Definição de Liderança

Definição de Liderança

Liderança

Segundo Kouzes e Posner (1996), liderança é relacionamento entre líder e seguidores. Um quadro completo da liderança somente pode ser desenvolvido se perguntarmos aos seguidores o que eles buscam ou admiram em um líder. A pesquisa dos autores mostra que a maioria das pessoas querem líderes que sejam honestos, competentes, visionários e inspiradores. Em resumo Kouzes e Posner (1996), dizem querermos líderes que tenham credibilidade e um claro senso de direção.

Bergamini (1994), afirma que não existe ainda um consenso quanto à definição do fenômeno liderança, tão pouco, não é de estranhar, que a palavra liderança reflita coisas diferentes para diferentes pessoas. Assim sendo, os pesquisadores freqüentemente passam a definir liderança partindo de uma perspectiva individual ressaltando aquele aspecto do fenômeno que seja mais significativo para eles.

Segundo Kotter (1992), a palavra liderança é usada de duas maneiras básicas na conversa do dia a dia:

  • para se referir ao processo de mover um grupo (ou grupos) de pessoas em alguma direção através de meios (principalmente) não coercitivos; e

  • para se referir a pessoas que ocupam posições onde se espera liderança (na primeira definição).

Na conversa normal, de acordo com o autor, a segunda definição é a mais comum, no entanto, Kotter trata a liderança quase sempre no primeiro sentido, como um processo (não como um grupo de pessoas).

Conforme o autor o emprego da expressão liderança “boa” ou “eficaz” tem ainda outros significados, que em sua maioria destacam um ponto-chave. A “boa” e pura liderança move as pessoas em direção a seus verdadeiros e melhores interesses a longo prazo. Não leva as pessoas à beira de um precipício. Não desperdiça seus parcos recursos. Não desenvolve o lado escuro da natureza humana das pessoas.

Os modelos e estudos em liderança envolvem fatores comuns como: a interação entre pessoas e a existência de influência intencional por parte do líder sobre os liderados. No entanto, estes pressupostos são tratados sob diferentes enfoques, que serão abordados a partir de suas principais características.

Segundo Covey (2003), liderança está em comunicar às pessoas seu valor de modo tão claro que elas possam vê-lo como próprio. Essa comunicação não deve ser feita apenas por um indivíduo, mas pela cultura, pela organização em si, sua estrutura, os sistemas, o esquema de remuneração, o processo de seleção, os planos de capacitação e desenvolvimento.

A liderança, conforme Covey (2003), está baseada em princípios e voltada para a eficácia pessoal. O autor acredita ainda em oito princípios que tornam as pessoas mais eficazes e produtivas:

  • ser pró-ativo

  • começar as coisas tendo um fim em mente

  • estabelecer primeiro o primeiro

  • pensar em ganhar-ganhar

  • procurar primeiro compreender e depois ser compreendido

  • criar sinergia

  • afiar a serra ou preparar-se

  • criar sinergia

  • buscar a própria voz e inspirar outros a encontrar a sua independência

Kotter (1992), afirma que a liderança é um assunto obscuro onde sobejam as opiniões. Contudo, é possível fazer algumas afirmações básicas sobre o que ela é dentro do contexto da complexa organização moderna. As conclusões básicas do autor assim se resumem:

1 – A liderança eficaz para qualquer atividade em organizações complexas é o processo de criar uma visão do futuro que leve em consideração legítimos interesses a longo prazo das partes envolvidas nessa atividade; de desenvolver uma estratégia racional para se mover em direção a essa visão; de conquistar o apoio dos principais centro de poder cuja cooperação, anuência ou trabalho de equipe sejam necessários para produzir esse movimento; e de motivar em alto grau esse grupo central de pessoas cujas ações são fundamentais para implantar a estratégia.

2 – Neste sentido, liderança em geral não é a mesma coisa que aquilo que chamamos “administração”, embora, com certeza, os dois não sejam incompatíveis (na verdade, nos dias de hoje, ambos são cada vez mais necessários em cargos gerenciais). No fundo, administração é processo de planejar, orçar, organizar e controlar alguma atividade através do emprego de técnicas (mais ou menos) científicas e de autoridade formal.

3 – Este tipo de liderança é também semelhante a e, contudo, diferente daquilo que muitas pessoas associam a espírito empreendedor. Os empreendedores bem-sucedidos são com freqüência (nem sempre) muito independentes, obstinados e provincianos, e, por isso, não se adaptam bem a organizações complexas, exceto como diretores-presidentes.

4 – O tipo de liderança discutido pelo autor não é do domínio exclusivo do diretor-presidente ou da alta administração. É encontrada, e cada vez mais necessária, em praticamente todos os níveis da hierarquia das organizações. Sem ela, as empresas parecem ter dificuldade para lidar com o ambiente de negócios complexos e de grande intensidade competitiva.

5 – A aparência real desta liderança – que envolva charutos e vozes ríspidas, canções e cadillacs cor-de-rosa, quer envolva algo bem menos importante que qualquer dessas coisas, varia muito em setores e níveis diferentes da empresa. As variações refletem um pouco o contexto específico envolvido (por exemplo, o tipo das pessoas, o tipo e a escala das atividades). Em certo sentido, a abordagem ou estilo associado à liderança eficaz muitas vezes parece “se adaptar” à situação específica em que é encontrado.

Segundo Kouzes e Posner (1996), um conjunto de estudos de pesquisa sobre liderança vem sendo conduzido nas três últimas décadas. Best-sellers recentes focalizam a liderança e líderes. Entretanto, esse campo carece de consenso exatamente sobre o que é liderança, como ela se diferencia da gerência, e se pode ser medida e desenvolvida.

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