Ginastica na escola

Ginastica na escola

(Parte 1 de 3)

2 ÍNDICE

APRESENTAÇÃO3
I - INTRODUÇÃO4
I - CONCEITO7
I- OBJETIVOS8
1 - ATITUDINAIS8
2 - CONCEITUAIS8
3 - PROCEDIMENTAIS9
IV - CLASSIFICAÇÃO10
1 - GINÁSTICA GERAL10
1.1 - GINÁSTICA FORMATIVA10
1.2 - GINÁSTICA ARTÍSTICA1
1.3 - GINÁSTICA RÍTMICA DESPORTIVA13
FORMAS BÁSICAS DE MOVIMENTO15
MÃOS LIVRES17
CORDA23
ARCO23
BOLA24
MAÇAS24
FITA25
1.4 - GINÁSTICA DE MANUTENÇÃO25
2 - GINÁSTICA MÉDICA29
V - CONCLUSÃO30

VI - BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................. ........................ 32

3 APRESENTAÇÃO

Na tentativa de se estabelecer o conhecimento a ser discutido e socializado pela Educação Física, estudiosos concluíram, entre outros, que a ginástica pertence a cultura corporal, princípio filosófico definido para a escolha dos conteúdos. A fim de subsidiar os professores da rede de ensino municipal, a SEMED, junto com uma equipe de professores, se embuiam na elaboração de cadernos pedagógicos, dos conteúdos estabelecidos na proposta Pedagógica do Município de Aracaju.

O caderno que ora apresentamos, delimita o conteúdo

GINÁSTICA, de forma a facilitar sua aplicação nas aulas de Educação Física.

A Estrutura Básica do caderno consiste no histórico, definição e classificação da ginástica, utilizando uma linguagem simples e informações atualizadas.

Para o estudo da ginástica, como de qualquer conteúdo, é imprescindível conhecermos seu surgimento e sua evolução para não cairmos no erro da ausência de sentido significado que acompanhou a escola tradicional todos esses anos de educação brasileira.

Os estudos históricos demonstram que, as atividades físicas exercidas pelos primeiros hominídeos embasaram a evolução das ginásticas. A partir das atividades de caça, pesca, lutas, diversão e culturação a deuses com danças e representações, os homens perceberam o potencial de suas capacidades físicas como força, destreza, resistência e equilíbrio, passando a estruturá-las em benefício próprio.

histórica definia as características da atividade físicaNo
a estética, com o culto do corpo beloAcreditavam ainda,

A conjuntura política/social e econômica de cada época mundo antigo, em suas principais cidades, GRÉCIA e ROMA, as atividade eram voltadas para guerra, fonte de riqueza, e para que a atividade física era tão importante para a educação do homem como a intelectual, assim era obrigado a constar no currículo dos que podiam estudar.

Com a decadência do mundo antigo, em virtude do seu empobrecimento, e surgimento do cristianismo, modifica-se a forma de encarar a atividade física.

do homemO medievo determina que só as atividades voltadas
educação do homemAs pessoas contra as atividades corporais

Ela agora pertence ao mundo mundano, indigno a formação para o espírito e contemplação de Deus, deveriam integrar a exercidas pela igreja e as proibições a evolução intelectual gera insatisfação na elite pensante à época surgindo o movimento humanista, que declara o homem o centro do universo e não mais Deus, como dilata a igreja. Concomitante, a máquina entra em ação engendrando uma transformação social e intelectual.

O trabalhador que iria enfrentar as máquinas modernas, deveria dominar a leitura, os números e Ter músculos fortes, estes serviriam também para defesa da pátria, visto que, a modernidade suscitou grandes confrontos armados, exigindo dos soldados um preparo físico específico. Com isso a atividade corporal é revalorizada e começa a estorcar as primeiras sistematizações dos exercícios. Os primeiros desta prática são os alemães, suecos, dinamarqueses e franceses que elaboram os métodos ginásticos, de se denominaram com o nome dos países.

perspectiva de ginástica rítmica e da ginástica feminina

Na Alemanha, a ginástica era executada em aparelhos e em contato com a natureza, tendo um caráter pedagógico, de formação moral e disciplinar, e onde surgiu as primeiras Cabe também a Alemanha a introdução de aparelhos portáteis na ginástica, o improviso na atividade corporal, a valorização do rítmico e o contato do corpo com o solo.

corpoNa seqüência do seu desenvolvimento, o método francês

O método francês preocupava-se com o aperfeiçoamento motor, considerando as dimensões anatomo / fisiológicas do da ênfase nas qualidades físicas mais utilizadas na vida quotidiana, na economia de energia, no desenvolvimento físico integral, no aumento da resistência orgânica, valorizar aptidões através dos exercícios naturais, repudiando os artificiais.

desenvolvimento harmonioso no corpo”(CRESPO-1987). Era

Na Suécia os estudiosos “propunham um método de educação física com finalidades higiênicas e corretivas, integrando exercícios racionais e tendo em vista o composto por exercícios analíticos, racionais, simples e localizadas, e tinha abrangência pedagógica, militar, médica e

estéticaPropunham a lição de ginástica dividida em 3

6 momentos: exercícios dinâmicos e atitudes final.

Criticando a regidez de movimento e de estrutura do método sueco, surge a ginástica neo-sueca, que se caracteriza pelos movimentos de balanços e oscilações, dando ênfase a música e a alegria com movimentos rítmicos e globais.

A contribuição americana para o desenvolvimento da ginástica veio com a elaboração da CALISTENIA que, inspirada no método sueco, defendia uma ginástica com exercícios livres e ritmados, onde homens, mulheres e crianças podiam praticá-la sem que fossem ginastas. A princípio, a Calistenia foi usada nos EUA como ginástica feminina, mas introduzida na escola serviu para todos. Divulgada pela Associação Cristã de Moços,

características a predominância de formas analíticas

tinha como princípios a higiene e a educação, e como ( localizadas ) e dos movimentos sobre as posições, exercícios livres e com pequenos aparelhos ( halteres, bastões, etc ), divididos em oito grupos e a associação da música do ritmo dos movimentos.

primeira escola militar em terras brasileirasO método
ginástico que serviu a escola foi o AlemãoEntretanto, na

Estruturada na Europa, a ginástica chega ao Brasil no século passado, com a vinda da família real e a fundação da escola civil o método instituído foi o Francês que só cedeu lugar a Calistenia.

A evolução da ginástica acelera a partir da Segunda guerra mundial, junto com a tecnologia e com a pósmodernidade, aperfeiçoando seus exercícios e ampliando sua área de abrangência, sendo reconhecida como de fundamental importância na cura, prevenção e reconstituição de doenças degenerativas, como também o culto ao corpo, característica da sociedade hodierna, proporcionando o belo estético e o belo espetáculo, princípios defendidos desde a idade antiga.

“A arte de exercitar o corpo nu”, para o mundo grego, ampliou-se para “conjunto de exercícios corporais com o objetivo de aprimorar ou corrigir as capacidades físicas”(NASCENTE, 1988), como também, “arte ou ato de exercitar o corpo para fortifica-lo e dar-lhe agilidade; o conjunto dos exercícios corporais sistematizados para esse fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos educativos, competitivos, artísticos, terapêuticos, etc” (Holanda, 1986 ).

Assim, podemos entender a ginástica, como forma de trabalho corporal, realizando em espaço fechado, ao ar livre ou na água, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de música, proporcionando experiências corporais que visam a conscientização do próprio corpo, suas possibilidades de movimentos e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de movimentos ritmados, alegres, expressivo, com variações dinâmicas, geral e localizados.

1 - ATITUDINAIS

- Valorizar a ginástica como prática de atividade física;

- Valorizar a cultura corporal do movimento como possibilidade de obter satisfação e prazer;

- Resgatar a ginástica como forma de expressão de sentimentos, afetos e emoções;

- Demonstrar cooperação e organização na prática dos exercícios ginásticos.

2 - CONCEITUAIS - Conhecer a origem ginástica;

- Identificar e reconhecer os movimentos do corpo e suas possibilidades de ação;

- Reconhecer as alterações corporais provocadas pelo esforço físico, identificando-as e controlando-as.

- Identificar e reconhecer os movimentos do corpo e suas possibilidades de ação;

- Compreender as diferentes formas da prática da ginástica;

- Conhecer e reconhecer os diferentes aparelhos e materiais utilizados na prática da ginástica.

3 - PROCEDIMENTAIS

- Proporcionar a utilização de várias formas de comunicação na intervenção do desenvolvimento dos conceitos;

- Demonstrar com clareza e tranquilidade sua compreensão dos conceitos, respeitando a alheia;

- Reconhecer a aplicação dos conceitos adquiridos além dos limites escolares.

IV - CLASSIFICAÇÃO Definimos como divisão da ginástica para nosso caderno:

1 - GINÁSTICA GERAL

Atualmente essa nomenclatura serve para designar o que os alemães chamam de GYMNAESTRADA, que seria uma ginástica de

técnicas e com fins de espetáculoEntretanto para fins

massa, que reúne ginástica e dança sem grandes exigências didáticos, consideramos a ginástica geral, a união das ginásticas que englobam o conhecimento no âmbito escolar nos níveis teórico/prático. Assim temos:

“É aquela que auxilia o desenvolvimento corporal”
( TEIXEIRA, 1997 )Nela estão incluídos os movimentos que
equilíbrio, a resistência, a agilidade e a coordenação

1.1 - GINÁSTICA FORMATIVA desenvolvem a flexibilidade, a força, a velocidade, o Assim como, a consciência dos movimentos das partes do corpo. Desta forma, é fundamental propor situações em que a criança possa explorar tudo que o cerca, deixando-a agir, criar e descobrir de acordo com seus interesses, possibilitando a aquisição de valiosas experiências motoras que lhes darão um melhor conhecimento do corpo e suas possibilidades de movimento indispensáveis ao desenvolvimento da sua consciência corporal.

Tendo como objetivo a formação de uma personalidade ativa corporalmente e participativa desde o início da escolaridade, estimula-se o desejo de realização constante de atividades físicas. Assim, a ginástica formativa, contribui para um aluno conhecedor dos valores positivos da atividade física, estimulando-o a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo à prática de exercícios físicos no seu dia a dia, desenvolvendo um estado de satisfação pessoal e bem estar geral.

1.2 - GINÁSTICA ARTÍSTICA

ginástica competitivaContribuiu para aprimorar as

É uma ginástica com fins competitivos não impossibilitando seu trabalho com fins educativo. Possui exercícios, aparelhos e regulamento próprio, que a define como qualidades físicas, desenvolvendo força, coordenação, flexibilidade, agilidade, concentração, ritmo e disciplina.

aparelhos barra, escada, cordas lisas e com nósFoi
exercícios na barra fixa, aparelho por ele criado
barras paralelasPublicou em 1916, o livro “Die Deutche

Criada em 1802, por D, Francisco de Amóros com os desenvolvida por Ludswich John, que em 1812 coordenou 132 Aperfeiçoou o cavalo de pau colocando alças e criou o aparelho Turn Kunst”, que mencionou pela primeira vez as especificações e classificações correspondentes a ginástica em aparelhos, juntamente com os regulamentos das provas atléticas de equipe.

Em 1839, Enest Eisselmo criou a argola e em 1846,

de ginástica” contendo os primeiros aparelhos coletivosEm

Adolf Spliss, ginástica alemão publicou a obra “Ensinamentos 1986, a ginástica participa da primeira Olimpíadas nos aparelhos barra fixa, argola, cavalo com alça, paralelas e cavalo de salto. Deste momento em diante a ginástica esta evoluindo na sua forma de apresentação, regulamentação e execução.

• APARELHOS - Estão divididos em: - Feminino: Solo, Salto sobre cavalo transversal, trave de equilíbrio, paralelas assimétricas.

- Masculino: Solo, cavalo de salto

12 (longitudinal), cavalo com alça, barra fixa, paralelas, argolas.

• ELEMENTOS - Estão divididos de acordo com o aparelho: - Solo – composto de elementos acrobáticos elementos ginásticos.

• Acrobáticos – rolamentos, roda, parada de dois e três apsias, ponte, reversão, oitava, rippe, Flic- Flac, mortal.

• Ginásticos – Giros, saltos, saltitos, equilibrios e pases.

- Cavalo com alça – aparelho caracterizado por equilíbrio dinâmico, encontramos exercícios de força, movimentos de impulso, volteias, tessuras de frente e traseiras. - Cavalo de salto – os saltos básicos são: o gratsch e

Hocke - Trave de equilíbrio – os exercícios são os mesmos de solo. - Barra Fixa, Paralelas Assimétricas e Paralelas –

lançamentos, os impulsos e os kippes

possuem exercícios básicos semelhantes diversão dominar os giros para frente e para trás, os Predominância de exercícios de impulsos, frequente troca de varais, alternância de elementos de apoio e

13 suspensão, mudança de direção dos movimentos evitando paradas. - Argolas – exercícios de embalos, kippes, exercícios de força e equilíbrio.

1.3 - GINÁSTICA RÍTMICA DESPORTIVA

a Ginástica ModernaPraticada a mãos livres e com aparelhos

“Ginástica Rítmica Desportiva” Uma atividade essencialmente feminina que tem como base desenvolvendo-se sempre com acompanhamento musical.

Com regulamentação específica, é uma arte dinâmica, criativa, natural, orgânica, com movimentos de características próprias, diferentes das outras escolas de expressão corporal, praticada a noções livres e com aparelhos, desenvolvendo a beleza plástica, graça e elegância, formando um conjunto harmonioso de movimentos e ritmos. g Características Fundamentais – a leveza, a fluência , o ritmo e a dinâmica são as características da Ginástica Rítmica; seus movimentos serão sempre fluentes, naturais e vivos. g Objetivos – A Ginástica Rítmica visa desenvolver o

indivíduo através de movimentos orgânicosProcura desse

modo levar a executante em sua totalidade, a encontrar o equilíbrio e o ajustamento psicossomático. g Considerações Gerais – A palavra Ginástica vem do

Grego e significa exercícios corporais com fins estéticos e salutares ( preservação da saúde ).

De acordo com Erica Saur que faz um retrospecto a

“Ginástica Rítmica” idealizada por Jaques Dalcroze, nos reporta a influência de François Delsarte no campo da Educação e da expressão artística em favor da naturalidade, utilizando o corpo como instrumento de expressão.

Para Dalcroze a “Ginástica de Expressão” e “Ginástica Estética” constituíram, sem dúvida, a base da maioria dos

sistemas de ginástica feminina do nosso séculoPartindo
conseguiu abandonar por completo o campo da educação musical
inicialmente, a sua intuição queria levarChegou a métrica
e não a RítmicaA ginástica rítmica criada por Dalcroze

14 dessas idéias renovadoras, empreendeu experiências no sentido de expressar o rítmo musical por movimentos corporais, entretanto, somente seu discípulo Rudolf Bode pedagogo e Ginasta conseguiu desenvolver uma nova prática do movimento orgânico. Erica Saur ainda afirma que Dalcroze nunca Em vez de colocar o acontecimento dinâmico na essência de uma ginástica, ele se prendeu a figuras musicais, ilustrou-as por movimentos corporais e chegou a um fim diferente daquele a que recebe então o nome de Educação Rítmica ou a “Rítmica” de

Dalcroze que visa o aprimoramento da Educação Musical, enquanto a orgânica de Rudolf Bode procura atingir outros objetivos: O movimento orgânico e expressivo com totalidade e fluência rítmica.

Com a criação desses exercícios naturais Rudolf Bode visava restabelecer no indivíduo a vivência do desenrolar perfeito do seus movimentos inatos.

movimento com expressividade é imperiosaMuitas pessoas

Para Claude Chalanguier (1978) a necessidade de exprimem o desejo de mover-se simplesmente pelo prazer do movimento; desejam correr, saltar, girar, estirar-se e balançar-se. Entretanto esse desejo é mal sucedido porque tais pessoas sentem-se inibidas e sem saber como movimentar- se. g Laban – considerava o movimento humano sob aspectos variados de tempo, peso, espaço e de fluidez levando o gesto expressivo a uma liberação total da alma e do corpo.

Os princípios básicos da Ginástica Rítmica foram fundamentados por volta de 1920, e nos países europeus sua prática era bem difundida.

A primeira vez que se falou internacionalmente em

Ginástica Rítmica foi em 1948 quando a Rússia promoveu uma competição dessa modalidade participando apenas 3 países: Rússia, Bulgária e Tchecoslováquia.

No Brasil a Ginástica Rítmica foi implantada na década de 50 através das escolas de Educação Física por Ilona Peuker. Até então só existia a ginástica mecanizada, localizada e a antiga ginástica Sueca. O primeiro passo para a implantação e divulgação foi

dado com a realização de inúmeros cursos em vários estados

O segundo foi a obrigatoriedade nas escolas de Educação Física e posteriormente nas escolas de ensino primário e secundário.

Para Érica Saur a Ginástica Rítmica desde a sua criação até as décadas de 50 e 60 se manteve com características de Ginástica Escolar diferindo dos outros sistemas ginásticos sem o treinamento competitivo como encontramos em clubes de elite e programas de exibição e competição.

Em 1962 foi aprovada e aceita a Ginástica Moderna para competições internacionais.

Em 1967 – o Brasil participa pela 1ª vez das séries individuais com a ginástica Daysy Barros.

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