Hanseniase

Hanseniase

Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae.

  • Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae.

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De evolução lenta (período de incubação de 2 a 7 anos), que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos : lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés

  • De evolução lenta (período de incubação de 2 a 7 anos), que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos : lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés

O comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença,dando-lhe um grande potencial para provocar incapacidades físicas que podem, inclusive,evoluir para deformidades.

  • O comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença,dando-lhe um grande potencial para provocar incapacidades físicas que podem, inclusive,evoluir para deformidades.

  • Estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns problemas, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e problemas psicológicos.

  • Este bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade),

  • O homem é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identifi cados animais naturalmente infectados – o tatu, o macaco mangabei e o chimpanzé.

Um caso de hanseníase é: uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer quimioterapia:

  • Um caso de hanseníase é: uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer quimioterapia:

  • lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade;

  • acometimento de nervo(s) com espessamento neural;

  • baciloscopia positiva.

O aparecimento da doença na pessoa infectada pelo bacilo, e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre outros fatores, da relação parasita / hospedeiro e pode ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.

  • O aparecimento da doença na pessoa infectada pelo bacilo, e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre outros fatores, da relação parasita / hospedeiro e pode ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.

A hanseníase manifesta-se através de sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos que podem levar a suspeição diagnóstica da doença. As alterações neurológicas, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem causar incapacidades físicas que podem evoluir para deformidades.

  • A hanseníase manifesta-se através de sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos que podem levar a suspeição diagnóstica da doença. As alterações neurológicas, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem causar incapacidades físicas que podem evoluir para deformidades.

A hanseníase manifesta-se através de lesões de pele que se apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade.

  • A hanseníase manifesta-se através de lesões de pele que se apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade.

  • As lesões mais comuns são:

  • Manchas pigmentares ou discrômicas:

  • Placa

  • Infiltraçao

  • Tubérculo

  • Nódulo

Manchas pigmentares ou discrômicas: resultam da ausência, diminuição ou aumento de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele.

  • Manchas pigmentares ou discrômicas: resultam da ausência, diminuição ou aumento de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele.

  • Placa: é lesão que se estende em superfície por vários centímetros. Pode ser individual ou constituir aglomerado de placas.

  • Infiltração: aumento da espessura e consistência da pele, com menor evidência dos sulcos, limites imprecisos, acompanhando-se, às vezes, de eritema discreto. Pela vitropressão, surge fundo de cor café com leite. Resulta da presença na derme de infiltrado celular, às vezes com edema e vasodilatação.

  • Tubérculo: designação em desuso, significava pápula ou nódulo que evolui deixando cicatriz.

  • Nódulo: lesão sólida, circunscrita, elevada ou não, de 1 a 3 cm de tamanho. É processo patológico que localiza-se na epiderme, derme e/ou hipoderme. Pode ser lesão mais palpável que visível (Figura 1).

Elas manifestam-se através de:

  • Elas manifestam-se através de:

  • • dor e espessamento dos nervos periféricos;

  • • perda de sensibilidade nas áreas inervadas por esses nervos, principalmente nos olhos, mãos e pés;

  • • perda de força nos músculos inervados por esses nervos principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores.

O roteiro de diagnóstico clínico constitui-se das seguintes atividades:

  • O roteiro de diagnóstico clínico constitui-se das seguintes atividades:

  • • Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológica;

  • • avaliação dermatológica - identificação de lesões de pele com alteração de sensibilidade;

  • • avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades;

  • • diagnóstico dos estados reacionais;

  • • diagnóstico diferencial;

  • • classificação do grau de incapacidade física.

A baciloscopia é o exame microscópico onde se observa o Mycobacterium leprae, diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos das lesões hansênicas ou de outros locais de coleta selecionados: lóbulos auriculares e/ou cotovelos, e lesão quando houver.

  • A baciloscopia é o exame microscópico onde se observa o Mycobacterium leprae, diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos das lesões hansênicas ou de outros locais de coleta selecionados: lóbulos auriculares e/ou cotovelos, e lesão quando houver.

  • É um apoio para o diagnóstico e também serve como um dos critérios de confirmação de recidiva quando comparado ao resultado no momento do diagnóstico e da cura.

Lesões cutâneas com alteração de sensibilidade

  • Lesões cutâneas com alteração de sensibilidade

  • Comprometimento de troncos nervosos periféricos, e perda da sensibilidade em palmas e plantas

  • Baciloscopia positiva

  • OMS/MS

I, T e maioria DT

  • I, T e maioria DT

  • Até 5 lesões

  • Paucilacilar 1 tronco nervoso afetado

  • Baciloscopia negativa

  • DD, DV, VV

  •      Mais de 5 lesões

  • Multibacilar     1ou + troncos nervosos afetados

  •      Baciloscopia positiva

  • mesmo que menos de 5 lesões

Lesão única

  • Lesão única

  • BAAR + MH V PQT MB

  • BAAR –

  • MHT na biópsia MHD PQT MB

  • Mais de 5 lesões

  • Exérese de cisto – criança revisão do AP

  • Bx sugestiva de MH

A hanseníase pode ser confundida com outras doenças de pele e com outras doenças neurológicas que apresentam sinais e sintomas semelhantes aos seus. Portanto, deve ser feito diagnóstico diferencial em relação a essas doenças.

  • A hanseníase pode ser confundida com outras doenças de pele e com outras doenças neurológicas que apresentam sinais e sintomas semelhantes aos seus. Portanto, deve ser feito diagnóstico diferencial em relação a essas doenças.

  • Paucibacilares: 6 doses mensais durante 9 meses

  • Multibacilares: 12 doses mensais de rifanpicina durante 18 meses.

O tratamento específico da pessoa com hanseníase, indicado pelo Ministério da Saúde, é a poliquimioterapia padronizada pela Organização Mundial de Saúde, conhecida como PQT, devendo ser realizado nas unidades de saúde.

  • O tratamento específico da pessoa com hanseníase, indicado pelo Ministério da Saúde, é a poliquimioterapia padronizada pela Organização Mundial de Saúde, conhecida como PQT, devendo ser realizado nas unidades de saúde.

  • A poliquimioterapia é constituída pelo conjunto dos seguintes medicamentos: rifampicina, dapsona e clofazimina, com administração associada.

É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em Pauci ou Multibacilar.

  • É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em Pauci ou Multibacilar.

  • A informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o esquema de tratamento adequado ao seu caso.

  • A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico

medicação:

  • medicação:

  • - rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com

  • administração supervisionada,

  • - dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada;

  • Não é eticamente recomendável tratar o paciente com hanseníase com um só medicamento.

  • • duração do tratamento: 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina.

  • • critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses (Figura 21).

medicação:

  • medicação:

  • - rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com

  • administração supervisionada;

  • - clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com

  • administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada; e

  • - dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada;

  • • duração do tratamento: 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina;

  • • critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses (Figura 22).

Considera-se uma pessoa de alta, por cura, aquela que completa o esquema de tratamento PQT, nos seguintes prazos:

  • Considera-se uma pessoa de alta, por cura, aquela que completa o esquema de tratamento PQT, nos seguintes prazos:

  • Esquema Paucibacilar (PB) - 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina, em até 9 meses; mais a sulfona auto-administrada.

  • Esquema Multibacilar (MB) - 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina, em até 18 meses, mais a sulfona auto-administrada e a clofazimina auto-administrada e supervisionada.

    • Hepatopatia grave
    • Alcoolismo crônico
    • com lesão hepática
    • Distúrbios hematológicos severos
    • Nefropatia auto-imune
    • Doença mental prévia
    • ATENÇÃO COM IDOSOS
    • E CRIANÇAS

Doses supervisionadas

  • Doses supervisionadas

  • Segurança de que

  • ingeriu a dose

  • Monitoramento dos

  • efeitos colaterais

  • Exame dos comunicantes

Completadas as 6 ou 12 doses

  • Completadas as 6 ou 12 doses

  • Clínica melhorada

  • Independente da baciloscopia

  • Anotar achados de exame físico para comparar

Gravidez: PQT é segura para a mãe e o feto

  • Gravidez: PQT é segura para a mãe e o feto

  • Contra-indicado = Talidomida

  • Tuberculose: RFP = dose da TB

  • HIV: O tratamento não sofre modificação

  • A RFP 600mg/mês não interfere nos anti-retrovirais

Auto-cuidado com o nariz;

  • Auto-cuidado com o nariz;

  • Auto-cuidado com os olhos;

  • Auto-cuidado com as maos;

  • Auto-cuidado com os pés.

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