Ccih - comissão de controle de infecção hospitalar

Ccih - comissão de controle de infecção hospitalar

(Parte 1 de 2)

FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE

CURSO ENFERMAGEM

DISCIPLINA: MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

DOCENTE MARIA TEREZA MAGALHÃES

CCIH

COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Vitória da conquista – BA

Agosto de 2010

ALINE GISELA

DANIELLE YAMAUCHI

GRAZIELLE RODRIGUES

MAURIZIA

MÉRCIA MENDONÇA

PAULA RIBEIRO SÁ

SANDRO VASCONCELLOS

SIMONE

TÂNIA CIBELLE

THATIANE BEZERRA

CCIH

COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Vitória da Conquista –BA

Agosto de 2010

PARA PENSAR...

Os hospitais devem dedicar técnica (cérebro) e trabalho (mãos) para os Programas de Controle de Infecções Hospitalares, mas esses terão um desempenho precário se não estiverem impregnados de alma e de coração.

Não há fórmulas mágicas para garantir esses ingredientes.

Eles vão depender fundamentalmente das pessoas – seres humanos – que

desenvolvem os Programas

.

Uma verdade é óbvia: ninguém cuida de ninguém se não cuida de si mesmo...

Assim um forte componente dos programas de Controle tem que ser o estímulo a auto-estima e fazer as pessoas entenderem que o primeiro e mais importante elemento de uma atividade humana é o julgamento que cada um faz de sua própria atividade.

A felicidade proveniente de um trabalho gratificante vem da capacidade que as pessoas possam ter de entender que o primeiro beneficiário de uma atividade de qualidade deve ser o próprio trabalhador.

Sempre devemos dedicar uma especial atenção à esses elementos em nossas atividades de Controle de Infecção que se constituem, sem dúvida em excelente Escola de Qualidade buscando a Saúde dos Hospitais.

Essas considerações são dedicadas a você que busca um trabalho com qualidade cada vez melhor e não esquece que o centro de qualquer atividade produtiva deve ser o Ser Humano, origem e destino do nosso trabalho.”

 Alexandre Adler

INTRODUÇÃO

O trabalho tem como objetivo ampliar o nosso conhecimento quanto à CCIH – controle de infecção hospitalar- e também sobre as infecções em si, desde as possibilidades de aquisição da infecção hospitalar, os meios de transmissão, e a importância da CCIH nesse contexto.

Abordaremos A CCIH quanto ao seu histórico, competência e objetivos, como também a importância do enfermeiro no trabalho de prevenção de infecções hospitalares, e a importância de lavar as mãos. De antes mão sabemos que a CCIH se tornou obrigatória em todos os hospitais e a profissão se tornou mais valorizada na pratica social de enfermagem por estar à frente e ter um dos principais papéis dentro de uma CCIH determinando então uma nova visão e controle de qualidades baseados em conhecimento científico, exigindo-se assim uma equipe profissional qualificada e atualizada e tendo como conseqüência o crescimento no numero de pessoas interessadas diretamente ou indiretamente nos estudos da enfermagem, consolidando uma importante área, e configurando-lhe significativo grau de autonomia e especificidade.

Através da Professora Maria Tereza Magalhães que sabiamente esta passando todo o seu conhecimento sobre a matéria de microbiologia e imunologia, iremos explanar todos esses itens acima relatados.

CCIH – COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Iremos abordar a seguir o que vem a ser infecção, infecção endógena e comunitária, infecção hospitalar, já que sucede a este problemas a origem e objetivos da CCIH que logo a frente estará sendo abordada.

O que é infecção?

Infecção é uma doença que envolve microrganismos (bactérias, fungos, vírus e protozoários). Inicialmente ocorre a penetração do agente infeccioso (microrganismos) no corpo do hospedeiro (ser humano) e há proliferação (multiplicação dos microrganismos), com conseqüente apresentação de sinais e sintomas.

Estes sinais e sintomas podem ser, entre outros: febre, dor no local afetado, alteração de exames laboratoriais, debilidade, etc.

As infecções podem acometer diversas localizações do corpo de um indivíduo, ou disseminar-se pela corrente sangüínea.

Alguns agentes têm “preferência” por determinadas locais, assim a localização da infecção depende do tipo de microrganismo.

Infecção endógena: é um processo infeccioso decorrente da ação de microrganismos já existentes, naquela região ou tecido, de um paciente. Medidas terapêuticas que reduzem a resistência do indivíduo facilitam a multiplicação de bactéria em seu interior, por isso é muito importante, a anti-sepsia pré-cirúrgica.

Infecção Comunitária: é aquela que já estava presente no momento em que o paciente internou no hospital. Pode até estar em incubação (se desenvolvendo sem se manifestar, em “silêncio”) e aparecerem os sintomas após a internação

Infecção Hospitalar: é uma síndrome infecciosa (infecção) que o indivíduo adquire após a sua hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. Entre os exemplos de procedimentos ambulatoriais mais comuns estão: cateterismo cardíaco, exames radiológicos com utilização de contraste, retirado de pequenas lesões de pele e retirado de nódulos de mama, etc.

A manifestação da infecção hospitalar pode ocorrer após a alta, desde que esteja relacionada com algum procedimento realizado durante a internação. Somente um profissional treinado (médico ou enfermeiro com qualificação especial em Infecção Hospitalar) pode relacionar sinais e sintomas de infecção com procedimentos realizados em unidades de saúde e realizar o diagnóstico de infecção hospitalar.

Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela transmissão de um microrganismo de um paciente para outro, geralmente pelo pessoal, ambiente ou um instrumento contaminado.

Os principais fatores que influenciam a aquisição de uma infecção são de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):

  • Status imunológicos,

  • Uso abusivo de antibióticos,

  • Procedimentos médicos em particular, os invasivos,

  • Imunossupressão

  • Falhas nos procedimentos de controle de infecção,

  • Idade (recém nascidos e idosos são mais vulneráveis).

  • Diabetes Mellitus

  • AIDS

  • Etilismo e tabagismo crônico

Mecanismos de transmissão das infecções hospitalares

A transmissão de microrganismos ao indivíduo suscetível pode ocorrer basicamente por:

> Contato, que pode ser direto ou indireto:

- Contato direto: é a transmissão de microrganismos de uma pessoa a outra, isto é, ocorre através do contato físico, principalmente através das mãos.- Contato indireto: ocorre por meio do manuseio inadequado de equipamentos e materiais ou processamento ineficaz de lavagem, desinfecção e/ou esterilização; compartilhamento de brinquedos contaminados com secreções.

Exemplos de doenças ou agentes transmitidos por contato: vírus sincicial respiratório, rotavírus, vírus parainfluenza.

> Gotículas: ocorre a passagem dos microrganismos através das partículas liberadas durante a tosse, espirro ou fala. Estas gotículas (>5 micra) podem se depositar a curta distância (1 a 1,5 metro) nos olhos, na boca ou nariz.Exemplos de doenças ou agentes transmitidos por gotículas: gripe, meningite, rubéola,

caxumba, micoplasma.

> Via aérea: os microrganismos disseminam-se por meio das gotículas da tosse, espirro ou fala. Elas se ressecam e tornam-se menores, permanecendo suspensas no ar por longos períodos. Se estas partículas (<5 micra) forem inaladas, poderão causar infecção.Exemplos de doenças ou agentes transmitidos por aerossóis: tuberculose pulmonar ou laríngea, sarampo, varicela e herpes-zóster disseminado ou localizado no paciente imunossuprimido.

A infecção ocorre quando um número suficiente de microrganismos alcança um sítio adequado para o seu desenvolvimento, este se multiplica e causa danos ao hospedeiro (paciente ou funcionário).Portanto, a infecção é resultante da interação do microrganismo, do mecanismo de transmissão e do hospedeiro. Em outras palavras, o desenvolvimento da infecção depende da quantidade e virulência do microrganismo, da sua forma de transmissão e da resistência deste indivíduo para combatê-lo. Para evitá-las, devemos agir quebrando os elos nesta interação, como, por exemplo, instituindo na presença de microrganismos de alta transmissibilidade ou importância epidemiológica as precauções específicas (também conhecidas como precauções expandidas), que são baseadas na forma de transmissão (precauções por contato, gotículas e aerossóis).

Quais são os riscos de um indivíduo adquirir infecção hospitalar?

 O atendimento em unidades de saúde apresenta atualmente grande evolução tecnológica. Pacientes que no passado iriam evoluir a óbito, atualmente não só sobrevivem, como têm boa expectativa de vida, muitas vezes, sem seqüelas.

Situações como as de acidentes automobilísticos graves, recém-nascidos prematuros ou de baixo peso e indivíduos que necessitam de transplante de órgãos, são uma demonstração de como o atendimento hospitalar evoluiu.

Em contrapartida, esta melhoria no atendimento e avanço tecnológico aumentou o número de procedimentos possíveis de serem realizados num hospital. Procedimentos que, ao mesmo tempo em que prolongam a vida, trazem consigo um risco aumentado de infecção.

Muitos destes procedimentos são invasivos, isto é, penetram as barreiras de proteção do corpo humano. A primeira barreira de proteção do corpo é a pele, entretanto, é a que mais freqüentemente é rompida por procedimentos hospitalares (ex.: punção de veia para instalação de soro ou coleta de sangue). Ou seja, a melhoria no atendimento possibilita maior sobrevida, mas têm o ônus de elevar o risco de infecção.

Estas técnicas invasivas favorecem a penetração de microrganismos que não pertencem ao corpo do hospedeiro. Para evitar que esta penetração ocorra, os procedimentos precisam ser padronizados de modo a serem desenvolvidos de maneira asséptica (sem a penetração de microrganismos).

História do CCIH   

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