Doença ocupacionais

Doença ocupacionais

O amianto ou asbesto

É um mineral usado como matéria-prima na maioria das indústrias e em mais de 70% das residências brasileiras.

Não. Ele é conhecido desde os homens primitivos, que faziam cerâmicas reforçadas para irem ao fogo, por estar na natureza na maior parte do planeta e existir em abundância. Relatos de quatrocentos anos antes de Cristo demonstram que o amianto era usado para fabricar mortalhas e provocava doenças entre os escravos.Por que ele tem muitas utilidades: não pega fogo, não se destrói, é tão resistente quanto o aço e, mesmo sendo uma rocha, suas fibras podem ser trabalhadas, transformando-se em tecidos usados para roupas que suportam altas temperaturas, mas se este material é tão bom assim por que se diz que é um inimigo do homem, porque ele é cancerígeno e provoca várias doenças nos seres humanos,e não há formas de evitar as doenças, Porque ele não pode ser destruído por nenhum agente(calor, microrganismos e bactérias, ácidos etc.) quando ele entra no corpo humano pela respiração ou ingestão(na água, contaminando alimentos etc.). Ele não consegue ser eliminado pelos nossos anticorpos. Fica lá dentro, principalmente, em órgãos como pulmão e em tecidos(pele) como pleura e peritônio, que revestem, respectivamente, pulmão e o abdômen.

As doenças provocadas pelo amianto matam Infelizmente a maioria das doenças do amianto não têm cura. Algumas delas podem matar a curto prazo e outras vão matando lentamente por asfixia.

Asbestose que é o endurecimento lento do pulmão e que causa falta de ar progressiva, cansaço, emagrecimento, dores nas pernas e costas. Não tem cura e progride mesmo que nunca mais se exponha à poeira de amianto. O tratamento empregado é para diminuir os sintomas da falta de ar. Em geral leva de 15 a 25 anos para se manifestar, mas pode ocorrer antes, caso se tenha tido uma exposição a grandes quantidades de poeira.

Câncer de pulmão

Mesotelioma de pleura(tecido que reveste pulmão) e peritônio(tecido que reveste a cavidade abdominal) - tumor maligno que mata em até dois anos após confirmado o diagnóstico. O mesotelioma é uma doença que pode se apresentar até 35 anos após a contaminação.

Doenças pleurais (placas, derrames, espessamentos, distúrbios ventilatórios) - Embora os médicos digam que sejam "benignas", elas trazem um série de incômodos como falta de ar, cansaço. Ninguém nasce com isso. É doença adquirida no trabalho e pelas condições em que o trabalho se desenvolve. As empresas, em geral, recusam vagas para trabalhadores portadores destas doenças, alegando que não estão aptos para o trabalho.

Cânceres de faringe e do aparelho digestivo - Já existem muitas provas de que estas doenças se manifestam em que esteve exposto ao amianto.

Indústrias que trabalham com o amianto

São muitas. Mais de 3.000 produtos contêm amianto: caixas d’água e telhas de cimento-amianto(marcas Brasilit, Eternit), lonas e pastilhas de freios para carros, ônibus, caminhões, tecidos e mantas anti-chamas, tecidos para isolamento térmico, pisos vinílicos(tipo Paviflex), papelões hidráulicos, juntas automotivas, tintas e massas retardadoras de fogo, plásticos reforçados entre outros,só os trabalhadores que manipulam o amianto adquirem estas doença Não. É por isso que o amianto é muito perigoso porque ele atinge as esposas que lavam as roupas dos trabalhadores, filhos que são abraçados pelos pais com as roupas de trabalho contaminadas, os que moram vizinhos a estas fábricas e o consumidor que adquire produtos à base deste material ou que se expõe à poeira liberada por este material.

d) a expressão fibras de asbesto respiráveis designa as fibras de asbesto cujo diâmetro seja inferior a três micras e cuja relação entre longitude e diâmetro seja superior a 3:1; na medição, somente se levarão em consideração as fibras de longitude superior a cinco micras; e) a expressão exposição a asbesto designa uma exposição no trabalho às fibras de asbesto respiráveis ou ao pó de asbesto em suspensão no ar, originada pelo asbesto ou por minerais, materiais ou produtos que contenham asbesto;f) a expressão os trabalhadores abrange os membros de cooperativas de produção; g) a expressão representantes dos trabalhadores designa os representantes dos trabalhadores reconhecidos como tais pela legislação ou a prática nacional, de conformidade com o Convênio sobre os representantes dos trabalhadores, 1971. (http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala202.pdf )

História Doença do Trabalho

No século XVI, já se descreviam as primeiras relações entre trabalho e doença, mas apenas em 1.700, no século III, foi que se chamou atenção para as doenças profissionais, quando o italiano Bernardino Ramazzi publicou o livro De Morbis Artificum Diatriba ("As Doenças dos Trabalhadores"). Nesta obra, ele descreve, com extraordinária precisão para a época uma serie de doenças relacionadas com mais de 50 profissões diferentes. Diante. disso, Ramazzi foi cognominado o "Pai Medicina do Trabalho", e, as perguntas clássicas que o médico faz ao paciente na anammese clinica foi acrescentada mais uma: "Qual a sua ocupação?".

O advento da Revolução Industrial ocasionou o surgimento das fabricas, as quais passaram a empregar grande parte população, multiplicando as ocupações e trazendo, como conseqüência, uma serie de problemas de saúde.. Com isso, surge também a necessidade de o medico entrar nas fabricas e dedicar atenção ao trabalhador e as condições de trabalho.

Na Inglaterra, berço da Revoluta Industrial, já em 1830 apareciam os primeiros médicos de fabrica.

Os agentes físicos, presentes em ambiente de trabalho, são de diversas naturezas e, entre eles, destacam-se o ruído, o calor, o frio, as vibrações, as pressões anormais, as radiações ionizantes e as radiações não ionizantes.              1 - Calor            2 - Ruído            3 - Vibrações            4 - Pressões hiperbáricas            5 - Radiações ionizantes            6 - Radiações não ionizantes .  

1.0 Verifica-se a presença de calor em inúmeras operações industriais, como na fundição de metais, na laminação a quente, nos altos-fornos, nos vazamentos em aciarias, em fornos de cerâmica etc. O trabalho efetuado com exposição a altas temperaturas provoca fadiga intensa e, consequentemente, a diminuição do rendimento normal do trabalhador,em razão do maior desgaste físico e da perda de água e de sais. Os principais quadros clínicos causados pelo calor são: a intermação, a desidratação, a prostração térmica, as caimbras do calor, e os problemas de pele. Somente, após 3 semanas trabalhando sob calor, é que o trabalhador consegue a aclimatação, tornando-se mais fácil e menos perigoso o trabalho em ambientes sob altas temperaturas. O controle médico do trabalhador deve ser rigoroso, principalmente na fase de aclimatação, (ou adaptação), inicial, e, também, após o retorno de ferias ou após qualquer afastamento por mais de 2 semanas, depois do que o indivíduo perde totalmente a adaptação ao calor.  

2. O ruído, a uma intensidade maior que o permitido pela nossa legislação, causa, aos operários expostos durante longo tempo, a perda total ou parcial e irreversível da audição. Quanto maior a intensidade do ruído, bem como a suscetibilidade individual (indivíduos mais sensíveis ao agente), mais cedo aparece a surdez profissional . Inicialmente, o indivíduo tem a audição afetada para a percepção de sons muito agudos (4.000 Hz) e, portanto, não chega a ter perturbada a comunicação verbal (feita entre 500 a 2.000 Hz), mas, persistindo a exposição, haverá também comprometimento das freqüências importantes para a comunicação oral e, portanto, com grande e irreversível prejuízo para o indivíduo. O controle médico deve ser feito por meio do exame audiometrico pre-admissional e periódico, para diagnóstico precoce da lesão auditiva, visando, portanto, impedir que a exposição continue por mais alguns anos e acabe por resultar numa surdez total.

3.0 utilização de instrumento vibrantes, como marteletes pneumáticos, lixadeiras, perfuratrizes, moto-serras etc. causam, depois de alguns anos de trabalho, lesões deformantes das articulações das mãos e dos punhos, em maior e menor grau. A vibração também provoca uma doença na circulação arterial da mão, que atinge principalmente os dedos do indivíduo, e que se caracteriza por bloqueio da circulação local quando a mão e exposta ao frio. A prevenção a nível médico e feita por meio de exames periódicos dos indivíduos expostos, para diagnosticar precocemente as alterações e, portanto, evitar a completa instalação da doença.

4.0 A pressão hiperbarica é necessária para o trabalho em tubulações, túneis escavados por Shield ("Tatuzao") e em trabalhos submarinos (mergulhadores)

O trabalhador pode sofrer problemas durante a compressão e a descompressão. Na compressão,há risco de barotrauma, ou seja, trauma de ouvido, seios paranasais e até de dentes. Para prevenir estas ocorrências devem ser feitos exames médicos diários, evitando-se, por exemplo, que um indivíduo resfriado seja comprimido, pois, nesse caso, poderá ocorrer barotrauma de ouvido e de seios paranasais, o que acarreta muita dor, além de rompimento do tímpano.

A descompressão pode causar uma grande embolia gasosa que, em geral, leva à morte rapidamente, ou, então, um quadro mais brando, chamado de doença descompressiva ou mal dos caixões, que é caracterizado por dor violenta nas grandes articulações (joelho, ombro, quadril). O tratamento da doença descompressiva e a imediata recompressão do indivíduo, seguida de descompressão lenta, por meio da tabela médica de tratamento. Há, ainda, conseqüências a longo prazo da doença descompressiva, pois, em muitos indivíduos afetados, após algum tempo (de meses a alguns anos), surge necrose asséptica, ou seja, a destruição de segmentos ósseos de grandes articulações (por exemplo, cabeça do fêmur), provocando no doente deformidades e incapacidade para o trabalho. A melhor prevenção é obedecer corretamente as tabelas de compressão e descompressão, procedimento que, seguramente, evita a ocorrência de doença descompressiva.

Radiações Ionizantes

São basicamente os raios-X, raios-Y, e as partículas  e  , emitidas de equipamentos de radiologia ou de materiais radiativos , hoje amplamente utilizados em grande variedade de atividades,principalmente em controle de qualidade (gamagrafia). A exposição a essas radiações, principalmente as mais penetrantes(raios-X e Y) causa doenças graves como o câncer, além de alterações genéticas,ou seja, que podem aparecer nos descendentes do indivíduo, não só na primeira geração, como também nas subsequentes. Em uma exposição maciça; a radiação ionizante ocasiona uma síndrome, com anemia, vômitos, perda de apetite, fraqueza intensa e sangramentos, podendo, ainda, ocasionar a morte poucos dias após a exposição do indivíduo. Para a prevenção, deve-se fazer controle rigoroso da exposição do indivíduo exposto.

Radiação Não ionizante

As radiações não ionizantes mais comuns em industrias são a infravermelha e a ultravioleta. A radiação ultravioleta provém principalmente da operação de solda elétrica e causa queimaduras na pele e irritação nos olhos. A infravermelha é proveniente do aquecimento intenso de metais ou vidros fundentes ou semifundentes. A exposição durante anos a este agente provoca catarata, doença ocular do cristalino que pode levar a cegueira. A catarata por infravermelho é, de longa data, chamada "catarata dos vidreiros".

Metais e metalóides  

Os principais metais do ponto de vista da Toxicologia Industrial são: o chumbo, o mercúrio, o manganês, o cádmio e os metaloides, como o arsênico e o fósforo.

Manganês utilizado na fabricação de aços especiais e de outras ligas metálicas.

Solventes aromáticos:

A intoxicação, também chamada de manganismo, causa graves problemas cerebrais, com aparecimento de falta de equilíbrio e sustentação, que pode culminar com a impossibilidade total de o indivíduo caminhar. A prevenção é feita por exames neurológicos específicos e por meio de dosagem de manganês na urina. Os solventes aromáticos são amplamente utilizados nas industrias plásticasde borracha, química e petroquímica. Os mais difundidos são o benzeno, o tolueno e o xileno. Todos causam, mediante exposição maciça, a grandes quantidades, sonolência, torpor, coma, podendo causar a morte por parada respiratória; pois são narcóticos. O mais comum em exposição profissional é a intoxicação crônica, e, neste caso, o benzeno é o mais perigoso, pois alem da absorção normal pela via respiratória, é também facilmente absorvido através da pele, e causa anemia aplastica, também chamada de benzolismo quadro gravíssimo de anemia, que leva à morte em 70% dos casos. O benzeno também pode causar, em alguns indivíduos, a leucemia (câncer do sangue) igualmente com alto índice de mortalidade. O controle medico é feito por exames de sangue periódicos, e avaliações freqüentes de absorção de benzeno, por meio de analises de fenol urinário (metabolito do benzeno excretado). Mas o ideal mesmo é a eliminação completa da utilização do benzeno, substituindo-o por outros solventes menos perigos. O tolueno e o xileno não são absorvidos através da pele e são menos voláteis, o que diminui muito o risco de intoxicação. Quando esta ocorre, surgem alterações dos rins e do fígado. A exposição a ambos pode ser controlada facilmente pela analise de seus metabolitos urinários (ácido hipurico e metil-hipurico).

 Solventes halogenados

São de grande utilização industrial principalmente no desengraxamento de peças em metalúrgicas; são também usados como solventes de tintas e vernizes, nos pesticidas, nas lavagens a seco em tinturarias, etc. Entre os halogenados, os mais utilizados são os solventes clorados, como o tetracloreto de carbono, o tricloroetileno, o tetracloroetileno, o tricloroetano, etc. Estes, quando em exposição maior, também podem causar sonolência, torpor e até a morte, se a dose absorvida for muito alta ( efeito anestésico geral ). A exposição ocupacional a estes solventes causa lesões no fígado e nos nervos periféricos, irritação pulmonar, e, em alguns casos de solventes como tetracloreto de carbono,pode ocasionar o aparecimento de câncer de fígado. O controle deve ser feito por meio de avaliação hepática e de exames periódicos e analises de metabolitos urinários dos solventes.

Outras pneumoconioses  

Há inúmeros outros tipos de pneumoconioses: a mais importante é a pneumoconiose do minério de carvão, a qual é considerada por inúmeros autores como sendo, na verdade uma silicose, enquanto outros dizem que é uma doença à parte, provocada, evidentemente, pelo trabalho nas minas de carvão. Além dessa , existem outras como: siderose (por ferro), estanose (estanho) , bagaçose (fibras vegetais) , aluminíose (alumínio),bissinose (algodão), etc.

Óleos e Graxas  

O contato prolongado com óleos e graxas causa uma lesão de pele conhecida como elaioconiose. Essa moléstia acomete freqüentemente os trabalhadores mecânicos e metalúrgicos, e é de tratamento prolongado, exigindo longos afastamentos do trabalho para a cura completa. Na elaioconiose, a pele apresenta vários pequenos pontos com pus e perda de pelos nas regiões afetadas, em geral coxas e os antebraços. A medida preventiva ideal é a boa higiene corporal após o trabalho, e o uso de avental de plástico que impeça o borrifo de óleo nas roupas do trabalhador. Os óleos e graxas também podem causar câncer de pele, pelo contato repetido por muitos anos. O mais perigoso, ponto de vista cancerígeno, são os óleos de corte ou os solúveis pois contém nitrosaminas, que são potentes cancerígenos.

Classificação segundo a ação

Ainda em relação aos agentes químicos, existem alguns que não se encaixam na classificação de acordo com a natureza química, havendo necessidade de classifica-los segundo a ação, em asfixiantes simples, asfixiantes químicos, gases e vapores irritantes e outros agentes químicos.

DOENÇAS CAUSADAS POR GASES ASFIXIANTES SIMPLES

 

Celina T. Wakamatsu

 

Os gases asfixiantes podem ser simples ou químicos. Dá-se o nome de asfixiantes simples àqueles que não atuam diretamente sobre o organismo, mas tomam o lugar do oxigênio no pulmão. Portanto, se houver oxigênio no ar em quantidade suficiente para manter a vida humana, a presença do gás asfixiante simples não causa asfixia e para que surjam os primeiros sintomas é necessário reduzir apreciavelmente a concentração do oxigênio; para isso, a concentração do asfixiante simples deve atingir pelo menos 33% na mistura do ar. Exemplos de asfixiantes simples: gás carbônico, metano, etano, butano, acetileno, óxido nitroso, etc.

Conseqüências da deficiência do oxigênio

O oxigênio é um gás presente naturalmente no ar atmosférico na concentração de 20,95%. E utilizado pelo homem e pelos animais para a combustão dos tecidos em quantidades proporcionais à energia dispendida.

Quando a sua concentração cai abaixo de 16%, os sintomas de anoxia começam a aparecer conforme mostra o quadro:  

 

 

Oxigênio 

 Volume 

 Sintomas 

12

 16%

Freqüência respiratória e pulso aceleram, distúrbio da coordenação muscular discreta.   

10

 14%

Consciente, distúrbio da respiração, fadiga anormal, tontura. 

 6

 10%

Náusea, vômitos, perda de consciência, incapacidade para gritar ou mover-se.   

Abaixo

de 6%

Convulsão, parada respiratória e minutos depois parada cardíaca e morte.                                                                                                            

 

Resposta do organismo à diminuição da concentração de oxigênio no ar.

Existe uma variação individual muito marcante na suscetibilidade à anoxia. Pessoas com deficiência cardíaca e pulmonar são mais suscetíveis. Hipertireóides normalmente consomem mais oxigênio e são, portanto, mais suscetíveis, enquanto o raciocínio inverso é valido para os hipotireóideos.

Toda vez que a anoxia é prolongada a recuperação é lenta e deixa seqüelas tais como alucinações, excitação, cefaléia, náuseas, apatia, por várias horas; pensa-se, atualmente, que são resultados da pressão do edema cerebral.

Quando a anoxia é grave e prolongada com inconsciência, degenerações irreversíveis no sistema nervoso ocorrem, especialmente no córtex cerebral e nos gânglios basais. Resultam em paralisia, amnésia e outras manifestações.

Vamos fazer algumas considerações sobre os gases asfixiantes simples mais comuns:

  A) Gás Carbônico (C02)

Também chamado de dióxido de carbono, é encontrado em combustões de matérias carbonadas, em extintores de incêndio, em indústrias de bebidas, em minas, em covas, túneis, poços, como agente refrigerador na produção de sorvetes e de alimentos congelados, na preservação de alimentos especialmente durante o transporte, como neutralizador de excesso de álcalis em indústrias químicas, é utilizada a sua forma sólida ou gasosa para produzir atmosfera inerte em lugares onde existe perigo de explosões, etc.

O ar atmosférico normal contém de 0,03% a 0,06% de gás carbônico. Sua concentração máxima permissível é de 5.000 ppm no ar.

O gás carbônico não é totalmente inerte. Quando existe em quantidades altas no organismo, ele excita o centro respiratório e vasomotor e produz efeitos narcóticos. E utilizado em concentrações acima de 10% junto como oxigênio como terapêutica para estimular a respiração e a ventilação pulmonar, e também para acelerar a eliminação de gases anestésicos e de monóxido de carbono.

Efeitos agudos: O gás carbônico não oferece sérios problemas industriais, com exceção à sua contribuição para a deficiência de oxigênio, problema esse já referido anteriormente. Os efeitos iniciais da inalação excessiva de dióxido de carbono são notados a partir de concentrações acima de 2.000 ppm, ou seja, 2%, quando então a respiração torna-se mais profunda. A profundidade aumenta acentuadamente à concentrações de 4% à 5% e a respiração torna-se difícil podendo também provocar cefaléia e suores. De 6 a 10% provoca cefaléia, tremores, alterações visuais e pode haver perda de consciência. Por outro lado, já houve homens que inalaram concentrações de 8 a 10% durante mais de uma hora sem apresentarem efeitos danosos evidentes. A 10% causa perda de consciência. Taxas de 30 a 40% são mortais mesmo em presença de oxigênio.

Efeitos crônicos: Exposições repetidas diárias de uma hora a 8% de gás carbônico aumentam a taxa de hemoglobina e de células vermelhas e causam efeitos deletérios na troca gasosa.

Quanto à prevenção do ambiente de trabalho basta geralmente uma eficiente ventilação exaustora.

B - Hidrocarbonetos alifáticos

Derivados do petróleo. Os elementos mais baixos da série: metano, etano, propano e butano são gases. O metano e o etano são tolerados em altas concentrações no ar inspirado sem produzir efeitos sistêmicos. Se a concentração é suficientemente alta para diluir ou excluir o oxigênio normalmente presente no ar, os efeitos produzidos são devidos à deficiência de oxigênio, cujos resultados já foram vistos.

Farmacologicamente, os hidrocarbonetos acima do etano podem ser agrupados como anestésicos gerais na classe dos depressores do sistema nervoso central. Os vapores desses hidrocarbonetos são irritantes das mucosas.

B1 - Metano (CH4)

É um gás incolor, inodoro, explosivo, mais leve que o ar. Éencontrado em minas e em lugares fechados, resultado da decomposição de matéria orgânica, em poços de gás e de petróleo, em minas de carvão em sínteses orgânicas, etc. não tem efeito fisiológico apreciável exceto quando baixa a pressão parcial de oxigênio no ar o suficiente para provocar efeitos sistêmicos devido à deprivação de oxigênio. Embora fisiologicamente seja considerado inerte, oferece perigo sob o ponto de vista da segurança devido a sua propriedade explosiva.

Sua C.M.P. é 10.000 ppm no ar.

B2 - Etano (C2H6)

É usado em sistemas de refrigeração e em indústrias químicas de produção de halogénio. É fisiologicamente inerte e é um gás asfixiante simples.

B3 - Butano (C4H10)

É o gás principal dos bujões de gás é usado também nos sistemas de refrigeração, nas sínteses químicas, etc. É tambérn inodoro e inflamável, é asfixiante simples e em altas doses pode ter narcóticos.

C - Acetileno (C2H2)

É altamente inflamável e é usado em indústrias químicas como nas manufaturas de acrilonitrilo, de borracha sintética, de tricloroetileno, de acrilatos, de pirrolidina, em iluminações de minas, em operação de solda, em fábricas de vidro, etc. Tem propriedades anestésicas a baixas concentração e irritantes a altas concentrações. Forma misturas explosivas com o ar ou o oxigênio. O gás de acetileno a alta temperatura e alta pressão pode decompor-se explosivamente. Pode reagir com cobre, prata e mercúrio e decompor-se violentamente sob certas condições; pode reagir também com cloro e com flúor.

A fosfina é considerada uma impureza em alguns produtos comerciais de acetileno e é altamente tóxico, mas geralmente está presente em concentrações muito baixas para ser considerada perigosa. Existem outras impurezas no acetileno comercial tais como a arsina, o sulfeto de hidrogênio, o dissulfeto de carbono, que podem provocar sintomatologia. A inalação de 100.000 ppm de acetileno tem efeito fraco sobre o homem. Intoxicação marcante ocorre a partir de 200.000 ppm quando então nota-se taquipnéia, dispnéia, confusão mental, alteração da coordenação muscular, cianose, pulso fraco, náusea, vômitos, prostração; a 350.000 ppm há perda de consciência, convulsão, morte. Não há evidência de que exposições repetidas a níveis toleráveis de acetileno tenham efeitos deletérios á saúde. No ambiente de trabalho não se devem permitir concentrações acima de 0,5% (5.000 ppm).

D - Oxido Nitroso (NO)

Possui leve ação narcótica em adição a suas propriedades asfixiantes. Raramente é causa de asfixia na indústria, e quando ocorre é em ambientes fechados.

 

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