a importancia do enfermeiro dotrabalho na prevencao de silicose industrial

a importancia do enfermeiro dotrabalho na prevencao de silicose industrial

CENTRO UNIVERSITARIO HERMÍNIO OMETTO

UNIARARAS

FRANCIS SECATI

A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO DO TRABALHO NA PREVENÇÃO DE SILICOSE INDUSTRIAL

ARARAS

2009

CENTRO UNIVERSITARIO HERMÍNIO OMETTO

UNIARARAS

FRANCIS SECATI

A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO DO TRABALHO NA PREVENÇÃO DE SILICOSE INDUSTRIAL

Trabalho de Conclusão de Curso, como requisito para a obtenção do título de.... pelo Centro Universitário Hermínio Ometto – Uniararas.

Orientador:

ARARAS

2009

AGRADECIMENTOS

RESUMO

A ocorrência, prevalência ou incidência de silicose industrial em nosso país não é amplamente difundida, nem tampouco a atuação dos profissionais da Enfermagem do Trabalho, junto a trabalhadores das áreas industriais expostas à sílica. Assim, este trabalho objetiva, através de um levantamento bibliográfico, compilar mais informações sobre questões relevantes na prevenção desse mal, procurando contribuir para a elaboração de programas mais eficazes de conscientização de trabalhadores sobre a importância de comportamentos e atitudes precisas, que os afastem da silicose industrial. A formação de profissionais de enfermagem habilitados para intervenções não somente práticas, mas educativas e preventivas, nas instituições de saúde e nas indústrias, é fundamental para o bem-estar dos clientes e a valorização da profissão.

Palavras chave: Saúde Ocupacional; enfermagem; silicose industrial; incidência; prevenção

ABSTRACT

The technological, chemical and industrial evolution has led to an increase of health risks concerning industrial accidents, occupational diseases and inadequate conditions at work. This study aims at alerting health professionals, specifically nurses, about the importance of the attention to occupational health related to silicosis, a pulmonary disease, with high prevalence among workers breathing mineral dust in the industrial production. Nurses and other health professionals can exert their role as educators in terms of individual health, hygiene and safety. Graduation in nursing should encompass a more comprehensive approach on occupational health as to supplying the market with nurses more qualified to professional performance. Thus, the incidence of silicosis and other occupational diseases will be reduced. Conscious workers will do have a safer behavior.

Key words: Occupational health, nursing, industrial silicosis, incidence, prevention.

SUMÁRIO

RESUMO 2

3 METODOLOGIA 7

Têm se, na Consolidação Das Leis Trabalhistas (CLT), o decreto-lei no 5.452, de 01/05/1943, atualizado e acompanhado de notas à Legislação Correlata, de Legislação Trabalhista Especial, de Regimento Interno do TST, de Súmulas do STF, STJ e outros, sendo que a Portaria no 3.214, de 08 de junho de 1978 - aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V do Título II, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Entre essas Normas a NR 6 declina que os empregados são obrigados a usar o(s) Equipamentos de Proteção IndividuaI e se responsabilizar pela guarda e conservação deste(s), sendo que o Art.166 dispõe que “A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados” (HIRATA; FILHO; 2002). 19

4 CONCLUSÕES 21

Atitudes voltadas para a própria segurança e à daqueles à sua volta são imprescindíveis por parte dos trabalhadores, em todo e qualquer ambiente de trabalho. Entre outros procedimentos, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual adequados a cada ocupação, e em perfeito estado de conservação, representa grande diminuição dos riscos de contrair doenças como a silicose industrial, enfocada neste trabalho. 21

5 REFERÊNCIAS 22

24

  1. INTRODUÇÃO

A evolução tecnológica, química e industrial tem possibilitado ao homem a chegar a patamares nunca antes imaginados, em termos de tratamentos revolucionários para males diversos, comunicação imediata com quase todos os pontos do planeta, acesso a bens de consumo, sem sair de casa, entre infinitas outras comodidades em tempos de era digital. Mas, se por um lado, o mundo ficou “menor”, por outro há preços altos a pagar por tanto progresso: mais riscos para a saúde, mais acidentes de trabalho, mais doenças profissionais, mais concorrência no mercado de trabalho, mais luta pela sobrevivência, em condições dignas.

É de extrema importância nesse contexto que seja garantido ao trabalhador um ambiente adequado para a execução de suas tarefas e, conseqüentemente, uma boa saúde, mais produtividade, menos absenteísmo e aposentadorias por invalidez.

Assim, evitar as doençasprofissionais e os acidentes de trabalhosão os grandes desafios de quem é responsável pela saúde do trabalhador, além dele próprio.

Os enfermeiros são profissionais da área da saúde, que não mais se limitam ao trabalho a partir de ordens médicas, nas instituições hospitalares. Hoje se preparam para a atuação efetiva, segundo seus próprios recursos pessoais e profissionais para procederem a intervenções dentro e fora do hospital, em funções administrativas, assistenciais e educativas, entre muitas outras. Como sempre têm contato direto com os clientes, podem oferecer melhor que ninguém orientações visando não apenas a saúde, mas também a higiene e a segurança daqueles a quem assiste.

Nas indústrias em que há a presença de substâncias como a sílica, asbesto, entre outras, é alto o risco de os trabalhadores adoecerem seriamente, por não executarem suas tarefas de modo preventivo e consciente. Este trabalho pretende alertar os profissionais ligados à saúde em ambientes de risco, especialmente os da Enfermagem do Trabalho, sobre a importância de uma atuação efetiva para a diminuição dos índices elevados de silicose industrial.

  1. OBJETIVO

1 - Alertar os profissionais da Enfermagem do Trabalho sobre a importância de uma atuação educativa eficaz na abordagem dos trabalhadores com risco de contraírem silicose industrial;

2 - Contribuir para a redução da incidência de silicose industrial, através de comportamentos seguros dos trabalhadores.

3 METODOLOGIA

O método utilizado neste trabalho foi o levantamento bibliográfico, buscando informações sobre enfermagem do trabalho, silicose industrial, prevenção. O enfoque foi nos esclarecimentos sobre a doença, normas de segurança, uso de equipamentos de proteção individual, pesquisas realizadas no Brasil e exterior para maior conscientização dos trabalhadores e dos profissionais da área da saúde.

A pesquisa bibliográfica é a atividade de localização e consulta de fontes diversas de informação escrita, para coletar dados gerais ou específicos a respeito de determinado tema (ALMEIDA JR, 1988). Para o autor, pesquisa é sinônimo de busca, de investigação, de indagação.

Neste trabalho foi utilizada a pesquisa bibliográfica, que propicia maior conhecimento sobre a questão a ser estudada, através de livros, artigos e Internet.

  1. REVISÃO DA LITERATURA

A Segurança do trabalho pode ser entendida, conforme exposto em http://ftp.feb.unesp.br/engSeg2008/TI-e-Internet-doc (acesso em 01/02/09), como os conjuntos de medidas adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador, estudando diversas disciplinas como: Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.

No site acima citado está também o quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa: equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho, profissionais que formam o SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, sendo as seguintes atividades prestadas pelo Enfermeiro do Trabalho (CBO - 0-71.40):

  • Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;

  • Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;

  • Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;

  • Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;

  • Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;

  • Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;

  • Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.

Teixeira, 2009 expõe que, desde Paracelcus (1493-1541), Agrícola (1494-1555), Percival (1775) e, mais recentemente, Murrell (1949), entre outros, vem ocorrendo a preocupação com os problemas de saúde ocasionados pelo trabalho, que pode ser indutor ou promotor de problemas orgânicos e ou psíquicos, influenciando negativamente a saúde dos trabalhadores, sendo que a indústria extrativa de mineração foi a que computou mais baixas devido a doenças profissionais, como a silicose.

Segundo esse mesmo autor, o próprio conceito de saúde ocupacional evoluiu ao longo dos tempos, sendo que os registros mais antigos falam apenas em medicina do trabalho, ficando implícito que a ciência médica se dedicava a curar as doenças decorrentes do exercício profissional, sem incentivo às atitudes preventivas e à promoção da saúde do trabalhador. Esta realidade foi sofrendo alterações ao longo do tempo, mas, ainda hoje, não se conseguiu definir como uma especialidade médica, a semelhança das demais especializações. Assim, a formação médica, nesta área, surge apenas ao nível de cursos pós-graduação de curta duração.

Encontramos na literatura sobre saúde ocupacional, trabalhos como o de Castro e Bethlem, 1995, que explicam que o jateamento de areia, método de tratamento abrasivo utilizado desde o Século XIX, era atividade muito empregada no Estado do Rio de Janeiro, com conhecido risco de silicose, o que gerou diversas medidas administrativas e epidemiológicas, inclusive 1.007 radiografias de trabalhadores de estaleiros de áreas de risco para jateamento de areia, que foram encaminhadas para leitura radiológica de acordo com os padrões da OIT/1980. Das primeiras 728 avaliadas (728 raios-X), 142 (19,5%) foram de qualidade 4, segundo a OIT/1980. Em 586 raios-X, 314 (53,6%) foram 0/- e 0/0, 134 (22,9%) foram 0/1 e 138 (23,6%) foram anormais (1/0 ou maior). O padrão dominante foi o nodular difuso e a distribuição radiológica mais encontrada, quando analisados todos os padrões, foi o acometimento das metades inferiores. Ficou constatada a gravidade da questão da silicose entre os trabalhadores das áreas de risco de jateamento de areia na história naval.

Também Oliveira (1996), no período de 1980 a 1993, efetuou análise do processo da Assembléia Nacional Constituinte, ocorrido nos anos de 1987 e 1988, tentando reconstruir, a partir do mesmo, o movimento de legitimação social para erigir uma política de saúde do trabalhador, apresentando uma descrição do processo de substituição tecnológica, vivido pelos trabalhadores da indústria da construção naval, no processo participativo de construção, elaboração e promulgação da lei de proibição do jateamento de areia, medida adotada para reverter o grave quadro de morte e adoecimento desses trabalhadores, pela silicose. Viu-se, no período analisado, a implantação de um desejo que se tornou socialmente legítimo no processo de estabelecimento de uma política específica para uma fração da classe trabalhadora brasileira.

No trabalho de Bagatin e col (1995) foram analisados prontuários de várias instituições, com critérios de avaliação ocupacional radiológica e da função pulmonar padronizados pela Área de Saúde Ocupacional da Unicamp. Foram detectados 818 casos de silicose pulmonar, sendo 764 homens e 54 mulheres, média de idade de 49 anos; tempo médio de exposição ocupacional de 20,9 anos; 300 fumantes; 142 não fumavam; em 376 a informação não foi disponível. Em termos de queixa clínica de cansaço: 169, 147 e 44 o referiam quando realizavam grandes, médios e pequenos esforços, respectivamente e 101 não tinham queixas, sendo que os radiogramas com profusão 1/0, 1/1 e 1/2 foram 445; os 2/1, 2/1 e 2/3, 250; e os 3/3 =123, nas mais variadas combinações da forma e tamanho. Encontrados 145 radiogramas com grandes opacidades, "A" 36, "B" 64 e "C" 45. A função pulmonar, avaliada pela espirometria em 372 indivíduos, foi normal em 229 e as alteradas foram do tipo obstrutivo em 108, restritivo em 19 e misto em 16 deles. Houve 36 casos de óbito, 12 por insuficiência respiratória e 2 por neoplasia do pulmão, entre outros, e foram detectados também 46 deles com familiares portadores de silicose, sendo 34 com irmãos. Conclui-se que a precariedade da estruturação da área da saúde para enfrentar esse problema carece do envolvimento das demais entidades afins.

Segundo Carnevale F; Baldasseroni 2005, as doenças causadas por poeira contendo sílica representam um estudo de caso exemplar na área das doenças relacionadas ao trabalho e na história da descoberta de doença crônica industrial e sua relação com a sociedade industrial. Tanto a poeira como a fumaça estão indissoluvelmente ligados à Revolução Industrial, quando, em todos os lugares se esperava substituir os escravos com massas de proletários. A identificação de entidades nosológicas de doenças relacionadas à poeira; a descoberta de que a maioria das partículas de poeira danosa nas minas de ouro era invisível; o recebimento de seguro insalubridade e o estabelecimento de valores para o limite de silicose eram temas de intensa negociação política, que acompanhava, com a conivência de médicos e cientistas, um acordo entre a saúde dos trabalhadores e a saúde econômica da indústria.

A preferência por sistema de seguro sobre a adoção de medidas higiênicas industriais (prevenção de riscos) era também acordada e mantida na Itália pós-guerra. A redução e modificação da silicose na Itália ocorreram na mesma velocidade que a introdução e subsequente aplicação de legislação preventiva mais eficaz, especialmente com os movimentos de protesto da classe trabalhadora no final dos anos 1960 do século passado, juntamente com a eliminação de setores inteiros de atividades industriais, primeiramente aqueles especializados na extração e depois os da metalurgia (Carnevale F; Baldasseroni 2005).

Bufton MW; Melling J, 2005 comentam que a regulação governamental de profissões perigosas e a compensação dada àqueles prejudicados pelo tipo de trabalho permanece uma questão de debate entre os historiadores médicos. Sindicatos têm sido frequentemente criticados por perseguirem compensações financeiras para seus membros, ao invés de reivindicarem melhoras na saúde e segurança nos locais de trabalho. Em seu trabalho, os autores examinam o tema negligenciado dos males da silicose na Grã-Bretanha, quando a primeira legislação transitou para a compensação dada aqueles que sofriam devido aos efeitos danosos da poeira sílica em 1918, até à eclosão da guerra em 1939, quando um estudo principal estava a caminho, o qual transformaria a compreensão científica e a compensação legal àqueles com diagnóstico de pneumoconiose. Discute-se que, na legislação para a compensação financeira, políticos e seus servidores civis buscavam reter a estrutura legal criada em 1897-1906 e desenvolveram um modelo de seguro industrial que dependia muito de uma relação cooperativa com a liderança dos empregadores.

Continuando, Bufton MW; Melling J, 2005 expõem que cientistas médicos identificaram a sílica como unicamente um agente arriscado na doença pulmonar dos trabalhadores, que exigia conhecimento necessário (de especialista) para seu diagnóstico, sendo que um fator marcante dos esquemas seletivos de compensação legados após 1918 foi o apoio na evidência geológica, em vez da patológica, para concessão de direitos de compensação, bem como limites empregatícios estritos para aqueles eleitos para pleitearem tais direitos. Unicamente as campanhas das organizações do trabalho e a persistente evidência da doença pulmonar entre trabalhadores das minas de carvão antracite levaram a significativo abrandamento das normas para compensação em 1934 e à investigação científica que transformaram a compreensão médica da doença respiratória entre os trabalhadores industriais.

No trabalho de Vergara, 2005, sobre a questão em foco no Chile, é evidenciado que, nos últimos anos 30, a silicose tinha se tornado uma das doenças ocupacionais mais importantes no país. Era um problema médico e científico, e um tópico favorito nos congressos médicos. Essa questão, num país de muitas minas, tinha também sérias implicações políticas e econômicas. O reconhecimento da silicose ocorreu como parte de debate nacional sobre o papel social do Estado e sua responsabilidade junto à saúde e segurança da classe trabalhadora. Foi, então, decorrente de uma luta médica, trabalhista e política.

Rosenberg B; Levenstein C; 2005 argumentam que, para controlar a silicose, é preciso entender como as mudanças ocorrem na saúde ocupacional. A ciência, por saber as causas da silicose e como preveni-la, há décadas, sozinha não direciona a política, e a doença persiste. Para controlar doença ocupacional é necessário adentrar o âmbito social do trabalho. Para pesquisar os determinantes de um programa de controle da silicose bem sucedido, os autores escreveram uma história social da indústria de granito de Vermont, de 1938 a 1960, examinando publicações dos sindicatos, jornais em geral, jornais da indústria, literatura científica e documentos governamentais, além de entrevistas com informantes-chave. O fator crucial desse programa significou um forte movimento de saúde pública para controle da tuberculose, e não a pressão para o controle da doença ocupacional. Usando-se essa lição, para proteger os trabalhadores atualmente expostos à sílica, optou-se por regular a sílica por lei ambiental, o Ato de Redução de Uso de Tóxicos de Massachusetts.

Assim, a ciência é só um pequeno fator, necessário, mas insuficiente, na mudança política. Os profissionais da saúde ocupacional precisam se engajar num movimento mais forte, como ocorre com os ambientalistas. Onde os sindicatos são frágeis demais para a demanda de tecnologias, é preciso aprender a linguagem dos empregadores, porque eles devem ter uma pequena noção dos custos das intervenções. Os profissionais da saúde ocupacional também têm de obter mais informações econômicas sobre os custos das intervenções (Rosenberg B; Levenstein C; 2005).

Merget e col 2002 falam da associação entre a exposição ocupacional à poeira sílica cristalina e um risco crescente de contrair doenças pulmonares, como a silicose, tuberculose, bronquite crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica (COPD) e câncer de pulmão. Em seu trabalho, falam sobre os efeitos das formas amorfas (não cristalinas) de sílica sobre a saúde, sendo o principal problema, na avaliação dos efeitos, a sua contaminação com a sílica cristalina, o que se aplica particularmente à pneumoconiose entre trabalhadores nessa área. As sílicas sintéticas amorfas são fabricadas intencionalmente sem contaminação com sílica cristalina, e podem ser classificadas como (1) sílica de processo úmido, (2) sílica progênita e (3) sílica quimicamente ou fisicamente modificada.

Merget e col 2002 explicam que, de acordo com as diferentes propriedades físico-químicas, as classes principais de sílica sintética amorfa são usadas em uma variedade de produtos, como: enchimentos na indústria da borracha, compostos de pneus, agentes de livre fluxo e antiendurecimento nos materiais em pó e carregadores líquidos, particularmente na fabricação de comida para animais e agroquímicos. Outros usos são encontrados em aditivos para pastas de dentes, pinturas, borracha de silicone, material de separação, sistemas líquidos em revestimentos, adesivos, tintas de impressão, cosméticos, etc., sendo que estudos de inalação animal com sílica amorfa sintética fabricada mostraram pelo menos inflamação parcialmente reversível, formação de granuloma e enfisema, mas não fibrose progressiva dos pulmões, e estudos epidemiológicos não corroboram a hipótese de que a sílica amorfa tenha algum potencial relevante para induzir a fibrose em trabalhadores com alta exposição ocupacional a essas substâncias, embora um estudo tenha mostrado quatro casos de silicose entre os sujeitos expostos à sílica amorfa aparentemente não contaminada.

Como os dados eram limitados, um risco de bronquite crônica, COPD ou enfisema não pode ser excluído. Não há nenhum estudo que permita a classificação da sílica amorfa com relação à sua carcinogenicidade em humanos. Daí a necessidade de mais pesquisas para definir os efeitos da sílica amorfa sobre a morbi-mortalidade de trabalhadores expostos a essas substâncias (Merget e col 2002).

Attfield; Costello; 2004 enfocaram a mortalidade excessiva por câncer de pulmão entre os trabalhadores expostos a granito em Vermont, relatada em estudos com apenas potencial para classificações imprecisas e inabilidade para avaliar exposição-reações quantitativas. Assim, coletaram dados industriais entre 1924 e 1977, no tocante à higiene, analisandos-o em conjunto com dados de mortalidade, para examinar reações à exposição, quantitativamente, à sílica, câncer de pulmão e outras doenças pulmonares. Os resultados indicaram clara relação entre câncer de pulmão, tuberculose, pneumoconiose, doença pulmonar não maligna e câncer de rim, com a exposição cumulativa. Uma exposição a 0.05 mg/m(3), dos 20 aos 64 anos, foi associada a risco excessivo ao longo da vida, de câncer de pulmão, para homens brancos, de 27/1.000. A exposição exclusiva à sílica e não outras exposições ocupacionais que poderiam confundir os resultados indica nítida exposição-reação para câncer de pulmão.

No trabalho de Vu-Duc T; Guillemin, 1999, a questão da silicose na Suíça é revisada com base nos dados do Suva, Fundo de Seguro Nacional, encarregado de reforço às leis e prevenção de doenças. A vigilância médica ocupacional e a prática higiênica industrial propiciaram grandes melhorias ao longo do tempo. Nos últimos anos 30, a elevação constante de novos casos de silicose era observada ano a ano. De 1940 ao final dos anos 60, um patamar foi atingido, com cerca de 200 a 300 casos por ano. A partir de 1974, significativa queda foi observada, o número anual de novos casos passa para cerca de 100 e, desde 1989, os novos casos caíram para 30-50/ano, devido às medidas drásticas de controle, sendo que os casos anunciados em 1999 eram resquícios de exposições anteriores, com o número de mortes anuais quase se igualando ao da população em geral. Os esforços para prevenção devem, entretanto, continuar, sempre, e a informação deve atingir as diversas categorias de trabalhadores.

Os resultados do trabalho de Finkelstein, 2000 apontaram que o risco de contrair silicose (cat ILO 1/1 ou mais) após uma vida de exposição ao padrão OSHA atual, de 0.1 mg/m(3) é provavelmente pelo menos 5-10%, sendo possível que o de câncer de pulmão tenha aumentado em 30% ou mais. A relação exposição-reação para a silicose não é linear e a redução de exposições a poeiras teria maior benefício em termos de redução de risco. Os dados sugeriram que exposição de 30 anos a 0.1 mg/m(3) poderia levar a risco de silicose de cerca de 25%, ao passo que a redução da exposição para 0.05 mg/m(3) poderia baixar o risco até 5%. Assim, levando-se em conta o alto risco para silicose e câncer, ao nível de exposição de 0.1 mg/m(3), baixar para o nível limite recomendado pela NIOSH, de 0.05 mg/m(3), pode resultar em substancial benefício.

Castro 2000 comenta que a pneumoconiose é uma doença pulmonar de origem ocupacional, considerada de elevada prevalência entre os trabalhadores expostos a poeiras minerais, como a sílica e o asbesto, nos diversos ramos da produção industrial. A inalação destas poeiras minerais pode desenvolver uma fibrose intersticial pulmonar intensa, caracterizada por reação inflamatória, liberação de fatores quimiotáxicos, produção de colágeno e conseqüente formação de granuloma no pulmão. Os indicadores biológicos podem ser úteis na compreensão deste processo inflamatório do adoecimento pulmonar, na identificação da fase pré-fibrogênica, no acompanhamento e no tratamento destas doenças. Foi realizado estudo do nível de concentração de três citoquinas: Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNFÓ, do inglês), interleucina-1ß (IL-1ß) e interleucina-6 (IL-6), no adoecimento pulmonar causado pela exposição à sílica e ao asbesto, na pneumoconiose, com o objetivo específico de determinar sua concentração no soro sanguíneo de pacientes expostos a tais poeiras e verificar a associação das citoquinas com as exposições e a pneumoconiose.

Foram estudadas 161 pessoas, 107 pacientes trabalhadores expostos a poeiras minerais, 85 à sílica e 22 ao asbesto, e 54 trabalhadores não expostos (controles). Para a determinação quantitativa da TNFÓ, da IL-1ß e da IL-6, foi coletado sangue de todos eles, com a utilização do método Elisa para a análise. Houve diferenças significativas entre os pacientes com pneumoconiose e o grupo não exposto, para as três citoquinas, em níveis diferenciados, sendo que a análise dos resultados não discriminou o papel das citoquinas na fase pré-fibrótica do adoecimento. Os resultados, no subgrupo exposto à sílica com silicose, não apresentaram níveis elevados de IL-6 e TNF, mas níveis elevados de IL-1ß das citoquinas dosadas no sangue. No subgrupo exposto ao asbesto com asbestose houve um aumento apenas dos níveis de IL-6. O autor (Castro, 2000) comenta que, no campo da saúde pública, ainda não há instrumentos capazes de predizerem processos patológicos em trabalhadores expostos a poeiras minerais, principalmente à sílica e ao asbesto. O campo de estudo das citoquinas e outros marcadores mostra-se promissor, mas a única arma para reduzir ou eliminar os danos causados por poeiras minerais nos ambientes de trabalho é a retirada do agente nocivo do ambiente.

Já o enfoque deBusico, 2001 foram os aspectos diagnósticos, de tratamento e evolução da tuberculose em portadores de silicose, em Centro de Referência em Tuberculose do Estado de São Paulo, através do levantamento e análise de prontuários médicos de uma população pré-estabelecida, no período de 1982 a 1999, com 82 pacientes com silicose, sendo que, destes, 44 desenvolveram tuberculose, 53,6% homens, com predomínio da raça branca (55,8%), idade média de 53,04 anos. 22 tinham baciloscopia e cultura de escarro positiva. O tempo médio de sintomas foi de 5,74 meses, significativamente maior que no grupo controle. O esquema de tratamento com Rifampicina (R), Isoniazida (H) e Pirazinamida (P) e o tempo de tratamento - média de 9 meses - foram semelhantes nos dois grupos. A negativação do escarro ocorreu em média 5 meses após o início do tratamento no grupo exposto e no grupo controle, com alta cura de 80% dos pacientes nos dois grupos. Comparando o número de cruzes da baciloscopia e cultura de escarro entre grupos, não houve diferença estatisticamente significante entre eles.

No tocante aos aspectos diagnósticos, houve diferença significativa quanto ao tempo de sintomas entre grupo exposto e grupo controle, mostrando que os portadores de sílico-tuberculose tiveram doença mais prolongada. 50% dos expostos apresentaram baciloscopia positiva no exame de escarro e o tempo de negativação do escarro foi semelhante nos dois grupos. 69% dos expostos tinham radiografia de tórax com categoria maior ou igual a 2. O tempo de tratamento foi também semelhante nos grupos, com média de duração de 9 meses. 84% dos expostos tiveram cura, assim como no grupo controle, mostrando uma eficácia na quimioterapia instituída (Busico, 2001).

Bon, 2006 explica que no Brasil encontram-se em crescimento os índices de prevalência das doenças crônicas causadas pela exposição dos trabalhadores a poeiras minerais, com maior prevalência de silicose e pneumoconiose. Em seu estudo em 27 marmorarias, no município de São Paulo, que executavam o beneficiamento final de rochas ornamentais, buscou: a) avaliação da exposição a poeiras e à sílica cristalina respirável por meio de coleta de amostras de ar, análise química por gravimetria e difração de Raios X e acumulação das exposições estimadas por função, conforme história ocupacional; b) aplicação de questionário de sintomas respiratórios e avaliação médica, espirometria e radiografia do tórax; c) correlação dos resultados de exposição acumulada, com achados clínicos e radiológicos por meio de análises estatísticas; d) levantamento de informações sobre os processos de trabalho e alternativas de controle.

Os resultados obtidos nessa pesquisa de Bon, 2006 foram: os acabadores possuíam a maior exposição, concentração de 0,36 mg m3 (IC 95% 0,32 a 0,47) para granitos e de 0,19 mg m3 (IC 95% 0,16 a 0,23) para a mistura de matérias primas. Para estimativa de exposição acumulada à sílica cristalina respirável de 0,56 mg m3 anos, existiu risco OD = 1,2 (IC 95% 1,02 a 1,40) de o trabalhador exposto apresentar classificação radiológica alterada, profusão maior ou igual a 1, em relação a um trabalhador não exposto, com tempo médio de exposição de 19,9 (mais ou menos 13,0) anos. A população possuía baixo nível de escolaridade e de renda familiar, com média de idade 35,8 (mais ou menos 11,6) anos.

No tocante à atuação da enfermagem ocupacional, Silver, 2005 comenta o trabalho burocrático executado por enfermeiras, sendo que as que atuam na Saúde Ocupacional, já estão versadas nos conceitos básicos aplicáveis ao EEOICPA - Ato do Programa (americano) de Compensação por Doença Ocupacional de Trabalhadores da Energia (Energy Employees Occupational Illness Compensation Program Act), a saber: intervalos de confiança, históricos ocupacionais, avaliação da exposição e reações à dosagem, podendo desempenhar papéis de cuidadosos construtivos na assistência àqueles pleiteando benefícios de seguros, sob este programa (que é um marco nesse contexto). As enfermeiras do Trabalho sabem que empregados cronicamente enfermos têm números de horas estabelecidos por semana para darem telefonemas, visitarem instituições e advogarem em causa própria. Encaminhamentos conscientes a instituições de saúde ocupacional significam apoio vindo não só do médico da família, como também da enfermeira do Trabalho. O envolvimento de programas universitários em projetos para fortalecimento de organizações que representam trabalhadores vinculados ao EEOICP seria um ato bem-vindo, segundo o autor.

Têm se, na Consolidação Das Leis Trabalhistas (CLT), o decreto-lei no 5.452, de 01/05/1943, atualizado e acompanhado de notas à Legislação Correlata, de Legislação Trabalhista Especial, de Regimento Interno do TST, de Súmulas do STF, STJ e outros, sendo que a Portaria no 3.214, de 08 de junho de 1978 - aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V do Título II, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Entre essas Normas a NR 6 declina que os empregados são obrigados a usar o(s) Equipamentos de Proteção IndividuaI e se responsabilizar pela guarda e conservação deste(s), sendo que o Art.166 dispõe que “A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados” (HIRATA; FILHO; 2002).

MIRANDA, 1998 também fala sobre esses equipamentos - luvas, máscaras, gorros, óculos de proteção, capotes (aventais) e botas - que precisam estar em boas condições de uso, possuir o certificado de aprovação do Ministério do Trabalho e ser adequados a cada situação a que se destinam.

Acidentes de trabalho são na maioria evitáveis pelo uso dos equipamentos de proteção individual (EPI’s), sendo que os deslizes devem-se geralmente a atos inseguros, em que as normas de segurança não são seguidas. Na ocorrência de um acidente no local de trabalho, deve ser procurada a supervisão do setor onde ele ocorreu, o médico ou enfermeiro do trabalho ou técnicos de segurança, quem estiver no local de trabalho. Em seguida, proceder ao encaminhamento ao serviço de medicina do trabalho.

Em Portugal, segundo Teixeira, 2009, a área da enfermagem do trabalho há já algum tempo vem assumindo papel importante na área da Saúde Ocupacional, havendo a abordagem desta temática nos Cursos de Enfermagem Geral (teórica e prática), os Cursos de Especialização em Enfermagem de Saúde Comunitária (opção em saúde ocupacional) e mais recentemente a inclusão em alguns dos currículos dos Cursos de Licenciatura em Enfermagem do Trabalho.

O autor fala da necessidade, em curto prazo, da inserção de cursos de pós-licenciatura em enfermagem de saúde ocupacional, com o objetivo de suprir as carências de mercado destes técnicos de saúde, sendo que os enfermeiros, juntamente com outros profissionais de saúde, podem planejar, organizar e gerir a saúde ocupacional intra e inter empresas, cabendo às Faculdades de Enfermagem se unirem no sentido de implementarem, efetivamente, esta pós-graduação, que já recebe o incentivo de organizações mundiais, como American Association Occupational Health Nurses (AAOHN) ou a Federation of Occupational Health Nurses within European Union (FOHNEU), entre outras.

A Associação Nacional de Enfermeiros do Trabalho (ANET) foi recentemente criada em Portugal, e tem desenvolvido um trabalho notável em termos de desenvolvimento e projeção da enfermagem do trabalho (Teixeira,2009).

No Brasil seriam muito bem vindas atitudes nesse sentido.

4 CONCLUSÕES

Como visto, as doenças profissionais advêm, em muitos casos, da inalação deprodutos químicos, também introduzidos no organismo através da pele e sistema digestivo, e da não observação deproteção adequada em máquinas e no próprio trabalhador.

Atitudes voltadas para a própria segurança e à daqueles à sua volta são imprescindíveis por parte dos trabalhadores, em todo e qualquer ambiente de trabalho. Entre outros procedimentos, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual adequados a cada ocupação, e em perfeito estado de conservação, representa grande diminuição dos riscos de contrair doenças como a silicose industrial, enfocada neste trabalho.

O profissional da Enfermagem do Trabalho tem de ser, também, um ótimo professor, fazendo com que cada funcionário sob seus cuidados atente para todas as possibilidades de acidentes no ambiente em que atuam.

Todos os detalhes envolvendo a prevenção de doenças, em casos de exposições em que as normas de segurança não foram seguidas, devem ser executados com precisão pelo enfermeiro do Trabalho, sem perda de tempo, que pode representar a não contaminação do empregado (Exemplo: Em casos de exposições de mucosas, a lavagem deve ser feita com água ou solução fisiológica. Não utilizar éter, hipoclorito ou glutaraldeido, pois podem causar irritação local e aumentar ou mascarar a área exposta - Ministério Da Saúde, 2008)

Supervisionar constantemente o saneamento dos locais de trabalho, para certificar-se das condições adequadas aos empregados, dando-lhes instruções em cada situação de risco e planejando treinamentos e regras para evitar acidentes, é fundamental na atuação da Enfermagem Ocupacional consciente da sua importância dentro e fora do local de trabalho.

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