Circuitos Elétricos Industriais

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(Parte 4 de 8)

Email/MSN: vendas.cca@cca.ind.br - Site: w.cca.ind.brSIBRATEC monofásicos é diferente se o motor for ligado em tensão maior ou em tensão menor. Em seguida a explanação para cada situação.

Inversão da rotação de motores monofásicos ligados em tensão maior:

Para a rotação em um sentido deve-se curto circuitar os terminais 2-3-5, sair com a fase (ou o neutro) no terminal 4 e curto circuitar os terminais 1-6 e daí sair com o neutro (ou a fase). Para o outro sentido de rotação.deve-se curto circuitar 2-3-6, sair com a fase (ou o neutro) no terminal 4 e curto circuitar os terminais 1-6 e daí sair com o neutro (ou fase). Na verdade o que precisa ser feita é uma troca entre os terminais 5 e 6. Essa troca é conseguida com os contatores utilizados no esquema de inversão. A entrada do condutor fase e neutro pode ser livremente invertida. Caso o motor utilize duas fases, evidentemente o neutro não será utilizado e na entrada neutro tem-se a outra fase.

Rotação em um sentidoRotação em outro sentido

Fig. 6.7: Ligação dos terminais para inversão de rotação de motores monofásicos em tensão maior

Em seguida apresenta-se um projeto completo para inversão da rotação de um motor monofásico em tensão maior.

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KA1 N

Fig. 6.8: Esquema de ligação completo para inversão de rotação de um motor monofásico ligado em tensão maior

Tab. 6.2: Legenda do esquema de ligação de um motor monofásico em tensão maior

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Considerações a respeito do circuito de inversão de rotação apresentado:

Observe como foi feita a ligação do disjuntor D1. Como na maioria dos casos os disjuntores caixa moldada são tripolares e a ligação do motor monofásico utiliza somente uma fase e um neutro ou duas fases, foi feito um esquema de modo a manter na mesma temperatura os 3 pólos do disjuntor. Uma das fases ou o neutro passa por dois pólos. Isso garante um funcionamento mais equilibrado do disjuntor.

No caso dos motores monofásicos, uma questão que deve ser levada em conta na inversão de rotação é o platinado que liga e desliga o enrolamento auxiliar. A rotação só pode ser invertida quando o platinado retorna a sua posição original, que é a de manter o enrolamento auxiliar ligado. Isto significa que quando for feita uma inversão de rotação é necessário aguardar um certo tempo até que a rotação do motor caia a um nível que faça com que o platinado volte ao seu estado inicial. É por isso que no circuito apresentado é utilizado um temporizador KT1. Note também o intertravamento entre os contatores: Se k1 for ligado o contato K1 deste contator abre, impedindo a ligação de k2 e vice-versa.

O acionamento começa com a ligação da chave S0. Observe o que acontece quando esta chave é pressionada o temporizador KT1 começa a contar o tempo setado. Enquanto ele está contando, KA1 liga e abre o contato KA1 em série com todo os sistema de alimentação do circuito de comando. Isso faz com que durante o tempo em que o temporizador está contando o tempo setado não seja possível acionar nenhum contator de força do sistema. Quando o tempo setado se esgota, o temporizador aciona o seu contato NF em série com ele mesmo produzindo uma rápida abertura do circuito. Este pulso abre todo o circuito do contator auxiliar KA1, fechando o contato NF de KA1 em série com o circuito de comando. Agora é possível selecionar a rotação do motor, acionando S1 ou S2. Suponha que foi pressionada S1. Então o motor partiu em um determinado sentido de rotação. Suponha que após algum tempo seja necessário inverter a rotação. É necessário, primeiro parar o motor pressionando S0. Veja que, enquanto o tempo setado em KT1 não tiver se esgotado, não será possível pressionar S2 porque o contato NF de KA1 em série com o circuito de comando impede essa ação. Esse tempo setado em KT1 é o tempo necessário para que o platinado feche.

Inversão da rotação de motores monofásicos ligados em tensão menor:

Se o motor monofásico for ligado em tensão menor, a inversão da rotação é mais complicada e exige mais material. Sempre que possível evitar utilizar o motor monofásico nesta condição, porém, se não houver possibilidade de evitar a situação, o circuito seguinte pode ser utilizado para inverter a rotação. A questão básica da inversão da rotação nesta condições é trocar os terminais 5-6. Em um sentido de rotação ligam-se os terminais 3-4-5 e 1-2-6, no outro sentido ficam ligados 3-4-6 e 1-2-5. Para isso são necessários 4

Email/MSN: vendas.cca@cca.ind.br - Site: w.cca.ind.brSIBRATEC contatores, como mostrado no circuito de força. Também aqui deve ser considerado um certo tempo para fechar o platinado que controla o enrolamento auxiliar. Esse tempo é o setado em KT1.

Fig. 6.9: Esquema de força para inversão de rotação em um motor monofásico ligado em tensão menor

O diagrama de comando pode ser visto na figura 6.10. O sistema parte após o pressionamento de

B1 ou de B2, onde fica definida a rotação do motor. Se B1 for pressionado, K1 e K2 ligam e o motor parte com a rotação em um sentido. Se agora for necessário alterar o sentido da rotação é preciso primeiro realizar a temporização, para isto deve-se pressionar B0. B0 liga o contator auxiliar KA1 e o temporizador KT1. Com KA1 ligado, o contato NF de KA1 em série com a alimentação dos 4 contatores principais abre e desliga tudo. Enquanto isso o temporizador KT1 atinge o tempo setado. Quando isso ocorre KT1 e KA1 desligam, devido ao contato NF ligado em série com eles. Esse é o sistema de retardo para que a inversão da rotação ocorra somente após o platinado ter se fechado. Agora, após esse processo, é possível pressionar B2, ligando K3 e K4 e fazendo com que o motor parta com outro sentido de rotação. Observe os intertravamentos de segurança: Se K1 e K2 estiverem ligados, K3 e K4 ficam impedidos de ligar. O mesmo ocorre se K3 e K4 estiverem ligados: K1 e K2 não ligam. A atuação de qualquer um dos dois relés térmicos faz com que todo o sistema volte ao estado inicial.

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Fig. 6.10: Esquema de comando para inversão de rotação em um motor monofásico ligado em tensão menor

Essa é uma das maneiras possíveis de realizar este circuito. Certamente existem outras, talvez até mais simples do que a apresentada aqui. Tudo é um questão de raciocinar.

6.2. Motores trifásicos: a) Funcionamento e ligação:

Os motores trifásicos são os motores mais utilizados nas indústrias, isto em função das várias vantagens que possuem, tais como: vida útil longa, facilidade de ligação, facilidade de controle, etc.

Assim como os motores monofásicos, os trifásicos também podem ser ligados em duas tensões.

Usualmente são encontrados no mercado motores para: 220/380V, 380/660V, etc. A relação entre as duas tensões é sempre 1,73, isto é, a tensão maior é sempre igual 1,73 vezes a tensão menor. A plaqueta dos motores trifásicos mostra sempre as duas maneiras de ligar o motor.

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TENSÃO MENOR (220v)

TENSÃO MAIOR (380v)

Fig. 6.1: Plaqueta típica de um motor trifásico b) Esquema de ligação:

O diagrama básico de ligação de um motor trifásico é mostrado na figura 9.12, onde U, V e W são os três fios que saem do motor. Esses três fios podem representar uma ligação em tensão menor ou em tensão maior, de acordo com a maneira como as seis pontas de fios que saem diretamente dos enrolamentos do motor foram conectadas.

Fig. 6.12: Esquema de ligação de um motor trifásico

Os materiais envolvidos na ligação deste motor são os mesmos mostrados para o motor monofásico. 7.CIRCUITOS PRÁTICOS DE UTILIZAÇÃO DE MOTORES TRIFÁSICOS

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Os motores elétricos trifásicos são e longe os mais utilizados na indústria. Ao longo do tempo foram desenvolvidos vários circuitos, praticamente padronizados para acionamento desses motores e também outros circuitos para aplicações específicas. Este capítulo tem como objetivo mostrar os principais circuitos aplicativos de motores trifásicos.

7.1.Chave de partida direta:

Esta chave é apropriada para motores de baixa potência e baixa inércia inicial de carga. Geralmente usa-se chave de partida direta para motores até 10HP, porém é possível utilizá-la para motores maiores, de acordo com o tipo de carga que está sendo acionado. Existem também condições especiais em que um motor de 10HP ou menos não pode ser acionado por chave de partida direta.

Esta chave funciona da seguinte maneira (depois de feita a ligação da rede elétrica no motor): - Pressiona-se o botão LIGA e o contator é alimentado;

- O contator fecha e atrai o contato C;

- Quando o botão é solto, o contator permanece energizado via contato C (contato de selo);

- Para desligar há um botão que pressiona o botão desliga do relé térmico;

- Em caso de falta de energia, o contator abre e o contato C abre junto, de modo que quando a energia volta a chave não liga o motor até que alguém pressione novamente o botão LIGA;

- Em caso de sobrecarga, o relé térmico abre os contatos 95-96 e isso corta a energia do contator, que abre o contato C. E o processo se torna igual ao caso de falta de energia.

MOTOR Fig. 7.1: Aspecto visual, montagem e esquema da chave de partida direta CCA

Nota: o neutro só é necessário se a bobina do contator estiver na tensão de fase. Se ela estiver na tensão de linha o neutro não é necessário.

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7.2.Partida direta com terminais para instalação de bóia:

Um produto muito utilizado é a chamada chave bóia. Essa chave é, na verdade, uma partida direta com chave seletora de duas posições para permitir a seleção entre acionamento manual e acionamento automático via bóia. O circuito é simples e muito fácil de ser feito. Veja em seguida o circuito e a imagem de como ficou essa chave após pronta:

POSIÇÕES 1 - MANUAL 0 - DESLIGADA 2 - AUTOMÁTICA

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