Organelas citoplasmáticas

Organelas citoplasmáticas

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Sumário

Apresentação das organelas..........................................................................01

  1. Introdução...................................................................................................02

2) Centríolos.....................................................................................................03

2.1) Função dos centríolos..................................................................................04

2.2) Cílios e flagelos............................................................................................04

3) Lisossomos..................................................................................................05

4) Mitocôndria................................................................................................07

4.1) Funções da mitocôndria.............................................................................07

4.2) Estrutura das mitocôndrias........................................................................07

5) Ribossomos................................................................................................09

6) Retículo Endoplasmático........................................................................... 14

6.1) Retículo Endoplasmático liso.....................................................................14

6.2) Retículo Endoplasmático rugoso..............................................................15

7) Complexo de Golgi...................................................................................16

8) Peroxissomos..........................................................................................17

9) Conclusão..............................................................................................18

BIBLIOGRAFIA

  1. Introdução:

As células são as unidades morfológicas (anatômica) e fisiológicas de todos os seres vivos. Nosso corpo, por exemplo, é formado por bilhões delas. Ossos, músculos, nervos, pele, sangue, e todos os demais órgãos do corpo, são formados por diferentes tipos de células.

Nos animais as células apresentam uma estrutura básica, possuindo uma camada externa que envolve o fluído citoplasmático onde se encontram as organelas.

Assim como uma máquina, a célula eucariótica necessita de várias “peças” para funcionar. Nessa as principais são: núcleo, membrana plasmática e citoplasma. Esse último componente torna-se mais complexo devido à quantidade de organelas que se fazem presentes no seu interior, dentre essas: ribossomos, peroxissomos, lisossomos, complexo golgiense, retículo endoplasmático que se subdivide em liso e rugoso, mitocôndria e centríolos.

Desse modo, todas essas estruturas necessitam uma da outra para que essa máquina chamada célula possa obter êxito.

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  1. Centríolos

São organelas citoplasmáticas constituídas por nove trincas de microtúbulos ligados entre si, formando um tipo de cilindro. Estão localizados geralmente no citoplasma, próximo ao núcleo (região denominada de centrossomo). Não possui membrana lipoprotéica. Estão presentes na maioria das células animais, algas e vegetais inferiores como as briófitas e pteridófitas. Nas células de fungos complexos não existem centríolos. Normalmente, as células possuem um par de centríolos posicionados lado a lado ou posicionados perpendicularmente. Dois centríolos dispostos perpendicularmente formam um diplossomo. Os centríolos originam estruturas locomotoras denominadas cílios e flagelos, que diferem entre si quanto ao comprimento e número por célula e possuem um eixo de sustentação chamado axonema (envolvido por uma membrana lipoprotéica).

Figura 1: Estrutura dos centríolos

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    1. Função dos centríolos:

Exercem vital importância no processo de divisão celular. Durante os processos mitóticos e meióticos, feixes de microtúbulos e microfibrilas são sintetizados no citoplasma ( e recebem o nome de ásteres) e posicionados de modo a uma de suas extremidades ficar ligada ao centríolo, enquanto a outra extremidade prende-se ao centrômero do cromossomo. Esta polarização e os microtúbulos associados são conhecidos como fuso mitótico. O próprio centríolo é duplicado, e cada novo centríolo com os microtúbulos associados migra para uma extremidade da célula, puxando para si cada estrutura originada na reprodução celular. O centríolo, portanto, age como organizador das estruturas celulares durante sua reprodução. A credita-se que haja outras funções para os centríolos durante a interfase. Originam cílios e flagelos, que são responsáveis por inúmeras atividades dependendo do tipo de organismo.

    1. Cílios e flagelos:

Cílios: possuem aparência capilar e estão presentes nas superfícies de muitas células animais e vegetais que servem para mover fluido sobre a superfície da célula, ou para impulsionar a (remo) células filhas através de um fluido. Nos seres humanos, por exemplo, as células epiteliais que recobrem o trato respiratório possuem cada uma, em torno de duzentos cílios que pulsam em sincronia para impulsionar a mucosidade da garganta para eliminação. Os cílios são pequenos e aparecem em grande número na célula, a principal função dos cílios é a locomoção da célula; através do abatimento dessa estrutura celular. São originados pelos centríolos e constituídos por túbulos de proteínas, coberta por uma membrana denominada membrana ciliar, que é uma continuação da membrana plasmática. Os cílios são considerados centríolos modificados e alongados, a sua base é chamada de Cinetossomo ou Corpúsculo basal, são formados por nove grupos de dois microtúbulos periféricos e um grupo de dois microtúbulos centrais.

Flagelos: estruturas longas, delgadas e relativamente rígidas, responsáveis pela locomoção das bactérias. Devido à sua pequena espessura, os flagelos só podem ser visualizados por meio de colorações específicas, microscopia de campo escuro, ou por microscopia eletrônica. De acordo com o número e distribuição de flagelos, as bactérias podem ser classificadas como: atríquias (sem flagelos), monotríquias (um único flagelo), anfitríquias (um flagelo em cada extremidade), lofotríquias (um tufo de flagelos em uma ou ambas as extremidades) e peritríquias (apresentando flagelos ao longo de todo o corpo bacteriano).

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  1. Lisossomos

Lisossomos são vesículas delimitadas por membrana, contendo mais de 40 enzimas hidrolíticas, com a função de digestão intracitoplasmática. Estão presentes em todas as células, porém são mais abundantes nas fagocitárias. O tipo das enzimas lisossomais varia com a célula, porém todas têm atividade máxima em pH 5,0, sendo as mais comuns a fosfatase ácida , a ribonuclease, desoxirribonuclease, a protease, sulfatase, lípase e a beta-glicuronidase demonstrando ser assim possível mostrar que as enzimas dos lisossomos podem digerir todo tipo de molécula orgânica.

Geralmente lisossomos são esféricos e apresentam aspecto granuloso nas micrografias eletrônicas. A membrana dos lisossomos constitui uma barreira, que impede o ataque das enzimas ao citoplasma. O pH do citosol, de aproximadamente 7,2, representa uma defesa adicional para proteger a célula contra a ação prejudicial das enzimas que podem escapar dos lisossomos para o citosol.

As enzimas lisossomais são sintetizadas e segregadas no retículo endoplasmático rugoso que em seguida são transportadas para o aparelho de Golgi, onde são modificadas e empacotadas nas vesículas que constituem os lisossomos primários. No retículo endoplasmático e no aparelho de Golgi existem receptores para proteínas com manose fosforilada, o que possibilita às moléculas enzimáticas destinadas aos lisossomos se separarem das outras proteínas que chegam ao aparelho de Golgi e serem segregadas nos lisossomos.

No processo de digestão intracitoplasmática, substancias do meio extracelular são introduzidas na célula, por meio dos fagossomos, vesículas que se formam pela fagocitose. A membrana dos lisossomos primários funde-se com a dos fagossomos, determinando a liberação das enzimas e sua mistura com o material a ser digerido. O fenômeno da digestão intracelular tem lugar dentro deste novo vacúolo, que é chamado de lisossomo secundário.

Após a digestão nos lisossomos secundários, os catabólicos difundem-se através da membrana e entram no citosol, onde são utilizados no metabolismo celular. Outra função dos lisossomos relaciona-se com a renovação das organelas celulares.

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4. Mitocôndria

Mitocôndria - Grânulo isolado ou bastonete que representa um dos elementos do condrioma citoplasmático das células vivas.  As mitocôndrias têm: 

  • biocatalisadores, 

  • enzimas 

  • vitaminas. 

Subdividem-se em:

  • condriossomos [formas granulares] 

  • e condriocantes ou condriomites [formas filamentosas] 

Origem das Mitocôndrias:

        Durante os anos oitenta, Lynn Margulis propôs a teoria da endosimbiose para explicar a origem das mitocôndrias e cloroplastos de procariontes. De acordo com esta idéia, um procarionte maior engolfou ou cercou um procarionte menor há uns 1.5 bilhão ou 700 milhões de anos atrás.

        Em vez de digerir o organismo menor, o grande e o pequeno entraram em um tipo de simbiose conhecido como mutualismo, em que ambos os organismos se beneficiam e nenhum é danificado. ““O organismo maior ganhou excesso de ATP (adenosina trifosfato) fornecido pela “protomitocôndria” e açúcar em excesso fornecidos pelo” protocloroplasto “, enquanto fornecia um ambiente estável e as matérias-primas que o endosimbionte requeria. Esta relação é tão forte que agora células de eucarionte não podem sobreviver sem mitocôndria (igualmente eucariontes

Fotossintéticos não podem sobreviver sem cloroplastos, e os endosimbiontes não podem sobreviver fora dos anfitriões. Quase todos os eucariontes têm mitocôndria.

Mitocôndrias (Casas de força da célula )

Todas as atividades celulares consomem energia. Para sustentar, as células são dotadas de verdadeiras usinas energéticas: AS MITOCÔNDRIAS.       As mitocôndrias são pequenos bastonetes membranosos (lipoproteica), que flutuam dentro do citoplasma. Dentro delas existe uma complexa maquinaria química, capaz de liberar a energia contida nos alimentos que a célula absorve. Isso acontece da seguinte forma: as substancias nutritivas penetram nas mitocôndrias, onde reagem com o gás oxigênio, em um processo comparável à queima de um combustível. Essa reação recebe o nome de respiração celular. A partir daí é produzido energia em forma de ATP  (adenosina trifosfato).

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4.1 Funções da Mitocôndria:

Produção de Energia;

  • Respiração Celular através do Ciclo de Krebs e da Cadeia Respiratória.

Dentro da célula muscular típica há as mitocôndrias que (segundo Astrand, 1980) captam oxigênio;  são corpos em forma de bastão, circundados por uma membrana dupla que representa a “casa da força” da célula. Aqui o combustível e o oxigênio entram nos processos geradores de energia, resultando na formação de ATP (adenosina trifosfato) que é o mais abundante acumulador usado pela célula.

São formadas por duas membranas fosfolipídicas, uma externa semelhante á membrana plasmática, e outra interna, com várias ondulações. Dentro dela existem proteínas, ribossomos e DNA, que farão a respiração celular

Respiração Celular

As mitocôndrias são organelas presentes em todas as células eucarióticas podendo ter formas e tamanhos variados, possuem grande mobilidade, localizando-se em sítios intracelulares onde há maior necessidade de energia, pois sua função principal é a produção de ATP. A mitocôndria recebe substâncias orgânicas (glicose, por exemplo) e oxigênio como combustível. O oxigênio oxida os elementos orgânicos, liberando energia em forma de ATP. O ATP é uma molécula (C10H16N5O13P3) que armazena energia na ligação de seus fosfatos. Essa energia é utilizada na síntese de substâncias, locomoção, divisão celular, transporte ativo, geração de calor, etc.

4.2 Estrutura e função das mitocôndrias:

As mitocôndrias estão imersas no citosol, entre as diversas bolsas e filamentos que preenchem o citoplasma das células eucariontes. Elas são verdadeiras “casas de força” das células, pois produzem energia para todas as atividades celulares.

As mitocôndrias foram descobertas em meados do século XIX, e, durante décadas, sua existência foi questionada por alguns citologistas. Somente em 1890 foi demonstrada, de modo incontestável, a presença de mitocôndrias no citoplasma celular. O termo “mitocôndria” (do grego, mitos, fio, e condros, cartilagem) surgiu em 1898, possivelmente como referência ao aspecto filamentoso e homogêneo (cartilaginoso) dessas organelas em alguns tipos de células, quando observadas ao microscópio óptico.

As mitocôndrias, cujo número varia de dezenas até centenas, dependendo do tipo de célula, estão presentes praticamente em todos os seres eucariontes, sejam animais, plantas, algas, fungos ou protozoários.

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