Eletricista instalador predial

Eletricista instalador predial

(Parte 1 de 8)

CONSELHO REGIONAL Presidente Nato Francisco Renan 0. Proença – Presidente do Sistema FIERGS

Conselheiros Representantes das Atividades Industriais - FIERGS

TitularesSuplentes
Astor Milton SchmittArlindo Paludo
Valayr Hélio WosiackPedro Antonio G. Leivas Leite

Manfredo Frederico KoehlerDeomedes Roque Talini

TitularSuplente

REPRESENTANTES DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Edelbert KrügerAldo Antonello Rosito

TitularSuplente

Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego Neusa Maria de AzevedoElisete Ramos

Diretor do Departamento Regional do SENAI-RS José Zortéa

José Zortéa – Diretor Regional Paulo Fernando Presser – Diretor de Educação e Tecnologia Jorge Solidônio Serpa – Diretor Administrativo-Financeiro

3ª edição revisada e atualizada

1997. 2ª edição revisada e ampliada
2002 3ª edição revisada e atualizada

© 1996. SENAI-RS

Trabalho elaborado sob a supervisão da Unidade de Negócios em Educação Profissional de Nível Básico, e coordenação da Diretoria de Educação e Tecnologia do Departamento Regional do SENAI.

Coordenação GeralPaulo Fernando PresserDET Coordenação TécnicaJaures de OliveiraDET-UNEP Revisão TécnicaTiago BoniniCEP SENAI Lindolfo Collor Atualização dos Desenhos/CADIvan de CarvalhoConsultor Digitação e Revisão LingüísticaMichele NunesConsultor Normalização Bibliográfica Enilda Hack DET/UNET/NUI ReproduçãoCEP SENAI de Artes Gráficas Henrique d’Ávila Bertaso

SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul Av. Assis Brasil, nº 8787 91140-0 – Porto Alegre, RS Tel.: (51) 3347-8697 Fax.: (51) 3347-8813

E-mail: joliveira@dr.rs.senai.br

SENAI - Instituição mantida e administrada pela Indústria

S491 SENAI.RS. Eletricista de Instalações Prediais. 3. ed.rev. e atual. Porto Alegre, Unidade de Negócios em Educação Profissional de Nível Básico, 2002. 105p. il.

1. Engenharia ElétricaI. Titulo
CDU – 621.3

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, deste Departamento Regional.

APRESENTAÇÃO09
1 ELETRICIDADE BÁSICA1
1.1 O QUE É ELETRICIDADE1
1.1.1 Atração e repulsão entre cargas12
1.2 TENSÃO ELÉTICA OU DIFERENCIAL DE POTENCIAL12
1.3 CORRENTE ELÉTRICA13
1.4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA13
1.4.1 Material condutor14
1.4.2 Material isolante14
1.4.3 Materiais resistivos14
1.5 CIRCUITO ELÉTRICO14
1.6 LEI DE OHM15
1.7 TIPOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS17
1.7.1 Circuito série17
1.7.2 Circuito paralelo17
1.7.3 Circuito misto17
1.8 POTÊNCIA ELÉTRICA18
1.9 DISJUNTORES19
1.9.1 Dimensionamento de condutores20
1.9.2 Cálculo de condutores e disjuntores21
1.9.2.1 Cálculo de condutores pela capacidade de corrente21
1.9.2.2 Dimensionamento de condutores pela queda de tensão2
1.9.2.3 Cálculo dos condutores e disjuntores para ar condicionado25
2 INTRUMENTOS DE MEDIÇÃO27
2.1 MEDIDOR DE ENERGIA ELÉTRICA27
2.2 VOLTÍMETRO28
2.2.1 Ligação do voltímetro28
2.3 AMPERÍMETRO28
2.3.1 Ligação do amperímetro28
2.3.2 Ligação do alicate amperímetro29

SUMÁRIO 2.4 OHMÍMETRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29

2.4.1 Maneira de medir resistências em circuitos29
2.4.2 Maneira de medir resistências fora do circuito30
3 TENSÃO CONTÍNUA E ALTERNADA31
3.1 TENSÃO CONTÍNUA31
3.2 TENSÃO ALTERNADA31
3.2.1 Freqüência32
4 REDES ELÉTRICAS3
4.1 TRIFÁSICA DE CORRENTE ELÉTRICA3
4.2 TENSÃO TRIFÁSICA COM NEUTRO34
4.3 TIPOS DE REDES TRIFÁSICAS DE BAIXA TENSÃO35
4.4 CIRCUITOS TRIFÁSICOS35
5 SIMBOLOGIA37
6 ILUMINAÇÃO43
6.1 ILUMINAÇÃO INCANDESCENTE43
6.2 ILUMINAÇÃO FLUORESCENTE4
6.2.1 Ligação de lâmpadas fluorescentes4
6.3 ILUMINAÇÃO VAPOR – MERCÚRIO46
6.3.1 Funcionamento46
6.3.2 Constituição46
6.3.3 Características comerciais47
6.4 APLICAÇÃO DE ILUMINAÇÃO47
6.4.1Incandescente para iluminação geral47
6.4.2 Fluorescente48
6.4.3 Luz mista48
6.4.4 Vapor de mercúrio48
6.4.5 Vapor de sódio de alta pressão48
7 ESQUEMAS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS51
7.1INTERRUPTOR SIMPLES E LÂMPADA INCANDESCENTE51
INCANDESCENTES52
7.3 DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS52
7.4 INTERRUPTOR DE PRESSÃO E CIGARRA53
7.5 INTERRUPTOR PARALELO (HOTEL) E LÂMPADA INCANDESCENTE54

7.2 INTERRUPTOR DUPLO OU DE DUAS SEÇÕES E LÂMPADA

LÂMPADA INCANDESCENTE54

7.6 INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO E paralelo (HOTEL) COM

INCANDESCENTES5
7.8 FOTOINTERRUPTOR E LÂMPADA INCANDESCENTE5
8 DADOS PARA PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS69

7.7 MINUTEIRA E INTERRUPTORES DE PRESSÃO COM LÂMPADAS 8.1CIRCUITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .69

8.1.1 Divisões em circuitos69
8.1.2 Tomadas de corrente70
8.2 NBR – 541 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA-TENSÃO72
8.2.1 Iluminação72
8.2.2 Tomadas72
8.2.3 Potências a serem atribuídas73
8.2.3.2 As tomadas de uso específico (Especial – TUE)73
8.2.4 Seção mínima de condutores73
8.2.5 Limites de queda de tensão73
8.2.6 Documentação da instalação73
8.2.7 Capacidade de reserva74

7 8.2.3.1 As tomadas de uso geral (TGU) – em residências deve ser previsto73

diferencial – residual (Dispositivos DR)74
8.2.9 Quadros de distribuição75
8.3 DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS75
8.4 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PLANTA ELÉTRICA78
8.5 PROJETO ELÉTRICO81
9 INSTALAÇÃO DE UNIDADE CONSUMIDORA83
9.1 MONTAGEM DAS CAIXAS PARA MEDIDORES MONOFÁSICOS83
9.2 MONTAGEM DAS CAIXAS PARA MEDIDORES POLIFÁSICOS83

8.2.8 Proteção complementar por dispositivo de proteção a corrente

PARTICULAR84

9.3 PADRÃO DE ENTRADA COM MEDIÇÃO INSTALADA EM POSTE

MURETA85
10 MOTORES87
10.1MOTOR DE FASE AUXILIAR87
10.1.1 Ligação de motor monofásico de fase auxiliar para duas tensões90
10.2 MOTORES TRIFÁSICOS DE CORRENTE ALTERNADA (CA)91
10.2.1 Motor assíncrono trifásico de rotor em curto (de gaiola)91
1 COMANDOS DE MOTORES MONOFÁSICOS E TRIFÁSICOS97
1.1 COMANDOS DE MOTORES MONOFÁSICOS97
1.2 COMANDO MANUAL DE MOTORES TRIFÁSICOS100

9.4 PADRÃO DE ENTRADA COM MEDIÇÃO INSTALADA EM MURO OU REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..105

Visando subsidiar o trabalho do Eletricista de Instalações Prediais, o SENAI-RS elaborou o presente material didático que consta de conceitos básicos de eletro técnica, esquemas, dados para projetos e ligação de motores elétricos, necessários à execução de instalações elétricas prediais.

Este material não pretende esgotar o assunto, mas estimular estudantes e profissionais da área, para a busca da educação continuada, tornando-os mais aptos a um mercado de trabalho cada vez mais exigente.

1. ELETRICIDADE BÁSICA

No presente capítulo são apresentados os conceitos básicos da eletricidade, os quais são indispensáveis para o entendimento do assunto.

1.1 O QUE É ELETRICIDADE?

Todos os corpos são compostos de moléculas, e estas por sua vez, de átomos. Átomo é a menor porção da matéria. Cada átomo tem um núcleo, onde estão localizados os prótons e nêutrons. Em volta do núcleo giram os elétrons.

Átomo em equilíbrio

Figura 1

Nêutrons: carga elétrica neutra Prótons: carga elétrica positiva Elétrons: carga elétrica negativa

Elétron

Próton Neutron

1.1.1Atração e repulsão entre cargas

Figura 2

Portanto, eletricidade é o efeito do movimento de elétrons de um átomo para outro em um condutor elétrico.

1.2 TENSÃO ELÉTRICA OU DIFERENÇA DE POTENCIAL Tensão elétrica, ou diferença de potencial, é a força que impulsiona os elétrons.

Figura 3

Sobra de elétronsFalta de elétrons

Observação :Símbolo – U e E

Unidade de medida – Volts – V Instrumento de medida – voltímetro Múltiplo de volts – 1 Quilovolt – 1kV = 1000 Volts

1.3 CORRENTE ELÉTRICA Corrente elétrica é o movimento ordenado dos elétrons em um condutor elétrico.

Figura 4

Observação:Símbolo – I

Unidade de medida – ampère – A Instrumento de medida – amperímetro Múltiplo do ampère – 1 Quiloampère – 1ka = 1000 ampères

1.4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Resistência elétrica é a dificuldade que os materiais oferecem ao deslocamento dos elétrons.

Falta de elétrons -- -- -- ---

(Parte 1 de 8)

Comentários