Apostila planejamento

Apostila planejamento

(Parte 14 de 18)

Programação:

É a maneira pela qual as informações do planejamento tais como descrição dos serviços, durações, datas e horas de inicio e término previstos e recursos necessários, ferramentas, procedimentos, percentual de avanço etc., são passadas para as equipes de execução incluindo todos os interessados tais como supervisores, segurança, operação, inspeção e coordenadores etc., podendo ser diária, semanal ou até mensal dependendo das características da obra.

Exemplo de Programação:

Supervisor
Item
Descrição da tarefa
Duração
Situação
Inicio
Fim
Apoios
Recursos
Manoel
1
P-22505
1.1
Raquetear
4 h
0%
08:00
12:00
4 CA; 4 AJ
1.2
Desmontar tampas e carreteis
4 h
0%
13:00
17:00
Guindaste
4 CA; 4 AJ
1.3
Sacar feixe
3 h
0%
17:00
20:00
Pedro
2
P-22506
2.1
Hidrojatear feixe
6 h
50%
08:00
11:00
Bomba
Hidrojato
2.2
Inspecionar feixe
3 h
0%
11:00
15:00
1 IE
Ivo
3
V-22501
3.1
Montar acesso interno
4 h
0%
08:00
12:00
4 MA
3.2
Desmontar internos
4 h
0%
13:00
17:00
4 CA
3.3
Preparar casco para inspeção
2 h
0%
13:00
15:00
2 CA
3.4
Inspecionar casco
2 h
0%
15:00
17:00
1 IE
3.5
Reparar casco
3 h
0%
17:00
20:00
2 CA; 1 SO
Apropriação

É o retorno de informações provenientes do campo através dos supervisores e ou executantes para que o planejador retro-alimente o sistema e tire nova programação já considerando as atividades realizadas. Desta forma o Planejador com uso de Software adequado tem sempre ‘a mão o controle da situação da obra.

Controle

De posse das informações oriundas do campo via apropriação de serviços o planejador irá se necessário replanejar os serviços, emitir programação para o período seguinte, atualizar o cronograma e a curva “S” de avanço físico.

É importante que as informações obtidas reflitam a realidade da execução da obra de modo que as programações seguintes sejam úteis e orientem a equipe de campo.

      1. Acompanhamento dos Serviços Através de Curva “S”

A Curva “S” de avanço físico constitui juntamente com o Cronograma de barras valiosa ferramenta de acompanhamento, por ser simples de construir e de fácil entendimento é muito utilizada no acompanhamento de serviços de montagem e de manutenção de Parada.

Para que possamos ter o controle do andamento dos serviços, necessária se faz a construção da curva S também para o(s) caminho crítico(s) da Parada e não somente uma curva geral, pois esta nos dá apenas a evolução do total dos Hhs previstos enquanto aquela nos mostra como estamos em relação a evolução do caminho crítico, ou seja, do cumprimento do prazo da parada.

a) Construção da Curva S

Para construir a curva S de uma frente de serviços ou de uma rede PERT usa-se a alocação dos recursos estabelecida no cronograma nivelado, calculando período a período o produto da quantidade da mão de obra pela duração da atividade, o resultando desta operação é a quantidade Hh aplicados no período, efetuando a somatória acumulada e total transforma-se estes valores acumulados em cada período em percentual de execução dos serviços

Com os valores calculados podemos plotar num gráfico a Curva “S” prevista sendo colocados no eixo “X”os períodos (dias, semanas ou mês) e no eixo “Y”os percentuais acumulados correspondentes aos períodos.

Exemplo de curvas S Planejado:

b) Acompanhamento através da Curva “S”

Durante a execução dos serviços, com base na apropriação dos mesmos, faz- se o cálculo dos percentuais de Hh executados período a período que plotados no mesmo gráfico da curva prevista nos dará a curva realizada.

Desta forma se a curva de serviços realizados estiver acima da curva prevista indica que estamos adiantado em relação ao previsto, se estiver abaixo significa que estamos com o projeto atrasado.

Exemplo de curvas S Planejado x Realizado:

Exercício nº. 5

Consideramos neste exercício uma torre hipotética de pequeno porte, pertencente a uma unidade de processo de lubrificantes. Seus internos bandejas formam um cartucho que é retirado por ocasião da parada de manutenção para limpeza, inspeção e reparos.

Vamos considerar a seqüência de tarefas conforme planilha abaixo e fazer os seguintes exercícios:

a) Construir o PERT nos modelos americano e francês

b) Elaborar o cronograma mais cedo e histograma no mais cedo

c) Calcular o total de Hh por período e traçar a curva S relativa ao cronograma do item b

d) Elaborar o cronograma e histograma com nivelamento das funções CA e MA

e) Calcular o total de Hh por período e traçar a curva S relativo ao cronograma do item c e no mesmo gráfico, plotar a curva “realizado” considerando os seguintes percentuais de andamento real de serviços: Período 2 = 6%; período 4 =14%; período 6 = 23%; período 8 = 32%

f) CA = caldeireiro EL = eletricista IE = inspetor de equipamentos ma = montador de andaime se = servente

N

Tarefa

Dependência

Dur.

Rec.x Qtd.

Rec.x Qtd.

1

Abrir BV’s

4

4 CA

2

Montar andaime externo

10

8 ma

3

Sacar poços dos termopares

2

2 CA

4

Instalar luminárias e exaustor

1

2

1 EL

2 se

5

Arejar equipamento

4

6

6

Retirar internos

2

3

5

4

2 CA

7

Montar andaime interno

6

4

4ma

8

Limpar internos

6

4

4 se

9

Limpeza interna

7

4

2 se

10

Preparar pontos para ME

6

4

2 CA

11

Reparos nos internos

8

6

4 CA

12

Reparos no costado

9

4

2 CA

1 SO

13

Medir espessuras

10

4

1ie

14

Desmontar andaime interno

12

2

4 ma

15

Montar internos

11

14

4

2 CA

16

Desmontar andaime externo

13

8

8 ma

17

Remover luminárias e exaustor

14

2

1el

2 se

18

Instalar poços de termopares

15

2

2 CA

19

Fechar BV’S

15

17

4

2 CA

Diagrama de rede MDP:

Diagrama de rede MDS, mostrando a duração do projeto e o caminho crítico:

Cronograma no Mais Cedo:

Cronograma Nivelado Caldeireiro e Montador de Andaimes:

Histograma no Mais Cedo:

Histograma Nivelado:

Curva “S” no Mais Cedo:

Curva “S” Nivelada:

      1. PERT Estatístico

O PERT estatístico tem por fim efetuar cálculos onde se verifica a probabilidade de se concluir um projeto ou parte dele em determinado tempo de duração.

Considera-se o tempo probabilístico para atribuição de valores de duração das atividades conforme já vimos em capítulos anteriores, ou seja é considerada uma media ponderada entre o tempo mais otimista (a), o tempo medio(m) e o tempo mais pessimista (b).

Tempo otimista (a): é a menor duração factível para realização de uma tarefa

Tempo médio (Te) : é o tempo arbitrado para execução de uma tarefa caso estivéssemos utilizando o diagrama CPM, corresponde ao que na estatística chamamos de MODA ou seja o valor mais freqüente de uma distribuicao

Tempo pessimista (b): é o tempo que uma tarefa levaria considerando a pior hipótese , com equipe mal preparada e outros contratempos possíveis.

A média ponderada ou tempo esperado é obtida considerando que os três tempos estejam sobre uma curva de distribuição probabilística representada pelo gráfico abaixo onde f(t) é a freqüência de ocorrencia.

a = tempo otimista;

b = tempo mais pessimista;

m = tempo mais provável;

Te= (a+4m+b) /6

O tempo Te é tempo que divide a área do grafico em duas regiões de igual área , ou seja , há 50% de probabilidade de ocorrer um tempo acima de Te e 50% de probabilidade de ocorrer um tempo abaixo de Te

Além do tempo esperado Te em termos probabilisticos devem ser consideradas as medidas de dispersão do tempo: desvio padrão () e variância (2 )

= (b-a)/6

2 = ((b-a)/6)2

Desmonstra-se, em estatística, que a variância da soma de uma serie de variáveis aleatórias é igual a soma das variâncias de todas as variáveis aleatórias:

Var (Xi) = Var (Xi)

Ou ainda:

Var(X1+X2+X3...+Xn) = Var(X1) + Var(X2) + Var(X3) + ...+Var(Xn)

Com o cálculo da variância, pode-se calcular a probabilidade de se obter um determinado valor em distribuição.

Ao calcularmos o Tempo esperado e a Variância estaremos transportando nossos dados para uma curva de distribuição probabilística normal, em que a quase totalidade dos valores está compreendida entre -3 e 3

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