Manual: Seleção e uso de respiradores

Manual: Seleção e uso de respiradores

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treinamento para usuários de respiradores;

verificação, ensaio de vedação e distribuição dos respiradores;

inspeção dos respiradores;

uso e monitoramento do uso de respiradores;

manutenção e guarda dos respiradores;

regulamentos e legislação relativos ao uso dos respiradores;

6.1.2. Pessoa que distribui o respirador

A pessoa indicada para distribuir os respiradores deve receber treinamento adequado, a fim de se garantir que o trabalhador receba o respirador adequado para a tarefa, definido pelos procedimentos operacionais escritos.

6.1.3. Usuário do respirador

Para garantir o uso correto do respirador todo usuário deve receber um treinamento mínimo, que deve incluir obrigatoriamente os seguintes itens:

a necessidade do uso da proteção respiratória;

a natureza, extensão e os efeitos dos riscos respiratórios encontrados no ambiente de trabalho;

a necessidade de informar o seu supervisor de qualquer problema que tenha ocorrido consigo devido ao uso do respirador, ou com seus colegas de trabalho;

explicação do porque de a proteção coletiva não estar sendo realizada, ou não ser adequada, e o que está sendo feito para diminuir ou eliminar a necessidade de uso de respiradores;

explicação do porque de ter sido escolhido aquele tipo de respirador contra aquele risco respiratório;

explicação sobre a operação, capacidade e as limitações do respirador selecionado;

RECOMENDAÇÕES, SELEÇÃO E USO DE RESPIRADORES 17

instruções sobre inspeção e colocação dos respiradores. Deve incluir a necessidade de ser verificada a vedação cada vez que o respirador é colocado ou ajustado;

explicações de como manter e guardar o respirador;

instruções sobre procedimentos em caso de emergências e uso de respiradores em situação de escape.

6.1.4. Equipamentos de emergência e salvamento

Devem ser criadas pelo empregador e treinadas sobre o uso de respiradores equipes de atendimento para casos de emergência e de salvamento, como brigadas de incêndio. Deve ser estabelecido um programa conveniente de treinamento que inclua a simulação de emergências para assegurar a eficiência e familiaridade dos membros da equipe no uso de respiradores durante as tarefas realizadas nas operações de emergência e salvamento.

6.2. FREQÜÊNCIA DO TREINAMENTO

Todo usuário deve receber treinamento inicial quando é designado para uma atividade que exija o uso de respirador, e a cada 12 meses o treinamento deve ser repetido.

Para cada usuário deve ser mantido registro no qual conste a data, o tipo de treinamento recebido, a avaliação do resultado obtido (se cabível) e o nome do instrutor.

7. ENSAIOS DE VEDAÇÃO

Todo usuário de respirador deve ser submetido inicialmente a um ensaio quantitativo ou qualitativo de vedação para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto.

Os ensaios de vedação considerados aceitáveis estão descritos no Anexo 5.

7.1. REQUISITOS DE UM ENSAIO DE VEDAÇÃO

7.1.1. Critérios aceitáveis

Se o ensaio de vedação utilizado for quantitativo, o valor do fator de vedação para os respiradores de pressão negativa que se pretende fornecer ao usuário deve ser de no mínimo 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteção Atribuído.

Se o ensaio for qualitativo, somente devem ser utilizados os métodos recomendados (ver Anexo 5), pois garantem, no mínimo, um fator de vedação 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteção Atribuído.

7.1.2. Respiradores de pressão positiva

Os respiradores que são do tipo com cobertura das vias respiratórias com vedação facial devem ser colocados na posição "pressão negativa" e ensaiados qualitativa ou quantitativamente. A finalidade deste teste é garantir que o respirador se ajuste bem no rosto, evitando com isso que, operando na posição “pressão positiva", ocorram vazamentos que reduzam a autonomia. Deve ser obtido fator de vedação de no mínimo 100.

7.1.3. Peça facial

Quando, para a realização do ensaio de vedação, a cobertura das vias respiratórias com vedação facial for modificada:

a modificação não deverá aumentar significativamente o peso, de modo que afete o equilíbrio ou que interfira nos ajustes;

o fluxo de ar não deverá sofrer restrições;

a peça facial modificada deverá ser testada preliminarmente na cabeça de manequim ou equivalente para verificar vazamentos;

a peça facial modificada somente deverá ser usada durante a realização do ensaio de vedação.

7.1.4. Freqüência

O ensaio de vedação deve ser realizado para cada usuário de respirador com cobertura das vias respiratórias com vedação facial, no mínimo uma vez a cada 12 meses.

7.1.5. Repetição do ensaio

PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 18

O ensaio de vedação deve ser repetido toda vez que o usuário tenha uma alteração de condição que possa interferir com a vedação facial, como por exemplo: mudança de 10% ou mais no peso, cicatrizes na área de vedação, alteração na arcada dentária (perda de dente, próteses, etc.), cirurgia reconstrutiva, etc.

7.1.6. Equipamento de Proteção

O ensaio de vedação deve ser realizado com a pessoa equipada com todos os EPls que deve usar para a realização do seu trabalho e que possam interferir na vedação: óculos, proteção facial, máscara de soldador, etc. O respirador deve ser ensaiado com o filtro que será usado.

7.1.7. Limpeza Os respiradores usados nos ensaios de vedação devem ser limpos de acordo com as indicações do item 8.1.

7.2. PROBLEMAS DE VEDAÇÃO E ALTERNATIVAS

Não deve ser permitido o uso de respirador por pessoa com cicatriz, ossos da face excessivamente protuberantes, fronte côncava, rugas profundas na face, ausência de dentes ou de dentadura, ou configuração facial que impeça a vedação.

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