Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (ILCOR) . Papel nas novas diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar e cuidados cardiovasculares de emergência 2005-2010

Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (ILCOR) . Papel nas novas...

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.87 no.5 São Paulo Nov. 2006 

Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (ILCOR). Papel nas novas diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar e cuidados cardiovasculares de emergência 2005-2010

 

Sergio Timerman; Maria Margarita Castro Gonzalez; Evandro Tinoco Mesquita; Flavio Rocha Brito Marques; José Antônio Franchini Ramires; Ana Paula Quilici; Ari Timerman

Comitê Científico da Fundação Interamericana do Coração, São Paulo, SP

Palavras-chave: Ressuscitação, parada cardíaca, emergências cardiovasculares.

O algoritmo universal

Muitas das novas recomendações de tratamento estão incluídas no Algoritmo Universal de Parada Cardíaca do ILCOR (fig. 4). Esse algoritmo destina-se a pôr em prática e simplificar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar de lactentes, crianças e adultos vitimas de parada cardíaca (excluindo-se neonatos). Fez-se todo esforço para manter simples esse algoritmo e ainda fazê-lo aplicável a vítimas de parada cardíaca de todas as idades, em todas as circunstâncias. Inevitavelmente, serão necessárias modificações em algumas situações. Cada organização de ressuscitação irá basear suas diretrizes nesse algoritmo do ILCOR, embora possa haver modificações regionais sutis.

Os socorristas começam a RCP se a vítima estiver inconsciente ou não responsiva, sem movimentos e sem respirar. A relação compressão-ventilação na razão de 30:2 é usada por um socorrista para atendimento de uma vítima lactente, criança ou adulto (excluindo-se neonatos). Essa relação é recomendada para o socorrista leigo e para RCP em adulto. Essa única razão foi desenhada para simplificar o ensino, promove a habilidade de retenção, aumenta o número de compressões dadas e diminui a interrupção das compressões.

Uma vez que o desfibrilador é colocado, se for confirmado um ritmo chocável, um único choque é administrado. Independentemente do ritmo resultante, compressão torácica e ventilação (5 ciclos de 30:2 – aproximadamente dois minutos) são retomadas para minimizar o tempo de "não fluxo" (exemplo, tempo durante o qual não são feitas compressões para ações como análise do ritmo). Intervenções de suporte avançado de vida estão dentro de uma caixa no centro do algoritmo. Uma vez que uma via aérea avançada (exemplo, tubo traqueal, via de mascara laríngea [VML] ou combitubo) tenha sido colocada, os socorristas devem fazer oito a dez ventilações/min durante RCP para lactentes (exceto neonatos), crianças e adultos, sem pausas para as compressões torácicas.

O tema de mínima interrupção das compressões torácicas é enfatizado no consenso, e evidência recente indica que essas interrupções ocorrem freqüentemente, tanto fora como no hospital28-29. O tempo de "Hands off" (não realizar compressão torácica) durante a RCP deve ser minimizado.

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