Ventilação Mecânica

Ventilação Mecânica

124 - 156 a.C. Asklepíades praticou respiração boca a boca em um indivíduo que, por já ser tido como morto, seria incinerado, devolvendo-lhe assim a vida.

  • 124 - 156 a.C. Asklepíades praticou respiração boca a boca em um indivíduo que, por já ser tido como morto, seria incinerado, devolvendo-lhe assim a vida.

  • 1530 → Paracelso → Fole manual.

  • 1543 → Andreas Vesalius → professor da universidade de Pádua, insuflou os pulmões após a morte de um nobre.

  • 1887 → Dwyer → 1° intubação orotraqueal.

  • 1928 → Drinker → pulmão de aço.

  • (epidemias de poliomielite).

  • Década de 50 → Brasil → início da VM.

  • 1960 → II Guerra Mundial e corrida espacial – “BOOM”.

Principais recursos de suporte à vida utilizados na UTI.

  • Principais recursos de suporte à vida utilizados na UTI.

  • Substitui total ou parcialmente a atividade ventilatória do paciente.

Reverter a hipoxemia.

  • Reverter a hipoxemia.

  • Tratar acidose respiratória.

  • Tratar atelectasias.

  • Permitir sedação/anestesia.

  • Aliviar desconforto respiratório.

  • Reverter a fadiga dos músculos respiratórios.

  • Forma Não Invasiva: por meio de máscaras faciais, (CPAP, BIPAP).

  • Forma Invasiva: após intubação traqueal.

- CPAP: (continuous positive airway pressure), pressão positiva contínua em vias aéreas. Mais util pac. IRA.

  • - CPAP: (continuous positive airway pressure), pressão positiva contínua em vias aéreas. Mais util pac. IRA.

  • - BIPAP: (bilivel positive airway pressure), ventilação não invasiva com dois níveis de pressão:

  • IPAP - Pressão inspiratória positiva constante.

  • EPAP - Pressão expiratória positiva constante.

Tratamento de escolha antes da intubação.

  • Tratamento de escolha antes da intubação.

  • Após extubação, diminuindo chance de reintubação.

  • Menor permanência na UTI.

  • Aumenta os volumes pulmonares e a oxigenação.

  • Diminui a incidência de pneumonia .

  • Não precisa de sedação intensa.

Explicar o procedimento ao paciente.

  • Explicar o procedimento ao paciente.

  • Manter cabeceira à 45°.

  • Escolha da interface.

  • Proteger a face nas áreas de maior pressão.

  • Ajustar a máscara (vazamento).

  • Regular válvula de PEEP.

Necrose da pele em áreas de contato.

  • Necrose da pele em áreas de contato.

  • Distensão abdominal (aerofagia).

  • Ressecamento nasal, oral e de conjuntivas.

  • Aspiração de conteúdo gástrico.

Queda pH e/ou aumento PaCO2

  • Queda pH e/ou aumento PaCO2

  • Aumento da frequênia respiratória ou persistência acima de 35 mpm.

  • Diminuição do nível de consciência ou agitação.

  • Instabilidade hemodinâmica.

  • Necessidade de FIO2 maior 60%.

  • Distensão abdominal severa.

  • Intolerância à máscara.

Ciclados a volume de ar.

  • Ciclados a volume de ar.

  • Ciclados a pressão de ar.

  • Ciclados a tempo.

O volume de gás insuflado.

  • O volume de gás insuflado.

  • A freqüência de insuflação.

  • A velocidade e forma de insuflação deste gás.

  • A mistura de O2 fornecida.

  • O volume de ar residual nos pulmões no final da expiração.

Volume Corrente (Tidal Volume): quantidade de ar inspirado em cada ciclo respiratório (VC=6 ml/kg).

  • Volume Corrente (Tidal Volume): quantidade de ar inspirado em cada ciclo respiratório (VC=6 ml/kg).

Freqüência Respiratória: (Breath Rate), número de movimentos resp./min. Ajustada após o controle da PaCO2.

  • Freqüência Respiratória: (Breath Rate), número de movimentos resp./min. Ajustada após o controle da PaCO2.

Fluxo: (Main Flow), velocidade com que o volume de ar é injetado na inspiração, (5 à 6 vezes o vol./min.). Geralmente abaixo de 40 l/min.

  • Fluxo: (Main Flow), velocidade com que o volume de ar é injetado na inspiração, (5 à 6 vezes o vol./min.). Geralmente abaixo de 40 l/min.

FiO2: fração inspirada de O2 ou % de oxigênio no ar injetado.

  • FiO2: fração inspirada de O2 ou % de oxigênio no ar injetado.

PEEP: (positive end expiratory pressure), pressão positiva no final da expiração: representa a presença de volume de ar residual ao final do ciclo respiratório.

  • PEEP: (positive end expiratory pressure), pressão positiva no final da expiração: representa a presença de volume de ar residual ao final do ciclo respiratório.

Mode:

  • Mode:

  • modalidades de ventilação.

Platô: valor de estabilização da pressão traqueal no final da inspiração ( 30 à 35 cm H2O).

  • Platô: valor de estabilização da pressão traqueal no final da inspiração ( 30 à 35 cm H2O).

Sensibilidade: valor que determina quando o aparelho detecta a respiração espontânea e inicia ou permite uma inspiração.

  • Sensibilidade: valor que determina quando o aparelho detecta a respiração espontânea e inicia ou permite uma inspiração.

Umidificador / Aquecedor: equipamento que umidifica e aquece o gás injetado na inspiração.

  • Umidificador / Aquecedor: equipamento que umidifica e aquece o gás injetado na inspiração.

Forma de Onda:

  • Forma de Onda:

  • - Quadrada = constante. Fluxo inspiratório é igual ao fluxo expiratório.

  • - Desacelerada = fluxo constante na fase inspiratória e depois desacelera para 50% (fluxo expiratório).

Volume Minuto: quantidade de ar inspirado em cada minuto (VM=VCxFR). Ex: VM=500ml x 12 = 6 litros.

  • Volume Minuto: quantidade de ar inspirado em cada minuto (VM=VCxFR). Ex: VM=500ml x 12 = 6 litros.

  • Relação I:E: razão entre o tempo inspiratório e o tempo expiratório (I:E=1:2 à 1:4).

Blender: misturador de ar Comprimido e O2.

  • Blender: misturador de ar Comprimido e O2.

  • Drive Respiratório: estímulo neurológico de ventilação (deflagrar) a cargo do centro respiratório (bulbo).

São modos que determinam a maneira como o ventilador auxilia na respiração do paciente:

  • São modos que determinam a maneira como o ventilador auxilia na respiração do paciente:

  • - CMV controlada

  • - A/C contr./assistida

  • - SIMV contr./assist./espontânea

Ventilação Mecânica Controlada:

  • Ventilação Mecânica Controlada:

  • - ciclos controlados

  • - baseado na FR programada

  • Indicações: pacientes com estímulos

  • respiratórios abolidos:

  • - fadiga da musc. resp: Asma, DPOC

  • - disfunção neurológica: AVE, TCE,

  • trauma medular

  • - completamente sedados

Vantagens:

  • Vantagens:

  • - situação de maior gravidade

  • - < gasto metabólico

  • - controle total da função vent.

  • (gasometria)

  • Desvantagens:

  • - atrofia por desuso da

  • musculatura resp.

Ventilação Assistida Controlada:

  • Ventilação Assistida Controlada:

  • - Na ausência do esforço resp. do paciente o aparelho mantém os ciclos controlados na freqüência programada.

  • - O ventilador permite um mecanismo misto de disparo, funcionando este, como um sistema de segurança que é ativado apenas quando o ciclo assistido não ocorre.

indicações: primeira escolha na fase inicial e de manutenção da VM na insuficiência resp. aguda de qualquer etiologia.

  • indicações: primeira escolha na fase inicial e de manutenção da VM na insuficiência resp. aguda de qualquer etiologia.

  • vantagens:

  • - permite ao paciente determinar sua

  • própria FR.

  • - garante FR mínima prefixada.

desvantagens:

  • desvantagens:

  • - tendência a hiperventilação a

  • pacientes submetidos a um

  • estímulo.

  • - casos severos podendo levar a

  • alcalose resp.

Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada:

  • Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada:

  • - combina ciclos controlados,

  • assistidos e espontâneos.

  • - permite apenas um ciclo assistido

  • por “janela”, atendendo aos demais

  • esforços insp. c/ ciclos espontâneos.

Um ciclo controlado só ocorre após uma “janela” de apnéia, ou após uma “janela” onde só ocorreu um ciclo

  • Um ciclo controlado só ocorre após uma “janela” de apnéia, ou após uma “janela” onde só ocorreu um ciclo

  • controlado.

CMV – Ventilação Mecânica Controlada:

  • CMV – Ventilação Mecânica Controlada:

  • Ajuste necessários:

  • - volume corrente

  • - freqüência respiratória

  • - fluxo

  • - forma de onda

  • Ajuste opcionais:

  • - peep

A/C - Assistida/Controlada:

  • A/C - Assistida/Controlada:

  • Ajustes necessários:

  • - volume corrente

  • - freqüência respiratória

  • - fluxo

  • - sensibilidade

  • - forma de onda

  • - intervalo de apnéia

  • Ajustes opcionais:

  • - peep

SIMV – Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada:

  • SIMV – Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada:

  • Ajuste necessários:

  • - volume corrente

  • - freqüência respiratória

  • - fluxo

  • - sensibilidade

  • - intervalo de apnéia

  • - forma de onda

  • Ajustes opcionais:

  • - pressão suporte

  • - peep

Low Peak Pressure: limite de pressão mínima, é ativado se a pressão não conseguir atingir o valor ajustado pelo alarme durante a fase inspiratória (5 cmH2O acima da PEEP).

  • Low Peak Pressure: limite de pressão mínima, é ativado se a pressão não conseguir atingir o valor ajustado pelo alarme durante a fase inspiratória (5 cmH2O acima da PEEP).

  • High Pressure Limit: limite de alta pressão, é ativado se a pressão ultrapassar o valor ajustado pelo alarme ( máx. 40 cmH2O).

  • Apnéia: alarme sonoro que ativa sempre em que o intervalo respiratório exceder o valor regulado, (geralmente programado em 15 segundos).

Low Peep Pressure: pressão mínima de peep, (10 cmH2O abaixo da peep).

  • Low Peep Pressure: pressão mínima de peep, (10 cmH2O abaixo da peep).

  • High Breath Rate: freqüência respiratória máxima, este alarme é ativado se a freqüência respiratória exceder o pré-ajustado.

  • Alarme de rede: será acionado sempre que a pressão de gás cair na rede.

Ligar os cabos na rede elétrica.

  • Ligar os cabos na rede elétrica.

  • Ligar os cabos na rede de gases, com devidas válvulas redutoras de ar comprimido e oxigênio.

  • Ligar o respirador, testar alarmes.

  • Verificar possíveis vazamentos no circuito.

Programar o respirador de acordo com os parâmetros determinados pela equipe.

  • Programar o respirador de acordo com os parâmetros determinados pela equipe.

  • Testar se o respirador está ciclando.

  • Proteger a ponta do circuito com gaze estéril.

  • Colocar água estéril no *umidificador.

Testar se o aquecedor do umidificador está funcionando.

  • Testar se o aquecedor do umidificador está funcionando.

  • Conectar o circuito na cânula endotraqueal ou traqueostomia.

  • Observar o aumento e diminuição na fase de platô.

Realizar coleta de gasometria (depende da instituição).

  • Realizar coleta de gasometria (depende da instituição).

  • Observar sincronismo entre o respirador e o paciente.

  • Trocar circuito a cada 7 dias ou quando necessário.

  • Usar circuito do vent. esterilizado ou submetido a desinfecção de alto nível.

Fixar a cânula adequadamente, com colocação de cadarço ou adesivo colante (Tensoplast ®).

  • Fixar a cânula adequadamente, com colocação de cadarço ou adesivo colante (Tensoplast ®).

  • Mobilizar a posição da cânula orotraqueral.

  • Realizar ausculta pulmonar antes e depois de aspirar.

  • Verificar padrão respiratório, observando simetria da caixa torácica e expansão da mesma.

Monitorizar adequadamente o paciente.

  • Monitorizar adequadamente o paciente.

  • Ficar atento quanto ao nível de água do *umidificador e a temperatura em torno de 30 a 32 C°.

  • Desprezar a água de condensação dos circuitos, cuidado ao mobilizar o paciente.

Atentar para uso do filtro higroscópico.

  • Atentar para uso do filtro higroscópico.

  • Controlar e monitorar a pressão do cuff.

  • Aspirar secreção traqueal quando necessário.

  • Manter cabeça elevada a 30º, (atentar paciente neurológico).

Manter comunicação com o paciente.

  • Manter comunicação com o paciente.

  • Desenvolver protocolo p/ verificação da rede de gases e parte elétrica.

  • Protocolo manutenção trimestral do ventilador.

Iniciado quando o paciente mantém estabilidade clínica, hemodinâmica, funcional respiratória e gasométrica:

  • Iniciado quando o paciente mantém estabilidade clínica, hemodinâmica, funcional respiratória e gasométrica:

  • Observar nível de consciência e colaboração do paciente.

  • Avaliar gasometria e padrão respiratório.

Extubação direta.

  • Extubação direta.

  • Tubo T: conexão do tubo traqueal à fonte de O2.

  • CPAP.

  • PSV: ventilação por pressão de suporte, 7 cm de água.

Explicar o procedimento ao paciente.

  • Explicar o procedimento ao paciente.

  • Suspender dieta enteral.

  • Manter cabeceira à 45°.

  • Aspirar (traqueo-naso-oral).

  • Material adequado para oxigenoterapia.

  • Verificar FR, FC e SaO2 15/15 min nas 2 primeiras horas.

  • Gasometria.

Risco para Aspiração.

  • Risco para Aspiração.

  • Risco para Resposta Disfuncional ao Desmame Ventilatório.

  • Comunicação Verbal Prejudicada.

  • Ansiedade.

  • Mucosa Oral Alterada.

Cateter Nasal:

  • Cateter Nasal:

  • Máscara Facial:

Máscara de Venture:

  • Máscara de Venture:

Gerador de fluxo:

  • Gerador de fluxo:

  • Fluxo – 100 l/min.

  • FiO2 – 33 a 100%

Embora a maior parte da assistência de enfermagem esteja centrada no cuidado direto ao paciente, vale ressaltar que também é de responsabilidade desta equipe o cuidado com os materiais utilizados nos circuitos respiratórios.

  • Embora a maior parte da assistência de enfermagem esteja centrada no cuidado direto ao paciente, vale ressaltar que também é de responsabilidade desta equipe o cuidado com os materiais utilizados nos circuitos respiratórios.

A) Proceder desmonte do circuito, de forma que a maioria dos seus componentes possam ser submersos em solução enzimática.

  • A) Proceder desmonte do circuito, de forma que a maioria dos seus componentes possam ser submersos em solução enzimática.

  • B) Enxaguá-los com água corrente, secá-los com compressa limpa.

C) Encaminhá-los para processamento de desinfecção ou esterilização de acordo com as rotinas da instituição.

  • C) Encaminhá-los para processamento de desinfecção ou esterilização de acordo com as rotinas da instituição.

Em relação ao aparelho propriamente dito, este deve sofrer limpeza diária com água e sabão ou fricção com álcool a 70% por 30 segundos.

  • Em relação ao aparelho propriamente dito, este deve sofrer limpeza diária com água e sabão ou fricção com álcool a 70% por 30 segundos.

SCANLAN,C,L et al Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan, São Paulo:Editora Manole, 2001.

  • SCANLAN,C,L et al Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan, São Paulo:Editora Manole, 2001.

  • CARVALHO,C,R,R Ventilação Mecânica, vol II avançado, São Paulo: Atheneu, 2000.

  • NET,A, et al Ventilação Mecânica, 3ªed, Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2002.

  • III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica, 2006.

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