Apostila de Quimica Geral e Inorganica

Apostila de Quimica Geral e Inorganica

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Instituto Politécnico

Manual

Laboratório Química Geral e Inorgânica 2º Semestre de 2010

Ø CRONOGRAMA LABORATÓRIO -2 SEMESTRE DE 2010 Ø ORIENTAÇÕES SOBRE O LABORATÓRIO Ø MODELO DE RELATÓRIO Ø SUGESTÕES PRELIMINARES Ø INSTRUÇÕES GERAIS Ø SEGURANÇA NO LABORATÓRIO Ø PRIMEIROS SOCORROS Ø PROCEDIMENTO DE LIMPEZA DE VIDRARIAS Ø ERROS EM ANÁLISE QUÍMICA ü PRATICA 1 - EQUIPAMENTOS BÁSICOS DE LABORATÓRIO DE QUÍMICA.

ü PRATICA 2 – OBTENÇÃO DE SUBSTÂNCIAS PURAS A PARTIR DE MISTURAS ü PRATICA 3 – TÉCNICAS DE MEDIDAS DE MASSA, VOLUME E TEMPERATURA.

ü PRÁTICA 4 – DETERMINAÇÃO DE DENSIDADE ü PRÁTICA 5 – MISCIBILIDADE E SOLUBILIDADE / DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁLCOOL EM GASOLINA ü PRATICA 6 - PRODUÇÃO DE SABÃO ü PRATICA 7 – VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO ü PRATICA 8: DETERMINAÇÃO DA ALCALINIDADE EM AMOSTRAS DE ÁGUA ü PRATICA 09 – PRODUÇÃO DE SAIS EM LABORATÓRIO ü PILHA DE DANIELL E PILHAS DE CONCENTRAÇÃO

Cronograma Laboratório -2 Semestre de 2010

09-ago 13-ago Aula algarismos significativos - EXERCICIOS

16-ago 20-ago Experimento 1: Apresentação de equipamentos e vidrarias de laboratório, Segurança de

Laboratório

23-ago 27-ago Experimento 2: Obtenção de substâncias puras a partir de misturas 30-ago 3-set Experimento 3: Técnicas de medidas de temperatura, massa e volume. 6-set 7-set Recesso da Independência

8-set 10-set Exercício avaliativo

13-set 17-set Experimento 4: Determinação da densidade da água e óleo

20-set 24-set Experimento 5: Miscibilidade. Determinação dos teor de álcool em gasolina.

27-set 1-out Experimento 6:Reações químicas - Produção de sabão

4-out 8-out Experimento 7: Volumetria de neutralização.

1-out 12 out Recesso de Nossa Senhora Aparecida 13-out 15-out Exercício avaliativo 18-out 2-out Experimento 8: Determinação de alcalinidade em águas naturais

25-out 29-out Experimento 9: Produção de sais em laboratório 01-nov 02-nov Recesso de Finados 03-non 05-nov Exercício Avaliativo 08-nov 12-nov Experimento 10: Pilha de Daniel e Pilha de concentração. 15-nov 19-nov Entrega de relatórios

2 -DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS

Tabela 1 – Distribuição de Pontos para o 2 Semestre de 2010

ATIVIDADE pt Exercícios presenciais 5 Prova 1 20 Prova 2 20 Prova 3 20 Prova Prática 1 2,5 Prova Prática 2 2,5 TIDIR 20 Relatórios 10 Total 100

ORIENTAÇÕES SOBRE O LABORATÓRIO 1. O aluno deverá chegar ao laboratório de posse do pré-relatório que deverá conter obrigatoriamente introdução, objetivos, materiais, regentes e procedimento experimental. A não apresentação do pré- relatório implica na perda de 20% do valor da prática.

2. O relatório com o formato indicado neste documento deverá ser entregue no final da aula de laboratório. Caso tal procedimento não seja possível, o relatório deverá ser entregue na aula seguinte impreterivelmente.

3. Relatórios entregues fora do prazo estipulado acima sofrerão uma perda gradual de 20% por dia de atraso sobre a nota do relatório corrigido.

4. Os relatórios devem ser manuscritos e os gráficos traçados a mão, em papel milimetrado.

5. A entrega do relatório de laboratório é individual.

6. A formatação do relatório segundo as normas apresentadas nesse documento será avaliada. Em outras palavras, o aluno poderá perder ponto por não respeitar as normas.

7. O relatório deverá estar escrito em letra legível.

8. Cálculos , equações e balanços estequiométricos devem constar no relatório.

9. Não serão permitidos alunos sem jaleco e com trajes que fujam das regras de segurança nos laboratórios.

10. Não há reposição de aulas de laboratório. 1. A limpeza dos equipamentos e vidrarias faz parte do experimento. 12. Tolerância de atraso para o laboratório – Manhã: 7:50 (1º horário)

9:45 (3º horário)

Noite: 19:20 (1º horário)

21:05 (3º horário) o O professor seguirá o relógio instalado no laboratório e na ausência desse vale o relógio do professor. o O aluno em atraso fica ciente que perde as atividades aplicadas até seu horário de entrada.

Nome COMPLETO dos componentes do grupo

Curso

Professor : Data da realização da pratica:

Resumo. Este é o resumo do relatório. O resumo deve ser objetivo, coerente e curto, com aproximadamente 100 palavras. Com a leitura deste resumo qualquer pessoa tem que ser capaz de entender o trabalho desenvolvido pelo grupo e a que resultados chegaram. Estas instruções tem como objetivo guiá-lo na preparação de seu relatório no formato de artigo científico.

1. Introdução Resumo teórico para situar a experiência. Exposição dos conceitos teóricos que vai usar. Referencias a literatura pertinente (Livros texto, livros de referencia, internet, etc.) 2. Objetivos Descrição sucinta do que se pretende obter da experiência. 3. Equipamento Descrição do equipamento e/ou diagrama do arranjo experimental.

4. Procedimento Experimental Descrição do procedimento seguido em aula. Isto é, descrever o que você fez, não necessariamente o procedimento proposto, justificando e discutindo a escolha. Avaliação ou estimativa dos erros nos dados devido aos aparelhos e procedimentos usados. 5. Dados Experimentais e Análise Apresentação dos dados coletados, através de tabelas, gráficos etc. Tratamento dos dados brutos (usando algum modelo teórico), chegando a valores finais, junto com a avaliação final do erro. Não é necessário e nem deve ser indicada cada conta efetuada. Mas, deve ficar claro como chegou ao resultado. Em relação à colocação das figuras e gráficos do relatório, sugere que possam ser colocadas em uma coluna conforme mostra a figura 1, ou sobre duas colunas conforme mostra a figura 2, é a seguinte:

- Prepare seu gráfico ou figura em programa adequado e a exporte em formato JPEG ou GIF, que são compactados e reduzem o volume de memória necessária e conseqüentemente reduzindo o tamanho do arquivo de texto. - Você pode, ainda, inserir a figura como objeto e formatá-la para que ela se desloque junto com o texto.

Tabela 1: Este é um exemplo de formatação de tabela.

Lembre-se de colocar a figura e a tabela centralizadas na coluna assim como seus textos descritivos (legendas). Esses textos descritivos devem ser sucintos, objetivos e claros de forma que a pessoa que vê a figura ou tabela saiba do que se trata.

Fig. 1: Este é o exemplo de uma figura colocada em uma coluna.

O detalhamento do conteúdo da figura, ou da tabela, está contido no texto que a cita, portanto não é necessário repetir tudo no texto que esta associado à mesma.

6. Conclusões Discussão dos resultados obtidos. Sempre que possível, comparar os resultados com os conhecidos ou esperados teoricamente. Se usou vários métodos, comparar os métodos.

7. Referencias Bibliográficas Aqui você deve incluir as referências bibliográficas do material adicional (figuras, livros, etc.) usado para a elaboração do relatório [1] I.Responsável e A.Berração, “Influência dos mésons- na organização de um formigueiro” J. Pesq.Inuteis 46 (1997) 171-172.

[2] A. Nonimo, D. Sconhecido “I can’t write the abstract: What a hell” Proc. 156 Int. Conf. on

Environmental consequences of writing abstracts, p. 10-16, Seatown, Waterland, 1-4 April 1989. Publisher. Mais alguns detalhes para se lembrar durante a confecção do relatório:

• Unidades para cada grandeza

• Avaliação de erros nas suas medidas e propagar estas nos resultados finais • Numerar as figuras e gráficos e se referir neles no texto

• Mencionar a data da realização da experiência

Ao aluno:

1. Prepare-se antes de ir para o laboratório, leia previamente e cuidadosamente o texto relacionado à atividade a ser executada. 2. Confira o material recebido. Ao sair do laboratório deixe cada coisa em seu lugar, exatamente como foi encontrado. 3. Mantenha-se atento e concentrado durante a atividade para um melhor desempenho e faça um registro cuidadoso de todas as observações e resultados obtidos. Seja escrupuloso no registro das observações e não altere os valores obtidos com o intuito de forçar sua coerência com os dados do problema. Não forje observações que não tenham sido feitas realmente. Se o resultado final for insatisfatório, procure descobrir a causa do erro e, somente se necessário, refaça a experiência.

4. Siga as instruções fornecidas e em caso de algum problema, não tome nenhuma providência sem antes consultar o professor ou o responsável pelo laboratório.

Ao grupo:

1. Procure harmonizar-se durante a execução da atividade de maneira a evitar acidentes. 2. Procure se manter nos limites da bancada e com o menor índice de barulho possível.

3. Organize a execução das atividades de modo a deixar a bancada sempre organizada.

Antes de começar qualquer atividade em um laboratório, o estudante deve estudar cuidadosamente todos os detalhes da experiência bem como sua respectiva teoria. Não deve somente ter a idéia do que deve ser feito e como se propõe a fazê-lo, mas em todas as vezes deve dar uma resposta inteligente a perguntas como: o que está fazendo e por que? Pode-se então dizer que o exercício foi verdadeiramente científico e não do tipo livro de receitas para cozinha. O estudante logo perceberá que várias experiências dependem de um longo tempo de aquecimento ou repouso, durante os quais nem sempre é necessário voltar toda a atenção ao que ocorre. Um bom operador fará uso deste tempo, por exemplo, para fazer anotações, preparar o material e as condições necessárias para uma próxima etapa (se houver), limpar e secar vidrarias.

Os resultados de todas as experiências devem ser anotados em um caderno de notas, no momento em que as observações forem feitas. Se a atividade requer anotações de peso, volume e outros resultados numéricos, estes devem ser colocados diretamente no caderno de notas e não em pedaços de papel, que podem vir a ser perdidos e desenvolverem atos de negligência no estudante.

Uma boa indicação da técnica do estudante será a aparência da sua bancada de trabalho. A parte superior da bancada deve sempre estar limpa e seca.

1. Qualquer acidente deve ser comunicado ao professor imediatamente. 2. Usar jaleco branco e de mangas compridas e outros acessórios de segurança exigidos pela atividade. 3. Conservar limpo o local de trabalho. 4. Somente utilizar o material perfeitamente limpo. 5. Seguir cuidadosamente o roteiro da atividade.

6. Registrar os dados de cada etapa da atividade inclusive com desenhos e representações esquemáticas. 7. Enxugar os frascos antes de aquecê-los. 8. Colocar o material no local de origem, na medida em que for sendo liberado, respeitando os critérios de limpeza. 9. Não jogar material sólido nas pias e, quando fazer uso da pia para descartar substâncias, manter a torneira aberta.

10. Cuidar para que os restos de reagentes sejam devidamente destruídos ou armazenados (conforme instruções contidas nos roteiros das práticas ou fornecidas pelo professor). 1. Conservar os frascos sempre fechados. 12. Não recolocar nos frascos de origem, substâncias deles retiradas, que sobraram ou foram recuperadas, sem a autorização do professor. 13. Não misturar substâncias ao acaso. 14. Evitar levar as mãos à boca ou aos olhos.

15. Quantidades pequenas de líquidos tóxicos não devem ser pipetadas sem a ajuda de uma pêra de sucção. Na ausência desta utilize pequenas provetas. Nunca faça uso da boca para pipetar. 16. Para perceber odores ou vapores, puxar com a mão um pouco do vapor em direção ao nariz.

17. Trabalhar com solventes, substâncias corrosivas ou gases tóxicos dentro da capela ligada. 18. Para introduzir tubos de vidro ou termômetros em orifícios de rolhas, lubrificar com glicerina o orifício e a peça a ser introduzida, segurar com o pano ou material absorvente e introduzir com movimentos circulares.

19. Lavar as mãos com água e sabão antes de sair do laboratório.

1. Comunique imediatamente seu professor se qualquer substância cair na sua pele. 2. Cortes ou ferimentos leves devem ser logo desinfetados e protegidos com gaze esparadrapo. 3. Queimaduras: - Por calor: Cobrir a queimadura com vaselina.

- Por ácidos: Devem ser lavadas, primeiro com uma solução saturada de bicarbonato de sódio e em seguida com água.

- Por bases: Devem ser lavadas, primeiro com uma solução a 1% de ácido acético e depois com água.

- Por alcoóis e fenóis: Devem ser lavadas com etanol. 4. Intoxicações: Procurar local com ar puro para respirar. Nas intoxicações com ácidos, beber leite de magnésia ou solução de bicarbonato de sódio. 5. Se os olhos forem atingidos por qualquer substância, lavá-los com bastante água. 6. Se derramar ácido ou base concentrados na própria veste, lavar imediatamente no chuveiro de emergência a parte afetada. Fogo: Sobre bancadas deve ser controlado com areia ou extintor de incêndio. Sobre vestes deve ser abafado com panos de preferência molhados.

Béqueres, elernmeyers, cálices, placas de petri, vidros relógio, provetas: Após ter descartado líquidos ou

1Enxague o recipiente em água de torneira

sólidos contidos nestes recipientes, sua limpeza deve ser feita como inidcado abaixo: 2. Com auxílio de uma esponja ou escova, lave o recipiente com detergente. 3. Enxague abundantemente em água de torneira 4. Enxague por três vezes em água destilada.

Pipetas e buretas: Após ter descartado líquidos contidos nestes recipientes, sua limpeza deve ser feita como inidcado abaixo:

1Enxague abundantemente em água de torneira. Aguarde que toda água seja escoada.

2. Enxague por três vezes em água destilada. 3. Coloque em suporte próprio para secagem.

Balões: Após ter descartado líquidos contidos nestes recipientes, sua limpeza deve ser feita como inidcado abaixo:

2Enxague por três vezes em água destilada.

1. Enxague abundantemente em água de torneira. Aguarde que toda água seja escoada. 3. coloque em suporte próprio para secagem.

Toda medida possui alguma incerteza associada chamada de erro experimental. As conclusões podem ser expressas com alto ou baixo grau de confiança, mas nunca com completa certeza. Por esta razão os químicos utilizam entre duas e cinco porções (réplicas) para realizar um procedimento de medida. Os resultados individuais obtidos raramente são idênticos, assim sendo, normalmente considera-se que o “melhor” resultado é o valor central do conjunto denominado média aritmética. O esforço para se determinar o valor de várias réplicas de duas maneiras:

• O valor central de um conjunto de dados deveria ser mais confiável que quaisquer dos resultados individuais.

• A análise da variabilidade dos resultados nos permite estimar as incertezas associadas ao resultado central 1- MÉDIA E DESVIO PADRÃO DA MÉDIA A medida amplamente utilizada como valor central é a média. Este valor é a relação entre a soma de todas as réplicas e o número de medidas do conjunto.

Σ x i

X = i

Σ x i n X =

Σ x i n X =

Σ x i n X =

Onde: x = a medida individual da massa, n = número de medidas, Σ x = x +x

++x

Como dito anteriormente é pouco prováve que todos os valores medidos tenham o mesmo valor. Esperase pequenas dispersões em torno do valor central. A medida da dispersão em torno da média é chaamdo desvio padrão da média e é calculado pela equação abaixo:

Considere o exemplo abaixo:

Suponha que um experimentador realize 10 vezes a medida do comprimento L de uma barra. Essas medidas foram realizadas com uma régua cuja menor divisão era 1 cm, de modo que os milímetros foram avaliados (é costume fazer estimativas com aproximações até décimos da menor divisão da escala do instrumento). A tabela ao lado mostra os valores obtidos nas dez medidas realizadas.

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