Ancilostomideos

Ancilostomideos

Ancilostomideos

  • Introdução:

  • Duas espécies parasitam o homem causando uma doença anemiante Ancilostomíase

  • São elas:

  • Ancylostoma duodenale

  • Necator americanus

  • Anklos: curva toma: boca

  • A patologia é conhecida como:

  • Amarelão

  • Opilação

  • Doença do Jeca Tatu

TRANSMISSÃO

  • Pela penetração da larva infectante (filarióide) através da via cutânea e via oral(Ancylostoma)

  • Via Cutânea : realização do ciclo pulmonarmenos de ¼ chegam a V.A.

  • VIA Oral: as larvas ingeridas com os alimentos ou água,completam o ciclo sem a fase pulmonar. 90% chegam a V.A.

Habitat

  • V.A.: Intestino delgado,nas infecções pesadas: ileo e ceco.

  • Tempo de vida: Ancylostoma: 6 a 8 anos

  • Necator: menos de 4 anos

  • Larva F. infectante: meio ambiente

  • Caracteríticas das larvas: geotropismo negativo,hidrotropismo,tigmotropismo,termotropismo

Morfologia

  • Ancylostoma: cápsula bucal provida de dentes

  • corpo em S

  • Necator: cápsula bucal provida de lâminas cortantes

  • corpo em C

  • E. Posterior: Macho: expandida

  • Fêmea: ponta fina

  • Ambos: brancos,cilíndricos com até 1 cm de tamanho

  • Ovos: idênticos nos dois gêneros: ovos de Ancilostomideos

  • O nº varia com o gênero e a carga parasitária.

  • Ancylostoma: de 20 a 30 mil/dia

  • Necator: em torno de 9 mil/dia

  • Provido de casca fina com 4 a 8 blastômeros

Ciclo

  • CICLO EVOLUTIVO  É do tipo monoxênico.

  •  1ª No meio externo – vida livre 

  • ovo embrionado, L1, L2 e L3

  • Duas fases

  •  2ª No hospedeiro definitivo – vida

  • parasitária  L3, L4, L5 e adulto.

Ciclo

  • *

  • Por meio da ingestão oral das larvas filarióides (L3) não ocorre o ciclo pulmonar. As larvas perdem a cutícula externa no estômago e migram para o intestino delgado, penetrando na mucosa intestinal. Após a penetração, essas larvas sofrem uma nova muda (L4) e, após alguns dias, essas larvas voltam à luz intestinal, fixam-se à mucosa e iniciam o repasto alimentar, transformando-se posteriormente em L5 e, em seqüência, em vermes adultos (machos e fêmeas).

  • CICLO EXTERNO:

  •  Para o desenvolvimento do ciclo externo é necessário um ambiente adequado representado por um solo arenoargiloso, com bastante matéria orgânica e umidade (acima de 90%), sob temperatura variando entre 20 e

  • 30 graus centígrados além da ausência de luz

  • solar direta (vivem cerca de 6 meses).

Patogenia e Sintomas

  • PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA

  •  Grau de infecção  Carga parasitária, fase da infeccção,

  • localização, idade. etc.

  • Fase aguda  Migração das larvas no tecido cutâneo e pulmonar

  • com instalação dos vermes adultos no I.D. (Coceira da terra)

  •  Lesões cutâneas  Lesões traumáticas e fenômenos vasculares.

  •  Dermatite urticariforme  Prurido, edema e eritema (carreamento

  • de bactérias).

  •  Lesões pulmonares  Hemorragias petequiais, pneumonite difusa

  • e síndrome de Loeffer: febre, tosse

  • produtiva e eosinofilia sanguínea.

  • Fase crônica: Sinais e sintomas  Primários  atividade dos

  • parasitas

  •  Secundários  anemia e hipo-

  • proteinemia

  •  Lesões da mucosa intestinal  * Dilaceração e maceração de

  • fragmentos da mucosa (formação

  • de úlceras hemorragicas).

  • * Edemaciada com infiltração

  • leucocitária (presença de bactérias)

  •  Expoliação sanguínea  Hematofagismo (por cada verme) :

  • N. americanus  0,01 a 0,04 ml/ sangue/dia

  • A. duodenale  0,05 a 0,3 ml/sangue/dia

  •  Anemia (microcítica e hipocrômica), leucocitose, eosinofilia,

  • hemoglobina baixa e hipotroteinemia.

  •  0,1g de albumina ou 0,3 ML de plasma é ingerido por 100

  • N. americanus/dia.

  • SINTOMATOLOGIA  Náuseas, vômitos, flatulência, cólica,

  • indigestão, diminuição do apetite

  • geofagia,

  • edema das pernas

  • debilidade orgânica.

  • “A inteligência do amarelado atrofia-se

  • e a triste figura, incapaz de ação,incapaz de vontade, incapaz de progresso, torna-se escravo dos

  • vermes” (Monteiro Lobato, 1919,

  • Urupês).

  • Em crianças e pessoas subnutridas o quadro chega a simular o de um abdome agudo ou uma apendicite.

  • Também, pode produzir-se insuficiência cárdio-circulatória que, nos casos mais graves, é capaz de levar o paciente ao óbito.

  • É como doença crônica que, em geral, se apresenta a ancilostomíase, por serem os parasitos adquiridos pouco a pouco, em reinfecções sucessivas ao longo dos anos.

  • Os indivíduos bem nutridos suportam as cargas pequenas ou médias desses helmintos, sem sintomas ou com leves manifestações dispépticas.

  • Na maioria das vezes o parasitismo só se manifesta como doença nas precárias condições de vida em que se encontram as populações de áreas endêmicas.

  • Condições essas que são caracterizadas por pobreza, subnutrição, ignorância, falta de higiene e de saneamento.

  • Aí a subnutrição é o pano de fundo para o drama médico, pois a carência de ferro na dieta é fator decisivo para o aparecimento da anemia na ancilostomíase.

Diagnóstico

  • Parasitológico =>

  • Métodos qualitativos : pesquisa de ovos característicos pelos métodos de sedimentação espontânea ,centrifugação.

  • Métodos quantitativos : Método de Stoll =>

  • OPG=> não permitem identificar gêneros e espécies => morfologicamente semelhantes.

  • 35 a 40 ovos/g fezes : 1 fêmea

Classificação do OPG:

  • Classificação do OPG:

  • Em adultos : < 50 vermes: benigna

  • Entre 50 a 200 : sig. clínico com anemia

  • Entre 200 a 500 :infecção média

  • Entre 500 a 1000 : intensa

  • Acima de 1000: muito intensa

  • Hemograma

  • Imunológicos e sorológicos : não são muito usados na prática=> H. A , F.C., imuno, ELISA.

Epidemiologia

  • Solo arenoargiloso e permeável; temperaturas entre 25 e 30°C,

  • bastante materia orgânica, umidade acima de 90% são

  • ideais; preferência por locais temperados e tropicais.

  • Falta de instalações sanitárias e o hábito de defecar no solo

  • (peridomicílio) e andar descalço.

  • Classicamente:  A. duodenale Europa, África, Ásia ociden tal, China e Japão.

  • N. americanus África, sul da China e da Índia, Américas.

PROFILAXIA

  • A profilaxia dessa geoelmintose consta:

  •  Tratamento em massa da população

  •  Instalação de serviço de esgoto

  •  Educação sanitária, ambiental e cívica

Tratamento

  • PAMOATO DE PIRANTEL  Inibe a colinesterase

  • (Piranver, Combantrin) causando a paralisia do verme.

  • (10-20mg/kg/3 dias)

  • MEBENDAZOL  Age bloqueando a captação de glicose

  • (Pantelmin, sirben) e aminoácidos.

  • (100mg/2 vezes ao dia/3 dias)

  • ALBENDAZOL  Larvicida

  • (Zentel) (400mg/dia, dose única)

  •  Suplemento alimentar  Rico em proteínas e Ferro

  •  Anemia  Sulfato ferroso

Larva Migrans Cutânea

  • Também denominada de dermatite serpiginosa e dermatite pruriginosa.

  • Cosmopolita, porém ocorre com maior frequência nas regiões tropicais e subtropicais.

  •  Agentes etiológicos  Ancilostoma braziliensis e Ancilostoma caninum (parasitas do intestino delgado de cães e gatos)

  •  Infecção no homem  As L3 desses ancilostomideos

  • penetram ativamente na pele do homem e migram através do tecido

  • subcutâneo durante semanas ou meses e então morrem.

  •  Sintomas  As partes do corpo frequentemente atingidas:

  • são os pés, pernas, nádegas, mãos e antebraços e mais raramente boca, lábios e palato.

  • No local da penetração das L3, aparece lesão eritemo-papulosa que evolui, assumindo um aspecto vesicular.

  • Produzem intenso prurido

  •  Diagnóstico  Anamnese, sintomas e aspecto dermato-

  • lógico da lesão.

  •  Tratamento  Uso tópico  Cloretila e neve carbônica, que mata a larva pelo frio.

  •  Tiabendazol pomada (4 x ao dia)

  • USO ORAL:

  • IVERMECTINA  150 μg/Kg, dose única, via oral.

  • ALBENDAZOL  200 mg duas vezes ao dia, durante três dias.

  • TIABENDAZOL  25 mg/Kg de peso corporal e por dia, dividido

  • em três tomadas, para ingerir depois das

  • refeições.

Epidemiologia

  •  A larva migrans cutânea é encontrada por toda parte onde se

  • encontrem cães e gatos infectados com ancilostomídeos.

  • O problema é mais frequente em praias e em terrenos arenosos,

  • onde esses animais poluem o meio com suas fezes.

  • Em muitos lugares, são os gatos as principais fontes de infecção O hábito de enterrar os excrementos, tão característico desses

  • animais, e a preferência por faze-lo em lugares com areia,

  • favorecem a eclosão dos ovos e o desenvolvimento das larvas.

  • As crianças contaminam-se ao brincar de areia em depósitos de

  • areia para construção, ou em tanques de areia dos locais

  • destinados para a sua recreação.

Profilaxia

  • Medidas isoladas, tomadas pelos proprietários de animais domésticos.

  • Tratamento dos animais de forma sistemática, com ou sem exame parasitológico prévio.

  • Impedir o acesso de animais aos tanques de areia de escolas e parques com telagem adequada.

  • Nas praias, procurar as áreas que são periodicamente cobertas pelas cheias da maré.

Comentários