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Placas, hastes e Placas, hastes e parafusos em parafusos em tratamentos de fraturas tratamentos de fraturas

Prof Profªª Dé bora Souto bora Souto

•A fratura da diáfise da tíbia éa fratura de osso longo mais frequentemente tratada pelos ortopedistas.

•Sua incidência émaior em pacientes jovens e as causas mais comuns são o acidente de trânsito e trauma esportivo.

•Nos pacientes mais velhos, a causa mais frequenteéa queda (altura, patológica)

•Nos acidentes de trânsito, devido àalta energia envolvida, 40% das fraturas da diáfise da tíbia são expostas, da mesma forma, queda de altura e trauma direto na perna são causas frequentes.

•As fraturas fechadas diafisárias de tíbia continuam sendo um grande desafio para os ortopedistas.

•Por ser um osso com 1/3 de seu diâmetro com pouca cobertura de partes moles e com localização favorável a traumas de alta energia, algumas fraturas têm prognóstico reservado, com resultados dependentes não sódo trauma em si como da técnica empregada no seu tratamento.

•Os tratamentos conservadores utilizados no passado evoluíam com resultados insatisfatórios nos casos de fraturas instáveis e de alta energia, com incidência de retardo de consolidação, pseudoartrosee consolidação viciosa.

•Quatro métodos de tratamento das fraturas da diáfise da tíbia são atualmente existentes, todas com defensores ardentes:

•a) redução incruentaacompanhada de imobilização gessada e/ou órtesepré-fabricada;

•b) fixação externa;

•c) redução cruenta com osteossíntese(meio cirúrgico);

•d) fixação a foco fechado e uso de pinos intramedulares.

•A maioria das fraturas causadas por traumas de baixa energia, com desvios mínimos e isoladas, é tratada usando-se redução incruenta, imobilização gessada e apoio gradual e rápido, com ou sem conversão eventual para órtesespré-fabricadas, com excelentes resultados.

•Imobilização gessada e/ou órtesespré-fabricadas, é método excelente para o tratamento de grande proporção das fraturas diafisárias da tíbia, pois evita as potenciais complicações do tratamento cirúrgico e a menor custo.

Órteses estáticas - metais e/ou ter moplásticos imobilizadores

•Se o tratamento incruentofor o escolhido, o aparelho gessado ou a órtesedeverámanter um alinhamento aceitável da fratura, além de possibilitar a carga precoce, evitando-se assim a consolidação retardada ou mesmo a pseudartrose, dependendo do tipo da fratura.

•O desalinhamentoaxial ou rotacional, além de encurtamento, causam deformidades e alteram as características de carga nas articulações adjacentes, o que poderáinduzir ao desenvolvimento de artrose pós-traumática.

•As características dos fraturados também influenciam o sucesso do tratamento incruentodas fraturas diafisárias da tíbia. O alinhamento pode ser difícil de ser mantido com aparelhos gessados e/ou órtesesquando hámuito edema ou em pacientes obesos.

•Contenção Elástica: consiste na aplicação de uma ligadura ou meia elástica de forma a restringir a mobilidade e comprimir de forma difusa e moderada a zona lesada, promovendo o retorno venoso e limitando o edema e a hemorragia interna. A ligadura deve (de preferência) começar na extremidade do membro e subir atéacima da zona lesada, mantendo a mesma tensão ao longo da mesma. Em casos particulares pode ser aplicada apenas na articulação lesada (joelho ou cotovelo), tendo sempre o cuidado de verificar o retorno venoso.

•A redução incruenta, que consiste na manipulação forçada do fragmento distal, seguida de imobilização em aparelhos gessados ou talas.

•Ultimamente, os especialistas recomendam o tratamento com deambulação e carga precoces , o que muito influenciou beneficamente a consolidação mais rápida e melhor.

•A maior parte dos pacientes permanece hospitalizada poucas horas ou dias e grande parte estaráapoiando o membro fraturado em duas a três semanas. Controles radiográficos semanais confirmam a manutenção da redução; conforme o edema diminui, o aparelho gessado é trocado por outro mais bem moldado ou órtesepréfabricada.

Placa e parafuso no tratamento das fraturas da Placa e parafuso no tratamento das fraturas da di diáá fise dos ossos da perna fise dos ossos da perna

•A fratura da diáfise dos ossos da perna éuma fratura comum mas com grandes dificuldades de tratamento.

•A recuperação dessas fraturas éextremamente lenta, com afastamento do paciente de sua atividade diária e com possibilidade de deformidade permanente e alterações funcionais definitivas.

As dificuldades e as complicações que são causadas pelo trauma, principalmente os traumas de alta energia, devem ser separadas daquelas causadas pelo trata mento.

•Pacientes politraumatizadocom fraturas dos ossos da perna devem ser separados dos pacientes que apresentam a fratura dos ossos da perna como lesão isolada.

•Os pacientes politraumatizados com fraturas de ossos da perna e os com fraturas expostas de grau I de Gustillocom certeza terão tempo de tratamento longo devido àgravidade de seu trauma.

•Existe concordância para o tratamento dessas fraturas com redução e imobilização gessada. Este método quase sempre evolui para a consolidação da fratura mas restam muitas vezes consolidação viciosa, alterações funcionais e tróficase tempo de afastamento do convívio social e do trabalho muito longo.

•O melhor conhecimento da biomecânica de nosso esqueleto, da tecnologia dos materiais de síntese e de técnica cirúrgica tem direcionado muitos cirurgiões para o tratamento cirúrgico das fraturas dos ossos da perna, tornando o cirurgião ortopedista mais intervencionista no tratamento dessas fraturas.

•Técnicas cirúrgicas modernas não são livres de complicação, mas trazem muitos benefícios ao paciente, principalmente em sua mobilização.

•Atualmente existe concordância no uso da haste intramedular rígida para a fixação das fraturas diafisárias, mas para seu uso énecessária mesa ortopédica para tração, intensificador de imagens e instrumental complexo e caro para sua colocação.

Haste intramedular de aço inoxidável, dispositivo feito com o objetivo de promover a estabilização, correção e fixação óssea. Auxilia a regeneração óssea -não substitui estrututasnormais do esqueleto humano. Haste intramedular tibial

•Os fixadores têm sua indicação precisa nas fraturas expostas do tipo I de Gustillo, nas fraturas mais simples podem ser usados provisoriamente atéa instituição de tratamento definitivo.

•O uso de placas e parafusos possibilita restaurar o alinhamento ósseo e a mobilidade articular precoce, mas não permite apoio precoce e sua colocação leva a lesões de partes moles que podem alterar a cicatrização óssea.

Haste intramedular femoral

•As fraturas da diáfise dos ossos da perna trazem dificuldades de tratamento, seja ele cirúrgico ou conservador, principalmente este, pela possibilidade de deformidade devido àconsolidação viciosa, à presença de sequelasproduzidas pela imobilização que levam a incapacidade funcional irreversível e que são proporcionais àquantidade de energia que gerou o trauma;

•A fixação interna éuma solução para o tratamento das fraturas da diáfise dos ossos da perna, mas a indicação de estabilização cirúrgica das fraturas diafisárias dos ossos da perna érelativa e requer julgamento clínico e cirúrgico experiente;

•Existem dúvidas sobre qual éa melhor indicação de tratamento para as fraturas dos ossos da perna e qual o método a ser empregado.

•Existe uma tendência atual para a estabilização cirúrgica das fraturas diafisárias partindo do uso da fixação biológica com o da redução indireta das fraturas

•O tratamento invasivo das fraturas aumenta os riscos e as complicações, mas isso nem sempre acontece.

•Os riscos de complicação não são motivo para a troca de um tipo de tratamento por outro. Não existe um método de tratamento somente com benefícios e isento de riscos.

Fixadores Externos Fixadores Externos

•Conceituam-se os fixadores externos como aparelhos, geralmente manufaturados em metal, compostos por pinos rosqueados, conectores e hastes de suportes longitudinais, aplicados por técnicas percutâneas, com o intuito de estabilizar um osso ou uma articulação.

•Os fixadores externos têm sua indicação preferencial nas fraturas expostas e, pelo fato de serem menos invasivos, diminuem o risco de infecção, mas aumentam o de perda de alinhamento, com a possibilidade de retardo de consolidação, e trazem complicações precoces nos fios.

•Geralmente, os fixadores externos são montagens simples unilaterais, de uma única barra, combinando as vantagens do baixo custo, da fácil aplicação e do acesso máximo às partes moles. A desvantagem é que o desenho simples limita seu uso em situações onde se torna necessário a montagem tridimensional.

•A montagem simples unilateral éindicada para a estabilização de fraturas diafisárias dos ossos longos, principalmente as de tíbia, associadas à perda tecidual. Com esse tipo de fixadoré impossível estabilizar articulações, fraturas pélvicas ou fraturas diafisárias complexas.

O paciente portatorde fixador externo, seja qual for o caso, não deve ficar restrito ao leito, deve andar, pisando levemente com auxilio de muletas, exercitar as articulações acima e abaixo do segmento fixado. O ATO DE PISAR ESTIMULA O OSSO ENCURTANDO O TEMPO DE USO DO FIXADOR.

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