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Teóricos da Administração Henri Fayol

Alexandre Carvalho Azemir Campos Francisco Junior Felipe Lucas Matos Octávio Donovan Rangel Ferreira Willian Cesar

Belo Horizonte 2010

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Teóricos da Administração Henri Fayol

Trabalho apresentado à disciplina de Administração e Gerenciamento do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental da UNATEC.

Turma: 2º Período Campus: Barro Preto

Professora: Angélica Duart

Belo Horizonte 2010

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organizacional, pela visão do homem econômico, e pela busca da Eficiência

De acordo com Chiavenato (2004), surgia em 1916 na França a Teoria Clássica da Administração, idealizada por Henri Fayol, que se caracterizava pela ênfase na estrutura Palavra - chave: Teoria Clássica, Henri Fayol

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1. INTRODUÇÃO À TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

No inicio do século X, segundo Chiavenato (2004), dois engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos a respeito da Administração. O americano Frederick Wilson Taylor iniciou a Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria através da racionalização do trabalho do operário. Já o frances Henry Fayol, conforme Maximiano (2005) desenvolveu a Teoria Clássica, que originou-se nas conseqüências geradas pela Revolução Industrial, basicamente no crescimento desorganizado e acelerado das empresas, exigindo uma substituição de conhecimentos adquiridos somente pela prática e pela improvisação, e a necessidade de aumentar a eficiência das organizações.

Embora não tenham se comunicado entre si, partindo de pontos de vista diferentes, suas idéias constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. Reconhecidos, dominaram o panorama administrativos das organizações nas quatro primeiras décadas do século X (CHAIAVENATO, 2004).

De acordo com Chiavenato (2004) em função dessas duas correntes, A abordagem Clássica é desdobrada em duas orientações diferentes, que são: A Escola de Administração Cientifica, desenvolvida nos Estados Unidos a partir da escola formada por Taylor, e a Teoria Clássica da organização, iniciada na França com Henry Fayol, que ate certo ponto são opostas entre si, mas que se complementam com relativa coerência.

Figura 1. Desdobramento da abordagem clássica.

Abordagem Clássica

Teoria Clássica

Administraçã o Científica Ênfase nas tarefas

Ênfase na estrutura

Taylor Fayol

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1.1 ORIGENS DA ABORDAGEM CLÁSSICA

As origens da Abordagem Clássica da Administração remontam às conseqüências geradas pela Revolução Industrial e podem ser resumidas em dois fatos genéricos, a saber (CHIAVENATO, 2004):

• O crescimento acelerado e desorganizado das empresas, ocasionando gradativa complexidade na sua administração e exigindo uma abordagem científica e mais apurada que substituísse o empirismo e a improvisação até então dominantes. O aumento da dimensão das empresas leva à substituição das teorias de caráter totalizante e global por teorias microindustriais de alcance médio e parcial. Com as grandes empresas de dimensões mais amplas surgem as condições iniciais de planejamento da produção, reduzindo a improvisação.

• A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações, no intuito de se obter o melhor rendimento dos recursos e fazer face à concorrência e à competição entre as empresas. Com a substituição do capitalismo liberal pelos monopólios, instala-se nos Estados Unidos, entre 1880 e 1890, a produção em massa, aumentando o número de assalariados nas indústrias. Torna-se necessário evitar o desperdício e economizar mão-de-obra. Surge a divisão de trabalho entre os que pensam e os que executam. Os primeiros fixam os padrões de produção, descrevem os cargos, fixam funções, definem métodos e normas de trabalho, criando as condições econômicas e técnicas para o surgimento do taylorismo nos Estados Unidos e do fayolismo na Europa.

2. OBJETIVO GERAL Conhecer à Abordagem Clássica da Administração de Henri Fayol

3. OBJETIVO ESPECÍFICO Conhecer a vida de Henry Fayol. Conhecer os fundamentos e às características da Teoria Clássica.

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4. HENRY FAYOL

Henry Fayol (1841 – 1925), segundo Chiavenato (2004) foi o fundador da

Teoria Clássica, nasceu em Constantinopla e faleceu em Paris, vivendo as conseqüências da Revolução Industrial, e mais tarde, às conseqüências da Segunda Guerra Mundial. Formou-se em engenharia de minas, e em 1860 aos 19 anos, conforme Maximiano (2005), foi contratado para trabalhar na corporação mineradora e metalúrgica francesa Comambault. Maximiano (2005), salienta ainda, que Fayol passou toda sua vida nessa empresa, na qual fez a sua carreira, aposentando-se como diretor geral em 1918, Em 1888, quando foi promovido a esse cargo a empresa passava por uma crise, acionistas não recebiam nenhum dividendo desde 1885, as fábricas só produziam prejuízos e as minas de carvão estavam quase esgotadas.

Aos 7 Anos, quando se aposentou, Fayol havia conseguiu fazer uma empresa extremamente bem sucedida. Nos últimos anos da sua vida, Fayol dedicou-se a divulgar princípios de administração, que baseavam - se em sua experiência. Fundador do Centro de Estudo Administrativos, passou a coordenar reuniões semanais das quais participavam importantes indústrias, governantes, filósofos e militares (MAXIMINIANO, 2005).

Contudo, Fayol expôs sua Teoria de Administração em seu famoso livro

Administration Industrielle et Generale, publicado em Paris em 1916, traduzido em 1926 para o inglês e alemão por iniciativa do "International Management Institute", de Genebra; e para o português em 1950, pela Editora Atlas de São Paulo.

5. AS FUNÇÕES BÁSICAS ADMINISTRATIVAS DA EMPRESA.

Maximiniano (2005) discorre que Fayol, considera que à administração é uma atividade comum a todos empreendimentos humanos. Que sempre exige um grau de planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Portanto todos deveriam estudá-la, o que exigiria uma teoria administrativa, que pudesse ser ensinada. Contudo Fayol criou e divulgou sua própria teoria, na qual dividiu a empresa em seis atividades ou funções distintas:

(1) Técnica (Produção, Manufatura). (2) Comercial (Compra, Venda e Permutação). (3) Financeira (Procura e Utilização de Capital). (4) Segurança (Proteção e Preservação dos bens e das pessoas). (5) Contabilidade (Inventários, Registros, Balanços, custos, estatísticas). (6) Administração(Planejamento, Organização, Comando, Controle, Coordenação).

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6. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO

Segundo Chiavenato (2004), Fayol definiu o ato de administrar como: Prever (planejar), organizar, comandar, coordenar, e controlar. Sugeriu de acordo com Maximiniano (2005), que a função administrativa era a mais importante de todas, e definiu cada um dos seus componentes descrito anteriormente como:

• Prever (Planejar): Visualizar o futuro e traçar o programa de ação (CHIAVENATO, 2004).

• Organizar: Montar uma estrutura humana e material para realizar o empreendimento (MAXIMINIANO, 2005).

• Comando: Toda empresa precisa de um comando, e essa missão se reparte entre os diversos chefes da empresa que podem tirar o melhor proveito possível dos agentes que compõem sua unidade (FAYOL, 1989).

• Coordenação: Reunir, unificar, dirigir, orientar e harmonizar toda atividade e esforço (MAXIMINIANO, 2004) - (CHIAVENATO, 2004).

• Controle: Verificar-se se tudo ocorre de acordo com as regras e as ordens (CHIAVENATO, 2004).

Todos esses elementos da Administração constituem o chamado Processo

Administrativo, que são localizáveis no trabalho do administrador de qualquer nível ou área de atividade na empresa, ou seja, tanto o diretor, gerente, chefe ou supervisor tem seu respectivo nível – desempenham atividades de: previsão, organização, comando, coordenação e controle como atividades administrativas essenciais (CHIAVENATO, 2004).

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