100 livros importantes da literatura brasileira

100 livros importantes da literatura brasileira

Foto: Oscar Cabral

Livros

Os melhores livros do Brasil

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Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas. Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo. É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada. Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!

 

Adélia Prado: Bagagem Aluísio Azevedo: O Cortiço Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos                                       Noite na Taverna Antonio Callado: Quarup Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino Augusto de Campos: Viva Vaia Augusto dos Anjos: Eu Autran Dourado: Ópera dos Mortos Basílio da Gama: O Uraguai Bernando Élis: O Tronco Bernando Guimarães: A Escrava Isaura Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo                                                           Claro Enigma Castro Alves: Os Escravos                          Espumas Flutuantes Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência                                Mar Absoluto Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.                                  Laços de Família Cruz e Souza: Broquéis Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba Dias Gomes: O Pagador de Promessas Dyonélio Machado: Os Ratos Erico Verissimo: O Tempo e o Vento Euclides da Cunha: Os Sertões Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro? Fernando Sabino: O Encontro Marcado Ferreira Gullar: Poema Sujo Gonçalves Dias: I-Juca Pirama Graça Aranha: Canaã Graciliano Ramos: Vidas Secas                                   São Bernardo Gregório de Matos: Obra PoéticaGuimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas                                 Sagarana Haroldo de Campos: Galáxias Hilda Hilst: A Obscena Senhora D Ignágio de Loyola Brandão: Zero João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas João Gilberto Noll: Harmada João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela                           Terras do Sem Fim Jorge de Lima: Invenção de Orfeu José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen José de Alencar: O Guarani                                 Lucíola José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto José Lins do Rego: Fogo Morto Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé Luiz Vilela: Tremor de Terra Lygia Fagundes Telles: As Meninas                                          Seminário dos Ratos Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas                                     Dom Casmurro Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias Manuel Bandeira: Libertinagem                                   Estrela da Manhã Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre Mário de Andrade: Macunaíma;                                    Paulicéia Desvairada Mário Faustino: o Homem e Sua Hora Mário Quintana: Nova Antologia Poética Marques Rebelo: A Estrela Sobe Menotti Del Picchia: Juca Mulato Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo Murilo Mendes: As Metamorfoses Murilo Rubião: O Ex-Mágico Nelson Rodrigues:  Vestido de Noiva                                   A Vida Como Ela É Olavo Bilac: Poesias Osman Lins: Avalovara Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande                                       Memórias Sentimentais de João Miramar Otto Lara Resende: O Braço Direito Padre Antônio Vieira: Sermões Paulo Leminski: Catatau Pedro Nava: Baú de Ossos Plínio Marcos: Navalha de Carne Rachel de Queiroz: O Quinze Raduan Nassar: Lavoura Arcaica                               Um Copo de Cólera Raul Pompéia: O Ateneu Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas Rubem Fonseca: A Coleira do Cão Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson Stanislaw Ponte Preta: Febeapá Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu                                                Cartas Chilenas Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética Visconde de Taunay: Inocência

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