FUND GEOLOGIA - Elementos Estruturais das Rochas

FUND GEOLOGIA - Elementos Estruturais das Rochas

(Parte 7 de 8)

O mergulho da superfície de falha é uma classificação que divide a falha em dois grupos: falhas de ângulo alto (quando o mergulho do plano de falha é superior a 45º) e falhas de baixo ângulo (quando esse ângulo é inferior a 45º).

A forma da superfíce de falha divide as falhas em planares e em curvas. Uma falha é considerada planar quando a variação da direção da superfície é menor ou igual a 5%, chamada de vertical ou inclinada. As falhas curvas são denominadas falhas lístricas e variam desde uma falha de alto ângulo até de baixo ângulo (ver figura abaixo).

Foto 9: Exemplo de uma falha lístrica. Fonte: w.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2006/aula7.pdf

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O rejeito é a medida do deslocamento linear de pontos originalmente estavam juntos. Ele pode ser referido como: Rejeito vertical (afastamento vertical dos blocos), Rejeito horizontal (afastamento horizontal dos blocos), Rejeito direcional (afastamento paralelamente ao plano de falha) e Rejeito total (afastamento em função de todos os rejeitos citados).

Nos movimentos relativos, as falhas são divididas em três grandes tipos: Falhas normais, falhas inversas e falhas transcorrêntes (ver figura abaixo).

Figura 29: Classificação das falhas. Fonte: http://e-porteflio.blogspot.com/2009/04/deformacao-das-rochas.html

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5.2.1 Falha normal ou de gravidade

São falhas associadas principalmente com as zonas de alívio de tensão.

Estas falhas normalmente ocorrem onde a litosfera está estirada ou afinada. São importantes na formação e evolução de bacias sedimentares, sendo comum em regiões com deslizamentos de encostas e taludes. São falhas, em geral, de alto ângulo, em que o teto desceu em relação ao muro. O deslocamento principal é vertical e o componente de movimento é segundo o mergulho do plano de falha (ver figura abaixo).

Foto 10: Exemplo de uma falha normal. Fonte: w.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2006/aula7.pdf

5.2.2 Falha inversa ou de empurrão (Reversa)

Forma-se, geralmente, em regime de deformação compressivo. É uma falha inclinada com mergulhos normalmente inferiores a 45º. O movimento é preferencialmente horizontal. Neste caso, o teto é quem sobe em relação ao muro, produzidos por esforços de compressão. As falhas inversas sãs muito comuns em cadeias de montanhas nas bordas de placas destrutivas.

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Foto 1: Exemplo de uma falha inversa. Fonte: w.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2006/aula7.pdf

5.2.3 Falha horizontal ou de cisalhamento (Transcorrente)

Neste tipo de falha, os blocos de rocha se movimentam em direções horizontais opostas. Estas falhas se formam quando os pedaços de crosta deslizam uns contra os outros, como num limite de placa transformantes. As falhas transcorrentes ou de rejeito direcional estão associadas a limites de placas litosféricas (ver imagem abaixo).

Foto 12: Exemplo de uma falha trasncorrente. Fonte: w.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2006/aula7.pdf

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5.3 SISTEMAS DE FALHAS

Os sistemas de falhas podem ser classificados em grabens e horst. Os grabens ou fossas tectônicas são os rebaixamentos ou depressões estruturais alongadas, ocasionadas por falhamentos, ou seja, ocorre o deslocamento do bloco para baixo causando uma depressão. Já os horst ou muralhas são elevações provocadas por falhamentos, neste caso ocorre uma elevação do bloco por compressão. As figuras abaixo ilustram esses sistemas de falhas.

Figura 30: Sistema de falhas garben e horst. Fonte: w.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2006/aula8.pdf

Figura 31: Sistema de falha Graben. Fonte: www2.fct.unesp.br/joaoosvaldo/Geomorfologia%20figuras

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Figura 32: Sistema de falha Horst. Fonte: www2.fct.unesp.br/joaoosvaldo/Geomorfologia%20figuras

5.4 EFEITOS DE FALHAS NA TOPOGRAFIA 5.4.1 Escarpa ou falha

Escarpa é a parte visível da falha, onde espelho de falha está à mostra.

Figura 3: Escarpa de falha. Fonte: www2.fct.unesp.br/joaoosvaldo/Geomorfologia%20figuras

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5.4.2 Escarpa de linha de falha

Quando a escarpa regride devido à erosão e a intemperização é chamada de escarpa de linha de falha.

Figura 34: Escarpa após sofrer erosão e intemperismo. Fonte: www2.fct.unesp.br/joaoosvaldo/Geomorfologia%20figuras

5.4.3 Sequência de morros

Uma falha pode passar por um processo de silicificação, originando um alinhamento extremamente resistente.

5.4.4 Vale de falha

Quando uma falha não passa pelo processo da silicificação cria um ponto de fraqueza e dá origem a vales de falhas.

5.4.5 Mudança brusca no solo

As falhas podem separar litologias diferentes, assim como, solo e vegetação.

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5.4.6 Omissão de camadas

Numa falha normal pode não se encontrar uma ou mais camadas, pois com a depressão inclinada há uma descontinuidade nas camadas que é preenchida com outro material.

5.4.7 Repetição de camadas

Numa falha inversa pode-se encontrar a sobreposição de camadas repetindose material encontrado em camada mais abaixo.

6 FRATURAS

São definidas como deformações nas rochas ocasionadas por ruptura segundo um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de camada ao longo do qual não se deu deslocamento (CHIOSSI, 1979, p.128).

Foto 13: Fraturas em arenitos no Arizona.

Fonte: w.geoturismobrasil.com/Material.pdf Foto 14: Exemplo de fraturas em rochas.

Fonte: w.geoturismobrasil.com/Material.pdf

As fraturas podem ser definidas de acordo com a seguinte nomenclatura: diáclase, fraturas ou rupturas de causas tectônicas, e junta quando a origem é a contração por resfriamento.

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