Determinação de cloretos em águas naturais

Determinação de cloretos em águas naturais

UERJ – INSTITUTO DE QUÍMICA

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA ANALÍTICA

QUÍMICA ANALÍTICA EXPERIMENTAL

Aluno: Alexânder de Paula Rodrigues Data: 18/05/2010 Nota: _______

PRÁTICA 5 – DETERMINAÇÃO DE CLORETOS EM ÁGUAS NATURAIS

Padronização da solução de AgNO3

I

II

Concentração da solução de NaCl

0,0141 mol.L-1

Volume da alíquota da solução de NaCl

25,00 mL

25,00 mL

Leitura final da bureta

25,90 mL

26,00 mL

Leitura inicial da bureta

0,00 mL

0,00 mL

Volume de titulante gasto

25,90 mL

26,00 mL

Volume médio de AgNO3 gasto

25,95 mL

Preparo da amostra

Volume de amostra: __10,00 mL__

Volume de solução de amostra preparada: 250,00 mL__

  • Determinação do cloreto na amostra

I

II

Volume da alíquota de amostra

10,00 mL

10,00 mL

Leitura final da bureta

16,20 mL

16,00 mL

Leitura inicial da bureta

0,00 mL

0,00 mL

Volume de titulante gasto

16,20 mL

16,00 mL

Volume médio de AgNO3 gasto

16,10 mL

Cálculo do teor de cloreto na amostra de água

  • Padronização da solução de AgNO

Reação: NaCl + AgNO→ NaNO3 + AgCl

MAgNO3 = MNaCl(mol.L-1) x VNacl(mL)

V AgNO3 (mL)

MAgNO3 = 0,0141x 25,00 = 0,01358 mol.L-1

25,95

  • Cálculo da concentração de Cl-

MCl-= MAgNO3 (mol.L-1) x V AgNO3 (mL)

VCl (mL)

MCl = 0,01358 x 16,10

10,00

MCl = 0,0218638 mol.L-1

  • Cálculo da massa de Cl-

mCl = M (mol.L-1) x MM (g.mol-1) x V (L)

mCl = 0,0218638 x 35,4527 x 0,25

mCl = 0,193783 g

  • Determinação do teor de cloreto (g/100mL)

(m/V) = 0,193783 = 1,93783 g/100 mL

0,100

  • Determinação do teor de cloreto em ppm

1,93783 g/100 mL = 19,3783 g/L = 19378,3 mg/L

ppm = 19378,3 mg.L-1

ATIVIDADE ADICIONAL

  1. Quais são os métodos de dosagem de cloretos em águas naturais? Explique resumidamente o fundamento de cada um.

Método de Mohr (método direto) :

A determinação do cloreto é efetuada titulando-se com uma solução padrão de nitrato de prata usando-se cromato de potássio como indicador. No ponto final, quando a precipitação dos íons cloreto for completa, o primeiro excesso de íons prata reagirá com o indicador ocasionando a precipitação do cromato de prata, de coloração vermelho-tijolo. Portanto, esta titulação usa as diferenças nos valores dos produtos de solubilidade do cloreto de prata e do cromato de prata para determinação do ponto final da titulação.

Método de Fajans:

O método é baseado na propriedade que certos compostos apresentam ao serem adsorvidos sobre determinados precipitados, sofrendo uma mudança de cor. O indicador existe em solução na forma ionizada, geralmente como um ânion. Além do ponto de equivalência, o primeiro excesso de íons prata se adsorverá sobre o precipitado cloreto de prata, formando a primeira camada de adsorção carregada positivamente. Deste modo o ânion do indicador será atraído e adsorvido, formando a contra-camada. A cor do indicador adsorvido é diferente daquela do indicador livre e esta diferença indicará o ponto final da titulação.

Método de Volhard:

Trata-se de um método indireto, onde adiciona-se um excesso de uma solução padrão de nitrato de prata à solução contendo íons cloreto. O excesso de prata é em seguida determinado por meio de uma titulação com solução padrão de tiocianato de potássio usando íons Fe3+ como indicador do ponto final da titulação, devido a formação do complexo vermelho Fe(SCN)n3-n. Durante a titulação, a formação do precipitado AgSCN (Kso= 1,1 X 10-12), portanto antes de titular filtra-se o cloreto de prata para evitar erro de titulação.

COMENTÁRIO

Na padronização, houve uma pequena diferença de concentração molar devido a pequenos erros. E o ponto de equivalência foi um pouco difícil de se observar já que ocorre uma pequena mudança de cor, tanto na padronização quanto na determinação do teor de cloreto na água do mar.

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