Aula sobre Diabetes Mellitus

Aula sobre Diabetes Mellitus

  • CONCEITO DE DIABETES MELLITUS

  • Doença metabólica caracterizada por hiperglicemia e está

  • associadas a complicações, disfunções e insuficiência de

  • vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro,

  • coração e vasos sangüíneos.

  • Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da

  • insulina envolvendo processos patogênicos específicos,

  • por exemplo, destruição das células beta do pâncreas

  • (produtoras de insulina), resistência à ação da insulina,

  • distúrbios da secreção da insulina, entre outros.

  • CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES MELLITUS

  • Diabetes tipo 1 – (10% dos casos)

  • Indica destruição da célula beta é geralmente causada por

  • processo auto-imune, que pode se detectado por auto-anticorpos

  • circulantes como anti-descarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD),

  • anti-ilhotas e anti-insulina, e, algumas vezes, está associado a

  • outras doenças auto-imunes.

  • Leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina.

  • Pode causar cetoacidose, coma e morte.

  • Ocorrer de forma rapidamente progressiva, principalmente,

  • em crianças e adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos),

  • De forma lentamente progressiva, geralmente em adultos.

  • CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES MELLITUS

  • Diabetes tipo 2 – (90% dos casos)

  • Deficiência relativa de insulina.

  • Em geral, mostram evidências de resistência à ação da insulina

  • e o defeito na secreção de insulina.

  • Cerca de 80% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser atendidos predominantemente na atenção básica.

  • Diabetes Gestacional

  • Hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de intensidade variada, geralmente se resolvendo no período pós-parto, mas retornando anos depois em grande parte dos casos.

  • RASTREAMENTO DO DIABETES MELLITUS

  • TIPO 2

  • Idade >45 anos.

  • Sobrepeso (Índice de Massa Corporal IMC >25).

  • Obesidade central (cintura abdominal >102 cm para homens e

  • >88 cm para mulheres, medida na altura das cristas ilíacas).

  • Antecedente familiar (mãe ou pai) de diabetes.

  • Hipertensão arterial (> 140/90 mmHg).

  • Colesterol HDL, abaixo 35 mg/dL e/ou triglicerídeos e acima 150 mg/dL.

  • História de macrossomia ou diabetes gestacional.

  • Diagnóstico prévio de síndrome de ovários policísticos.

  • Doença cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica definida.

  • DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • Principais sintomas de diabetes

  • Sintomas clássicos: poliúria, polidipsia, polifagia e

  • perda involuntária de peso (os “4 Ps”);

  • fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar e

  • infecções de repetição;

  • Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de

  • complicações crônicas como neuropatia, retinopatia ou

  • doença cardiovascular aterosclerótica.

  • DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • Exames laboratoriais para o diagnóstico

  • Glicemia de jejum: nível de glicose sangüínea após um jejum de

  • 8 a 12 horas.

  • Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g): O paciente recebe uma carga de 75 g de glicose, em jejum, e a glicemia é medida antes e 120 minutos após a ingestão.

  • Glicemia casual: tomada sem padronização do tempo desde a última refeição.

DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • Critérios laboratoriais para o diagnóstico de diabetes e

  • de regulação glicêmica alterada

  • Normal: glicemia de jejum < 110 mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose.

  • Intolerância à glicose: glicemia de jejum entre 110 a 125mg/dl.

  • Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl ou quando a glicemia aleatória (feita

  • a qualquer hora)  estiver igual ou acima de 200mg/dl na presença de sintomas. 

  • Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dl. Repetir o exame para confirmação.

DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • DIAGNÓSTICO DO DIABETES MELLITUS

  • Interpretação dos resultados da glicemia de jejum e do teste de tolerância à glicose

AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • DE DIABETES

  • História

  • Resultados de exames relacionados ao diagnóstico de diabetes ou do controle metabólico.

  • Sintomas de diabetes (apresentação inicial, evolução, estado atual).

  • História ponderal, padrões alimentares, estado nutricional atual; em criança e adolescente, crescimento e desenvolvimento.

  • Tratamentos prévios, incluindo dieta e auto-medicação, e tratamento atual.

  • História familiar de diabetes (pais, irmãos).

  • Infecções prévias e atuais; atenção especial à pele, pés, dentes e trato urinário.

  • Uso de medicamentos que alteram a glicemia.

  • História de atividade física.

  • Estilo de vida e outros aspectos que podem afetar o manejo do diabetes.

  • História obstétrica.

  • Presença de complicações crônicas do diabetes.

AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • DE DIABETES

  • Exame Físico

  • Peso, altura e cintura.

  • Crescimento e Maturação sexual (diabetes tipo 1).

  • Pressão arterial.

  • Fundo de olho (diabetes tipo 2).

  • Tireóide.

  • Coração.

  • Pulsos periféricos.

  • Pés (tipo 2).

  • Pele.

AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • AVALIAÇÃO INICIAL DO PORTADOR

  • DE DIABETES

  • Avaliação laboratorial

  • Glicemia de jejum

  • Hemoglobina Glicada

  • Colesterol total, HDL, LDL (para avaliar risco de Framingham)

  • Triglicerídeos

  • Creatinina sérica em adultos

  • Exame de urina

  • • Infecção urinária

  • • Proteinúria

  • • Corpos cetônicos

  • • Sedimento

  • Microalbuminúria (diabetes tipo 2, se proteinúria negativa)

  • TSH (diabetes tipo 1)

  • ECG em adultos

PLANO TERAPÊUTICO

  • PLANO TERAPÊUTICO

  • Tipo 1 – Acompanhamento com endocrinologista.

  • Tipo 2

PLANO TERAPÊUTICO

  • PLANO TERAPÊUTICO

  • Metas de controle glicêmico, metabólico e cardiovascular, e a periodicidade do monitoramento

PLANO TERAPÊUTICO

  • PLANO TERAPÊUTICO

  • TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA HIPERGLICEMIA NO DIABETES TIPO 2

PLANO TERAPÊUTICO

  • PLANO TERAPÊUTICO

  • TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA

  • HIPERGLICEMIA NO DIABETES TIPO 2

  • Condições clínicas em que é recomendado o tratamento imediato com insulina:

  • Emagrecimento rápido e inexplicado.

  • Hiperglicemia grave (> 270 mg/dL), cetonúria e cetonemia.

  • Doença renal.

  • Infecção.

  • Cirurgia.

  • Fase aguda de acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, pacientes criticamente enfermos.

COMPLICAÇÕES CRÔNICAS DA DIABETES TIPO 2

  • COMPLICAÇÕES CRÔNICAS DA DIABETES TIPO 2

  • Microvasculares – retinopatia, nefropatia e neuropatia,

  • Pé diabético.

  • Macrovasculares – doença arterial coronariana,

  • doença cerebrovascular e vascular periférica.

  • Doença Periodontal - infecção localizada da gengiva e dos

  • tecidos de sustentação dos dentes, manifestando-se através de gengivas edemaciadas, hiperemiadas, dolorosas e sangrantes,

  • como também halitose e “amolecimento” e perda dos dentes.

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