Circuitos Elétricos Industriais

Circuitos Elétricos Industriais

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Conjunto de valores de tensão suportáveis nominais que caracterizam o isolamento de um equipamento elétrico em relação a sua capacidade de suportar solicitações dielétricas.

3.15. Partida lenta: São partidas de motores em que a inércia de carga é alta, provocando um tempo de partida acima de:

• 5s – partida direta;

• 10s – partida estrela-triângulo;

• 15s – partida compensadora;

• 10s – partida estrela série-paralela.

3.16. Proteção do motor:

Proteção contra efeitos de sobrecarga e curto-circuito sobre o motor, isto é, proteção da instalação do enrolamento contra aquecimentos e esforços eletrodinâmicos inadmissíveis através de:

• Relé térmico de sobrecarga;

• Sondas térmicas;

• Fusíveis;

• Disjuntores.

Operação conjunta dos dispositivos de proteção que atuam sobre os de manobra ligados em série para a interrupção escalonada de correntes anormais (por exemplo, curto-circuito). O dispositivo de proteção deve interromper a parte do circuito de força imediatamente anterior a falha. Os demais dispositivos de manobra devem permanecer ligados, a não ser que o dispositivo anterior tenha falhado e assim sucessivamente.

3.18. Vida útil mecânica:

Caracterizada pela resistência ao desgaste do equipamento, sendo determinado pelo número de manobras sem carga que o equipamento pode realizar sem defeitos mecânicos. 4. MATERIAIS UTILIZADOS EM PAI ÉIS ELÉTRICOS

Nesta seção serão apresentados os materiais usualmente encontrados nos painéis elétricos. Não serão considerados materiais tais como: o próprio painel metálico, canaletas, condutores elétricos, terminais, parafusos, etc.

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4.1. Botões e chaves de comando:

Designação dada a dispositivos de comando, aos quais pertencem os botões de comando de diversos tipos, que possibilitam o acionamento ou interrupção da corrente de comando. Podem ser do tipo pulsante ou travante, com contatos normalmente abertos ou normalmente fechados, ou ambos. Pulsantes são aqueles que após cessar a força que os pressiona voltam ao estado anterior. Os travantes possuem uma trava que os mantém pressionados até que uma nova ação seja tomada com a finalidade de retorná-los à posição inicial.

Fig. 4.1: Chave travanteBotões pulsantes

4.2. Chave fim de curso:

Botão acionado mecanicamente através da limitação de curso do seu batente. O miolo da chave é que contém os contatos e os terminais do dispositivo fim de curso.

Fig. 4.2: Chaves fim de curso

4.3. Sinalizador:

Botão que possui internamente uma lâmpada ou rede de LEDs para indicar a situação em que se encontra o sistema. Podem ser de várias cores e várias tensões.

Fig. 4.3: Sinalizadores

Dispositivo de manobra mecânico, capaz de ligar, conduzir e interromper correntes sob condições de sobrecarga previstas e, também, de conduzir por tempo especificado, correntes sob condições anormais préestabelecidas, tais como as de curto-circuito.

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É uma chave com acionamento eletromagnético que liga e desliga circuitos. Usado de preferência em comandos elétricos automáticos à distância. É constituído de uma bobina que quando alimenta cria um campo magnético no núcleo fixo que por sua vez atrai o núcleo móvel que fecha o circuito. Cessando alimentação da bobina, desaparece o campo magnético, provocando o retorno do núcleo através de molas, conforme figura

Fig. 4.5: Montagem interna típica dos contatores

Fig. 4.6: Aspecto visual externo dos contatores 4.6. Relé térmico:

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Trata-se de um dispositivo de proteção contra sobrecargas. Ele é acionado por efeito térmico sobre uma chapa bimetálica. Ver em w.cca.ind.br na área de downloads informativo técnico a esse respeito e também um informativo com as curvas de atuação do relé térmico CCA.

Fig. 4.7: Aspecto visual externo de um relé térmico 4.7. Disjuntor motor:

É um dispositivo composto de um relé térmico e mais um disjuntor ajustável. Esse dispositivo é utilizado para proteger motores contra curto circuitos e sobrecargas simultaneamente. Deve-se atentar para o fato de que o disjuntor motor não é feito para ser uma chave liga-desliga. O disjuntor motor deve ser acionado e assim permanecer enquanto não ocorrer nenhum evento anormal que produza o seu desligamento.

Fig. 4.8: Aspecto visual externo de um disjuntor motor 4.8. Temporizador:

É um dispositivo utilizado para controlar e/ou sincronizar tempos de atuação. Existem temporizados com retardo na energização, retardo na desenergização, cíclicos, etc. Basicamente todos eles são eletrônicos, mas existe também o tipo pneumático que deve ser utilizado junto com o contator, pois o seu acionamento acontece quando o contator é acionado. Veja no gráfico seguinte como atua em temporizador.

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T = Tempo de retardo regulável no temporizador

Fig. 4.9: Temporizadores eletrônico e pneumático 4.9. Temporizador estrela triângulo:

É um temporizador similar aos mostrados no item 4.8, porém esse possui um relé com dois contatos.

O primeiro é imediato e o segundo contato entra após um breve intervalo de tempo, em torno de 50-100 ms, em que os dois contatos estão abertos. Oportunamente será explicada a utilização deste tipo de temporizador.

T = Tempo de retardo regulável no temporizador

Fig. 4.10: Temporização estrela triângulo 4.10. Blocos de contato auxiliares:

São blocos adaptados para serem instalados sobre os contatores e disjuntores motor. Eles são acionados quando o contator ou disjuntor motor onde eles estão instalados forem acionados. A finalidade destes blocos é aumentar as possibilidades de intertravamentos, acionamentos, etc. Existem várias possibilidades de combinação destes blocos auxiliares. Exemplo: blocos com 1 contato NA e 1 NF, bloco com 3 contatos NA e 1 contato NF, etc.

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Fig. 4.1: Aspecto físico dos blocos de contato auxiliares 5. SIMBOLOGIA:

A finalidade da simbologia é representar no papel os componentes físicos. Existe divergência a respeito de como cada elemento deve ser representado por isso, neste trabalho, optou-se sempre pela utilização da simbologia mais conhecida. Todos os contatos devem aparecer nos circuitos na sua posição natural (sem energização).

No contator têm-se os contatos principais e auxiliares. Os principais do contator são mais robustos e suportam maiores correntes. Quanto maior a carga acionada, maior terá que ser a corrente suportada pelos contatos. A figura seguinte mostra o contator K1. Os contatos 1-2, 3-4 e 5-6 são os contatos principais. O quadrado com uma diagonal representa a bobina do contator (A1-A2). A entrada da energia é feita pelo lado 1, 3 e 5 e a saída para a carga pelo lado 2, 4 e 6. Na direita aparece o mesmo contator K1 com os contatos auxiliares. Notar os números 13-14 e 43-4 para contatos NA e 21-2 e 31-32 para contatos NF. Toda a numeração apresentada, inclusive a identificação da bobina (A1-A2) são padronizados.

Fig. 5.1: Simbologia de contatores

A simbologia deve ser tal que sempre que aparecer um contato auxiliar em um circuito seja fácil identificar a que contator esse contato auxiliar pertence. Observe o fragmento de um esquema mostrado abaixo. A direita tem-se o circuito de força (onde passa a corrente elétrica que efetivamente alimenta a carga) e a esquerda o circuito de comando (onde se localizam os acionamentos elétricos).

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