outras, em diversos módulos de tamanho e de custo.

Para algumas espécies frutíferas, especialmente as mais sensíveis a viroses, torna-se recomendável – e em certos casos obrigatória – a manutenção das plantas matrizes em telados, para garantir a sanidade das plantas fornecedoras de enxertos ou outra forma de material propagativo.

  • Para algumas espécies frutíferas, especialmente as mais sensíveis a viroses, torna-se recomendável – e em certos casos obrigatória – a manutenção das plantas matrizes em telados, para garantir a sanidade das plantas fornecedoras de enxertos ou outra forma de material propagativo.

É uma estrutura, de madeira ou de metal, coberta com tela, que garante o sombreamento e mantém a luminosidade próxima da natural.

  • É uma estrutura, de madeira ou de metal, coberta com tela, que garante o sombreamento e mantém a luminosidade próxima da natural.

Útil nas seguintes situações:

  • Útil nas seguintes situações:

  • Na manutenção de plantas matrizes isentas de viroses;

  • Na aclimatação e na produção de mudas que exigem sombreamento inicial.

As telas podem apresentar diferentes graus de sombreamento, sendo importante considerar que, quanto maior for o grau de sombreamento, maior será a ocorrência de estiolamento das mudas que permanecerem por longo tempo no telado e maior a facilidade de as mudas morrerem quando forem transferidas para o pomar.

  • As telas podem apresentar diferentes graus de sombreamento, sendo importante considerar que, quanto maior for o grau de sombreamento, maior será a ocorrência de estiolamento das mudas que permanecerem por longo tempo no telado e maior a facilidade de as mudas morrerem quando forem transferidas para o pomar.

O tipo de tela mais utilizado é o que permite um sombreamento de 50 %. O telado pode ter diferentes dimensões, podendo ser permanente ou temporário, dotado ou não de irrigação localizada. No caso de telas à prova de afídeos, a dimensão da malha deve ser inferior a 0,4 mm.

  • O tipo de tela mais utilizado é o que permite um sombreamento de 50 %. O telado pode ter diferentes dimensões, podendo ser permanente ou temporário, dotado ou não de irrigação localizada. No caso de telas à prova de afídeos, a dimensão da malha deve ser inferior a 0,4 mm.

Também conhecida como estufa, a casa de vegetação é uma estrutura parcial ou completamente fechada, feita de madeira ou de metal (alumínio, aço ou ferro galvanizado), coberta com agrofilme. Pode ainda ser coberta com vidro ou fibra de vidro, o que acarreta maior custo.

  • Também conhecida como estufa, a casa de vegetação é uma estrutura parcial ou completamente fechada, feita de madeira ou de metal (alumínio, aço ou ferro galvanizado), coberta com agrofilme. Pode ainda ser coberta com vidro ou fibra de vidro, o que acarreta maior custo.

A grande vantagem do uso de casas de vegetação em viveiros é a possibilidade de controle ambiental, de modo a maximizar a produção de mudas, reduzindo o tempo necessário para a propagação e permitindo que as mudas possam ser produzidas em várias épocas do ano.

  • A grande vantagem do uso de casas de vegetação em viveiros é a possibilidade de controle ambiental, de modo a maximizar a produção de mudas, reduzindo o tempo necessário para a propagação e permitindo que as mudas possam ser produzidas em várias épocas do ano.

As casas de vegetação podem possuir sistemas de nebulização intermitente, o que mantém a umidade relativa do ar elevada, permitindo a propagação por meio de estacas com folhas (técnica que, em certas espécies, viabiliza a propagação por estaquia). A elevada umidade do ar e a alta temperatura aumentam a velocidade de crescimento das plantas.

  • As casas de vegetação podem possuir sistemas de nebulização intermitente, o que mantém a umidade relativa do ar elevada, permitindo a propagação por meio de estacas com folhas (técnica que, em certas espécies, viabiliza a propagação por estaquia). A elevada umidade do ar e a alta temperatura aumentam a velocidade de crescimento das plantas.

Além do sistema de nebulização, as casas de vegetação podem ser dotadas de sistemas automatizados para aquecimento do substrato e diminuição da temperatura, entre outros.

  • Além do sistema de nebulização, as casas de vegetação podem ser dotadas de sistemas automatizados para aquecimento do substrato e diminuição da temperatura, entre outros.

Aumento da dependência da planta em relação ao homem;

  • Aumento da dependência da planta em relação ao homem;

  • Elevado custo de implantação;

  • Aumento da sensibilidade;

  • Ocorrência de doenças;

  • Dificuldade na aclimatação.

O enraizamento de estacas de muitas espécies, especialmente as semilenhosas e herbáceas, é muito difícil, se não for adotado um controle ambiental, principalmente em relação a três pontos:

  • O enraizamento de estacas de muitas espécies, especialmente as semilenhosas e herbáceas, é muito difícil, se não for adotado um controle ambiental, principalmente em relação a três pontos:

Manter alta a umidade relativa do ar com baixa demanda evaporativa, de modo que a transpiração das estacas seja minimizada e a perda de água seja mínima.

  • Manter alta a umidade relativa do ar com baixa demanda evaporativa, de modo que a transpiração das estacas seja minimizada e a perda de água seja mínima.

  • Manutenção da temperatura adequada, e suficientemente amena na parte aérea, para estimular o metabolismo na base das estacas e reduzir a transpiração.

  • Manter a irrigação num limite suficiente, para ocasionar elevada atividade fotossintética.

Quanto maior o controle ambiental dentro das casas de vegetação, maior é a possibilidade de sucesso na propagação, principalmente naquelas espécies de difícil propagação.

  • Quanto maior o controle ambiental dentro das casas de vegetação, maior é a possibilidade de sucesso na propagação, principalmente naquelas espécies de difícil propagação.

Um dos problemas a serem enfrentados em estufas, nas condições brasileiras, é o aumento excessivo da temperatura, o que implica no uso de mecanismos de resfriamento de ar.

  • Um dos problemas a serem enfrentados em estufas, nas condições brasileiras, é o aumento excessivo da temperatura, o que implica no uso de mecanismos de resfriamento de ar.

O uso de tela de alumínio na parte externa, a ventilação forçada por meio de argila expandida com água e tela de sombreamento podem reduzir, significativamente, a temperatura.

  • O uso de tela de alumínio na parte externa, a ventilação forçada por meio de argila expandida com água e tela de sombreamento podem reduzir, significativamente, a temperatura.

Mesmo que a luz seja favorável à atividade fotossintética das mudas, a alta luminosidade não parece ser a condição mais favorável. Filmes de polietileno com alguns tratamentos, tais como acetato de vinil, alumínio e silicatos de magnésio, os quais aumentam a opacidade do plástico às ondas longas, estão disponíveis no mercado, sendo ótima alternativa para reduzir a incidência de raios solar, auxiliando assim no enraizamento das mudas.

  • Mesmo que a luz seja favorável à atividade fotossintética das mudas, a alta luminosidade não parece ser a condição mais favorável. Filmes de polietileno com alguns tratamentos, tais como acetato de vinil, alumínio e silicatos de magnésio, os quais aumentam a opacidade do plástico às ondas longas, estão disponíveis no mercado, sendo ótima alternativa para reduzir a incidência de raios solar, auxiliando assim no enraizamento das mudas.

Altas temperaturas geralmente limitam a produção de mudas em casas de vegetação. Temperaturas ao redor de 35°C a 40°C limitam o crescimento das raízes da maioria das espécies lenhosas. Por isso, além de uma boa ventilação é fundamental um bom sistema de resfriamento e de sombreamento.

  • Altas temperaturas geralmente limitam a produção de mudas em casas de vegetação. Temperaturas ao redor de 35°C a 40°C limitam o crescimento das raízes da maioria das espécies lenhosas. Por isso, além de uma boa ventilação é fundamental um bom sistema de resfriamento e de sombreamento.

São pequenas casas de vegetação, com maior versatilidade, menor custo e menor tamanho. Normalmente, os estufins são construídos em madeira e com cobertura de polietileno, podendo ser utilizados tanto na produção de mudas por meio de sementes, quanto por meio de estacas semilenhosas.

  • São pequenas casas de vegetação, com maior versatilidade, menor custo e menor tamanho. Normalmente, os estufins são construídos em madeira e com cobertura de polietileno, podendo ser utilizados tanto na produção de mudas por meio de sementes, quanto por meio de estacas semilenhosas.

São construções simples, relativamente duráveis, baratas e fáceis de construir, com o inconveniente de não garantir sombreamento uniforme.

  • São construções simples, relativamente duráveis, baratas e fáceis de construir, com o inconveniente de não garantir sombreamento uniforme.

Qualquer material usado com a finalidade de servir de base para o desenvolvimento de uma planta até sua transferência para o viveiro ou área de produção, podendo ser apenas um suporte físico ou também fornecedor de nutrientes para a muda em formação.

  • Qualquer material usado com a finalidade de servir de base para o desenvolvimento de uma planta até sua transferência para o viveiro ou área de produção, podendo ser apenas um suporte físico ou também fornecedor de nutrientes para a muda em formação.

O substrato é um dos muitos fatores que condicionam o sucesso na propagação das plantas. Na opção por um determinado material como substrato, objetiva-se otimizar as condições ambientais, para o desenvolvimento da planta numa ou mais etapas da propagação.

  • O substrato é um dos muitos fatores que condicionam o sucesso na propagação das plantas. Na opção por um determinado material como substrato, objetiva-se otimizar as condições ambientais, para o desenvolvimento da planta numa ou mais etapas da propagação.

Se for utilizado um material adequado, e se as demais condições forem adequadas , o desenvolvimento da muda será satisfatório, tendo como resultado uma planta com capacidade de expressar, futuramente, o potencial produtivo da cultivar.

  • Se for utilizado um material adequado, e se as demais condições forem adequadas , o desenvolvimento da muda será satisfatório, tendo como resultado uma planta com capacidade de expressar, futuramente, o potencial produtivo da cultivar.

Por sua vez, o uso de materiais inadequados, além da sua ineficiência nos métodos de propagação, originará plantas com problemas de desenvolvimento e com reflexos negativos sobre a produção futura.

  • Por sua vez, o uso de materiais inadequados, além da sua ineficiência nos métodos de propagação, originará plantas com problemas de desenvolvimento e com reflexos negativos sobre a produção futura.

Inúmeros materiais podem ser usados como substratos na produção de mudas frutíferas. A escolha do substrato, ou a mistura de substratos, mais adequado para uma determinada situação, é em função da técnica de propagação, da espécie (em alguns casos), da cultivar, das características do substrato, do custo e da facilidade de obtenção de cada material.

  • Inúmeros materiais podem ser usados como substratos na produção de mudas frutíferas. A escolha do substrato, ou a mistura de substratos, mais adequado para uma determinada situação, é em função da técnica de propagação, da espécie (em alguns casos), da cultivar, das características do substrato, do custo e da facilidade de obtenção de cada material.

Podem estar incluídos desde materiais que permitam a germinação das sementes, e o posterior desenvolvimento das plântulas, até outros que possibilitem o enraizamento de estacas e o desenvolvimento das raízes adventícias.

  • Podem estar incluídos desde materiais que permitam a germinação das sementes, e o posterior desenvolvimento das plântulas, até outros que possibilitem o enraizamento de estacas e o desenvolvimento das raízes adventícias.

No geral, um bom substrato é aquele que:

  • No geral, um bom substrato é aquele que:

  • É firme e denso o suficiente para manter a estrutura de propagação em condições até a germinação ou o enraizamento.

  • Não contrai ou expande com a variação da umidade.

Retém água em quantidade suficiente.

  • Retém água em quantidade suficiente.

  • É suficientemente poroso para permitir a drenagem da água e a aeração.

  • Está livre de invasoras, nematóides ou outros patógenos.

Não apresenta nível excessivo de salinidade.

  • Não apresenta nível excessivo de salinidade.

  • Permite a esterilização a vapor.

Na propagação por semente, o substrato tem a finalidade de proporcionar condições adequadas à germinação ou ao desenvolvimento inicial da muda.

  • Na propagação por semente, o substrato tem a finalidade de proporcionar condições adequadas à germinação ou ao desenvolvimento inicial da muda.

Conforme a técnica de propagação adotada, pode-se dispor de um mesmo material durante todo o período de formação da muda, bem como utilizar-se materiais diferentes em cada fase (até a germinação, da germinação até a repicagem e da repicagem ao enviveiramento).

  • Conforme a técnica de propagação adotada, pode-se dispor de um mesmo material durante todo o período de formação da muda, bem como utilizar-se materiais diferentes em cada fase (até a germinação, da germinação até a repicagem e da repicagem ao enviveiramento).

A associação de materiais – especialmente em mistura com solo – permite melhorar as condições para o desenvolvimento das mudas. Assim, misturas de solo, de vermiculita e de materiais orgânicos é uma ótima alternativa, além da areia que favorece a drenagem.

  • A associação de materiais – especialmente em mistura com solo – permite melhorar as condições para o desenvolvimento das mudas. Assim, misturas de solo, de vermiculita e de materiais orgânicos é uma ótima alternativa, além da areia que favorece a drenagem.

O substrato é um dos fatores de maior influência na propagação por estaquia, especialmente naquelas espécies com maior dificuldade de formação de raízes.

  • O substrato é um dos fatores de maior influência na propagação por estaquia, especialmente naquelas espécies com maior dificuldade de formação de raízes.

O substrato não apenas afeta o percentual de estacas enraizadas, como também a qualidade do sistema radicular da muda. Destina-se a sustentar as estacas durante o enraizamento, mantendo sua base num ambiente úmido, escuro e suficientemente aerado.

  • O substrato não apenas afeta o percentual de estacas enraizadas, como também a qualidade do sistema radicular da muda. Destina-se a sustentar as estacas durante o enraizamento, mantendo sua base num ambiente úmido, escuro e suficientemente aerado.

O substrato mais adequado para o enraizamento varia conforme a espécie, podendo-se considerar que um bom substrato deve reunir as seguintes características:

  • O substrato mais adequado para o enraizamento varia conforme a espécie, podendo-se considerar que um bom substrato deve reunir as seguintes características:

Reter água suficiente para manter as células túrgidas, evitando o murchamento da estaca;

  • Reter água suficiente para manter as células túrgidas, evitando o murchamento da estaca;

  • Garantir aeração suficiente, por meio de um adequado espaço poroso, para a formação das raízes e o metabolismo radicular;

  • Aderir bem à estaca e às raízes formadas;

Não favorecer a contaminação e o desenvolvimento de patógenos e saprófitos, tanto por ser fonte de inóculo, quanto por criar condições favoráveis ao desenvolvimento de microorganismos;

  • Não favorecer a contaminação e o desenvolvimento de patógenos e saprófitos, tanto por ser fonte de inóculo, quanto por criar condições favoráveis ao desenvolvimento de microorganismos;

Permitir que as estacas enraizadas sejam removidas com um mínimo de dano às raízes;

  • Permitir que as estacas enraizadas sejam removidas com um mínimo de dano às raízes;

  • Ter baixo custo e fácil aquisição;

  • Não conter ou liberar quaisquer substâncias fitotóxicas à estaca.

Conforme o tipo de ambiente para a propagação, deve ser dada atenção diferenciada. No caso de uso de nebulização intermitente, a drenagem é um dos fatores mais importantes, para evitar a asfixia na base da estaca.

  • Conforme o tipo de ambiente para a propagação, deve ser dada atenção diferenciada. No caso de uso de nebulização intermitente, a drenagem é um dos fatores mais importantes, para evitar a asfixia na base da estaca.

Ao se trabalhar com estacas lenhosas em solo ou em recipientes com outro material, mas sem nebulização, a retenção de água assume maior importância.

  • Ao se trabalhar com estacas lenhosas em solo ou em recipientes com outro material, mas sem nebulização, a retenção de água assume maior importância.

No início de desenvolvimento das mudas, a irrigação é imprescindível, notadamente após a semeadura. A água utilizada pode ser proveniente de rios, lagos ou até de poços subterrâneas.

  • No início de desenvolvimento das mudas, a irrigação é imprescindível, notadamente após a semeadura. A água utilizada pode ser proveniente de rios, lagos ou até de poços subterrâneas.

A única exigência é que a água deve ser limpa, tendo-se o cuidado para evitar a introdução de algas ou de sementes de plantas invasoras.

  • A única exigência é que a água deve ser limpa, tendo-se o cuidado para evitar a introdução de algas ou de sementes de plantas invasoras.

Segundo alguns autores, a água deve ter no máximo 200 mg.L-1 de silte e cálcio, menos de 10 mg.L-1 de sódio e 0,5 mg.L-1 de boro. Se a água tiver alto teor de silte ou de colóides, corre-se o risco de impermeabilização da superfície do substrato, reduzindo sua aeração e aumentando a predisposição das mudas a doenças e pragas.

  • Segundo alguns autores, a água deve ter no máximo 200 mg.L-1 de silte e cálcio, menos de 10 mg.L-1 de sódio e 0,5 mg.L-1 de boro. Se a água tiver alto teor de silte ou de colóides, corre-se o risco de impermeabilização da superfície do substrato, reduzindo sua aeração e aumentando a predisposição das mudas a doenças e pragas.

A irrigação é recomendada no início da manhã, principalmente em regiões e épocas frias, pois permite a rápida condensação do gelo, que eventualmente possa formar-se na superfície das folhas.

  • A irrigação é recomendada no início da manhã, principalmente em regiões e épocas frias, pois permite a rápida condensação do gelo, que eventualmente possa formar-se na superfície das folhas.

A irrigação no final do dia permite que o substrato permaneça úmido por mais tempo, de modo que o potencial hídrico das mudas mantenha-se com valores mais altos durante a noite.

  • A irrigação no final do dia permite que o substrato permaneça úmido por mais tempo, de modo que o potencial hídrico das mudas mantenha-se com valores mais altos durante a noite.

Na produção de mudas frutíferas, a adoção de recipientes apresenta como principais vantagens:

  • Na produção de mudas frutíferas, a adoção de recipientes apresenta como principais vantagens:

Quando associada ao uso de telados ou estufas, permite o cultivo sob quaisquer condições climáticas, o que ocasiona cumprir-se rigorosamente um cronograma de produção.

  • Quando associada ao uso de telados ou estufas, permite o cultivo sob quaisquer condições climáticas, o que ocasiona cumprir-se rigorosamente um cronograma de produção.

  • Redução da utilização de tratores e carretas na área de viveiro.

Redução do tempo necessário para produção das mudas. Em mudas cítricas, no sistema de sementeira, são necessários 18 a 24 meses para a produção de mudas, enquanto com o uso de bandejas ou tubetes são necessários 12 a 15 meses.

  • Redução do tempo necessário para produção das mudas. Em mudas cítricas, no sistema de sementeira, são necessários 18 a 24 meses para a produção de mudas, enquanto com o uso de bandejas ou tubetes são necessários 12 a 15 meses.

Redução da competição entre mudas.

  • Redução da competição entre mudas.

  • Redução a área necessária de viveiro.

  • Proteção do sistema radicular contra danos mecânicos e desidratação.

  • Proteção de mudas contra doenças e pragas de solo, além de facilitar, quando necessário, a prática da esterilização do substrato.

Aumento da facilidade no transporte das mudas.

  • Aumento da facilidade no transporte das mudas.

  • Redução do estresse no momento do transplante.

  • Permanência do viveiro por mais tempo, evitando a necessidade de rotação de cultura devido ao risco de doença e pragas do solo.

Quando a produção de mudas é feita em recipientes, é importante observar os seguintes aspectos:

  • Quando a produção de mudas é feita em recipientes, é importante observar os seguintes aspectos:

  • Manutenção da umidade, especialmente em recipientes com pequena capacidade de acondicionamento de substrato.

Adubação, pois o substrato pode facilmente ser esgotado quanto à disponibilidade de nutrientes.

  • Adubação, pois o substrato pode facilmente ser esgotado quanto à disponibilidade de nutrientes.

  • Limitação ao desenvolvimento radicular, aspecto que deve ser constantemente observado, de modo que o recipiente não venha a ser uma barreira para as raízes, a ponto de prejudicar o crescimento da muda.

Convém que um bom recipiente apresente as seguintes características:

  • Convém que um bom recipiente apresente as seguintes características:

  • Ter boa resistência para suportar a pressão devida ao peso do substrato e da muda.

  • Permitir que a planta tenha um rápido desenvolvimento inicial.

Acondicionar o volume adequado de substrato.

  • Acondicionar o volume adequado de substrato.

  • Possuir bom sistema de drenagem.

  • Possibilitar boa retenção da umidade.

  • Permitir boa retenção do substrato.

Ter durabilidade, a ponto de resistir durante todo o processo de produção de muda.

  • Ter durabilidade, a ponto de resistir durante todo o processo de produção de muda.

  • Ser de fácil manejo, quando da transferência (leveza e resistência).

  • Ter baixo custo de aquisição.

  • Ser reutilizável ou reciclável.

São recipientes que podem apresentar as mais diferentes dimensões, tais como 8 cm (diâmetro) x 12 cm (altura) e 25 cm (diâmetro) x 25 cm (altura). Normalmente apresenta coloração preta ou escura, perfurados na base para permitir a drenagem da água, são versáteis, adaptando-se a uma grande variedade de situações, além do baixo custo de aquisição.

  • São recipientes que podem apresentar as mais diferentes dimensões, tais como 8 cm (diâmetro) x 12 cm (altura) e 25 cm (diâmetro) x 25 cm (altura). Normalmente apresenta coloração preta ou escura, perfurados na base para permitir a drenagem da água, são versáteis, adaptando-se a uma grande variedade de situações, além do baixo custo de aquisição.

São recipientes de formato cônico, construídos em plástico rígido e de cor escura. Internamente apresenta estrias que dificultam o enovelamento das raízes. Podem acondicionar diferentes volumes de substrato. Para o uso de tubetes é necessário o uso de suportes, que pode ser uma bandeja de isopor, plástico ou metal, bem como uma bancada com fios de arame.

  • São recipientes de formato cônico, construídos em plástico rígido e de cor escura. Internamente apresenta estrias que dificultam o enovelamento das raízes. Podem acondicionar diferentes volumes de substrato. Para o uso de tubetes é necessário o uso de suportes, que pode ser uma bandeja de isopor, plástico ou metal, bem como uma bancada com fios de arame.

Os tubetes ficam suspensos, de modo que a base destes ficam expostas ao ar, proporcionando poda aérea das raízes, podem ser reutilizáveis por várias vezes, além da produção de um grande número de mudas por unidade de área.

  • Os tubetes ficam suspensos, de modo que a base destes ficam expostas ao ar, proporcionando poda aérea das raízes, podem ser reutilizáveis por várias vezes, além da produção de um grande número de mudas por unidade de área.

Podem ser confeccionadas em plástico, normalmente apresentando um espaço único e contínuo para acondicionamento do substrato. Também podem ser confeccionadas de poliestireno expandido (isopor), constituídas de um número variável de células.

  • Podem ser confeccionadas em plástico, normalmente apresentando um espaço único e contínuo para acondicionamento do substrato. Também podem ser confeccionadas de poliestireno expandido (isopor), constituídas de um número variável de células.

Também conhecidos como containers, esses recipientes são assim denominados por serem desenvolvidos e difundidos para produção de mudas cítricas.

  • Também conhecidos como containers, esses recipientes são assim denominados por serem desenvolvidos e difundidos para produção de mudas cítricas.

São confeccionados em plástico preto rígido e acondicionam grande volume de substrato, permitindo que a muda seja mantida nesse recipiente desde a repicagem até a comercialização.

  • São confeccionados em plástico preto rígido e acondicionam grande volume de substrato, permitindo que a muda seja mantida nesse recipiente desde a repicagem até a comercialização.

Facilitam o manuseio, possibilita a produção de mudas numa mesma área por vários anos, mas apresentam custo elevado.

  • Facilitam o manuseio, possibilita a produção de mudas numa mesma área por vários anos, mas apresentam custo elevado.

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