Apostila marcelo costa nr33

Apostila marcelo costa nr33

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Apresentação

Caro estudante, Esse manual foi preparado com objetivo de fornecer aos TREINADOS uma fonte de referencia onde eles possam após o treinamento buscar informações necessárias ao bom andamento do seu trabalho. Entrada e trabalho em espaços confinados são atividades potencialmente muito perigosas, requerem rigoroso treinamento, equipamentos especiais, além de técnicas e habilidades necessárias para fazer parte de uma equipe de trabalho em espaços confinados.

Embora em um treinamento, estejamos longe de um acidente, o mesmo não é impossível de acontecer, para isso todos os participantes deverão ter sua atenção completamente voltadas para as atividades de aprendizagem, obtendo o máximo dos instrutores, lembrando-se de que a segurança é responsabilidade de todos.

Bom aproveitamento nos estudos! Instrutores: Marcelo costa Claudia Santos

Conteúdo programático

Definições; Legislação NR 3;

Procedimento e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho;

Reconhecimentos, avaliação e controle de risco;

Energia zero, lacre e etiquetagem;

Noções sobre Isolamento de área;

Noções sobre AR (Análise de Risco)

Funcionamento de equipamentos utilizados;

Noções de resgate e primeiros socorros;

Objetivo:

- Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços, como também técnicas de resgate e noções sobre primeiros socorros.

Definição: - Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação Humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

3.2 Das Responsabilidades

Definição NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health): um espaço que em seu desenho apresenta saídas e entradas restritas; possui ventilação natural desfavorável que pode conter ou produzir contaminantes perigosos no ar; e que não é indicado para ocupação humana contínua.

A NIOSH ainda subdivide em três classificações os espaços confinados:

NOTA: Para atividades nestes espaços confinados é requerida a presença de equipe de resgate especializada e devidamente equipada no local.

. NOTA: Para atividades nestes espaços confinados não requer a presença de equipe de resgate de prontidão no local, no entanto é altamente recomendado que seja preparado um esquema para eventuais ações mitigadoras, otimizando assim o tempo de resposta em situações emergenciais.

Nos Estados Unidos da América, a OSHA (Occupational Safety and Health Adminitration) estima que aproximadamente 90% das lesões causadas em trabalhadores e suas mortes, ocorridas em espaços confinados, foi resultante de exposição a riscos atmosféricos.

Um risco atmosférico qualquer é uma atmosfera que pode levar a pessoa que está se expondo à morte, incapacidade total ou parcial, debilitação do raciocínio e da capacidade de um auto-resgate, através de uma das causas abaixo:

Deficiência n ou enriquecimento da concentração de oxigênio; Atmosferas inflamáveis;

Atmosferas tóxicas.

Atmosferas com deficiência de oxigênio

De forma geral, este risco é considerado primário associado às condições comuns em espaços confinados. Um ser humano, respirar em um local onde existe uma deficiência de oxigênio, pode levar a certas características, tais como: falta de coordenação motora, fadiga, erro e dificuldade de raciocínio, vômito, tontura, inconsciência e até a morte. As asfixias por deficiências de oxigênio normalmente ocorrem quando os trabalhadores entram neste espaço confinado, sem ter executado testes atmosféricos antes da entrada, continuam sem perceber este risco, e se mantém cada vez mais distante do acesso primário, até chegar a ponto de não conseguirem se auto-socorrer ou pedir ajuda, e acabam morrendo e causando o efeito conhecido como efeito dominó, outras pessoas irão ajuda-lo e fatalmente também ficarão nas mesmas condições que seus companheiros.

Efeitos de vários níveis da concentração de oxigênio

Oxigênio por volume Sistemas da exposição nos seres humanos 23,5% ou mais Oxigênio enriquecido, risco excessivo de incêndio. 23,0% Oxigênio enriquecido 20,9% Concentração considerada normal na atmosfera 19,5% Nível mínimo de segurança (NR-3, NBR 14.787). 16% Desorientação, raciocínio e respiração falha. 14% Fadiga e perda de raciocínio 8% Falha de memória e desmaio 6% Dificuldade respiratória e morte em poucos minutos Atmosferas com menos que a quantidade normal de oxigênio, são comuns em espaços confinados. Níveis de oxigênio abaixo de 19,5% não são considerados seguros. Deficiências de oxigênio podem ser causadas por consumo, absorção e deslocamento de oxigênio.

Consumo – que pode incluir:

Combustão – processo de soldagem, ou serviços de corte com maçarico;

Decomposição de material orgânico – alimentos podres ou refugo, animais mortos, plantas vivas e fermentação.

Oxidação de metal – ferrugem (oxidação lenta)

Absorção – que pode incluir: O próprio recipiente ou produto estocado no recipiente, como carvão ativo.

Deslocamento – que pode incluir:

Inertização de atmosferas inflamável, com gases inertes, para eliminar o risco de inflamabilidade, e/ou para remover resíduos químicos, gases ou vapores;

Cenário não intencional, com gases que não dão suporte a vida, como por exemplo, os gases do escapamento do motor de um veículo.

Atmosfera enriquecida de oxigênio

Quando o oxigênio exceder a concentração de 23,5% por volume, (OSHA) a atmosfera passa a ser considerada enriquecida de O2, e um local estas características passa a ter alto risco de ignição ou calor. Uma causa comum para que isso aconteça é o vazamento de cilindros de solda no interior de espaços confinados, aliás, procedimento este completamente errado.

Limite de explosividade

Limite de explosividade é a relação de mistura ar/combustível, que será capaz de se inflamar ou explodir quando encontrar uma fonte de ignição ou calor. Cada produto tem um ponto de ignição diferente de outro, ou seja, uns são mais inflamáveis, outros menos inflamáveis. O ponto crítico para se atingir essa condição é chamado de Limite de Explosividade, e começa no Limite Inferior de Explosividade (LIE) e vai ata o Limite Superior de Explosividade (LSE), onde as proporções de mistura entre o gás inflamável e o ar se tornam ideais para a explosão, nas concentrações abaixo do Limite Inferior de Explosividade, temos a chamada mistura pobre, e nas concentrações acima do Limite Superior de Explosividade temos a chamada mistura rica, nestas condições a possibilidade de ocorrer uma ignição, é muito improvável, porém não estamos livres de uma explosão.

Muitas regulamentações governamentais ou não, aceitam como nível mínimo de segurança, que seja liberado um trabalho em espaço confinado com atmosfera inflamável de 10% do Limite Inferior de Explosividade, para trabalhos a frio, ou seja, aqueles onde não ocorrerá de forma alguma fagulha, faísca ou outra fonte de calor.

A concentração Zero de gases inflamáveis é o ideal para qualquer trabalho em locais que contenham risco de inflamabilidade, sendo adotado por muitas empresas no Brasil e no exterior.

Lembre-se que a atmosfera em espaços confinados pode variar de acordo com o tipo de trabalho que estiver sendo executado no seu interior ou ao seu redor, inclusive as condições climáticas como temperatura e umidade proporcionam a variação dos níveis de concentração dos gases.

Fontes de Ignição

Existem muitas possíveis fontes de ignição que podem causar ou iniciar um incêndio ou explosão. As fontes de ignição podem se originar de diversas formas, através de queda de equipamentos metálicos, equipamentos eletro-eletrônicos ou até mesmo telefones celulares, equipamentos que não são intrinsecamente seguros ou à prova de explosão, abaixo temos algumas fontes de ignição:

Chamadas abertas – soldadores, aquecedores abertos ou material fumegante; Centelha elétrica – fios soltos, terminais de conexão e tomadas;

Faísca produzida por atrito de ferramentas de aço em impactos com metais e/ou concreto;

Superfícies quentes – linhas de energia, resistência de aquecedores e lâmpadas;

Eletricidade estática – fluxo de fluídos através de tubos, movimento de polias e correias;

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