Apostila de radiologia

Apostila de radiologia

(Parte 1 de 5)

TECNICIS RIOllOBICIS CONVENCIONAIS

~Técnicas,~--,

191 Técnicas Radiológicas Convencionais ~==::-:

RadJológicas

Convencionais

Técnicoem Radiologia

3. Planos Anatômicos

193 Técnicas Radiológicas Convencionais

Técnicoem Radiologia

Uma posição ereta em pé ( ereta bípede ou ortostática) com-Os braços aduzidos ( abaixados lateralmente ao corpo), sendo que as palmas das mãos, os dedos dos pés e o olhar esteja para o horizonte.

Esta posição específica do corpo é usada como referência para outros termos de posicionamento.

2. Posição Anatômica

Os planos anatômicas são didaticamente subdivididos em: planos de Delimitação, Corte ( Secção) e de Relação.

• Planos de delimitação: Delimitam o corpo e são análogos a inclusão do corpo dentro de uma caixa, com cada face representando uma plano. São eles: superior/inferior; anterior/posterior, lateral direito e esquerdo.

• Planos de Secção/Corte: Sagital ( divide o corpo em partes direita e esquerda);

Corona1 Ou Frontal ( divide o corpo em partes anteriores e posterior) e Transversal consiste num plano imaginário que obedece ao princípio de construção corpórea Antimeria e será detalhada em sala de aula.

• Planos de relação: são aqueles utilizados para relacionar estruturas anatômicas, logo pelo menos 2, Ex.: medialllateral; proximal/médio/distal; superficial/profundo;

externo/interno
análogos como por exemplo: superior/cranial/cefálico

Observação importante: Em sala de aula, detalharemos melhor com exemplos, pois existem termos 4. Movimentos

1. FlexãolExtensão: movimento em que o ângulo da articulação é aumentado ou diminuído.

2. Eversãollnversão : movimento de força para fora ou dentro do pé. Refere-se exclusivamente à articulação do tornozelo.

E essencial que cada pessoa que planeja trabalhar como técnicoltecnólogo/radiologista

Compreenda claramente a terminologia comumente utilizada no posicionamento radiográfico médico. Esta parte relaciona, descreve e ilustra aqueles tennos comumente usados compatíveis com a terminologia de posicionamento e incidência adotada e publicada pelo The American Registry of

Radiologic Technologists em janeiro de 1990. *Estes termos geralmente são compatíveis com aqueles usados no Canadá, de acordo com a Canadian Association of Medicai Radiation

Technologias e com aqueles descritos pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Nomenclatura Anatômica de São Paulo, 1997.

Uma radiografia consiste num filme ( Kodak, p.ex.) contendo uma imagem processada de uma parte anatômica de um paciente ( devido a interação físico-químia do feixe de raios X sobre o filme), Radiografia é a Realização de Imagens Radiográficas.

sinônimos. E fica mais "feio" quando o pedido está escrito: RX deO feixe de raios X refere-se

Nota: Na prática, os termos radiografia de Raios X são freqüentemente utilizados como especificamente à radiação enquanto radiografia à imagem ou ao estudo radiológico.

POSICIONAMENTO RADILÓGICO Posição Gerais do Corpo

194 Técnicas Radiológicas ConvencionaisTécnico em Radiologia

1. Posição Lateral : Pode ser esquerda ou direita, lembrando que numa posição lateral verdadeira a parte estará a 90" ou perpendicular ( em ângulo reto) com uma incidência AP ou PA verdadeira.

2. Posição Oblíqua: Consiste numa posição inclinada de forma anterior ou posterior. E ainda, OAD ( nadador inversa/invertida), OAE, OPD e OPE ( posição do nadador).

3. As demais posições serão descritas em sala de aula.

1. Decúbito: A posição de decúbito (,;'deitado") pode ser subdividida em: Ventral, Dorsal e

Lateral ( direita/esquerda). Indicando cada uma delas qual plano anatõmico de delimitação ser relaciona com a superfície em que o paciente se encontra. 2. Ereta: A posição ereta ( "reto, certo") pode Ser: sentado ou em pé. Podemos ainda falar em posição ortostática ou ereta bípede para a posição ereta em pé. 3. Plano inclinado-:-A posição de plano inclinado pode ser: Trendelemburg ou Fowler. Na posição de Trendelemburg a pessoa estará em decúbito dorsal com o plano do corpo inclinado de forma que a cabeça fique inferior aos pés. A posição de Fowler consiste no inverso.

4. Posição de Litotomia: Do latim "litos" - pedra e "Iomein" = corte. Consiste numa posição muito utilizada até hoje para a remoção cirúrgica de cálculo renal, muito parecida com a posição ginecológica. Consiste numa posição de decúbito dorsal com semi flexão dos joelhos ( genicular ) e leve abdução das pernas ( entreabertas), podendo se utilizar suportes e mesa especial.

Posições Específicas do Corpo Utilizaremos para especificar uma das posições gerais.

3. Rotação MetdiLI ( Interna ) / Lateral ( Externa): rotação de uma parte do corpo, deslocando a face anterior da parte para dentro/fora em relação ao plano mediano. 4. Abdução/adução: Consiste no movimento de afastamento/aproximação de uma parte do corpo em relação ao plano mediano. 5. Supinação/Promoção: Consiste no movimento de rotáção interna/externa da mão.

6. Circundução: Consiste num movimento amplo e que envolve seqüências de flexão, abdução, extensão e adução, resultando em um movimento do tpo cone.

No decorrer do curso, veremos que falar "deitado" é um termo vulgar para a linguagem técnica. É preciso dar preferência a termos técnicos e científicos quando se está em ambiente profissional, a adequação da linguagem deve serfeita somente para o paciente e acompanhante.

O posicionamento radiológico/radiográfico refere-se a maneira ou ao modo de um paciente em determinar ou descrever posições a fim de se demonstar radigraficamente partes especificas do corpo na radiografia ou em outros receptores de imagem. Didaticamente dividiremos as posições em gerais e especiais (específicas), que ser referem ao paciente e posteriormente estudaremos as posições das partes, assim denominado para o estudo específico em TRCE.

Incidências Gerais PROJEÇÃO

195 Técnicas Radiológicas ConvencionaisTécnico em Radiologia

Observações importantes

• Angular é termo utilizado para se determinar um ângulo no RC, podendo ser angulação caudal ou cranial. Quando nos referimos ao paciente, utilizando o termo inclinar, posicionamento inclinado ou em plano inclinado;

• Existem incidências que são dadas em homenagem a quem descreveu a técnica. Estas estudaremos em cada técnica descrita. Ex.: Incidência de Bretton, Método

de Towne, Incidência de Hirtz, Incidência de Watters

Representa a imagem radiográfica observada do filme ou de outro receptor de imagem através de uma tela f1uoroscópia ( negatoscópio), monitor de computador, televisão etc. A projeção é o inverso exato da incidência e, portanto, não deve ser confundir com incidência.

Atualmente, o termo projeção designa funções diferentes para os diferentes profissionais da área de saúde. Para o técnico a projeção é fundamental para que este possa zelar pela boa Qualidade

Consiste nas incidências mais utilizadas em radiologia. E são elas: i. incidência Póstero-anterior ( P.A): RC indo de um plano posterior para um anterior, sendo perpendicular ao plano coronal. Ex.: Radiograma do tórax. 2. incidência Antero-posterior ( A.P.): RC indo de um plano anterior para um posterior, sendo perpendicular ao plano coronal. Ex.: Radiograma do abdome.

3. Incidência Perfil: A incidência perfil é utilizada de forma muito vaga e nós preferimos os termos Látero-lateral, Látero-medial e Médio-lateral. Nestes casos, o RC pode determinar estruturas que apresentam lados direito e esquerdo como também, estruturas que apresentam plano lateral e mediaI, fato que ocorrem em membros superiores e inferiores.

Incidências Especiais

O objeto desta parte, não é demonstrar todas incidêneias especiais/especificas, pois algumas delas vamos estuda-Ias detalhadamene mais na frente. i. incidência Axial : Consiste numa incidência com angulação do RC. Caso o RC seja caudal ( angulação caudal ou inferior) a incidência é dita súpero-inferior ou céfalocaudal ou crânio-caudal. Caso o RC seja cefálico ( angulação cefálica ou superior) a incidência é ditaínfero-superior ou caudo-cefálico ou caudo-eranial. 2. incidência Apical: Incidência Axial Ínfero-superior.

Corno por exemplo no arco zigomático, crânio, patela

3. incidência Tangencial: Consiste numa incidência que se realiza em superfícies curvas. 4. Incidência Transtorácica: Consiste em qualquer que se relaciona com o tórax.

Incidência consiste na trajetória (trajeto) descrita pelo feixe de raios X (RC ), relacionando planos de entrada e saída. O termo incidência deve ser "restrito à discussão do trajeto do raio central", e não se pode confundir com o posicionamento, 10gb: "colocar o paciente em AP", confere bons risos para nós. Didaticamente subdividimos as incidências em Gerais e Especiais.

Identificadores & Marcadores

196 Técnicas Radiológicas Convencionais

Nesta seção comentaremos sobre alguns conceitos vistos no primeiro período, como: I) Pico de Kilovoltagem;

2) MAs; 3) DfoFilFOF: 4) Efeito Talão; 5) Tamanhos de filme;

Técnico em Radiologia

Até os dias de hoje, existe um grande mistério em relação aos identificadores e marcadores.

Não se consegue por que cada técnico acha que o seu jeito é certo(?). Nós seguiremos o proposto pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e esperamos que no futuro, todos sigam o estabelecimento, afinal é internacional o sistema de identificação e marcação de imagens radiográficas.

Em primeiro lugar, vamos esclarecer os conceitos dos termos que estamos empregando. Quando nos referimos a identificadores, estamos empregando um sistema de marcação da imagem que permita a identificação do paciente ( evitando-se assim, trocas de radiografias). Por exemplo, nome ( iniciais), prontuário etc.

Já os marcadores servem para marcar a radiografia em qualquer aspecto, podendo até mesmo servir como identificação. Por exemplo, data, hora, ordem, plano anatômico, nome do técnico, posicionamento, incidência, unidade de radiologia etc. O sistema de marcação e identificação vem evoluindo muito, principalmente com o avanço tecnológico dos aparelhos.

Para estes fatores nós denominaremos a partir de agora de fatores de exposição ou fatores técnicos. Existem ainda alguns fatores que podem interferir na qualidade da imagem, sem de fato alterar ou modi ficar suas características. São 'eles: o posicionamento do paciente, a incidência realizada, o posicionamento do chassi em relação ao Sistema de Potter-Bucky ou a mesa e faremos um apêndice importante com relação aos identificadores e marcadores.

Embora os critérios de avaliação sejam bastantes subjetivos, a finalidade da imagem ( diagnóstico radiológico) justifica a homogeneidade de "gostos". Costumo dizer: "Uma boa fotografia está para um bom fotógrafo, assim como uma boa radiografia para um bom técnico". É muito diferente a análise de uma imagem radiográfica em relação ao de uma fotografia. Cabe ao técnico reconhecer as qualidades da imagem independente de se saber que estrutura foi radiografada, assim como sabemos quando uma fotografia está ruim, mesmo que quem esteja na fotografia seja a capa da Playboy. As qualidades das imagens que estudaremos são: Densidade, Contraste, Detalhe, Distorção e Efeito Anódio. Sendo que em alguns livros, a última qualidade nem sempre é considerada.

da Imagem ( nosso próximo capítulo). Ao passo que, para o médico o estudo radiológico da imagem e conseqüentemente o diagnóstico radiológico são mais importantes, embora só é possível com uma boa imagem.

DENSIDADE ÓPTICA & CORPORAL Regras de Mudanças da Densidade

197 Técnicas Radiológicas ConvencionaisTécnico em Radiologia

Regra 1 : "Regra dos 30%"

3) Normais quanto a densidade:

2) Superexpostas: 1) Subexpostas:

Entende-se por densidade o grau de enegrecimento da radiografia processada. Podendo ser classificada em densidade corporal e óptica. A densidade corporal é graduada de 1 a 4, ao passo que a densidade óptica é graduada de 1 a 10. Para melhor compreensão este conteúdo será bem ilustrado em sala de aula, de forma prática e objetiva.

Após termos visto a diferença entre as duas, passaremos para os fatores de controle que é subdividido em primário e secundário. O fator de controle primário da densidade é o mAs, que controla a densidade por meio de controle direto da quantidade e intensidade de raios X emitida do tubo de raios X durante uma exposição, como também do tempo de.exposição:'" • Além do mAs como fatoI..de contrÔ1e,ca.distância~ao tubo ae raios X ao filme, distância foco-filme ( DF o..Fl), ta.mbém tem efeito- sobre:a densidãile radiogi74fica, de acordo com a lei do quadrado inverso {, a ser visto na disciplina de equipamentos). Por exemplo, a duplicação da distância reduzirá a intensidade em um quarto. A'lfistância;'portanto, possui um efeito siguificativo sobre a densidade, mas corno geralmente é utilizada uma distância padrão (DfoFi = 102 cm), o mAs torna-se urna variável usada para aumentar ou reduzir a e densidade radiográfica.

Quanto a densidade as imagens podem ser classificar em :

REGRA GERAL: Toda imagem radiográfica deve ser identificada. Fato que é incomum e de desconhecimento para muitos técnicos, daí o grande número de radiografias não marcadas ( o que pode levar a erros diagnósticos irreparáveis para o paciente).

A forma como a identificação é realizada varia muito em diversas unidades de imagenologia. Deve-se dar preferência para a identificação que venha servir corno marcação ( plano anatômico), as quais o identificador indique o plano lateral direito da estrutura, exceto para membros superiores, inferiores e mamas. Nestes últimos casos, deve-se preferir a forma tradicional que consiste na marcação verdadeira ( dupla), por exemplo: FT - D (para o Sr. Fulano de tal, lado direito).

Com relação a região superior ou inferior é necessário se estabelecer um determinado protocolo, por exemplo, no hospital-escola, aprenderemos que na região superior seriam exames realizados sem o uso da mesa com o sistema Potter-Bucky; e na região inferior para exames em que o paciente se relacionasse diretamente com o sistema.

CONSTRASTE 15% kVp ~ 2. mAs

198 Técnicas Radiológicas ConvencionaisTécnico em Radiologia

Regras de Mudanças do Contraste

Definição

O contraste radiológico é definido como a diferença de densidade em áreas adjacentes de uma radiografia. Também pode ser definido como a variação na densidade. Quanto maior esta variação, maior o contraste. Quanto menor esta variação ou menor a diferença entre densidade de áreas adjacentes, menor o contraste.

Quanto ao contraste radiológico as imagens podem ser: I ) Imagem em curta escala

2 ) Imagem em longa escala:

Regra 3: "Regra dos 100%" ou "Regra de duplicação"

O contraste menor ou maior não é necessariamente bom ou mau por si só. Por exemplo, um contraste menor com menor diferença entre densidades adjacentes ( contraste de longa escala) é mais desejável em determinados exames, tais como radiografias do tórax onde são necessários os muitos diferentes tons de cinza para se visualizarem as impressões pulmonares muito finas. Pode ser desejável um maior contraste ( curta escala) para demonstrar determinadas estruturas ósseas, onde é necessária maior diferença em densidades adjacentes para visualizar claramente contornos ou bordas, como para os membros superiores ou inferiores. Entretanto, em geral, as radiografias com contraste muito grande ( escala curta) freqüentemente fornecem mais informações insuficientes, e uma radiografia de menor contraste ou de escala longa demonstrando um maior número de diferentes densidades pode fornecer mais informações diagnósticas e, assim, em geral, pode ser mais desejável. O fator de controle para o contraste é o kVp. O kVp controla ( de forma indireta, pois indica

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