Cerveja - Trabalho

Cerveja - Trabalho

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Na pasteurização em túnel, a cerveja é pasteurizada depois de acondicionada em garrafa ou lata. Nesse sistema, a cerveja enlatada ou engarrafada, ao atravessar o túnel do pasteurizador, recebe calor mediante aspersão em água quente nas diversas seções do pasteurizador. A temperatura da cerveja no interior da garrafa alcança 60-65ºC. O resfriamento se faz com aspersão em água fria.

Seja qual for o tipo de pasteurização adotado, o aquecimento deve fornecer à cerveja um determinado número de Unidades de Pasteurização (UP). Uma unidade de pasteurização é definida como sendo o efeito de morte biológica quando a cerveja é aquecida a 60ºC por um minuto. Na prática, uma cerveja com menos de 100 células viáveis/ml necessita de 15 a 20 UP quando pasteurizada em pasteurizador de túnel. No caso de pasteurizador de placas, trabalha-se usualmente com 40 a 60 UP, por que existe grande risco de alguma porção da cerveja em pasteurização não alcançar a temperatura especificada no processo. Nesse caso, onde se utiliza um tratamento térmico mais rigoroso, a presença de oxigênio na cerveja pode causar sabores de “cozidos”, “biscoitos” ou “tostado” no produto acabado. Também as cervejas com baixo teor alcoólico (ou sem álcool), baixo teor de extrato e com pH acima de 4.4, por apresentarem boas condições para crescimento microbiano, requerem níveis mais elevados de UP, em relação às cervejas comuns. [8]

Fonte:http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2004/vinho_cerveja/producao_cervejas.html

6 - Qualidade da Cerveja

A qualidade da cerveja pode ser considerada sob dois pontos de vista: tipo e excelência. As cervejas, normalmente, enquadram-se em categorias denominadas “tipo”, tais como Pilsem, Bock, Munchem, Stout, etc., sendo que cada tipo apresenta características físicas e químicas bem definidas. Assim, uma cerveja para ser considerada Pilsen, deve apresentar as características da cerveja Pílsen produzida originalmente na Tchecoslováquia. Os países onde a indústria cervejeira experimentou grande desenvolvimento - como é o caso do Brasil, adotam padrões de qualidade e identidade para as suas cervejas. O grau de excelência de uma cerveja está mais ligado aos seus atributos sensoriais, por isso esse aspecto da qualidade é altamente subjetivo, podendo ser avaliado em função dos possíveis defeitos que a bebida possa apresentar.[8]

Uma cervejaria para produzir uma bebida de qualidade deve prestar especial atenção a três fatores: matérias-primas, equipamentos / processamento e mão de obra.

A qualidade da cerveja depende diretamente da qualidade das matérias primas, devendo estas estarem sempre dentro das especificações exigidas pelo cervejeiro. Interferem na qualidade da cerveja:

  • Composição química da água;

  • Tipo de malte;

  • Proporção malte / adjunto;

  • Variedade;

  • Quantidade;

  • Forma e pontos de adição de lúpulo;

  • Utilização de enzimas na mosturação;

  • Proporção de fermentáveis / não fermentáveis no mosto;

  • Teor de extrato do mosto;

  • Raça da levedura empregada na fermentação;

  • Temperatura de fermentação;

  • Ponto de separação da levedura;

  • Maturação;

  • Carbonatação;

  • Pasteurização;

  • Dentre outros.

6.1 Composição física e química da cerveja:

A composição física e química de uma cerveja é importante para a sua classificação em tipo, teor alcoólico, teor de extrato primitivo, cor, etc., conferindo-lhe a identidade de acordo com a legislação específica de cada país. Mas, esses parâmetros analíticos pouco dizem sobre a palatabilidade da bebida. Dessa forma uma cerveja pode ser classificada como do tipo Pilsen, pois apresenta todas as características físicas e químicas de uma cerveja Pilsen, mas ser absolutamente intragável. Assim, as análises físicas e químicas de uma cerveja são limitadas para definir a sua qualidade sensorial, uma vez que muitos dos atributos de sabor, odor, corpo, etc. não podem ser descritos como compostos químicos individuais. Por outro lado, com as modernas técnicas de análise, podem-se analisar milhares de compostos químicos de uma cerveja, sendo que a maioria deles não apresentam qualquer relação com as características sensoriais dessa bebida. [8]

A tabela 12 mostra a composição física e química de uma cerveja de baixa fermentação, utilizada para a sua caracterização e como forma de asegurar a sua qualidade.

T

Tabela 12 – Composição Físico-Química da cerveja de baixa fermentação

Média

Mínimo

Máximo

Extrato aparente %

2,5

2,0

3,1

Extrato real %

4,1

3,7

4,8

Álcool, % m/m

3,7

3,4

3,9

Extrato original calculado %

11,4

10,7

12,1

Açúcares redutores em maltose %

1,1

0,8

1,5

pH

4,2

3,8

4,7

Acidez em ácido lático

0,13

0,09

0,15

Proteína %

0,31

0,25

0,37

Gás Carbônico, Vdo gás/Vcerveja

2,6

2,4

2,8

Unidades de amargo

16

10

23

Tanino, ppm

164

120

210

Diacetil, ppm

0,08

-

-

Cálcio, ppm

56

30

80

Magnésio, ppm

80

60

110

Potássio, ppm

330

200

420

Sódio, ppm

80

30

250

Cloro, ppm

230

100

500

Sulfato, ppm

260

110

450

Fosfato, ppm

380

200

450

Oxalato, ppm

12

7

20

Ferro, ppm

< 0,10

-

-

Cobre, ppm

< 0,16

-

-

Fonte: AQUARENE, Eugênio. et al. Biotecnologia Indutrial. na produção de alimentos vol 4. Ed Edgard Blücher LTDA. São Paulo, 2001

6.2 Características sensoriais da cerveja

As características sensoriais da cerveja podem ser avaliadas pelo seu sabor. Este termo é descrito como uma sensação completa compreendendo gosto e odor. A percepção do sabor envolve a interação entre os quatros gostos básicos sentidos na língua - doce, salgado, azedo e amargo -como odores de substâncias voláteis percebidas na cavidade nasal. Propriedades como rusticidade ou suavidade, calor ou frieza, pungencia ou brandura podem influenciar na percepção do sabor. O corpo da cerveja - percepção similar à textura dos alimentos sólidos - está relacionado com a concentração de macromoléculas, como é o caso das proteínas e melanoidinas, substâncias que conferem viscosidade à bebida. Outra propriedade aparentada ao sabor e a adstringência, a qual está relacionada aos polifenóis, melanoidinas e ao principal aminoácido da cerveja, a prolina. [8]

O sabor de uma cerveja é predominantemente influenciado pelo aroma e amargo do lúpulo, componente do malte (antes e depois da fermentação) maltes especiais (torrados) e adjuntos. Os adjuntos são freqüentemente utilizados para aumentar a suavidade da cerveja ou para diminuir o seu sabor de malte.

O sabor da cerveja também tem origem nos produtos do metabolismo das leveduras. O álcool, em virtude de sua alta concentração (3 a 4% na cerveja pilsen) apresenta maior contribuição, mas é um produto secundário na formação do sabor da bebida. Já o diacetil, uma cetona produzida tanto pelas leveduras cervejeiras quanto pelas bactérias láticas (contaminantes), é capaz de conferir odor (desagradável) de manteiga à bebida, em concentração igual ou superior a 0,10 ppm. Existem na cerveja cerca de 700 compostos químicos diferentes resultantes do metabolismo das leveduras, sendo que a maioria está presente em níveis inferiores àqueles em que eles poderiam ser facilmente percebidos. Entretanto, interagindo de forma sinérgica ou antagônica com os constituintes do malte e do lúpulo, esses compostos conferem à cerveja características sensoriais gerais e específicas para cada tipo de bebida. Quando esses compostos estão presentes, individualmente, em concentração onde podem ser facilmente identificados, eles apresentam sabores ou odores específicos. Esses podem ser característicos (desejáveis) ou não característicos (indesejáveis) para um determinado tipo de cerveja. [8]

6.3 Defeitos da cerveja:

Neste item serão vistos os principais defeitos que uma cerveja pode apresentar. Defeitos associados ao sabor ou odor, de difícil definição ou identificação não serão abordados.

6.3.1 - Turbidez

Uma cerveja pode tornar-se turva por dois fatores principais: crescimento de microorganismos e coagulação de colóides. No primeiro caso, o crescimento de bactérias ou levedura pode ocorrer em cerveja não pasteurizada (chope) armazenada de forma inadequada - sem refrigeração, por exemplo. Em cerveja pasteurizada esse problema é praticamente inexistente.

Também de pouca importância é a turbidez causada por carboidratos (polissacarídeos); neste caso ela ocorre em virtude da utilização de matérias primas de má qualidade ou é decorrente de variação sistemática da temperatura da cerveja engarrafada, como é o caso da alternância resfriamento / aquecimento.

A principal causa de turbidez na cerveja é o complexo coloidal proteína - tanino. A coagulação desse colóide pode resultar em dois tipos de turbidez: a quente e a frio. A turvação a quente é permanente e está presente mesmo na cerveja morna, enquanto que a turbidez a frio é reversível e desaparece se esquenta a cerveja. Em qualquer caso, esses colóides coagulam-se com o tempo, formando flocos que aparecem inicialmente como turbidez e posteriormente como um sedimento. A turvação a frio desperta maior atenção por parte do cervejeiro, pois precede a turbidez a quente; mas, à medida que as cervejas envelhecem, a turbidez, inicialmente temporária, passa a ser permanente. Cobre e ferro, em concentrações acima de 0,5 ppm, catalisam a coagulação do complexo proteína - tanino.

Para reduzir a turbidez já presente na cerveja propõe-se:

  • Filtração da cerveja, na menor temperatura possível;

  • Utilizar enzimas proteolíticas com atividade em baixa temperatura;

  • Remover o complexo coloidal com carvão ativo;

  • Remover a fração proteína utilizando silicatos, argila bentonita e ácido tânico;

  • Remover o tanino por meio de nylon ou polivinilpirrolidona.

Para reduzir o potencial de desenvolvimento de turvação na cerveja recomenda-se:

  • Aumentar a proporção de adjunto na formulação;

  • Utilizar malte bem modificado, com elevado poder diastático;

  • Usar o repouso protéico durante a mosturação;

  • Ferver vigorosamente o mosto, com aeração;

Reduzir ao máximo o tempo de armazenamento, distribuição e comercialização da bebida. Nessa fase, a cerveja deve ser mantida na menor temperatura possível, sem, entretanto congelá-la, evitar variação de temperatura, agitação incidência de luz. [8]

6.3.2 – Sedimento

Vimos que a turbidez causada pelo crescimento de microorganismos e/ou coagulação de colóides tende, com o tempo, a transformar-se em sedimento. Há, entretanto, outros tipos de sedimentos que têm origem em falhas de processo. São eles:

  • Resto de filtração, tais como terra diatomácea, fibras de celulose e carvão ativo;

  • Estabilizador de espuma (excesso);

  • Restos de lavagem de garrafas: pigmentos de etiqueta e fragmentos de vidros;

  • Terra em garrafas mal lavadas;

  • Laca (verniz) de tampas ou latas, etc.

6.3.3 – Insipidez

Em tecnologia de cerveja, o termo “insípido” significa carência de carbonatação e de espuma. A falta de gás carbônico em uma cerveja sob processamento é facilmente detectada e corrigida. Já a falta de espuma pode ser devida a numerosos fatores:

  • Falta ou excesso de carbonatação;

  • Baixa proporção de malte na formulação;

  • Hidrólise enzimática excessiva durante a mosturação;

  • Uso excessivo de agentes proteolíticos contra a turbidez a frio;

  • Filtração excessiva;

  • Uso de adsorventes como carvão ativo e bentonita;

  • Níveis elevados de alcoóis superiores;

  • Contaminação da cerveja com óleo ou gordura, e outros.

A formação de espuma pode ser melhorada mediante a utilização de estabilizadores coloidais, tais como gomas e alginatos. Entretanto, o uso demasiado desses produtos pode afetar a estabilidade coloidal da cerveja, levando à formação de turbidez a frio.

6.3.4 – Diacetil

O diacetil, quando presente em concentração superior a 0,10 ppm, confere à cerveja desagradável sabor de manteiga. Por ser um produto natural do metabolismo das leveduras cervejeiras, está presente, em concentração variável, em todas as cervejas, podendo ou não constituir-se num defeito.

Nas primeiras etapas da fermentação, o nível de diacetil sobe para aproximadamente 0,5 ppm, mas depois da assimilação da maioria dos açúcares fermentescíveis a própria levedura metaboliza o diacetil, reduzindo a sua concentração para menos de 0,10 ppm. Fermento em quantidade adequada e temperatura mais elevada de fermentação favorece a redução do diacetil, sendo este o motivo pelo qual as cervejas de alta fermentação dificilmente apresentam esse defeito.

O diacetil é produzida também por bactérias láticas contaminantes do gênero Pediococcus. Assim, deve-se evitar a presença dessa bactéria anaeróbica em todos os pontos onde ela possa crescer: mosto, fermento, superfícies de equipamentos, etc.. Devido à reciclagem de fermento, atenção especial deve ser dada à contaminação da levedura, que em caso de contaminação deve ser tratada, juntamente com os equipamentos, com ácido persulfato.

6.3.5 – Fenólico

Esse defeito é conhecido também como clorofenólico, medicinal, etc.. É muito provável que os composto químicos que causam esse efeito sejam o clorofenol ou moléculas quimicamente semelhantes. O clorofenol é percebido na cerveja ao nível de 5 ppb, razão pela qual os métodos sensoriais são mais sensíveis para detectá-lo do que os métodos analíticos. As causas para esse efeito podem ter origem em:

  • Água contaminada com traços de inseticidas ou hidrocarboneto, presença de matéria orgânica ou de certas espécies de algas. Nesse caso, o cloro utilizado no tratamento de água pode agravar o problema, devendo-se tratá-la com carvão ativo seguido de filtração e adição de dióxido de cloro ou ozônio;

  • Bactérias contaminantes e leveduras selvagens;

  • Produtos de limpeza e higiene, principalmente aqueles que contenham cloro ou iodo;

  • Pode-se tentar remediar o defeito fenólico tratando a cerveja com carvão ativo.

6.3.6 – Sulfuroso a levedura

O odor sulfuroso a levedura forma-se durante a fermentação, sendo eliminado posteriormente na clarificação, filtração e pasteurização da cerveja. Normalmente, após alguns dias da pasteurização a cerveja fica livre desse defeito. Mas se o dióxido de enxofre é utilizado como antioxidantes, com o tempo deverá aparecer um odor de ácido sulfúrico, do tipo mercaptano. Quando se usa o ascorbato como único tratamento antioxidante, desenvolve-se na cerveja “flavor” de pão.

Os fatores que podem contribuir para o aparecimento de odores sulfurosos na cerveja são:

  • Ebulição deficiente no mosto;

  • Baixa oxigenação do mosto;

  • Raça da levedura;

  • Crescimento deficiente da levedura;

  • Fermentação lenta;

  • Utilização de sulfitos após a fermentação;

  • Atividades de microorganismos produtores de H2S;

  • Sobrepasteurizaçao;

  • Armazenamento da cerveja envasada em temperaturas elevadas;

  • Exposição à luz, e outros.

6.3.7 – Velho/ oxidado

Como a maioria dos alimentos e bebidas, a cerveja não tem uma estabilidade ilimitada. As reações de oxidação parecem ser o principal mecanismo de deterioração do sabor da cerveja, e elas começam tão logo termina o processo de fermentação e se tenha perdido o efeito redutor natural das leveduras. Com o passar do tempo haverá desenvolvimento de compostos indesejáveis que estão presentes na cerveja fresca em níveis extremamente baixos o como precursores. Além do fator tempo, a temperatura elevada também acelera as reações de oxidações, envelhecendo a bebida mais rapidamente.

Para desacelerar o envelhecimento da cerveja, a indústria deve:

  • Usar matérias-primas de boa qualidade;

  • Apresentar um processamento adequado;

  • Utilizar antioxidantes, tais como sulfitos e ascorbatos;

  • Reduzir ao máximo os traços de metais e a quantidade de ar na cerveja;

  • Pasteurizar minimamente a cerveja;

  • Armazenar a cerveja em temperatura baixa.

Porém, tão importante quanto todas as providências citadas, é diminuir o tempo entre o envase e o consumo. A cerveja, ao contrário das bebidas destiladas que necessitam de envelhecimento, deve ser tomada tão logo seja produzida.

7 - Tipos de cerveja:

De forma geral, pode-se afirmar que existem duas grandes famílias de cervejas: as “ALE” e as “LAGER”. As primeiras são produzidas com leveduras de alta fermentação, sendo que os mais tradicionais tipos de cerveja inglesa enquadram-se neste grupo. As segundas são fabricadas utilizando-se leveduras de baixa fermentação e normalmente mosturadas a baixa temperatura. As Lager estão associadas às tradições tcheca e alemã de produzir cerveja.

Tipos de Cerveja

De modo geral, para adequar o conteúdo às conversas de mesa de bar.

 

FERMENTAÇÃO

APARÊNCIA

CORPO

PALADAR

LAGER

Baixa

Translúcida e dourada

Leve e borbulhante

Suave e ligeiro

ALE

Alta

Opaca e escura

Encorpada

Amargo e residual

A seguir são descritos os principais tipos de cerveja.

Lager (pronúncia: lá-guer)

- Características: mais clara, leve e seca;

Alguns tipos de lagers facilmente encontradas:

  1. Pilsen - as européias tem mais cor e mais aroma do que as brasileiras (Budweiser, Carlsberg, Corona, Dos Equis, Grolsch, Heineken, Labatt, Sol, Stella Artois...)

  2. Munchener - são lagers escuras ou pretas e podem ser bem leves

  3. Bock - escura, mais doce do que amarga, alto teor alcoólico (6% e 7,5%) - por isso considerada de baixa fermentação forte. São divididas também como: Doppelbock (acima de 7,5% de teor alcoólico) e Eisbock (atinge até 14% de teor alcoólico)

  4. Dunkel - significa escura em alemão, mas não totalmente, são escuras avermelhadas

  5. Lager Americana - leve, pouco encorpada, pouco aromática e pouco saborosa. Em sua composição entram arroz e milho (Budweiser, Coors, Miller...)

  6. Lager Brasileira - parecida com a norte-americana e conhecida como Pilsen, mas com um pouco mais de lúpulo (Skol, Brahma, Kaiser...).

Ale (pronúncia: êil)

- Características: aromas mais frutados e sabores mais complexos;

- Alguns tipos de ales facilmente encontradas:

  1. Stout - bem escuras ou pretas (Guinness). Existem algumas variações como Sweet Stout, Dry Stout...

  2. Porter - coloração varia do castanho ao preto. Mais suave e menor teor alcoólico que a stout

  3. Brown Ale - pouco lúpulo, sabor adocicado

  4. Pale Ale - são ales claras, com graduação alcoólica até 6%

  5. India Pale Ale - ou somente IPA, cerveja carregada em lúpulo

  6. Red Ale - avermelhada devido ao uso de um pouco de malte tostado

  7. Bitter - amarga

  8. Altbier - significa cerveja velha, coloração castanha

  9. Kölsch - normalmente mais doce e com menos lúpulo. Em muitas receitas leva vários grãos, inclusive trigo. Pela regra, somente cervejas feitas em Köln (Colonia) poderiam levar esse nome, assim como ocorre com o Champagne. Entretanto, temos casos de cervejas brasileiras, como a Eisenbahn, que oferecem sua versão.

  10. Trapistas - Não são consideradas propriamente um estilo único, pois algumas são Dubbel (2x mais malte), Tripel (3x mais malte) ou Quadrupel (4 vezes mais malte).

  11. Barley Wine - teor alcoólico alto, conhecidos também como vinho de cevada

As cervejas de trigo (weizenbier) podem ser feitas nos dois processos de fermentação. Podem ser suaves ou doces.[21]

8 – Mercado / Consumo:

O mercado cervejeiro do Brasil só perde, em volume,para a China (35 bilhões de litros/ano), Estados Unidos (23,6 bilhões de litros/ano), Alemanha (10,7 bilhões de litros/ano) apresentando em 2007 um consumo de 10,34 bilhões de litros.Quanto ao consumo per capita o Brasil apresenta uma média de 47,6 litros/ano por habitante.A tabela 13 demonstra o consumo per capta de alguns países.

Tabela 13 – Consumo per capta de cerveja

CONSUMO PER CAPITA ( litros/habitante )

Rep. Checa

158

Alemanha

117,7

Reino Unido

101,5

Austrália

92

Estados Unidos

84

Espanha

78,3

Japão

56

México

50

Brasil

47

França

35,5

Argentina

34

China

18

Fonte: Brewers of Europe, Alaface e Sindicerv (2002-2003)

Essa média se mantém sem muita alteração, especialmente porque, ao se levar em conta o baixo poder aquisitivo de boa parte de seus consumidores, o preço do produto é alto.

A indústria cervejeira emprega mais de 150 mil pessoas, entre postos diretos e indiretos .[22]

Há atualmente inúmeras marcas presentes no mercado, o gráfica 1 representa a participação de cada marca nas vendas

Gráfico 1 – Participação no mercado por marcas

Fonte:

Os fabricantes de cerveja mais importantes no Brasil são:[23]

  • AmBev - 70%

  • Schincariol - 11,6%

  • Petrópolis - 9,6%

  • Femsa - 7,2%

  • Outras - 1,6%

9 - Curiosidades

As garrafas de vidro incolor não protegem a cerveja da ação da luz, as de vidro verde protegem muito pouco e aquelas de vidro âmbar dão proteção de acordo com a sua intensidade de cor. Cervejas escuras carregam consigo o seu próprio meio de proteção. A lata, ou qualquer recipiente metálico, protege completamente a cerveja dos efeitos da luz.

10 – Bibliografia:

1 – Disponível em < http://www.kikipedia.com>

Acessado em: 15/05/2010 às 22:13

2 - Disponível em < http://www.apcv.pt

Acessado em: 15/05/2010 às 22:09

3 - Disponível em < http://br.geocities.com/cervisiafilia

Acessado em: 15/05/2010 às 23:25

4 - Disponível em < http://www.cervejasdomundo.com/

Acessado em: 15/05/2010 às 21:15

5 - Disponível em < http://www.cervesia.com.br/menu_historia.asp

Acessado em: 15/05/2010 às 21:35

6 - Disponível em < http://www.netbabillons.com.br/gourmet/bebida/cerveja/ce-histo01.htm

Acessado em: 15/05/2010 às 23:00

7- Disponível em < http://www.netbabillons.com.br/gourmet/bebida/cerveja/ce-histo01.htm

Acessado em: 15/05/2010 às 23:15

8- AQUARENE, Eugênio. et al. Biotecnologia Indutrial. na produção de alimentos vol 4. Ed Edgard Blücher LTDA. São Paulo, 2001

9 - Disponível em <

http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Decretos/Ant2001/Ant1999/Dec231497.htm>

Acessado em: 09/05/2010 às 00:09

10- Disponível em <(http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2004/vinho_cerveja/materias_primas_carveja.html>

Acessado em: 05/05/2010 às 15:13

11 - Disponível em <

http://www.cervesia.com.br/lupulo.asp>

Acessado em: 06/05/2010 às 11:19

12 - Disponível em <http://www.weconsultoria.com.br/index.php?objeto=conteudoestatico&acao=visualiza&ID_CONTEUDO_ESTATICO=110>

Acessado em: 05/05/2010 às 15:55

13 - MADRID, A., et. al. 1996

14 - VENTURINI FILHO, 2001

15 - Disponível em <http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2004/vinho_cerveja/producao_cervejas.html>

Acessado em 06/05/2010 16:15

16 - Disponível em <

http://www.cervejasdomundo.com/Ingredientes2.htm>

Acessado em 07/05/2010 às 16:00

17 - Disponivel em <

http://www.revistaanalytica.com.br/ed_anteriores/25/art03.pdf dia>

Acessado em: 16/05/2010 às 12:52

18 - Disponível em <

http://www.ufrgs.br/alimentus/feira/prcerea/cerveja/crivag.htm>

Acessado em: 16/05/2010 às 16:37

19- Disponível em <

http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab99/alcool/cerveja.htm>

Acessado em: 17/05/2010 às 12:31

20 - Disponivel em < http://www.setor1.com.br/bebidas/cervejas/ti_pos.htm>

Acessado em: 17/05/2010 às 13:00

21 - Disponível em <http://www.bierhausbar.com.br/a_cerveja.php>

Acessado em: 20/05/2010 às 22:30

22 – Disponível em <http://www.sindicerv.com.br/mercado.php>

Acessado em 21/05/2010 às 13:15

23 – Disponível em < http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/11/confira-participacao-de-mercado-das-principais-marcas-de-cerveja-no-brasil-915502121.asp>

Acessado em : 21/05/2010 às 14:00

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