Leishmaniose

Leishmaniose

  • Leishmaniose

Pode se apresentar de suas formas: Leishmaniose Tegumentar Americana e Leishmaniose Visceral.

  • Leishmaniose Tegumentar Americana: Doença dos animais mas que pode ser transmitia ao homem, onde os animais com maior grau de importância em relação aos humanos são os cães. É uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania que se espalha através da picada da fêmea do mosquito flebotomíneos, conhecido como mosquito palha ou birigui, que acomete a pele e a mucosa (SANGIONI; GEBARA; ARAGÃO; BEZERRA, 2007).

    • Transmissão: É transmitida através da fêmea do mosquito flebótomo, que ao picar o organismo humano introduz o parasita causar desta enfermidade. Geralmente são mais ativos ao entardecer e menos ativos durante as horas mais quentes do dia. Algumas espécies do parasita Leishmania também podem ser transmitidas por transfusões de sangue ou agulhas contaminadas (LOWE; STEWENS, 2002).

    • Sinais e Sintomas: As manifestações clínicas aparecem após um período de incubação que vária de 2 semanas à 3 meses, podendo variar ate 2 anos.

Primeiramente surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando onde a lesão apresenta característica tipo ulcerativa crônica, geralmente na pele do rosto ou dos braços.

Com 14 dias no começo das lesões, podem ser visualizados no infiltrado inflamatório da derme os organismo. As feridas podem ser doloridas ou não (NEVES; MELO; GENARO; LINARDI, 2003).

    • Diagnóstico: Pode ser clínico, o qual se avalia as condições da lesão e diagnóstico laboratorial, através do método de Intradermorreação de Montenegro (LOWE; STEWENS, 2002).

    • Tratamento: O tratamento dever ser precoce, a base de medicamentos com Glucantime. Via: IM ou EV (PRADO; RAMOS; VALLE, 2005).

    • Critérios de Cura: Segundo Ministério da Saúde (2000), o critério de cura é clínico e recomenda-se que seja feito o acompanhamento mensal do paciente por 3 meses consecutivos, e após a cura clínica, acompanhar o paciente até completar 12 meses após o termino do tratamento.

    • Vacina: Segundo o Ministério da Saúde (2000), por não ter sido comprovada sua eficácia ainda não se é utilizada.

    • Epidemiologia e Notificação: A Organizacao Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano, sendo uma das seis mais importantes doenças infecciosa pelo alto grau de detecção e a capacidade de produzir deformidades (FILHO; ROUQUAYROL, 1999).

  • Leishmaniose Visceral: Conhecida também como calazar, o parasita pode habitar um hospedeiro vertebrado na sua forma amastigotas onde no homem localiza-se em órgãos linfóides como a medula óssea baço e linfonodos ou em um hospedeiro invertebrado em sua forma promastigotas e paramastigotas onde são encontrados ocupando o lúmen do trato digestivo (NEVES; MELO; GENARO; LINARDI, 2003).

  • Transmissão: A transmissão é feita através da picada da fêmea de Leishmania longipalpis. As formas promastigotas metacíclicas movimentam livremente na proboscídea do vetor são inoculadas durante o repasto sangüíneo.

  • Sinais e Sintomas: Hepatoesplenomegalia, febre, perda de peso e alguns testes de sangue anormais.

  • Diagnóstico: O diagnóstico é laboratorial através da pesquisa do parasita com observação direta do parasita pelo aspirado do baço, fígado e linfonodos e por métodos imunológicos como ELISA ( NEVES; MELO; GENARO; LINARDI, 2003).

  • Tratamento: O tratamento é feito com base medicamentosa de Antiniato N-Metil Glucamina; Desoxicolato de Anfotericina B; Anfotericina B Lipossomal (BASILE; FOLLADOR; ZANINI, 1997).

  • Suporte Hemoterápico: Sobre o suporte hemoterápico o Ministério da Saúde (2000) nos revela que é uma medida salvadora no tratamento da LV, sendo aconselhável que pacientes com sinais de gravidade, sinais de alerta ou alterações laboratoriais importantes sejam acompanhados em serviço de referência, pela possível necessidade de transfusão de hemoderivados.

  • Epidemiologia:Tem caráter de infecção oportunista em pacientes com AIDS. Inicialmente tinha um caráter eminentemente rural e mais recentemente, vem se expandindo para as áreas urbanas de médio e grande porte como Rio de Janeiro (RJ), Corumbá (MS), Araçatuba (SP), Três Lagoas (MS), Campo Grande (MS), entre outros. São 3.326 casos por ano onde 56% dos casos são em crianças menos de 10 anos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005).

  • Critérios de Cura: Os critérios de cura são essencialmente clínicos. O desaparecimento da febre acontece por volta do segundo ao quinto dia de medicação específica e a redução do volume do baço e do fígado pode ser verificada nas primeiras semanas. Os parâmetros hematológicos melhoram a partir da segunda semana. A normalização das proteínas séricas se dá de forma lenta e pode levar meses (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000).

  • Imunização: Não existe ainda nenhuma forma de imunização contra a Leishmaniose mas possível o tratamento e a cura em seres humanos. O tratamento de animais doentes não e uma medida aceita para o controle da Leishmaniose, pois poderá conduzir ao risco de selecionar parasitos resistentes as drogas utilizadas para o tratamento de casos humanos (LOWE; STEWENS, 2002).

  • Ações de Enfermagem: A enfermagem deve atuar com estratégias de educação em saúde, capacitando os agentes comunitários, fazendo divulgação à população sobre a ocorrência dos casos na região, município, localidade orientando para o reconhecimento de sinais clínicos e a procura dos serviços para o diagnóstico e tratamento, quando houver caso suspeito, implantação de programa de educação em saúde desenvolvendo atividades de informação, educação e comunicação no nível local, regional e municipal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005).

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