Suinocultura

Suinocultura

MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA – MEC

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – SETEC

INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS

CAMPUS SÃO JOÃO EVANGELISTA

LGA

São João Evangelista - MG

Agosto- 2010

Lucas Anderson

Rafael de Oliveira

Rodolfo Rocha

Samuel

Trabalho de LGA

Suinocultura

Trabalho apresentado pela disciplina de Legislação e Gestão Ambiental, ministrado pela professora Roseli -Curso técnico em agropecuária.

São João evangelista-Mg

Agosto_2010

Introdução

Este trabalho vem a falar sobre as legislações ambientais direcionadas aos projetos de implantação e funcionamento das suinoculturas, que estará falando sobre cada uma e que por fim vem a tentar minimizar ou acabar com os danos causados pelos dejetos ou outros derivados que são produzidos dentro das suinoculturas, ou antes, mesmo da sua construção. Este trabalho alem de falar sobre as legislações fala sobre os métodos que devem ser seguidos para que a legislação seja cumprida conforme ela descreve.

Suinocultura

Historia

Os porcos foram trazidos ao Brasil por Martim Afonso de Sousa em 1532. No início, os porcos brasileiros eram provenientes de cruzamentos entre as raças portuguesas, e não havia preocupação alguma com a seleção de matrizes. Com o tempo, criadores brasileiros passaram a desenvolver raças próprias. Uma das melhores raças desenvolvidas no Brasil é o Piau. É branco-creme com manchas pretas, pesa 68 kg aos seis meses, e 160 com 1 ano. Capado e velho, pesa mais de 300 kg. Destina-se à produção de carne e toucinho. O Canastrão é melhor do que a raça lusitana Bizarra, da qual descende. Outras raças desenvolvidas no Brasil incluem o Canastra, o Sorocaba o o Tatu e o Carunchinho.

Nos últimos anos, com a popularização das técnicas de melhoramento genético, o plantel brasileiro se profissionalizou. Também contribuiu a importação de animais das raças Berkshire, Tamworth e Large Black, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland China. A partir da Década de 1930 chegaram as raças Wessex e Hampshire, e depois o Landrace e o Large White.

O Brasil é um grande exportador de carne suína, tendo exportado 60 mil toneladas em 2002. Seus maiores clientes são a Rússia, a Argentina e a África do Sul. Em 2004, o mercado encontrava-se em uma crise de abastecimento, com a demanda subindo e o plantel diminuindo. A causa da crise foi o desabastecimento de ração animal, proveniente do milho, e a falta de planejamento do setor. Ainda assim, espera-se que a exportação anual de suínos chegue a 250 mil toneladas até 2006.

Conceito

A suinocultura é a parte da zootecnia especial que trata da criação de suínos para a produção de alimentos e derivados. No mundo, os suínos respondem por 44% do consumo de carnes.

Impactos ambientais

Positivos:

Os dejetos dos suínos podem ser usados para a alimentação animal, os bovinos, que permite uma incorporação maiôs de nutrientes devido à suas diferenças de digestão. A fertilização de tanques de piscicultura também pode ser usado, mas que se deve tomar cuidado em observar a quantidade de oxigênio dissolvido na aguados tanques para evitar possíveis mortandades. Os dejetos suínos podem ser usados como fertilizante por possuírem nutrientes como o nitrogênio, fósforo e potássio, e a sua utilização deve obedecer a capacidade de assimilação.

Os dejetos podem ser usados para a produção de biogás que através de reações dos dejetos com bactérias metanogenicas, é possível reduzir o potencial poluente deste composto e produzis gás metano, que pode ser uma fonte de energia renovável, assim utilizando o biodigestor.

Negativos:

  • Contaminação do ar: Os gases gerados pela decomposição da matéria orgânica podem causar desconforto ambiental para humanos (mal cheiro);

  • Contaminação do solo por dejetos suínos: A percolação dos líquidos gerados nos sistemas de tratamento nos solos é grande, podendo facilmente atingir lençóis freáticos e contaminar fontes de água necessárias para abastecimento.

  • Contaminação da água por dejetos suínos: O lançamento em corpos d’água acarreta um excesso de nutrientes para um sistema em equilíbrio. O excesso de nutrientes promove o aumento da quantidade de algas que por final consome todo o oxigênio da água assim impossibilitando a sobrevivência da fauna que vive ali.

  • Proliferação de insetos: A proliferação de insetos, é um grande problema associado a suinocultura.

Medidas mitigadoras

  • Contaminação do ar: Instalação lonas de armazenamento que permite a condução dos gases produzidos pela matéria orgânica, possibilitando a utilização do metano como energia renovável.

  • Contaminação do solo por dejetos suínos: A instalação do biodigestor, que não permite a percolação dos dejetos com o solo.

  • Contaminação da água por dejetos suínos: O tratamento dos dejetos antes de serem lançados nos rios. Como lagoas de decantação que são usadas para o armazenamento dos dejetos.

  • Proliferação de insetos: Cobertura nas margens das lagoas com lonas pode impedir o ciclo completo do desenvolvimento deste inseto.

LGA estadual e Federal

  • Proceder diagnostico da situação ambiental local antes de iniciar qualquer construção.

  • Delinear um plano de dimensionamento do projeto em função do volume de resíduos gerados na produção de suínos.

  • Através das exigências da legislação ambiental federal, para determinar, por exemplo, as distancias mínimas dos corpos d’água.

  • Constituição Federal Brasileira – 1998 – Art.225.

  • Decreto Federal num.0750/93 – Mata Atlântica

  • Lei Federal num. 9.605/98 – Lei dos crimes Ambientais – Art. 60

  • Código das águas – Decreto Federal num. 24.645 de 10/07/34 e alterações.

  • Código Florestal Federal – Lei 4.771/65 e alterações.

  • Lei Federal num. 6766/79 – Disciplinamento do solo urbano.

  • Legislações e Códigos Sanitários Estaduais e Municipais

Atender as legislações estaduais e municipais que normalmente exigem:

  • LP – licença previa – que determina a possibilidade de instalação em determinado local.

  • LI – licença de instalação – que faz a analise do projeto quando a conformidade com a legislação ambiental.

  • LO – licença de operação – que concede o funcionamento após conferencia do projeto com base na LI e prevê plano de monitoramento.

  • Estabelecer um programa de nutrição e manejo das rações que minimize a excreção de nutrientes e de resíduos na propriedade.

  • Monitorar e avaliar a adequação de dimensionamento do projeto.

  • Considerar e avaliar as ampliações futuras em função da legislação, do licenciamento e de mudanças mo plano de nutrição.

Conclusão

Este trabalho nos deu a oportunidade de um entendimento maior sobre as legislações que as suinoculturas devem seguir para que não venha a ocorrer possíveis danos ao meio ambiental e civil, assim entendemos como devem ser feitos os trabalhos de análise dos locais antes da introdução da construção e após o inicio da operação, colocar em pratica os métodos minimizadores de danos como, direcionar tratamento dos dejetos, os cuidados com a alimentação dos animais, e por fim, evitar problemas que podem prejudicar o meio ambiental e o humano.

Referencias bibliográficas:

  1. a b CAVALCANTI, Sergito de Sousa. Produção de Suínos. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1984. 453p.

  2. BARRETO, Geraldo benedito. Curso de Suinocultura: Curso de noções de saneamento Rural. 2 ed. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1973. 261-266 p.

  3. DAL PRÁ, M. A.; CRIPPA, J.; SOBESTIANSKY, J.; LIMA, G. J. M. M.; BARIONI JUNIOR, W. Castração de leitões: Avaliação entre os métodos inguinal e escrotal. Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1992. 4 p.

  4. http://www.wwf.org.br/nforma/doc/livingplant-2002.pdf

  5. http://www.ibge.gov.br

Comentários