Análise e Gestão de Custos Ambientais

Análise e Gestão de Custos Ambientais

(Parte 2 de 2)

risco principal ou fundamental: explosão risco inicial: incêndio risco contribuinte: desabamento

Série de Eventos Exercícios

Check List

Trata-se de um método de caráter geral, com abordagens qualitativas, que se propõe a diagnosticar situações de riscos a partir de determinado cenário, avaliado por intermédio de perguntas previamente estabelecidas.

Check List

Check List éum método éde caráter geral, com abordagens qualitativas, ou seja, diagnostica situações de riscos a partir de um certo cenário, avaliado por intermédio de perguntas previamente estabelecidas

Check List Exercícios

Técnica de Incidentes Críticos (TIC)

Técnica operacional, qualitativa, que busca obter informações relevantes de incidentes ocorridos, relatadas por testemunhas.

Com base em bancos de dados específicos correlacionam-se os incidentes com as freqüências, montando-se uma pirâmide de ocorrências, utilizadas nas avaliações dos riscos.

Um dos bancos de dados mais empregados é o WOAD WorldwideOffshoreAccident Databank.

Pirâmide de Frank Bird

“Desastre Ambiental”–Impacto externo

Impacto Ambiental contido na Unidade, Vazamento controlado

Pequeno Vazamento ou Emissão

Incidentes com Potencial de Contaminação Ambiental

Desvios

Análise da Pirâmide

Uma análise primeira da Pirâmide possibilita reconhecer que antes que um acidente ambiental tenha ocorrido muitos desvios podem ter sido cometidos. Muitos incidentes com potencial de contaminação podem ter sido mascarados. Muitos pequenos vazamentos podem ter sido ignorados.

Classificação da TIC

Incidentes = quase acidentes

A metodologia emprega, principalmente, entrevistas com os operadores dos sistemas, somando-se a isso bancos de dados, com os incidentes relacionados por tipo de ocorrência.

Para a classificação tem-se:

lClasse I: Aqueles que provocam alterações no planejamento ou na produção.

lClasse I: Aqueles que provocam atrasos no planejamento ou na produção; lClasse I: Aqueles que provocam ficam contidos no interior da unidade; lClasse IV: Aqueles que afetam o Meio Ambiente.

Exemplos de TIC

Que tipo de acidente pode ocorrer com este equipamento? lComo? lEm que circunstâncias? lQual foi o resultado? lComo foi controlado? lHouve uma extensão dos danos a outros ambientes? lQuanto tempo durou a paralisação? lA recuperação das áreas foi imediata?

Exemplos de TIC lJáocorreu algum tipo de vazamento? lDe que ordem? lQuanto tempo a unidade ficou parada? lHouve parada de produção? lQuantos acidentes ocorreram? lEm que época? lCom que freqüência? lQuais foram os tipos de vazamentos verificados e de que ordem? lQuantas horas a unidade ficou parada? lQual ou quais foram as razões dessas paralisações? lComo se deu o reinicio das operações? lQuais foram as medidas tomadas durante a paralisação e após o reinicio das atividades?

Técnica de Incidentes Críticos Exercícios

Técnica de Entrevistas

A Técnica de Entrevistas assemelha-se àTIC, diferenciando-se apenas no aspecto da abordagem. Por intermédio de entrevistas com os operadores dos equipamentos avaliam-se os riscos existentes, projetando-os como se fossem incidentes ou quase acidentes.

WhatIf
questionamento: ESe? Através das

Essa ferramenta, bastante singular, é desenvolvida com o suporte do operador ou responsável pelo equipamento, utilizando a técnica do respostas monta-se um quadro com os principais perigos e os desvios de operação que o conduzem. Tanto o operador tem que ter grande experiência quanto o avaliador.

What If

Trata-se de um método qualitativo, ou seja, um método que permite se chegar ao tipo e ao tamanho de risco que se tem empregado em discussões de caráter geral acerca de um sistema, empregado normalmente para a abordagem.

What If -Aplicação

Separa-se sempre as causas das conseqüências.

Causas são fatos geradores (razões da deflagração do evento).

Conseqüências são resultados. Perguntas clássicas que podem ser feitas: lE se de repente houver um vazamento? lE se a caldeira vier a explodir? lE se a drenagem não conter o produto?

O mais interessante da metodologia éque para cada pergunta hávárias respostas. Por meio dessas identifica-se o problema e as prováveis soluções.

WhatIf

Exercícios

Análise de Árvore de Falha

Processo de avaliação no qual é determinado um evento principal, indesejado. A partir desse, verificam-se as causas prováveis. A seguir, através de um tratamento matemático com álgebra booleana, verificam-se os caminhos críticos e as maiores probabilidades de falhas.

Análise de Árvore de Falha Exercícios

Análise Preliminar de Riscos -APR

Técnica de inspeção que avalia os possíveis riscos, as causas e conseqüências, sugerindo ações corretivas ou preditivas.

A APR refere-se a um determinado processo, executado de uma determinada forma e em determinada região, ou seja, émuito específica, necessitando, para o sucesso de sua análise, da experiência profissional dos envolvidos no processo.

Análise Preliminar de Riscos -APR

A APR éuma ferramenta de análise de riscos que emprega a associação de conceitos (Eventos, Causas e Efeitos), atribuindo a cada um deles notas que se somam. Ao resultado final dessa soma são atribuídas medidas preventivas ou mitigadoras.

üDesabamentos

Definições Básicas - Eventos ü Desmoronamentos; üDanos materiais; ü Incêndios; ü Explosões; ü Umidade; ü Intoxicação;

Evento –Risco iniciador capaz de gerar causas indesejáveis. O evento também pode ser conhecido como PERIGO, ou seja, aquilo que não queremos que ocorra.

üRompimentos de barragens; üInterrupção das atividades; üVazamentos de produtos; üInfiltrações de produtos no solo.

São exemplos de Eventos ou Perigos:

Definições Básicas -Causas

§Falta de proteção ambiente; §Falta de sinalização;

§Falta de proteção ambiente;

§Falta ou falha de manutenção;

§Falta de limpeza

§Erro de medição ou de avaliação.

Causa pode ser entendida como tudo aquilo que possibilite que o evento indesejável venha a ocorrer ou se alastrar. Podem ser causas de acidentes:

§Inexistência de rotinas ou procedimentos; §Falta de Treinamento;

§Falta de instrumentos de medição ou controle; §Falta de calibração de instrumentos; §Falta de limpeza;

§Falta de supervisão.

Definições básicas -Efeitos üContaminação do meio ambiente; üLesões pessoais; üPerda de materiais; üPerda de produtos; üInterrupção das atividades; üInterrupção da produção.

Os efeitos são as conseqüências dos acidentes indesejáveis. Assim, podem ser considerados como efeitos:

Definições básicas –Medidas Mitigadoras

Consideram-se medidas mitigadoras ou preventivas todas aquelas que venham a atenuar os efeitos dos riscos. Se há possibilidade de queda de pessoas em função de piso escorregadio, capaz de causar lesões pessoais deve-se atuar preventivamente sobre o piso escorregadio. Assim, todas as orientações devem ser feitas com vistas a reduzir ou eliminar o evento indesejável.

Definições básicas - Probabilidade

Probabilidade éa possibilidade da ocorrência de um evento indesejável. A probabilidade costuma estar relacionada com a quantidade de vezes em que um evento costuma ocorrer durante determinado período, também dito tempo médio entre falhas.

Um evento que pode ocorrer 10 vezes por ano é, em princípio, bem pior do que outro que ocorra 5 vezes por ano.

Definições básicas -Severidade

Severidade ou gravidade do acidente éa extensão da perda sofrida. Quase sempre a severidade estáassociada ao Dano Máximo Provável. Um evento que causa uma perda de 60% apresenta uma severidade muito maior do que outro que cause uma perda de 30%.

Definições básicas -Correlações

Perda de materiais ou de produtos

Interrupção das atividades lFalta de supervisão lInexistência de rotinas lFalta de proteção específica lFalha de projeto lQuebra acidental de equipamentos

Geração de Material Particulado

Dano AmbientallProjeto inadequado lMaterial inadequado lFalha na especificação de materiais lFalta de proteção ambiente lFenômenos atmosférifosnão previstos lFalta de organização ambiente

Rompimento de barragem

EfeitoCausaSistema

Risco Falta de Normas

Falta de regras

Falta de controle Falha de projeto

Falha de execução

Defeito de material Falta de Planejamento

Falta de treinamento

Etapas básicas de uma APR lRever problemas conhecidos lRevisar a missão lDeterminar os riscos principais lDeterminar os riscos iniciais e contribuintes lRevisar os meios de eliminação ou controle dos riscos lAnalisar os métodos de restrição dos danos lIndicar quem levaráa cabo as ações corretivas

Etapas básicas de uma APR

Problemas conhecidos:

Revisar a experiência passada em sistemas similares ou análogos, para a determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que estásendo desenvolvido.

Etapas básicas de uma APR

Missão:

Revisar a missão érever: objetivos, exigências de desempenho, principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão as operações, condições e ritmo de trabalho.

Etapas básicas de uma APR

Riscos principais:

Informar quais serão os riscos principais com potencial para causar, direta ou indiretamente, lesões, perda de função, danos a equipamentos, perda de materiais, interrupção de atividades e outras.

Etapas básicas de uma APR

Riscos iniciais e contribuintes:

Deve-se elaborar, para cada risco principal detectado, as séries de riscos, determinando-se os riscos iniciais contribuintes.

Etapas básicas de uma APR

Meios de eliminação e controle de riscos:

Deve-se elaborar a revisão dos meios possíveis de eliminação e controle de riscos, procurando as melhores opções compatíveis com as exigências do sistema.

Etapas básicas de uma APR Métodos de restrição de danos:

Devem ser considerados os métodos possíveis mais específicos ou mais eficazes para a restrição geral dos danos emergenciais e/ou latentes, no caso de perda de controle sobre os riscos estudados.

Etapas básicas de uma APR

Devem ser indicados os responsáveis pelas ações requeridas, corretivas ou mitigadoras, que devem ser levadas à cabo em cada unidade estudada.

Responsável pelas ações corretivas:

Classificação de Riscos de APR

Desprezível ou Negligenciável (Classe I)

Risco que gera efeitos imperceptíveis, não conduzindo a degradações físicas ou ambientais que não sejam facilmente recompostas. Esses riscos são perfeitamente absorvidos pela empresa, juntamente com os custos de manutenção ou revisão;

Marginal ou Limítrofe (Classe I)

Risco que gera ocorrências moderadas, controláveis, necessitando, porém, de ações saneadoras a médio prazo. São riscos que podem surpreender em termos de perdas;

Classificação de Riscos de APR

Crítica (Classe I)

Ocorrência que afeta substancialmente o meio ambiente, o patrimônio ou pessoas, necessitando de ações corretivas imediatas;

Catastróficas (Classe IV)

Ocorrência normalmente geradora de efeitos irreversíveis, afetando pessoas, sistemas, patrimônios ou ambientes. Quase todos os Gerentes de Risco recomendam, como técnica de tratamento de riscos o afastamento, ou seja, a empresa deve renunciar a essa atividade ou a esse risco.

APR –Exemplo para danos materiais

APR Exercícios

Análise dos Modos de Falha e Efeitos (FMEA)

Consiste na identificação e mensuração dos modos de falha dos equipamentos, componentes e sistemas, com estimativa da freqüência das ocorrências e determinação dos efeitos.

Avalia os riscos não em um único sistema, mas sim em sistema que interage com outros, daía razão de ser mais completa e precisa.

Exige dos profissionais uma formação mais aprimorada e um maior tempo de análise.

Método de análise que gera resultados qualitativos e quantitativos, ou seja, identifica o risco ao mesmo tempo em que o mensura. A AMFE permite a análise dos modos de falha com estimativas de freqüência de ocorrências (taxa de falhas) e a determinação dos efeitos ou conseqüências dessas mesmas falhas.

AMFE –Classes de Gravidade lClasse I: Falha resultando em excessiva manutenção do sistema; lClasse I: Falha resultando potencial atraso ou perda de disponibilidade imediata; lClasse I: Falha resultando potencial ameaça ao sistema ou às pessoas; lClasse IV: Falha resultando potencial perda do sistema e/ou de vidas humanas ou degradação ambiental;

Análise de Procedimentos

Trata-se mais de uma análise comportamental do que uma inspeção de riscos ou uma análise de documental. Procura-se averiguar se os procedimentos adotados são os mais corretos e se o pessoal que opera as instalações está qualificado para isso. Entende-se que se o operador estiver treinado os riscos potenciais e/ou latentes serão menores.

Entendendo as questões

Muitas empresas despertaram para a questão ambiental somente após a ocorrência de desastres ecológicos que deixam marcas profundas em sua imagem, algumas definitivas e irreparáveis.

Corrigir os danos causados ao meio ambiente custa muito mais caro do que evitá-los, quando se põe em prática um plano eficiente para gerenciamento dos riscos inerentes ao negócio.

Não basta, entretanto, fazer uma Análise de Riscos, ferramenta de trabalho muito difundida, mas que apenas alerta para as condições que podem afetar as instalações e os negócios da empresa. Treinar Brigadas de Incêndio também não é suficiente, pois o verdadeiro objetivo a alcançar éevitar que os acidentes aconteçam, implantando um eficaz Programa de Gerenciamento de Riscos.

Custos, não tão visíveis assim...

Perda ou Dano Conceito de Risco

Gestão de Risco

Custos da prevenção de Perdas Causas das Perdas

Calculando os Custos lPerda de Paralisação lCustos de Pessoal l Multas lPerda de Imagem lDanos a terceiros lPerda de Clientes lDanos Materiais lDanos de Responsabilidade Civil

Calculando-se os Custos lPode-se calcular os custos de um acidente ambiental? lPode-se calcular o valor de uma multa ambiental? lPode-se calcular o valor de uma reclamação de terceiros? lPode-se calcular o valor da perda de imagem junto aos clientes?

Conclusão

Alguns custos podem ser estimados e nunca calculados com precisão.

O mais recomendado éo investimento na prevenção das perdas.

48 Modelo de Administração de Custos

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