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Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental

Esta Norma cancela e substitui as NBR ISO 10011-1:1993, NBR ISO 10011-2:1993,
14012:1996

Origem: Projeto 25:003.07-001:2002 ABNT/CB-25 – Comitê Brasileiro da Qualidade CE-25:003.07 – Comissão de Estudo de Auditoria de Sistema de Gestão da Qualidade CE-38:002.001 – Comissão de Estudo de Auditoria Ambiental e Investigações Correlatas NBR ISO 19011 - Guidelines for quality and/or environmental management systems auditing Descriptors: Auditing. Quality management system. Environmental management system NBR ISO 10011-3:1993, NBR ISO 14010:1996, NBR ISO 14011:1996 e NBR ISO Esta norma é equivalente à ISO 19011:2002 Válida a partir de 29.12.2002

Palavras-chave: AuditoriaSistema de gestão da

qualidade.

Sistema de gestão ambiental

25 páginas

Sumário

Prefácio Introdução 1. Objetivo e campo de aplicação

2. Referências normativas 3. Termos e definições 4. Princípios de auditoria 5. Gerenciando um programa de auditoria 6. Atividades de auditoria 7. Competência e avaliação de auditores

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

Introdução

As séries de Normas NBR ISO 9000 e NBR ISO 14000 enfatizam a importância de auditorias como uma ferramenta de gestão para monitorar e verificar a eficácia da implementação da política da qualidade e/ou ambiental de uma organização. Auditorias também são uma parte essencial das atividades de avaliação da conformidade, tais como certificação/registro externo e avaliação e acompanhamento da cadeia de fornecedores.

sistemas de gestão, em credenciamento ou em padronização na área de avaliação da conformidade

Esta Norma fornece orientação sobre a gestão de programas de auditoria, sobre a realização de auditorias internas ou externas de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, assim como sobre a competência e a avaliação de auditores. É intenção que esta Norma se aplique a um grande número de usuários potenciais, incluindo auditores, organizações que implementam sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, organizações que precisam realizar auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental por razões contratuais e organizações envolvidas em certificação ou treinamento de auditor, em certificação/registro de

Pretende-se que a orientação desta Norma seja flexível. Como indicado em vários pontos do texto, o uso destas diretrizes pode diferir de acordo com o tamanho, natureza e complexidade das organizações a serem auditadas, como também com os objetivos e

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USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS Página 2 de 25 escopos das auditorias a serem executadas. Ao longo desta Norma, orientação adicional ou exemplos em tópicos específicos são fornecidos na forma de ajuda prática em caixa de texto. Em alguns casos a intenção da ajuda prática em caixa de texto é dar apoio na utilização desta Norma em pequenas organizações.

A seção 4 descreve os princípios da auditoria. Estes princípios ajudam o usuário a entender a natureza essencial da auditoria e são uma introdução necessária para as seções 5, 6 e 7.

A seção 5 fornece orientação para a gestão dos programas de auditoria e cobre pontos tais como designação de responsabilidade pela gestão de programas de auditoria, estabelecimento dos objetivos do programa de auditoria, coordenação de atividades de auditoria e disponibilização de recursos suficientes para a equipe de auditoria.

A seção 6 fornece orientação sobre a realização das auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, incluindo a seleção de equipes de auditoria.

A seção 7 fornece orientação sobre a competência necessária a um auditor e descreve um processo para avaliar auditores.

Onde sistemas de gestão da qualidade e ambiental são implementados conjuntamente, fica a critério do usuário desta Norma se as auditorias do sistema de gestão da qualidade e do sistema de gestão ambiental serão realizadas separadamente ou em conjunto.

Embora esta Norma seja aplicável à auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, o usuário pode considerar a adaptação ou extensão da orientação aqui fornecida para aplicação em outros tipos de auditorias, incluindo auditorias em outros sistemas de gestão.

Esta Norma fornece somente orientação, embora os usuários possam aplicá-la no desenvolvimento de seus próprios requisitos relativos a auditoria.

Adicionalmente, qualquer outro indivíduo ou organização com interessem em monitorar a conformidade com requisitos, tais como especificações de produtos ou leis e regulamentos, pode achar útil a orientação desta Norma.

1 Objetivo e campo de aplicação

Esta Norma fornece orientação sobre os princípios de auditoria, gestão de programas de auditoria, realização de auditorias de sistema de gestão de qualidade e auditorias de sistema de gestão ambiental, como também orientação sobre a competência de auditores de sistemas de gestão da qualidade ambiental.

É aplicável a todas as organizações que necessitam realizar auditorias internas ou externas de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental ou gerenciar um programa de auditoria.

A aplicação desta Norma para outros tipos de auditorias é possível, em princípio, contando que, em tais casos, seja dada consideração especial à identificação da competência necessária aos membros da equipe da auditoria.

2 Referências normativas

Os documentos normativos relacionados a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições desta Norma. Para referências datadas, quaisquer emendas ou revisões subsequentes destas publicações não se aplicam. Porém, as partes em acordos baseados nesta Norma são encorajadas a verificar a possibilidade de se usarem as edições mais recentes dos documentos normativos citados a seguir. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes dos documentos normativos referidos. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR ISO 9000:2000, Sistema de gestão da qualidade – fundamentos e vocabulário. ISO 14050:1998, Environmental management – Vocabulary 3 Termos e definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se os termos e definições das NBR ISO 9000 E ISO 14050, a menos que sejam substituídos pelos termos e definições dados a seguir.

Um termo em uma definição ou nota que esteja definido em algum lugar nesta seção está indicado em negrito, seguido da sua numeração entre parênteses. Tal termo em negrito pode ser substituído na definição por sua definição completa.

3.1 auditoria processo sistemático, documentado e independente para obter evidências de auditoria (3.3) e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios da auditoria (3.2) são atendidos

NOTA 1 Auditorias internas, algumas vezes chamadas de auditorias de primeira parte, são conduzidas pela própria organização, ou em seu nome, para análise crítica pela direção e outros propósitos internos, e podem formar a base para uma autodeclaração de conformidade da

USO EXCLUSIVO PARA FINS DIDÁTICOS Página 3 de 25 organização. Em muitos casos, particularmente em pequenas organizações, a independência pode ser demonstrada pela liberdade de responsabilidades pela atividade sendo auditada.

NOTA 2 Auditorias externas incluem aquelas auditorias geralmente chamadas de auditoria de segunda e terceira partes. Auditorias de segunda parte são realizadas por partes que têm um interesse na organização, tais como clientes, ou por outras pessoas em seu nome. Auditorias de terceira parte são realizadas por organizações externas de auditoria independente, tais como organizações que provêem certificados ou registros de conformidade com os requisitos da NBR ISO 9001 OU NBR ISO 14001.

NOTA 3 Quando sistemas de gestão da qualidade e ambiental são auditados juntos, isto e chamado de auditoria combinada. NOTA 4 Quando duas ou mais organizações de auditoria cooperam para auditar um único auditado (3.7), isto e chamado de auditoria conjunta.

3.2 critério de auditoria conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos

NOTA – Critérios de auditoria são usados como uma referência contra a qual a evidência de auditoria (3.3) é comparada.

3.3 Evidência de auditoria registros, apresentação de fatos ou outras informações, pertinentes aos critérios de auditoria (3.2) e verificáveis

NOTA – Evidência de auditoria pode ser qualitativa ou quantitativa.

3.4 constatação de auditoria resultados da avaliação da evidência de auditoria (3.3) coletada, comparada com os critérios de auditoria (3.2)

NOTA – Constatações de auditoria podem indicar tanto conformidade quanto não-conformidade com o critério de auditoria ou oportunidades para melhoria.

3.5 conclusão de auditoria resultado de uma auditoria (3.1), apresentado pela equipe de auditoria (3.9) após levar em consideração os objetivos da auditora e todas as constatações de auditoria (3.4)

3.6 cliente da auditoria organização ou pessoa que solicitou um auditoria (3.1)

NOTA - O cliente de auditoria pode ser o auditado (3.7) ou qualquer outra organização que tem o direito regulamentar ou contratual para solicitar uma auditoria.

3.7 auditado organização que está sendo auditada

3.8 auditor pessoa com a competência (3.14) para realizar uma auditoria (3.1)

3.9 equipe de auditoria um ou mais auditores (3.8) que realizam um auditoria (3.1), apoiados, se necessário, por especialistas (3.10)

NOTA 1 Um auditor na equipe de auditoria é indicado como o líder da equipe de auditoria. NOTA 2 A equipe de auditoria pode incluir auditores em treinamento.

3.10 especialista pessoa que fornece conhecimento ou experiência específicos para a equipe de auditoria (3.9)

NOTA 1 conhecimento específico ou experiência é aquele que diz respeito à organização , processo ou atividade a ser auditada, ou idioma ou cultura.

NOTA 2 Um especialista não atua como um auditor (3.8) na equipe de auditoria.

3.1 programa de auditoria conjunto de uma ou mais auditorias (3.1) planejado para um período de tempo específico e direcionado a um propósito específico

NOTA – Um programa de auditoria inclui todas as atividades necessárias para planejar, organizar e realizar as auditorias.

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3.12 plano de auditoria descrição das atividades e arranjos para uma auditoria (3.1)

3.13 escopo de auditoria abrangência e limites de uma auditoria (3.1)

NOTA – O escopo de auditoria geralmente inclui uma descrição das localizações físicas, unidades organizacionais, atividades e processos, bem como o período de tempo coberto.

3.14 competência atributos pessoais demonstrados e capacidade demonstrada para aplicar conhecimentos e habilidades

4 Princípios de auditoria

A auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios. Eles fazem da auditoria uma ferramenta eficaz e confiável em apoio a políticas de gestão e controles, fornecendo informações sobre as quais uma organização pode agir para melhorar seu desempenho. A aderência a estes princípios é um pré-requisito para se fornecer conclusões de auditoria que são relevantes e suficientes, e para permitir que auditores que trabalhem independentemente entre si cheguem a conclusões semelhantes em circunstâncias semelhantes.

Os princípios seguintes estão relacionados a auditores. a) Conduta ética: o fundamento do profissionalismo

Confiança, integridade, confidencialidade e discrição são essenciais para auditar. b) Apresentação justa: a obrigação de reportar com veracidade e exatidão

Constatações de auditoria, conclusões de auditoria e relatórios de auditoria refletem verdadeiramente e com precisão as atividades da auditoria. Obstáculos significantes encontrados durante a auditoria e opiniões divergentes não resolvidas entre a equipe de auditoria e o auditado são relatados.

c) Devido cuidado profissional: a aplicação de diligência e julgamento na auditoria

Auditores pratiquem o cuidado necessário considerando a importância da tarefa que eles executam e a confiança colocada neles pelos clientes de auditoria e outras partes interessadas. Ter a competência necessária é um fator importante.

Outros princípios se relacionam à auditoria, que é por definição independente e sistemática. d) Independência: a base para a imparcialidade da auditoria e objetividade das conclusões de auditoria

Auditores são independentes da atividade a ser auditada e são livres de tendência e conflito de interesse. Auditores mantêm um estado de mente aberta ao longo do processo de auditoria para assegurar que as constatações e conclusões de auditoria serão baseadas somente nas evidências de auditoria.

e) Abordagem baseada em evidência: o método racional para alcançar conclusões de auditoria confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático de auditoria.

Evidência de auditoria é verificável. É baseada em amostras das informações disponíveis, uma vez que uma auditoria é realizada durante um período finito de tempo e com recursos finitos. O uso apropriado de amostragem está intimamente relacionado com a confiança que pode ser colocada nas conclusões de auditoria.

A orientação fornecida nas seções restantes desta Norma está baseada nesses princípios. 5 Gerenciando um programa de auditoria

5.1 Generalidades

Um programa de auditoria pode incluir uma ou mais auditorias, dependendo do tamanho, natureza e complexidade da organização a ser auditada. Estas auditorias podem ter uma variedade de objetivos e também podem incluir auditorias combinadas ou auditorias em conjunto (ver Notas 3 e 4 da definição de auditoria em 3.1).

Um programa de auditoria também inclui todas as atividades necessárias para planejar e organizar os tipos e números de auditorias e para fornecer os recursos para conduzi-las eficaz e eficientemente dentro do período de tempo especificado.

Uma organização pode estabelecer mais de um programa de auditoria.

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Convém que a Alta Direção da organização conceda a autoridade para gerenciar o programa de auditoria. Convém que aqueles designados com a responsabilidade para gerenciar o programa de auditoria a) estabeleçam, implementem, monitorem, analisem criticamente e melhorem o programa de auditoria, e b) identifiquem os recursos necessários e assegurem que eles sejam providos. A figura 1 ilustra o fluxo do processo de gestão de um programa de auditoria.

Figura 1 – Ilustração do fluxo do processo de gestão de um programa de auditoria

NOTA 1 A Figura 1 ilustra a aplicação da metodologia do PDCA (Planejar (Plan) – Fazer (Do) – Verificar (Check) – Agir (Act) nessa Norma. NOTA 2 Os números nessa figura e em todas as figuras subsequentes se referem às seções pertinentes desta Norma.

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