Apostila Comunic. Gerencial

Apostila Comunic. Gerencial

(Parte 1 de 8)

Centro de Formação Profissional “Aloysio Ribeiro de Almeida”

Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e Superintendente de Conhecimento e Tecnologia Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração Geovani Teodóro de Carvalho

Unidade Operacional Centro de Formação Profissional “Aloysio Ribeiro de Almeida”

APRESENTAÇÃO
1 - COMUNICAÇÃO
2 - LÍNGUA
3 - LINGUAGEM E LÍNGUA
4 - LINGUAGEM ORAL E LINGUAGEM ESCRITA
5 - ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
6 - LEITURA10 
7 - ESCRITA12 
8 - O QUE ESCREVER E COMO ESCREVER13 
9 - TEXTO NARRATIVO, DESCRITIVO E DISSERTATIVO15 
10 - CORRESPONDÊNCIAS EMPRESARIAIS17 
RELATÓRIO20 
MEMORANDO22 
CARTAS COMERCIAIS23 
DECLARAÇÃO24 
ATA25 
ATA DE REUNIÃO DA DIRETORIA25 
PROCURAÇÃO26 
CURRÍCULO ( CURRICULUM VITAE)27 
ENTREVISTAS29 
1 - TEXTOS PARA REFLEXÃO E ANÁLISE35 

SUMÁRIO 12 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 50

TÉCNICO EM MECÂNICA E ELETRÔNICA 4

“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do conhecimento. “ Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, coleta, disseminação e uso da informação.

O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e ,consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência:” formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada.”

Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento, na sua área tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet- é tão importante quanto zelar pela produção de material didático.

Isto porque, nos embates diários, instrutores e alunos, nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos, aguçarem a sua curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada!

Gerência de Educação e Tecnologia

1 -- COMUNICAÇÃO

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Os seres humanos dependem uns dos outros. Ninguém consegue viver solitária e isoladamente. Seja nos momentos de lazer, no setor de trabalho, nas reuniões sociais e religiosas, há sempre alguém dependendo de outra pessoa para tornar possível a interação pessoal e, por conseguinte, a convivência humana.

No processo de interação pessoal, há a necessidade de as pessoas entenderem umas às outras, a fim de que haja um relacionamento plausível, saudável e satisfatório. E o que torna possível as pessoas se relacionarem, entenderem-se é, sem dúvida, a comunicação.

Entendemos comunicação aqui como ação, efeito ou meio de se comunicar. E comunicar é emitir, transmitir e receber mensagens, seja através da linguagem verbal (oral ou escrita), linguagem gestual (mímica), sinal, símbolo ou por meio de algum aparelhamento técnico especializado (sonoro ou visual).

Assim, podemos inferir que a comunicação é uma característica do ser humano. É ela que torna possível o entendimento e, por conseguinte, a busca de soluções para todos os problemas, seja de relacionamento profissional, amoroso, ou de outra natureza qualquer.

Atividades:

1. Dividir a turma em grupos. 2. Pedir a cada grupo que crie algumas situações comunicativas. 3. Discutir com a turma alguns exemplos de situações comunicativas criados pelos grupos. 4. Pedir alguns grupos que representem algumas situações comunicativas.

2 -- LÍNGUA

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Há vários códigos através dos quais a comunicação se realiza. E o principal código para a comunicação entre os povos é a Língua, por ser o seu uso comunicativo de caráter universal e generalizado.

Para entendermos melhor o conceito de Língua, vamos pensar um pouco nas duas faces que constituem o signo Iingüístico. Quando pronunciamos uma determinada palavra, observamos uma realidade sonora; se a olhamos, temos uma percepção visual. Se associarmos uma palavra ao que ela representa, temos, então, o conceito, ou seja, o que ela significa.

Exemplo: ao pronunciarmos a palavra árvore e ao vê-Ia escrita, deparamos com o efeito sonoro e o visual. Ao percebermos o objeto que essa palavra representa, temos o conceito. Assim, a face do signo lingüístico que concebe a imagem, acústica ou visual do ser ou do objeto representado, é o significante. E a face que é a representação psíquica do ser ou do objeto que se quer representar é o significado.

Vale observar, ainda, que o signo lingüístico é convencional, arbitrário, não havendo nenhuma relação entre a imagem acústica ou visual (significante) e o conceito (significado).

Concebido assim, o signo, na linguagem, podemos dizer que a organização e sistematização desses signos verbais para a realização ou funcionamento do processo de comunicação é o que denominamos Língua.

Atividades:

1. Pedir aos alunos que escrevam o nome de alguns objetos da sala. 2. Discutir se há alguma relação entre a forma e o som da palavra com o objeto que ela representa. 3. Discutir com os alunos a arbitrariedade do signo, fazendo ressalvas às onomatopéias1, palavras que têm certa motivação.

1 Onomapéia: Palavra que pretende imitar o som da coisa significada.

3 -- LINGUAGEM E LÍNGUA

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Ha vários tipos de linguagem, através dos quais podemos expressar nossas idéias. E toda vez que exprimimos nossos sentimentos e pensamentos por meio de palavras só o fazemos porque empregamos um sistema de sinais específicos para esse fim. E é justamente esse sistema de sinais empregado no processo de emissão, transmissão e recepção de idéias que chamamos linguagem.

Língua e linguagem, portanto, não são conceitos similares. A Língua é o idioma comum a um determinado povo ou nação. A linguagem é a realização ou funcionamento de algum aspecto desse idioma. Por exemplo, quando se trata de reuniões acadêmicas, empregamos uma linguagem formal; se se trata de reuniões de profissionais, empregamos uma linguagem culta, mas não-formal, que pode ser denominada aqui de coloquial cuidada; se estamos no ambiente familiar, empregamos uma linguagem coloquial despreocupada. Além desses tipos, podemos conceber, ainda, as linguagens especiais, ou seja, aquelas que pertencem a grupos de indivíduos que compartilham um mesmo conhecimento técnico ou interesses comuns; a linguagem vulgar, empregada por pessoas que vivem à margem de todo o conhecimento cultural institucionalizado; e a linguagem literária, aquela que se realiza com uma finalidade artística, estética.

O conhecimento desses níveis de linguagem é fundamental para uma boa comunicação. O grau de entendimento e de compreensão de mensagem está no emprego da linguagem adequada a cada situação específica de comunicação. Não adianta empregarmos uma linguagem formal para falarmos a um público sem nenhum conhecimento do saber institucionalizado. Da mesma forma, se estivermos falando a uma comunidade científica, empregando um nível de linguagem familiar, estaremos fazendo um papel ridículo. É preciso termos consciência desses problemas e também domínio dos níveis de linguagem para empregá-Ios, adequadamente, de acordo com cada situação comunicativa.

4 -- LINGUAGEM ORAL E LINGUAGEM ESSCCRRIITTAA

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A comunicação, na linguagem oral, ocorre de forma livre, espontânea, porque os interlocutores têm à sua disposição uma série de recursos não disponíveis na escrita. Assim, há uma maior interação comunicativa e uma facilidade de entendimento, já que recurso extralingüístico como timbre de voz, gestos, expressões faciais, contribuem sobremaneira para desfazer ou reparar qualquer falha no ato comunicativo. A mensagem, portanto, é algo que reflete a ação dos interlocutores que intervêm a todo instante com improvisações, com pedido de esclarecimentos ou ampliando informações. Ela traz consigo as marcas mais significativas, próprias de cada falante que age no processo de produção do sentido.

A comunicação, na linguagem escrita, por sua vez, não dispõe desses recursos da oralidade. Não há a proximidade entre o emissor e o receptor, por isso a linguagem tem que ser cuidada para assegurar a inteligibilidade. Um texto escrito deve, pois, obedecer a determinadas regras de correção lingüística, como concordância, regência, pontuação, paralelismo sintático e semântico para evitar ambigüidades e imperfeições. Se o autor de um texto escrito não tiver todos esses cuidados, certamente não garantirá a coerência e a coesão textual e, por conseguinte, não conseguirá comunicar-se.

Atividades:

1. Trabalho a ser realizado em grupo: a) Escreva um texto em forma de diálogo, representando a linguagem falada; b) Represente o texto em sala de aula para apreciação da turma; c) Reescreva o texto, passando-o para a linguagem escrita; d) Escreva um texto sobre o "Relacionamento Humano no Setor de Trabalho"; e) Represente o assunto do texto acima como se fosse uma aula normal.

5 -- ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

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Na realização do processo comunicativo, fazem-se presentes alguns elementos que, juntos, são responsáveis pela emissão, transmissão e recepção de informações entre as pessoas.

Dois desses elementos são os sujeitos do processo de comunicação. Um é o responsável pela emissão, codificação e envio das informações. O outro é o responsável pelo recebimento e decodificação das informações, segundo as intenções do codificador. Ao primeiro, dá-se o nome de emissor, remetente ou destinador. Ao segundo, chamamos de destinatário ou receptor.

O que o autor codifica recebe o nome de mensagem que nada mais é que a(s) informação (ões) transmitida(s).

Para codificar a mensagem, o emissor parte de um tema, de um assunto sobre o qual consiste a comunicação. Esse é outro elemento aqui nomeado de contexto ou de referente.

Para produzir a mensagem, partindo de um contexto, o emissor precisa de um sinal ou de um conjunto de sinais que seja familiar ao receptor para comunicar-se e ser entendido. Esse conjunto de sinais é o que chamamos de código.

Além desses, há também aquele elemento responsável por conduzir a comunicação.

Esse elemento recebe o nome de canal ou contato.

Exemplificando, poderíamos imaginar dois presidentes de clubes de futebol negociando um jogador pelo telefone: - Bom dia, meu prezado!

- Bom dia!

- Estou ligando porque estou interessado em adquirir o passe do seu atacante.

- Pois bem. Você está disposto a cobrir a oferta da qual você tem conhecimento?

- Sim. Só preciso que você parcele uma parte do valor.

- Quanto a isso, a gente pode conversar.

- Então espero que você e dê a preferência nessa transação.

- Está bem. Compareça aqui amanhã que a gente fecha o negócio.

- Tudo bem! Pode aguardar!

- Até amanhã, então?

- Até. Um abraço.

Nessa conversa, temos os presidentes dos clubes se alternando nos papéis de emissor e receptor, ora um envia, ora outro recebe a mensagem e vice-versa. O assunto ou o contexto é o futebol, a negociação de um atleta. A mensagem consiste em cumprimento, interesse de um pelo atleta, pedido de preferência na negociação, disposição em cobrir a oferta, a indagação do outro sobre a disposição de cobrir a oferta, o compromisso sobre a preferência na transação, na transação, a convocação para comparecer amanhã, despedida de ambos.

O código usado na produção da mensagem é a Língua Portuguesa. E o canal usado na transmissão da mensagem foi o telefone.

Outro exemplo que poderíamos citar é o processo de publicação de um livro, fazendo uma abordagem econômica. Aqui, o emissor seria o autor, o receptor seria o leitor, o código seria o idioma comum aos dois, o contexto seria Economia, a mensagem, o conjunto de informações e o canal, o livro.

6 -- LEITURA

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A leitura é uma espécie de ligação entre o homem e o conhecimento estruturado, através da História. E o entendimento da leitura que fazemos depende da capacidade que temos em atribuir sentido àquilo que lemos.

Antes de ler um texto, precisamos ter claro o(s) objetivo(s) da leitura. Se a leitura tem uma finalidade recreativa, prazerosa, deve ser feita livremente, segundo os desejos e as condições do leitor, de modo que este se relacione com o texto de maneira específica, num momento bem seu e individualizado. Se a leitura visa à busca de informações, aquisição de conhecimentos já adquiridos, precisa ser orientada, organizada e acompanhada de questões relativas às informações que se deseja obter do texto lido. Tendo a leitura a finalidade de estudar e de explorar um texto em seus principais aspectos, é preciso analisá-lo, questioná-lo, criticá-lo e posicionar-se diante dele. Nesse caso, a técnica do resumo é fundamental ao entendimento.

Para os dois últimos casos, leitura como busca de informações e leitura como estudo de texto é muito importante ler fazendo uma síntese esquemática das idéias principais do texto. Assim, numa primeira leitura, o leitor toma contato com o texto, tendo dele uma visão geral. Numa segunda leitura, ele deve destacar os pontos ou as idéias mais importantes. Depois, deve escrever títulos e subtítulos, utilizando algarismos, letras ou sinais. Por fim, para cada titulo e subtítulo, deve escrever frases curtas, palavras e/ou expressões que sintetizam o tópico em questão. Seguidos esses passos, o leitor terá condições de perceber as relações que existem entre as idéias principais e secundárias do texto e terá também condições de observar e de compreender as progressões das idéias nele desenvolvidas.

Atividades:

1. Leia o texto "Nova ortografia da língua portuguesa entra em vigor em 2009" a seguir. 2. Releia o texto, destacando as idéias principais. 3. Escreva títulos e subtítulos que sintetizem as idéias principais.

01/07/2008 - 18h08 Nova ortografia da língua portuguesa entra em vigor em 2009

DEH OLIVEIRA colaboração para a Folha Online

Passados 18 anos de sua elaboração, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa promete finalmente sair do papel. Ou melhor: entrar de vez no papel. O Brasil será o primeiro país entre os que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) a adotar oficialmente a nova grafia, já a partir do ano que vem.

As regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente em documentos dos governos. Nas escolas, o prazo será maior, devido ao cronograma de compras de livros didáticos pelo Ministério da Educação.

As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%.

Entre os países da CPLP, já ratificaram o acordo Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

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A assinatura desses países, porém, não impede a entrada em vigor das novas regras em todos os países, pois todos concordaram que as mudanças poderiam ser adotadas com a assinatura de pelo menos três integrantes da comunidade.

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