FUND GEOLOGIA - Elementos Estruturais das Rochas

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: ocorre quando os dois flancos mergulham a ângulos iguais e na

Esquema de uma dobra isoclinal. Fred Pessoa.

Com base nas classificações anteriores é possível elaborar uma

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Anticlinal simétrica: possui flancos com o mesmo ângulo de mergulho e uma dobra convexa para cima apresentando materiais mais antigos na sua porção interior (Figura 19).

Figura 19: Esquema de uma dobra anticlinal simétrica. Fonte: Fred Pessoa

Anticlinal assimétrica: possui flancos com ângulos de mergulho diferentes e uma dobra convexa para cima também apresentando materiais mais antigos na sua porção interior (Figura 20).

Figura 20: Esquema de uma dobra anticlinal assimétrica. Fonte: Fred Pessoa

Material mais antigo Material mais antigo

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Anticlinal simétrica deitada: possui o plano axial horizontal e as camadas internas mais antigas (Figura 21).

Figura 21: Esquema de uma dobra anticlinal simétrica deitada. Fonte: Fred Pessoa

Anticlinal assimétrica deitada: possui também o plano axial horizontal, porém os flancos mergulham em ângulos diferentes (Figura 2).

Figura 2: Esquema de uma dobra anticlinal assimétrica deitada. Fonte: Fred Pessoa

Material mais antigo Material mais antigo

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Sinclinal simétrica: possui flancos com mesmo ângulo de mergulho e uma dobra côncava para cima apresentando materiais mais jovens na sua porção interior (Figura 23).

Figura 23: Esquema de uma dobra sinclinal simétrica. Fonte: Fred Pessoa

Sinclinal assimétrica: possui flancos com ângulos de mergulho diferentes e uma dobra côncava para cima apresentando materiais mais jovens na sua porção interior (Figura 24).

Figura 24: Esquema de uma dobra sinclinal assimétrica. Fonte: Fred Pessoa

Material mais antigo Material mais antigo

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Sinclinal simétrica deitada: possui o plano axial horizontal e as camadas internas mais jovens (Figura 25).

Figura 25: Esquema de uma dobra sinclinal simétrica deitada. Fonte: Fred Pessoa

Isoclinal: os dois flancos possuem o mesmo ângulo de inclinação e direção (Figura 26).

Figura 26: Esquema de uma dobra isoclinal. Fonte: Fred Pessoa

Material mais antigo

Material mais antigo

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Isoclinal deitada: possui o plano axial horizontal além de possuir os dois flancos com o mesmo ângulo de inclinação e direção (Figura 27).

Figura 27: Esquema de uma dobra isoclinal deitada. Fonte: Fred Pessoa

5 FALHAS

As falhas resultam de deformações rúpteis nas rochas da crosta terrestre.

São expressas por superfícies descontínuas com deslocamento diferencial de poucos centímetros a centenas de quilômetros.

A condição básica para a existência de uma falha é que tenha ocorrido deslocamento ao longo da superfície. O relevo oriundo de falhas é, em geral, estruturado, bem refletido em fotos aéreas e imagens de satélites. Elas são encontradas em vários ambientes tectônicos, sendo associadas a deformações compressivas, distensivos e cisalhantes. Muito comuns em cadeias de montanhas, podendo ser rasas ou profundas. Nas rasas, afetam as camadas da superfície, enquanto que nas profundas podem atravessar toda a litosfera.

As regiões brasileiras que apresentam maior intensidade de falhamento são aquelas onde predominam rochas metamórficas antigas do embasamento ou rochas pré-cambrianas. Ocorrem também falhas sedimentares e vulcânicas das bacias sedimentares, porém em menor escala.

Material mais antigo

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5.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA

A posição no espaço da superfície de uma falha é fundamental para a sua classificação. Suas partes constituintes estão descritas abaixo e ilustradas na figura 28.

• Plano de falha – É o plano correspondente à superfície por onde ocorreu o deslocamento entre os blocos e no mesmo sentido da falha.

• Linha de falha – É a linha de interseção entre o plano de falha e a superfície do terreno.

• Teto ou capa – É a parte que se desloca acima do plano de falha da rocha.

• Muro ou lapa – É a parte que se desloca abaixo do plano de falha.

• Brechas de falhas – Quando há movimentação geológica de grande intensidade os blocos podem se afastar. Assim, pode ocorrer dois casos: a cimentificação, assim o material tem maior resistência; ou pode haver fragmentação do material pelo contato entre as superfícies, causando um ponto de maior vulnerabilidade.

• Rejeito – É a medida do deslocamento entre os blocos.

Figura 28: Elementos de uma falha. Fonte: http://w3.ualg.pt/1_INTRODUCAO/16_Tectonica/Falha.jpg

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5.2 CLASSIFICAÇÃO DAS FALHAS

Nas superfícies de fratura, ocorrem movimentos relativos entre dois blocos, e com isso, podem-se identificar alguns elementos geométricos característicos. A classificação geométrica leva em conta o mergulho do plano de falha, a forma da superfície de falha e o movimento relativo entre os blocos e tipo de rejeito.

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