25156550 - Etica - Na - Administração - Publica

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Resumão - Ética na Administração Pública RESUMO

ÉTICA na

Conteúdo

1.Constituição Federal : Direitos e Garantias Fundamentais pag. 02

Constituição Federal : Da Administração Pública pag. 05 2.Código Penal : Do Crimepag. 09

Da Imputabilidade Penalpag. 10 Dos Efeitos da Condenaçãopag. 1 Dos Crimes praticados por Funcionários Públicospag. 1 Dos Crimes praticados por Particulares x AdministraçãoPag. 14 3.Regime Jurídico dos Servidores Civis da União

Formas de Provimento e Vacância de cargos públicospag. 16

Direitos e Vantagenspag. 20 Licençaspag. 23 Afastamentospag. 24 Seguridade Social do Servidor Públicopag. 25 4. Serviço Público: conceito, classificação, regulamentaçãopag. 28 5. Atos Administrativos: conceitos, formação, atributospag. 3 6. Crimes contra a Ordem Tributária (Lei 8.137, 27/12/1990)pag. 37 7. Improbidade Administrativa (Lei 8.429, 02/06/1992)pag. 38 8. Código de Ética Profissional do Servidor Público

Decreto Nº 1.171, de 2/06/1994pag. 43 9.Responsabilidade p/ Acesso Imotivado aos Sistemas Informatizados da Secretaria da Receita Federal

Portaria SRF 782, de 20/06/1997pag. 47

Resumão - Ética na Administração Pública

Alexandre José GranzottoJulho a Outubro / 2002 RESUMÃO - ÉTICA na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL : DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

•homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações; •ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; •ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

•é livre a manifestação do pensamento, sendo PROIBIDO o anonimato;

•é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; •é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; •ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; •é assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; •é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; •são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeni zação pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; •a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; •é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; •é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; •é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; •é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; •todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; •é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

•a criação de associações e a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;

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•as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; •ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

•as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; •é garantido o direito de propriedade;

•a propriedade atenderá a sua função social;

•a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro;

•no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; •a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;

•é garantido o direito de herança;

•a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;

•o Estado promoverá a defesa do consumidor;

•todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; •são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; •a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;

•a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

•não haverá juízo ou tribunal de exceção;

•é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:

a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; •não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

•a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;

•constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; •nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; •a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:

a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos; •não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada; b) de caráter perpétuo;

Resumão - Ética na Administração Pública c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; •nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; •não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;

•ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

•aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contr aditório e ampla defesa , com os meios e recursos a ela inerentes; •são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

•ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; •será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; •ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; •a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;

•ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; •não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; •conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; •conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; •o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; •conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; •conceder-se-á habeas data:

a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; •qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; •o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; •o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença;

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•são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.

•As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA e, também, ao seguinte:

•os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros assim como aos estrangeiros, na forma da lei; •a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão de livre nomeação e exoneração; •as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo e fetivo , e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; •é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;

•o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;

•a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; •a remuneração dos servidores públicos somente poderá ser fixada ou alterada por lei específica •a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; •os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; •é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;

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