Gestão de cooperativas de crédito

Gestão de cooperativas de crédito

(Parte 3 de 13)

Nesta unidade, você estudou o assunto Os Fundamentos do Cooperativismo que tratou dos seus conceitos e valores. Agora, você vai ler cuidadosamente as questões que se seguem e respondê-las.

Assinale a alternativa que, para você, contém um conceito de cooperativismo.

A ( ) É o método de ação pelo qual indivíduos, famílias ou comunidades, constituem um empreendimento.

B ( ) É um sistema econômico e social, com auto-gestão em bases democráticas, baseado na ajuda mútua. É a união de pessoas voltadas para um objetivo comum.

C ( ) É a reunião de pessoas de determinadas categorias profissionais que se reúnem para montar negócios na área comercial.

Gabarito:

Comentário da alternativa A: Resposta Incorreta.

Este é o conceito de cooperação, ação de cooperar. O cooperativismo pressupõe, além da reunião de indivíduos para construção de um empreendimento, um conjunto de princípios e valores baseados na igualdade, colaboração e solidariedade entre os diversos membros. Você pode rever este assunto nas telas 7 a 9 desta unidade. Poderá também acessar a Midiateca (lapela horizontal).

Comentário da alternativa B: Resposta Correta. Parabéns! Sua resposta está correta! Esta alternativa contempla todos os princípios do cooperativismo porque cooperativismo é o instrumento pelo qual a sociedade se organiza, através de ajuda mútua, da colaboração, da solidariedade, para resolver diversos problemas relacionados ao seu dia-a-dia. As pessoas associadas a uma cooperativa se obrigam, reciprocamente, a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro.

Alternativa C. Resposta Incorreta.

O cooperativismo é um sistema que se baseia na auto-gestão, é operado por meio da ajuda mútua e se destina a satisfazer as necessidades econômicas dos seus associados, em qualquer área de atividade e não apenas na área comercial. Você pode rever este assunto nas telas 6 a 8 desta unidade. Poderá também acessar a Midiateca (lapela horizontal).

EXERCÍCIO

Sobre os princípios universais do cooperativismo que você estudou nesta unidade, responda ao exercício a seguir, arrastando as bolinhas coloridas com os números para os círculos vazios correspondentes. Em seguida, clique no botão “CORRIGIR”.

Gabarito: 4, 1, 2, 5, 3

  1. Adesão voluntária e livre

  2. Gestão democrática

  3. Participação econômica dos membros

  4. Autonomia e independência

  5. Educação, formação e informação

4) “As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia das cooperativas”.

1) “As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminações de sexo, social, racial, política ou religiosas”.

2) “As cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes. Nas cooperativas singulares* os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto); as cooperativas centrais são também organizadas de maneira democrática”.

5) “As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação”.

3) “Os membros contribuem eqüitativamente para o capital das cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão”.

COMENTÁRIOS

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Pacote 1: Gestão de Cooperativas de Crédito

Módulo 1: O Cooperativismo de Crédito

Unidade 2: O Cooperativismo no Mundo e no Brasil

Olá, caro(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a) a esta etapa do curso. Vocês estão chegando da tela inicial que mostra o ambiente de aprendizagem com a imagem do formigueiro, idéia que continuará presente nos estudos do assunto Gestão de Cooperativas de Crédito.

Relembrando...

Como você já viu na unidade anterior, Os Fundamentos do Cooperativismo, os conceitos e valores do cooperativismo incluem as expressões solidariedade, igualdade, segurança, colaboração, democracia, responsabilidade, pois o cooperativismo se direciona para o alcance de metas e objetivos comuns baseados nesses valores essenciais.

Nesta etapa do curso, você conhecerá alguns aspectos históricos do Cooperativismo no Mundo e no Brasil e, ao final, será capaz de diferenciar cada um dos ramos do cooperativismo, assinalando suas principais finalidades.

CURIOSIDADES

Um pouco da história do cooperativismo no Mundo e no Brasil...

Este estudo será iniciado com uma fábula para que você possa refletir sobre a história do cooperativismo no mundo e no Brasil. Você terá elementos para compreender o processo de evolução do cooperativismo no Brasil e acesso a dados sobre o estágio atual das cooperativas em nosso país.

A fábula é um gênero narrativo que utiliza os animais como personagens e que, ao final, sempre nos apresenta uma moral. Seguindo o caminho natural da metáfora que acompanha todo este curso: o formigueiro, você fará a leitura da fábula “A Formiga e a Pomba”, de Esopo.

Antes de iniciar a leitura, saiba um pouquinho sobre o famoso autor da fabula e de

outras tantas.

Esopo era um fabulista grego que nasceu por volta do ano de 620 a.C. Tornou-se célebre por suas fábulas.

Segundo o historiador Heródoto, Esopo teria nascido na Frígia e trabalhava como escravo numa casa. Ainda existem alguns detalhes atribuídos à biografia de Esopo, que não foram comprovados: seria aleijado e com dificuldades de fala, seria um protegido do rei Creso e teria sido executado pelos cidadãos da cidade de Delfos por crime de blasfêmia. Há uma grande discussão sobre a sua existência real. Alguns levantam a hipótese de que suas fábulas sejam ditadas pela sabedoria popular da antiga Grécia. Bem, seja lá como for, o que é extremamente relevante é a imortalidade e a universalidade da obra a ele atribuída.

REFLEXÃO

Agora, você pode iniciar a leitura da fábula. Após a leitura, você será levado a refletir sobre os seus sentidos e como eles se relacionarão com a parte teórica que será apresentada no próximo passo.

Então, gostou da fábula? Ela tem vários sentidos, não é mesmo? Mas, o primordial é pensar que a idéia do cooperativismo se associa muito estreitamente ao sentimento de solidariedade, de fraternidade, de cooperação, de ajuda mútua. Pense a respeito!

TEORIA

O cooperativismo no Mundo

A idéia do cooperativismo tomou campo no mundo e se expandiu rapidamente. O modelo cooperativista que se iniciou em Rochdale (Inglaterra, 1844), se espalhou de forma imediata e crescente. Em 1848, na França, foram criadas cooperativas de produção por operários e na Alemanha e Itália surgiram as primeiras cooperativas de crédito. A cooperativa de Rochdale, ao fim do primeiro ano de atividades, tinha aumentado de 28 para 180 libras o seu capital integralizado. Em 1855, já possuía 1.400 associados.

O progresso demonstrado pela experiência foi responsável pelo rápido crescimento do cooperativismo de consumo: em 1881, já existiam mil cooperativas deste tipo, contando com, aproximadamente, 550 mil cooperados.

Como se vê, o cooperativismo persiste ao longo do tempo e continua se expandindo. É uma idéia que está presente em toda a parte. Ele faz parte das sociedades de economia planejada e das sociedades de livre mercado.

No momento atual, o cooperativismo no mundo cresce muito velozmente e de modo sólido, desempenhando o seu intento de atenuar as contradições do capitalismo internacional.

Para se ter uma idéia, só nos E.U.A., 60% da população participam de algum tipo de cooperativa, que reúnem mais de 150 milhões de pessoas.

No Canadá, 45% da população (12 milhões de pessoas); na Alemanha, 20% da população (20 milhões de pessoas), sendo que 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes são cooperados; na França, 20% da população (10,6 milhões).

Você já sabe um pouco da história do surgimento do cooperativismo e, também, um pouco de sua expansão pelo mundo. Aqui, você terá mais algumas informações que complementam as que já possui. Aproveite!

 O número de cooperados em todo o mundo ultrapassa 900 milhões de pessoas, algo como 6 vezes toda a população brasileira. Isso torna o movimento cooperativista a maior doutrina não religiosa do planeta.

 A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), órgão de representação e integração do cooperativismo no mundo, conta com mais de 230 organizações nacionais e internacionais, espalhadas por mais de 100 países, tornando a ACI a maior organização não governamental existente.

 De todas as categorias de cooperativas, a que mais tem crescido no mundo é a dos produtores rurais. O cooperativismo na Suécia é um dos mais desenvolvidos, tanto na área do consumo como na produção, no crédito e nos serviços em geral. Sua federação de cooperativas de consumo produz 90% de todo óleo comestível no país, 50% das caixas registradoras, 68% das lâmpadas elétricas e 30% das massas alimentícias, entre outros produtos.

 No passado, as cooperativas habitacionais foram responsáveis pela reconstrução da moradia em muitos países que participaram das duas grandes guerras. Na Inglaterra e no País de Gales, 50% das casas foram refeitas no regime cooperativista. Em países como Dinamarca, Suíça, Bélgica e a própria Suécia, o cooperativismo habitacional foi o único meio encontrado pela população para construção da casa própria.

TEORIA

O cooperativismo no Brasil

No Brasil, por volta de 1.600, iniciou-se um movimento que indicaria uma organização fundamentada na idéia do comunitarismo. A fundação das primeiras missões jesuítas foi o marco da idéia cooperativista no país. Suas ações se baseavam nos princípios de solidariedade humana, em que o trabalho coletivo era privilegiado como mecanismo de gerar bem-estar à coletividade, superando todo e qualquer individualismo. Esse modelo de organização social foi desenvolvido por mais de 150 anos.

Porém, efetivamente, a primeira cooperativa seguindo as diretrizes do modelo rochdaleano, foi criada em 1847, sob a liderança do médico francês Jean Maurice Faivre, à frente de um grupo de colonos europeus, dando vez à fundação da Colônia Tereza Cristina, no Paraná. Baseava-se nas diretrizes do modelo desenvolvido em Rochdale, na Inglaterra, conforme você viu na tela 4. Esta organização articulou e solidificou os princípios do cooperativismo brasileiro, servindo de referencial aos novos empreendimentos coletivos.

Posteriormente, novas organizações com consciência cooperativa surgiram no país, tais como: Cooperativa de Consumo dos Empregados da Cia. Paulista, em Campinas (SP), em 1887; Cooperativa de Consumo dos Funcionários da Prefeitura de Ouro Preto (MG), fundada em 1889; Associação Cooperativa dos Empregados da Companhia Telefônica, em Limeira (SP), fundada em 1891; Cooperativa Militar de Consumo do Rio de Janeiro (RJ), em 1894; Cooperativa de Consumo de Camaragibe, em Recife (PE), em 1895.

Leia para saber mais sobre as Cooperativas de Crédito no Brasil...

A primeira cooperativa de crédito surgiu em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul. Sua criação foi iniciativa do padre missionário suíço Theodor Amstad (SJ). Está em funcionamento até hoje, sob a denominação de Sicredi Pioneira RS.

A partir de 1966, o recém-criado Banco Central do Brasil desenvolveu rigorosa fiscalização nas cooperativas, principalmente nas de crédito, tendo cassado, em um ano de trabalho, mais de 2.000 cooperativas, principalmente aquelas denominadas “Luzzatti”, ou abertas.

Em 1970, houve outra investida da autoridade monetária sobre as cooperativas de crédito rural, tendo sido fechadas e cassadas quase a totalidade das instituições, principalmente no Rio Grande do Sul. Os motivos alegados eram, em sua maioria, irregularidades administrativas e financeiras.

SAIBA MAIS

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