Relatório Química Geral: Teste da chama

Relatório Química Geral: Teste da chama

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Engenharia De Computação PR

PRÁTICA 1 TESTE DA CHAMA.

Acadêmicos:

André Lucas Silva

Kleison Roque Tedesco

Luis Felipe Benedito Vagner Martinello

Professora: Patrícia Appelt

1. INTRODUÇÃO

O experimento tem como objetivo mostrar a absorção de energia pelos elétrons presentes nos átomos de cada elemento nos fazendo entender os postulados de Bohr.

2. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

Demócrito e Leucipo, filósofos gregos, por volta de 400 a.C. afirmam que toda matéria é constituída por minúsculas partículas, às quais atribuíram o nome de átomo, porém Platão e Aristóteles que na época tinham maior influencia rejeitam a idéia proposta. Em 1650 d.C. o filósofo francês Pierre Cassendi propôs o conceito átomo novamente.

Em 1808, John Dalton, professor inglês, após observar vários experimentos sobre gases e reações químicas fornece a primeira idéia cientifica do átomo, essa idéia ficou conhecida como “Teoria atômica”. Dalton reafirma que toda matéria é composta por minúsculas partículas denominadas átomos, que os átomos de um determinado elemento são idênticos, indivisíveis, e que uma reação química nada mais é do que uma reorganização dos átomos, porém os compostos são formados pela combinação de átomos de elementos diferentes em proporções fixas. Dalton com suas idéias ainda contribuiu para explicar a lei de Lavoisier e também a lei de Proust.

Em 1897, Joseph John Thomson, baseando-se em alguns experimentos também propõe um modelo atômico. Segundo ele, o átomo seria um aglomerado de compostos por partículas positivas e pesadas denominadas prótons e de partículas negativas e leves denominadas elétrons, seu modelo ficou conhecido como “pudim de passas”. [1]

Já em 1911, Ernest Rutherford, realiza um experimento onde bombardeou uma chapa de ouro fina com partículas alfa onde observou que muitas partículas passavam pela chapa sem sofrer desvios, poucas passavam sofrendo um pequeno desvio e que pouquíssimas partículas não passavam pela chapa de ouro, só foi possível essa observação graças às marcas registradas na placa detectora onde ficaram as marcas das partículas alfa. A partir dessa experiência Rutherford elabora um novo modelo atômico: o átomo nuclear, onde o átomo seria constituído de um núcleo central pesado, pequeno e carregado positivamente rodeado pela eletrosfera, onde estariam os elétrons em movimentos orbitais, já que se estivessem parados acabariam indo de encontro ao núcleo positivo. [2]

A existência do nêutron se deu por volta de 1932, por Chadwick, com isso o modelo atômico proposto por Rutherford sofre uma pequena modificação onde acontece a inclusão do nêutron juntamente com os prótons no núcleo atômico, porém posteriormente o modelo atômico de Rutherford foi muito criticado, pois como os elétrons giravam em torno do núcleo eles deveriam perder energia e consequentemente acabariam por cair no núcleo do átomo, más isso não ocorre na prática já que o átomo é uma estrutura estável.

A partir disso, Niels Bohr completa o modelo atômico de Rutherford através dos estudos feitos por ele sobre os espectros atômicos. Bohr então fundamentou alguns postulados onde diz que os elétrons descrevem ao redor do núcleo orbitais circulares chamados de orbitais ou camadas com diferentes níveis de energia, nesse movimento os elétrons não emitem energia espontaneamente, os elétrons podem saltar para camadas mais externas ao receber uma quantidade bem definida de energia ou voltar para camadas mais internas emitindo energia em forma de calor ou de luz. Esse modelo atômico ficou conhecido como modelo atômico de Rutherford-Bohr. [3]

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Amparados de alguns matérias como um fio de platina e um bico de Bunsen iniciamos o experimento acendendo o bico de Bunsen de tal forma fazendo com que a chama permanecesse azul. Posteriormente banhávamos o fio de platina num concentrado de ácido clorídrico e colocávamos na chama para que fosse tirado qualquer tipo de contaminação no fio que pudesse violar o experimento, a seguir mergulhávamos novamente o fio no ácido e assim coletávamos uma pequena amostra do sal desejado para que fosse colocado próximo a chama, procedemos de forma semelhante em 7 amostras de sal.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observando atentamente podemos notar a mudança de coloração da chama quando colocado diferentes amostras de sal em contato com o fogo. Observe o resultado encontrado na tabela a seguir:

1 Cloreto de Bário Verde Verde Ba2+ 2 Cloreto Manganês Vermelho Vermelho Mn2+ 3 Cloreto de Sódio Amarelo Amarelo Na+ 4 Cloreto de Estanho Laranja Laranja Sn4+ 5 Cloreto de Cálcio Azul/Verde Amarelo/Vermelho Ca2+ 6 Sulfato de Cobre Verde Verde Cu+

7 Cloreto de Potássio Lilás Lilás K+

Notamos na tabela acima a variação de cor no experimento realizado com o cloreto de cálcio, essa variação pode ter ocorrido devido às contaminações possíveis nos materiais. Já nos outros sais a coloração encontrada foram as esperadas.

5. CONCLUSÃO

Observamos que cada sal possui uma coloração característica devido à disposição dos elétrons nas camadas de energia, quando um sal recebe uma quantidade bem definida de energia os elétrons tendem a saltar para uma camada mais externa, assim quando perdem energia os elétrons voltam para sua camada original emitindo desta forma uma luz característica de cada cátion.

6. REFERÊNCIAS

[1] Editora COC, Química geral I pré-vestibular, páginas 9 e 10; [2] Editora Atica, Sardella, páginas 38 e 39.

Comentários