perfis metalicos

perfis metalicos

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DEPARTAMENTO::HIDRÁULICA E SSAANNEAAMMENNTTOO
CURSO::HIDRÁULICA E SSAANNEAAMMENNTTOO AAMMBBIIENNTTAALL

e LAMINADOS PLANOS

Prof. Célio Carlos Zattoni Maio de 2008

1. Introdução4
1.1. Normalização4
1.2. A NBR 7007 da ABNT4
1.3. Propriedades mecânicas e equivalências com a ASTM5
1.4. Composição química dos aços NBR 70075
1.5. Efeito dos elementos de liga5
1.6. Soldabilidade6
1.7. Classificação dos Perfis Metálicos6
1.8. Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais7
1.9. Classificação dos aços para fins estruturais7
1.10. Propriedades dos aços estruturais8
2. Produtos importados9
2.1. Normas de fabricação9
2.2. Os produtos importados pelo Brasil:9
2.2.1. Perfis de abas paralelas e estreitas (série européia)9
2.2.2. Perfis de abas paralelas e largas (série européia)10
2.2.3. Perfis de abas paralelas e largas (série americana)10
2.2.4. Perfis U de abas inclinadas (série standard)10
3. Produtos nacionais laminados a quente1
3.1. Produtos para serralheria1
3.1.1. Normas de fabricação1
3.1.2. Barra chata1
3.1.3. Cantoneira1
3.1.4. Barra quadrada1
3.1.5. Barra redonda1
3.2. Barras laminadas endireitadas12
3.2.1. Normas de fabricação12
3.2.2. Barra redonda12
3.2.3. Tolerâncias dimensionais12
3.3. Barras redondas12
3.3.1. Normas de fabricação12
3.3.2. Barra redonda para serralheria13
3.3.3. Barra redonda para fins mecânicos13
3.4. Barras hexagonais13
3.4.1. Normas de fabricação13
3.4.2. Barra hexagonal laminada13
3.5. Barras chatas14
3.5.1. Normas de fabricação14
3.5.2. Barra chata14
3.6. Barra quadrada15
3.6.1. Normas de fabricação15
3.6.2. Barra quadrada laminada15
3.6.3. Barra quadrada trefilada15
3.7. Cantoneira de abas iguais15
3.7.1. Normas de fabricação15
3.7.2. Série métrica16
3.7.3. Série em polegadas16
3.8. Perfil U - Padrão americano16
3.8.1. Normas de fabricação16
3.8.2. Dimensões17
3.8.3. Características17
3.8.4. Perfis leves para serralheria17
3.9. Perfil U - Estrutural leve17
3.9.1. Fabricação17
3.10. Perfil I - Padrão americano18
3.10.1. Normas de fabricação18
3.10.2. Dimensões18
3.10.3. Características19
3.1.1. Fabricação19
3.12. Perfil I – Abas paralelas20
3.12.1. Normas de fabricação20
3.12.2. Perfil I – Dimensões20
3.12.3. Características2
3.13. Perfil H – Abas paralelas23
3.13.1. Normas de fabricação23
3.13.2. Perfil H – Dimensões23
3.13.3. Características24
3.14. Perfil T25
3.14.1. Normas de fabricação25
3.14.2. Perfil T – Dimensões25
3.14.3. Perfil T xadrez - Dimensões25
3.15. Trilhos25
3.15.1. Generalidades:25
3.15.2. Normas de Fabricação26
3.15.3. Dimensões Básicas:26
4. Produtos laminados planos27
4.1. Normas de classificação27
4.2. Normas de fabricação27
4.3. Propriedades mecânicas27
4.4. Chapas grossas28
4.4.1. Dimensões28
4.5. Chapas finas a frio28
4.5.1. Dimensões28
4.6. Chapas de pisos – (xadrez)28
4.6.1. Dimensões28
4.6.2. Chapa de piso – qualidade comercial28
4.7. Chapas finas a quente29
4.7.1. Dimensões29
4.8. Chapa zincada29
4.8.1. Dimensões29
5. Produtos nacionais obtidos por solda30
5.1. Norma de fabricação – NBR 1527930
5.2. Séries de perfis - série simétrica30
5.3. Material30
5.4. Dimensões30
5.5. Perfis soldados por eletrofusão - Série CE31
5.6. Perfis soldados por eletrofusão - Série CVE31
5.7. Perfis soldados por eletrofusão - Série VE32
5.8. Perfis soldados por eletrofusão - Série VEM3
5.9. Perfis soldados por eletrofusão - Série TE3
5.10. Norma de fabricação – NBR 558434
5.1. Séries de perfis - série simétrica34
5.12. Material34
5.13. Dimensões34
6. Produtos Nacionais obtidos por dobra58
6.1. Fabricação58
6.2. Fabricação58
6.3. Dimensões: Perfil U Enrijecido58
6.4. Dimensões: Perfil U Simples60

1. Introdução

1.1. Normalização

O que é uma norma? R. De um modo bem abrangente é a atividade que padroniza todas as características que um determinado produto deve possuir ao ser oferecido ao mercado consumidor.

Quais os objetivos de uma norma? R. O econômico: Proporcionando a redução dos produtos oferecidos no mercado com as mesmas características.

R. A comunicação: Proporcionando a facilidade da troca de informação entre aqueles que oferecem o produto e os consumidores.

R. A segurança: De um modo geral preservar a vida humana, a saúde e o meio ambiente.

R. Proteção do consumidor: Dar meios à sociedade de conferir a qualidade dos produtos oferecidos.

R. Eliminar barreiras comerciais: Eliminar normas conflitantes sobre produtos e serviços de diferentes produtos e serviços em um mesmo país ou ainda em países diferentes.

A NBR 7007 tem por objetivo estabelecer requisitos mínimos para os aços carbono e os chamados aços microligados, laminados a quente para aplicação em perfis para uso estrutural. Os aços abrangidos por essa norma são classificados segundo suas propriedades mecânicas, nos seguintes graus: o aço carbono NBR 7007 grau MR 250 e os aços microligados NBR 7007 grau AR 350, NBR 7007 grau AR 415 e NBR 7007 grau AR 350 COR.

Fundada em 1940, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico nacional. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Fórum Nacional de Normalização – ÚNICO – através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992. É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Pan-americana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização).

Página: http://www.abnt.org.br/

1.3. Propriedades mecânicas e equivalências com a ASTM NBR 7007 Norma americana

MPa kgf/cm2 MPa kgf/cm2 MPa kgf/cm2 MPa kgf/cm2

NBR é a sigla de Norma Brasileira aprovada pela ABNT ASTM – American Society for Testing and Materials

1.4. Composição química dos aços NBR 7007

C Mn (*) Si P S Cu Nb Cr Ni Mo

AR 350 COR

(*) Para cada recuo de 0,01% no teor máximo de carbono especificado será permitido um aumento de 0,06% no teor de Manganês até o máximo de 1,5%.

(**) O aço NBR 7007 / AR350 COR possui resistência à corrosão atmosférica superior aos outros graus desta mesma norma.

1.5. Efeito dos elementos de liga

Carbono: A quantidade de carbono influi na dureza, no limite de resistência e na soldabilidade.

Manganês: O manganês, quando adicionado em quantidade conveniente, aumenta a resistência do aço ao desgaste e aos choques, mantendo-o dúctil.

Silício: Torna o aço mais duro e tenaz. Previne a porosidade e concorre para a remoção dos gases e dos óxidos. Influi para que não apareçam falhas ou vazios na massa do aço. É um elemento purificador e tem o efeito de isolar ou suprimir o magnetismo.

Fósforo: Em teores elevados torna o aço frágil e quebradiço, motivo pelo qual deve-se reduzir ao mínimo possível sua quantidade, já que não se pode eliminá-lo integralmente. Considerado como uma impureza.

Enxofre: É um elemento prejudicial ao aço. Torna-o granuloso e áspero, devido aos gases que produz na massa metálica. Enfraquece a resistência do aço. Considerado como uma impureza.

Cromo: O cromo confere ao aço alta resistência, dureza, elevado limite de elasticidade e boa resistência à corrosão em altas temperaturas.

Níquel: Foi um dos primeiros metais utilizados com sucesso para dar determinadas qualidades ao aço. O níquel aumenta a resistência e a tenacidade do mesmo, eleva o limite de elasticidade, dá boa ductilidade e boa resistência à corrosão.

Molibidênio: Emprega-se, em geral, adicionado com cromo, produzindo os aços cromomolibdênio, de grande resistência, principalmente a esforços repetidos.

1.6. Soldabilidade

Os aços desta norma são considerados soldáveis por métodos normais de fusão quando o Carbono Equivalente for menor ou igual a 0,5%.

1.7. Classificação dos Perfis Metálicos

Os perfis metálicos podem ser obtidos por um processo siderúrgico ou ainda por um processo metalúrgico.

Produtos siderúrgicos: são chapas, barras e perfis laminados a quente.

Produtos metalúrgicos: são perfis obtidos pela dobra de tiras de aço ou ainda por composição de chapas dobradas.

1.8. Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

PROPRIEDADES Módulo de Elasticidade E 205 GPa 2.090.418 kgf/cm2

Coeficiente de Poisson va 0,3 Coeficiente de Dilatação Térmica β 12x10-6 °C

Peso Específico γa 78 kN/m3 7953,8 kg

Módulo de Elasticidade Transversal G 78,93 GPa 804861,8 kgf/cm2

1.9. Classificação dos aços para fins estruturais

Série ASTM AÇO CARBONO

Norma Grau Limite de Escoamento

Resistência a Tração

(MPa / kgf/cm2) Aplicação e propriedades

Norma Grau Limite de Escoamento

(MPa / kgf/cm2) Resistência a Tração

(MPa / kgf/cm2) Aplicação e propriedades

Norma Grau Limite de Escoamento

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