Estrutura funcional dos neurônios e das sinapses

Estrutura funcional dos neurônios e das sinapses

(Parte 2 de 2)

Remoção dos neurotransmissores a) De moléculas pequenas: difusão para fora da fenda sináptica e colisterase, que provoca a destruição das enzimas e proporciona o transporte ativo de volta a própria terminação pré-sináptica. b) De moléculas grandes: difusão para os tecidos circunjacentes e destruição das enzimas. - Aceticolina

- Adrenalina

- Noradrenalina

- Serotonina e etc.

Leonar do Delgado

TEMA 02: ORGANIZAÇÃO GERAL DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO

- Sentir as mudanças internas do corpo e do ambiente externo - Interpretar essas mudanças

- Responder a essas interpretações iniciando a secreção glandular e/ou a contração muscular

- Assimilar experiências necessárias à memória, ao aprendizado e a inteligência - Programar o comportamento instintivo

O tecido nervoso cobre todo o sistema nervoso, o qual se divide em:

- Sistema nervoso central é constituído pelo encéfalo e medula espinal

- Sistema nervoso periférico é constituído pelos nervos e ganglios nervosos

Encontra-se no cérebro, medula espinal, e nervos que percorrem o corpo. Em particular está em contato com os músculos, regulando o seu movimento, e com os tecidos glandulares regulando a sua atividade secretora.

O tecido nervoso é formado por células excitáveis especializadas em transmitir estímulos ou impulsos nervosos graças a uma série muito complexa de atividades físico-químicas da sua membrana.

As células que formam o tecido nervoso podem ter diversas formas, características, comprimentos e funções muito diversas, segundo o papel desempenhado por cada uma.

Leonar do Delgado

O sistema nervoso é um sistema único e integrado, mas por conveniência de estudo, é dividido em duas partes principais:

- O sistema nervoso central, constituído pelo cérebro e medula espinal, atua como integrador e centro de comando de todo o sistema nervoso, interpreta a informação sensorial recebida e emite respostas baseadas na experiência passada, reflexos e condições existentes;

- O sistema nervoso periférico, que não faz parte do sistema nervoso central, e é constituído fundamentalmente pelos nervos que têm origem no cérebro e na medula espinal, gânglios e terminações nervosas.

Os nervos espinais transportam os impulsos para e da medula espinal. Os nervos cranianos transportam os impulsos para e do encéfalo. Estes nervos periféricos permitem a comunicação ligando todas as partes do corpo ao sistema nervoso central.

No sistema nervoso periférico consideramos duas divisões. A sensorial ou aferente que faz convergir, no sistema nervoso central, os impulsos captados nos receptores localizados nas várias partes do corpo.

As fibras sensoriais que transportam os impulsos da pele, músculos esqueléticos, etc., são denominadas nervos somáticos aferentes, enquanto as que transportam os impulsos das vísceras se denominam nervos viscerais aferentes. Estes nervos sensitivos aferentes permitem que o sistema nervoso central esteja constantemente informado dos acontecimentos que ocorrem no corpo ou no exterior do corpo. A outra divisão é constituída pelos nervos motores ou eferentes que transmitem impulsos a partir do sistema nervoso central para os músculos ou glândulas, que é o efeito motor resposta.

A divisão motora é subdividida em duas:

Leonar do Delgado

- O sistema nervoso somático, constituído pelas fibras motoras, que conduz os impulsos desde o sistema nervoso central para os músculos esqueléticos. É muitas vezes denominado como sistema nervoso voluntário, visto que controla, de acordo com a vontade, os músculos esqueléticos.

- O sistema nervoso autônomo, constituído por fibras nervosas motoras que regulam a atividade do tecido muscular liso, do tecido muscular cardíaco e das glândulas. É pelo fato de não podermos controlar determinadas atividades como o bater do coração, ou o movimento dos alimentos através do nosso sistema digestivo, que o sistema nervoso autônomo também é denominado sistema nervoso involuntário. No sistema nervoso autônomo podemos ainda considerar o sistema nervoso simpático e o parassimpático, que tipicamente têm efeitos opostos na atividade dos mesmos órgãos viscerais. Enquanto um estimula, o outro inibe.

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