Apostila planejamento

Apostila planejamento

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Planejamento de Manutenção

Um Mar de conhecimento

ÍNDICE

1 - CONCEITO DE MANUTENÇÃO............................................................................3

2 - HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO..........................................................................7

3 - ORGANIZAÇÃO, PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA MANUTENÇÃO...............................................................................................................8

3.1 - Organização da Manutenção......................................................................................9

3.2 – Planejamento da Manutenção..................................................................................19

3.3 - Programação e controle da Manutenção..................................................................24

4 - CONFIABILIDADE E QUALIDADE NA MANUTENÇÃO...............................28

5 - CUSTOS NA MANUTENÇÃO................................................................................32

6 – INDICADORES DE MANUTENÇÃO...................................................................33

7 - TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS NA MANUTENÇÃO.................................37

8 - PLANEJAMENTO DE PARADAS PARA MANUTENÇÃO..............................39

8.1 - Tipo e porte das Paradas Para Manutenção..............................................................39

8.2 - Identificação dos Geradores de Escopo de Uma Parada..........................................41

8.3 - Etapas do Processo de Planejamento de Paradas de Manutenção............................41

9 - GERENCIAMENTO DE PROJETOS...................................................................54

9.1 - Grupos de Processos................................................................................................55

9.2 - Áreas de Conhecimento do Gerenciamento de Projetos..........................................55

10 - FERRAMENTAS DE PLANEJAMENTO...........................................................58

10.1 - Origens das Técnicas de Diagrama PERT.............................................................58

10.2 - Origens das Técnicas do Diagrama CPM..............................................................59

10.3 - Diferenças entre os dois métodos...........................................................................59

10.4 - Método PERT- CPM no Brasil..............................................................................60

10.5 - Como construir um diagrama PERT – CPM..........................................................61

10.6 - Caminho crítico de um projeto...............................................................................66

10.7 - Cronogramas e Nivelamento de Recursos.............................................................71

10.8 - Estrutura Analítica de Projetos – EAP...................................................................97

10.9 - Ciclo do PDCA ou Diagrama de Deming..............................................................98

10.10 - Softwares para Planejamento de Paradas ou Empreendimentos..........................99

11 - PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO NO SAP-R3....................................102

11.1 - Módulo PM - Planejamento da Manutenção da Rotina.......................................103

11.2 - Módulo PS - Planejamento de Paradas Programadas ..........................................107

SIGLAS..........................................................................................................................112

  1. CONCEITO DE MANUTENÇÃO

O dicionário Aurélio define a manutenção como sendo “as medidas necessárias para a conservação ou permanência de alguma coisa ou de uma situação” ou ainda “como os cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de motores e máquinas”.

A manutenção é definida como a combinação de ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida (NBR 5462-1994), ou seja, manter significa fazer tudo que for preciso para assegurar que um equipamento continue a desempenhar as funções para as quais foi projetado, num nível de desempenho exigido.

Basicamente, as atividades de manutenção existem para evitar a degradação dos equipamentos e instalações causada pelo seu desgaste natural e pelo uso e ou para recuperar a boa funcionalidade e confiabilidade dos equipamentos. Esta degradação se manifesta de diversas formas, desde a aparência externa ruim dos equipamentos até perdas de desempenho e paradas da produção, até a fabricação de produtos de má qualidade e a poluição ambiental.

A manutenção começa muito antes do dia da primeira pane. Deve atuar desde a concepção do equipamento através dos conceitos de manutenabilidade, confiabilidade, disponibilidade e durabilidade.

A missão da manutenção tem que estar ligada à missão da organização e deve ser abordada de uma forma mais geral, como responsável pelo funcionamento das instalações, dentro de condições que garantam, basicamente, a qualidade dos produtos finais e a produtividade dos processos.

É preciso primeiro pensar na função manutenção dentro do fluxo produtivo para depois se alocar tarefas e responsabilidades a pessoas ou órgãos de uma empresa.

Atividades Desenvolvidas pelo Órgão de Manutenção segundo o Documento Nacional

  • Manutenção de instalações industriais, incluindo equipamentos e instrumentos

  • Administração de compras, materiais e almoxarifado

  • Oficina de apoio

  • Manutenção de instalações prediais e construção civil

  • Segurança no trabalho, ecologia e meio ambiente

  • Operação de utilidades

  • Manutenção de outros tipos de equipamentos tais como telecomunicações e estações de tratamento de efluentes e resíduos

  • Administração de ferramentaria

  • Transporte de carga e pessoal

  • Comissionamento, testes e aceitação

  • Pequenos projetos de melhoria e novas instalações

  • Limpeza de área industrial

Na nossa cultura administrativa, as empresas são divididas em células organizacionais ou órgãos internos. A maneira mais comum de se efetuar estas subdivisões é a funcional. Assim as diferentes funções dentro da empresa ficam a cargo de diferentes órgãos, tais como:

  • Operação

  • Manutenção

  • Suprimento

  • Financeiro

  • Jurídico

  • Recursos humanos

  • Etc.

Dependendo do porte de cada empresa, tais órgãos têm tamanhos diversos e podem, inclusive, abrigar mais de uma função. A definição exata das atividades englobadas em cada função também varia conforme a empresa. No entanto, com esse sistema, barreiras são inconscientemente criadas entre os órgãos, dificultando o relacionamento e a cooperação, tornando-os cada vez mais estanques.

Mais recentemente, a implantação da filosofia de gestão pela Qualidade Total, dando ênfase nos processos e pregando a participação de todos os empregados em todos os assuntos da empresa, tem se mostrado como uma forma de reagir a esta rigidez. Esta filosofia encara primeiramente as atividades e funções e depois analisa como seria a melhor forma de executá-las na empresa, independentemente da chamada estrutura hierárquica. Uma vez que ainda não se encontrou substituto (pelo menos consagrado) para o organograma, depois de avaliada a função manutenção e seus processos distribuem-se as atividades pelos órgãos da empresa.

As atividades de manutenção podem ser subdivididas em tarefas mais simples e básicas, tais como:

  • Apuração de custos

  • Especificação de serviços, contratação e fiscalização

  • Planejamento e programação de serviços

  • Atualização de histórico de equipamentos

  • Especificação de materiais

  • Elaboração de desenhos e projetos

  • Elaboração e controle do plano de manutenção preventiva

  • Elaboração de listas de sobressalentes e recomendações de estoque

  • Controle e operação de máquinas de campo

  • Gerenciamento de arquivos em geral

  • Emissão de relatórios diversos

  • Análises de dados

  • Execução de reparos de equipamentos de todos os tipos

Muitas destas tarefas, justamente por serem básicas, não diferem muito nos seus conceitos fundamentais, daquelas realizadas por outros órgãos funcionais de uma empresa.

Na verdade a composição das atividades da manutenção com estas tarefas se dá de forma matricial. Exemplificando: a apuração de custos envolve manutenção de instalações industriais, oficina de apoio, limpeza, etc. e, analogamente, a manutenção das instalações se desdobra em apuração de custos, atualização de histórico, especificação de materiais, etc.

Para que se tenha um completo conhecimento e domínio da manutenção, é preciso definir corretamente as atividades envolvidas, as tarefas e seu relacionamento, ou seja, definir e desdobrar os processos da função manutenção.

Na fase de projeto os principais fatores são a confiabilidade e a manutenabilidade, os quais devem ser correlacionados com o custo inicial, o desempenho e o custo operacional. Na fase de instalação a manutenabilidade continua a ser um fator importante, porque aí começa a se revelar a natureza multidimensional da maioria dos problemas de manutenção.

A fase de partida, por sua vez, não é apenas um período de teste de desempenho técnico, mas também um período de aprendizagem onde as principais deficiências do projeto que possam afetar a disponibilidade do equipamento são localizadas e estudadas. Finalmente, deve-se manter um sistema adequado de aprendizagem ao longo de toda a vida operacional do equipamento.

A gerência da manutenção pode ser considerada como a orientação e a organização de recursos com o objetivo de controlar a disponibilidade e o desempenho de uma fábrica em um nível pré-determinado.

Os dois principais problemas de um gerente de manutenção seriam a determinação do porte e da natureza da carga de trabalho da manutenção e a organização e o controle do pessoal, dos sobressalentes e dos equipamentos necessários para executar aquela carga de trabalho. Para que isso seja bem feito, é necessário, no entanto, que:

  • O usuário do equipamento coopere com o projetista, o fabricante e o montador na análise completa da confiabilidade e da manutenabilidade. Quanto maiores os custos envolvidos com a manutenção (incluindo custos de perda de produção) tanto mais vital é esta cooperação

  • As funções de operação (ou produção) e de manutenção trabalhem com um correlacionamento íntimo, para que se possa atingir um equilíbrio ótimo entre a disponibilidade dos equipamentos e o custo dos recursos de manutenção.

Mantenabilidade ou manutenibilidade, segundo a norma brasileira NBR-5462/1994 (Confiabilidade e Mantenabilidade) é a facilidade de um item em ser mantido ou recolocado no estado no qual ele pode executar suas funções requeridas, sob condições de uso especificadas, quando a manutenção é executada sob condições determinadas e mediante os procedimentos e meios prescritos.

Para analisar a mantenabilidade de um equipamento devem ser levados em conta os seguintes requisitos:

  • Requisitos qualificados: são requisitos para orientar os operadores nas execuções das atividades, informando-os sobre métodos, materiais, ferramentas, disponibilidade, procedimentos para execução;

  • Requisitos quantificados: são números utilizados para quantificar tempos de execução, médias de paradas, tempos de indisponibilidade e quantidades de materiais sobressalentes;

  • Suporte logístico: trata-se de todas as condições necessárias para dar suporte a alojamentos, transporte, produção, distribuição, viagens, manutenção de ferramentas

A missão da manutenção é garantir a disponibilidade dos equipamentos e instalações de modo a atender as necessidades da produção e de SMS. Para que isso ocorra, o serviço deverá ter confiabilidade, segurança, preservação do meio ambiente e custo adequado.

Objetivo da Gestão da Manutenção da Rotina: “Assegurar a disponibilidade dos equipamentos através da eficiente priorização, planejamento e execução dos serviços de manutenção e do monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho deste processo”.

Objetivo da Gestão de Paradas: “Assegurar que o processo de planejamento da parada siga um modelo estruturado no qual os riscos de cada etapa, que envolvem recursos humanos e materiais, sejam avaliados e validados”.

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