Assistencia de enfermagem a gestante com dheg no

Assistencia de enfermagem a gestante com dheg no

MARINA CARNEIRO 25 anos - Porto Alegre, RS

  • MARINA CARNEIRO 25 anos - Porto Alegre, RS

  • Quando a mãe não voltou para casa, Alice tinha muitas perguntas. "Cadê minha mãe? Onde está o bebê? Por que minha mãe não volta?" Depois de ouvir as respostas, parou de falar. Tentava, mas não conseguia. Quando conseguia, gaguejava. Com Alice foi assim: primeiro perdeu a mãe, depois as palavras. E só tinha 5 anos. Outros cinco se passaram. E Alice perdeu mais. Um ano de escola, porque não falava direito. O pai construiu uma nova família e quase não a vê. A avó ficou doente e não pode mais trabalhar como doméstica. No ano passado, mais uma filha morreu, ela passou a criar outro neto. Quem sustenta a todos é a bisavó, de 77 anos. Alice hoje tem 10. E uma vida que já não cabe em palavras.

Acolher a gestante no pré-natal e orientar sobre a DHEG, suas causas e seus cuidados

  • Acolher a gestante no pré-natal e orientar sobre a DHEG, suas causas e seus cuidados

  • Manter níveis tensionais estáveis

  • Monitorizar vitalidade fetal

  • Garantir ganho de peso adequado

  • Buscar o envolvimento e participação da gestante e da família

Orientar a gestante sobre tratar-se de uma gestação de alto risco e a necessidade de:

  • Orientar a gestante sobre tratar-se de uma gestação de alto risco e a necessidade de:

    • Acompanhamento através das consultas de pré-natal regulares;
    • Realização de exames periódicos;
    • Uso da medicação específica;
    • Observar e informar a presença de edema (em especial na face e membros superiores).

Informar a gestante e seu acompanhante sobre a DHEG, com foco nos aspectos relativos à:

  • Informar a gestante e seu acompanhante sobre a DHEG, com foco nos aspectos relativos à:

  • Sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia (cefaléia, tontura, epigastralgia) e a necessidade de busca do serviço de saúde quando na presença destes.

Monitorar a PA a cada consulta de pré-natal

  • Monitorar a PA a cada consulta de pré-natal

    • Preferencialmente no mesmo braço, na posição sentada para obter leituras consistentes e exatas.
  • Registrar achados no prontuário e cartão da gestante.

  • Orientar sobre:

    • Orientação sobre dieta;
    • Repouso relativo em DLE;
    • Uso da medicação especifica;
    • Efeitos colaterais possíveis da medicação;
  • Restrição e/ou abandono do uso de álcool e fumo.

Monitorar atividade cardíaca fetal a cada consulta de pré-natal

  • Monitorar atividade cardíaca fetal a cada consulta de pré-natal

  • Registrar achados no prontuário e cartão da gestante.

  • Orientar para observação da atividade do feto:

    • Diariamente, com > de três movimentos por hora;
  • Necessidade de busca do serviço de saúde quando na ausência ou redução destes movimentos.

Pesar diariamente e se não for possível, a cada dois dias.

  • Pesar diariamente e se não for possível, a cada dois dias.

    • Mesmo horário
    • Mesma balança
  • Orientar sobre a dieta hiperprotéica e hipocalórica, rica em líquidos.

  • Investigar edema em MMII, mãos e face.

  • Orientar quanto à necessidade de busca do serviço de saúde quando aumento de peso acima de 500g por semana.

Estimular e encorajar a participação da família no cuidado a gestante: Agendar consultas considerando a disponibilidade de acompanhamento da família e/ou pai da criança

  • Estimular e encorajar a participação da família no cuidado a gestante: Agendar consultas considerando a disponibilidade de acompanhamento da família e/ou pai da criança

  • Garantir a realização de visita domiciliar do ACS para orientação da gestante e da família;

  • Estimular a gestante para adesão ao tratamento, monitoramento do edema e da vitalidade fetal.

Acesso ao pré-natal de alto risco

  • Acesso ao pré-natal de alto risco

  • Contra referencia para a atenção básica

  • Manter vinculo no posto

  • Equipes incompletas

  • Ausências de protocolos

  • Objetivo: Controlar reações adversas da DHEG e evitar complicações para mãe e o RN.

Acolher a gestante com DHEG

  • Acolher a gestante com DHEG

  • Manter acesso venoso pérvio

  • Administrar medicação específica nos casos de pré-eclâmpsia grave

  • Monitorizar estado geral da gestante e intercorrências

  • Monitorizar vitalidade fetal

  • Buscar o envolvimento e participação da família

Prestar apoio emocional

  • Prestar apoio emocional

  • Informar a gestante e seu acompanhante sobre a DHEG.

  • Orientar para comunicar a equipe nos casos de alterações:Neurológicas (cefaléia) Visuais (escotomas) Gastrointestinais (epigastralgia, vômitos, e dor em abdome superior direito).

  • Realizar registro em prontuário

Instalar acesso venoso calibroso com cateter curto no 16 ou 18.

  • Instalar acesso venoso calibroso com cateter curto no 16 ou 18.

    • Observar medidas de biossegurança
    • Evitar o uso de scalp
  • Coletar amostra de sangue para exames de rotina.

Monitorizar PA 2/2 horas;

  • Monitorizar PA 2/2 horas;

  • Manter DLE;

    • Orientar sobre os benefícios da posição de DLE para a manutenção dos níveis tensionais;
  • Administrar anti-hipertensivo de acordo com prescrição médica;

    • Monitorar os efeitos colaterais das medicações aplicadas;
  • Observar o estabelecimento de alterações:

    • Neurológicas (cefaléia, torpor, obnubilações, hiperreflexia).
    • Gastrointestinais (epigastralgia, vômitos, e dor em abdome superior direito).

Iniciar ataque de sulfatoterapia conforme prescrição médica e:

  • Iniciar ataque de sulfatoterapia conforme prescrição médica e:

    • Instalar dose de Ataque (6g em 100 ml de SG 5% em 30 min)
    • Manter controle rigoroso de gotejamento (em bomba de infusão);
    • Orientar a gestante sobre os efeitos adversos da medicação (calor generalizado, taquicardia, náuseas, rubor).
    • Manter gluconato de cálcio 10% em lugar de acesso fácil.
    • Suspender e notificar se houver alterações de débito urinário, freqüência respiratória e ou reflexos patelares;

Instalar sonda vesical de demora, observando técnica asséptica.

  • Instalar sonda vesical de demora, observando técnica asséptica.

  • Verificar, mensurar e registrar débito urinário:

    • Dosar proteína na urina com fita teste. *
    • Monitorar características e débito horário;
    • Se débito > 30 ml instalar a manutenção;
    • Registrar em prontuário
  • Monitorar freqüência respiratória (acima de 16 mr/min)

  • Iniciar dose de manutenção da sulfatoterapia (12g em 500 ml de SG, vazão 84 ml/hora infundido em 6 horas):

    • Manter os cuidados idênticos à dose de ataque
  • Administrar hidralazina conforme prescrição médica e:

    • Manter a seringa devidamente identificada (medicação/data/hora),
    • Monitorizar rigorosamente os níveis tensionais antes de administrar dose prescrita e a cada 30’;
    • Orientar a gestante quanto aos efeitos adversos da medicação (rubor, palpitações, náuseas, vômitos, cefaléia).

Informar a família sobre as condições da gestante e do feto

  • Informar a família sobre as condições da gestante e do feto

  • Solicitar informações adicionais sobre evolução e duração do quadro

Objetivo: Reverter quadro convulsivo e evitar complicações

  • Objetivo: Reverter quadro convulsivo e evitar complicações

Manter vias aéreas pérvias

  • Manter vias aéreas pérvias

  • Implementar terapêutica medicamentosa

  • Registrar alterações

  • Possibilidade de parto cirúrgico

  • Buscar o envolvimento e participação da família

Lateralizar face,

  • Lateralizar face,

  • Aspirar secreções, quando necessário,

  • Instalar protetor bucal tipo cânula de Guedel,

  • Instalar oxigenoterapia por cateter nasal, 3/5 litros/min.

  • Manter material de entubação disponível e preparado

  • Realizar registro em prontuário

Instalar sulfatoterapia e terapêutica anti-hipertensiva conforme prescrição medica:

  • Instalar sulfatoterapia e terapêutica anti-hipertensiva conforme prescrição medica:

    • Observar orientações no protocolo de pré-eclâpmsia grave
  • Instalar terapia anticonvulsivante conforme prescrição medica:

    • Monitorizar nível de regressão dos sinais e sintomas
    • Observar efeitos adversos
    • Registrar em prontuário medicação e intercorrências
  • Manter carro de urgência preparado e próximo ao leito

Registrar em prontuário:

  • Registrar em prontuário:

    • Características da crise convulsiva
    • Níveis tensionais pré e pós crise
    • Drogas administradas
    • Exames colhidos
    • Estado geral após terapêutica em especial, nível de consciência.
    • Vitalidade fetal
  • Presença de STV

Realizar tricotomia.

  • Realizar tricotomia.

  • Notificar centro cirúrgico

  • Em caso de transferência para outro hospital, garantir:

    • Vaga em hospital terciário
    • Garantir oxigenoterapia de acordo com o quadro clínico
    • Manter acesso prévio
    • Manter sonda vesical de demora
    • Monitorar a PA
    • Dose de ataque da sulfatoterapia realizada
    • Dose de manutenção da sulfatoterapia instalada

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