2º Relatório de Bioquímica - Determinação de Açúcares Redutores DNS

2º Relatório de Bioquímica - Determinação de Açúcares Redutores DNS

(Parte 2 de 2)

Onde: [Conc]: é a concentração das amostras padrão nos tubos de ensaio; %T: é a transmitância lida no espectrofotômetro; Abs: é a absorbância calculada a partir dos dados de transmitância;

Para se construir a curva padrão de glicose, deve se plotar os dados de Abs x [Conc]. Para isso é necessário se usar da lei de Beer para fazer a transformação de %T em Abs, e isto pode ser descrito pela equação 1 abaixo:

O gráfico 1 abaixo demonstra a equação obtida pela plotagem dos dados, e o seu coeficiente de correlação linear:

A bs

Gráfico 1: Curva padrão de glicose.

A partir da equação 2 obtida no gráfico, podemos calcular a concentração da amostra desconhecida. Entretanto precisa-se avaliar se a leitura de %T da amostra desconhecida necessita descontar o valor obtido no branco ou não.

Como o espectro foi calibrado com o branco, e não com água não é necessário fazer esse desconto pois a leitura é feita diretamente. Essa técnica causa mais erros, no entanto é mais direta.

Abaixo na tabela 2 estão os valores lidos para o branco e para a amostra desconhecida.

[Conc] (g/L) %T Abs BRANCO 0 100 0 AMOSTRA ? 21,9 0,659556 Tabela 2: Dados obtidos durante as leituras do branco e da amostra.

Através da equação 1 o valor de transmitância lido da amostra é convertido em absorbância. O valor encontrado para a absorbância foi tabelado conforme descrito na tabela 2 acima.

Com este valor podemos então pela equação 2 obtida no gráfico encontrar o valor da amostra desconhecida.

x x xy

Onde: x: é o valor da concentração em g/L; y: é o valor da absorbância;

Isto indica que a concentração encontrada da amostra desconhecida é de aproximadamente 0,77g/L de glicose.

6. CONCLUSÃO

Devido à prática realizada em laboratório percebemos que o método do

DNS é uma medida rápida e eficaz. A concentração encontrada na amostra desconhecida foi de 0,77g/L, e pode-se provar que este é um valor bastante confiável visto que o coeficiente de correlação linear foi de 0,994.

O método do DNS é considerado um método barato e conveniente, entretanto a sua especificidade é baixa, podendo haver muitos interferentes durante a identificação da reação. Desta forma é necessário para cada análise construir uma curva padrão para poder minimizar estes possíveis interferentes.

7. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

BOBIO, Paulo A.; BOBIO, Florinda O. Introdução a Química de Alimentos. São Paulo: Editora Livraria Varela, 2003;

LEHNINGER, Albert L. Bioquímica; São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA,1976 ;

OLIVEIRA, Eduardo Augusto de. Controle de qualidade em refrigerante. Londrina, 2007. Disponível em: <http://www2.uel.br/pos/engproducao/arquivos/Eduardo_Oliveira.pdf> acesso em 26 mar. 2010.

PERRY, R. H. ; GREEN, D. WPerry’s Chemical Engeneering
Handbook. 6 EdEditora McGraw Hill. 1984;

SKOOG & WEST. Princípios de Análise Instrumental. New York: Editora Holt Reinhardt Winston, 1971.

ANEXO 1

Perguntas relacionadas ao Artigo Científico:

2- a. Açúcar invertido é uma mistura de açucares em solução, constituída principalmente de glicose, frutose e sacarose. Esta reação pode ser catalisada por enzimas, por ácidos ou por resinas trocadoras de cátions. Essas propriedades tem como vantagem a contribuição no aumento do valor de xaropes, para uso em vários produtos alimentícios, sobretudo na industria de refrigerantes.

b. Para a produção do açúcar invertido, dois métodos de inversão de sacarose podem ser usados: a hidrólise enzimática, catalisada pela enzima invertase e a hidrólise ácida, catalisada por um ácido. A acidez gerada na hidrólise ácida pode ser devido à ação direta de um ácido (hidrólise homogênea) ou através da liberação de H+ da resina catiônica (hidrólise heterogênea). O meio ácido promovido pela resina catiônica pode causar perde de açúcar por degradação do mesmo, levando à formação do hidroximetil furfural (HMF) com conseqüente desenvolvimento de cor do xarope. Isso pode ser minimizado se o tempo de residência do xarope na coluna e a temperatura do processo se mantiverem baixas.

A inversão do açúcar provoca a quebra da sacarose em dois açúcares que formam a sua molécula: glicose e frutose. A fórmula da reação química é a seguinte:

C12H22O11 (sacarose) + H2O (água) = C6H12O6 (glicose) + C6H12O6 (frutose).

O termo invertido decorre de uma característica física da sacarose, que se altera nesse processo: originalmente, um raio de luz polarizada que incide sobre a sacarose gira para a direita. Após o processamento de inversão, a luz desvia para a esquerda.

Para obtenção de um xarope invertido de elevada qualidade, deve haver uma etapa de descoloração e outra de inversão, usando como variáveis a concentração de sacarose, o fluxo através da coluna de resina de troca-iônica e a temperatura do processo.

Esquema do sistema de descoloração

Esquema do sistema na inversão do xarope c. Concordamos com a expressão usada na equação três para o cálculo da concentração de açúcar, pois podemos usar a massa específica da solução como forma de simplificação na equação, já que a concentração em graus brix é P/P. Assim chegamos na dimensão desejada concentração da amostra diluída (g/ml).

d. .....

e. A dosagem de sacarose, frutose e glicose foi feita por

Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), equipado com detector de ultra-violeta (Waters 486) a 280nm. 15µL das amostras foram eluídos através de uma coluna C-18 de 250 x 4,6mm 5µ utilizando como eluente uma mistura de água: metanol 90:10 a 1,0 mL/min. O sistema de integração usado foi o Milenium®. Esta técnica cromatográfica utiliza a fase móvel à alta pressão. Através das altas pressões se consegue uma redução do diâmetro das partículas da fase estacionária, encontrada no interior da coluna cromatográfica.

O uso de partículas menores (na ordem de 5,0 µm) no recheio da coluna implica em uma área superficial, o sítio de adsorção, maior (geralmente da ordem de centenas de metros quadrados por grama de fase estacionária), o que resulta em uma separação mais eficiente dos componentes da amostra. Essa "miniaturização" das partículas da coluna possibilita o uso de colunas menores, volumes menores de amostras e um gasto menor de fase móvel. Com isso, em cromatografia líquida de alta eficiência trabalha-se na faixa dos microlitros (µL).

CLAE, em inglês: High Performance/Pressure Liquide Chromatography, HPLC

Disciplina de Bioquímica Industrial Professor André Burkert

Determinação de Açúcares Redutores pelo método do DNS

Ana Carolina Butzke – 40726 Caroline Lindemann – 40755 Thiago Carvalho – 41400 Vanessa Wendt Schmidt – 40748

Rio Grande, Abril de 2010

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