CELULITE - Doença Inflamatória e degenerativa dolorosa do sistema músculo-esquelético

CELULITE - Doença Inflamatória e degenerativa dolorosa do sistema músculo-esquelético

TRABALHO APRESENTADO À DISCIPLINA PRÁTICAS ASSISTENCIAIS INTERDISCIPLINARES II

ESTUDO DE CASO

CELULITE

CELULITE

doença inflamatória e degenerativa dolorosa do sistema músculo-esquelético.

FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA

É a causa mais comum de inchação do membro.

A celulite acontece quando um ponto de entrada, através das barreiras cutâneas normais, permite que as bactérias (Streptococcus pyogenes) penetrem e liberem suas toxinas nos tecidos subcutâneos. É um processo inflamatório e infeccioso do tecido adiposo (celular subcutâneo).

A ANAMNESE DO PACIENTE

ACGG, 23 anos, solteiro, mora com os pais, dois irmãos e três sobrinhos, casa própria, de alvenaria, rua asfaltada, parou de estudar há mais ou menos 10 anos, no momento não trabalha.

  • QUEIXA PRINCIPAL

“dor, inchaço e vermelhidão”.

 

  • HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

Dia 11/10/2009 (no Domingo) estava brincando com o primo de luta, quando levou um chute. Na sexta-feira (16/10/2009), começou a ter febre, dor, edema, rubor.

 

HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA

  • HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA

Quando criança adquiriu sarampo, catapora. Vacinação encontra-se em dia, há dez anos fazia uso de gadernal, hoje não toma nenhum tipo de medicação, segundo relato da mãe, tem uma doença genética chamada de atrofiamento e apresenta distúrbio mental.

  • HISTÓRIA FAMILIAR

Solteiro, mora com os pais, dois irmãos, e três sobrinhos, somente sai acompanhado dos seus pais.

 

  • HISTÓRIA SOCIAL

Nega etilismo, nega tabagismo, praticava atividades físicas, moradia própria com saneamento básico, água encanada e coleta de lixo. Desempregado no momento parou de estudar com treze anos.

EXAME FÍSICO

EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM

NOME DO PACIENTE: A. C. G

ENFERMARIA: 527 LEITO: D 

# PELA ENFERMAGEM #

# D 14 IH #

# CELULITE #

# TRANSTORNO MENTAL #

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

  • Mobilidade física prejudicada relacionada com edema, dor e hiperemia em MID.

  • Dor aguda relacionada ao processo infeccioso.

  • Integridade tissular prejudicada relacionada com alterações vasculares periféricas

  • Constipação relacionado com hábitos alimentares.

  • Ansiedade relacionada com a crise situacional.

  • Nutrição alterada: menor que as necessidades corporais relacionada com a incapacidade de ingerir alimentos.

  • Integridade da pele prejudicada relacionada com fatores internos.

PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM

  • Orientar ao paciente quanto à mudança de decúbito e quanto à elevação de MMII para ativar a circulação evitando os riscos de possíveis complicações;

Observar diariamente a capacidade funcional do paciente.

  • Administrar medicação prescrita de acordo com a orientação médica;

Avaliar e registrar escala da dor: intensidade e duração.

Realizar rigoroso cuidado com os pés. Administrando e monitorando o tratamento, impedindo infecções fúngicas e unhas encravadas, estimular a circulação;

  • Realizar rigoroso cuidado com os pés. Administrando e monitorando o tratamento, impedindo infecções fúngicas e unhas encravadas, estimular a circulação;

Incentivar a adesão a um regime de exercício, conforme tolerado, melhorando a circulação arterial e o retorno venoso ao promover a contração e relaxamento muscular.

  • Pesar o paciente semanalmente e registrar os resultados para detectar perdas ou retenção hídrica;

Incentivar a ingestão de alimentos ricos em fibras, tais como bananas, ameixas, cereais;

Monitorar e registrar as freqüência e as características das fezes.

Dispor de dez minutos com o paciente pelo menos duas vezes no turno, demonstrando desejo em ouvir, oferecendo tranquilização verbal;

  • Dispor de dez minutos com o paciente pelo menos duas vezes no turno, demonstrando desejo em ouvir, oferecendo tranquilização verbal;

Identificar e reduzir os vários estressores ambientais, conforme possível.

  • Observar e registrar a ingesta do paciente (tanto de líquidos, quanto de sólidos) para avaliar quais nutrientes o paciente consome e quais suplementos são necessários;

Oferecer suplementos hiperprotéicos e hipercalóricos;

Fornecer um ambiente agradável na hora da refeição para estimular o apetite do paciente.

  • Fornecer ao paciente os auxílios normais para dormir, como travesseiros, banho antes de dormir, alimento ou bebida e materiais de leitura;

Criar um ambiente tranqüilo propenso ao sono: por exemplo fechar as cortinas, ajustar a iluminação e fechar a porta;

Educar o paciente em certas técnicas de relaxamento, como imageação orientada, relaxamento muscular progressivo e meditação.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

  • Prevenção à formação de úlceras de pressão;

Ativar a circulação de MMII.

  • O paciente declarar alívio da dor;

O paciente identificará as características da dor;

O paciente articulará os fatores que intensificam a dor e modificará o comportamento da maneira apropriada.

  • O paciente utilizará as intervenções para promover a circulação arterial e venosa;

O paciente conseguirá alívio dos sinais e sintomas imediatos.

  • A eliminação intestinal do paciente retornará ao normal;

O paciente declarará compreensão dos fatores causadores da constipação.

  • O paciente estabelecerá no mínimo duas formas para eliminar ou minimizar os comportamentos ansiosos;

O paciente descreverá situações que aumentam a tensão.

  • O paciente não mostrará evidência adicional de perda de peso;

O paciente e os familiares comunicarão compreensão das necessidades especiais da dieta;

O paciente e os familiares demonstrarão capacidade de planejar a dieta depois da alta.

  • O paciente identificará os fatores que impedem ou interrompem o sono;

O paciente expressará sentimento de estar bem descansado.

O paciente não mostrará sinais físicos de privação do sono.

PRESCRIÇÃO MÉDICA E MECANISMO DE AÇÃO DOS FÁRMACOS

  • 100 ml DE SORO RINGER LACTATO

MECANISMO DE AÇÂO: A solução Ringer com Lactato renova a composição catiônica do líquido extracelular e age quando ocorre um desvio do equilíbrio ácido-básico no sentido da acidose. Exerce ação restauradora dos líquidos e dos eletrólitos, quando ocorre perda dos mesmos. Esta solução contém cloreto de sódio, cloreto de potássio, cloreto de cálcio dihidratado e lactato de sódio.

  • OXACILINA 2g IV 4/4 HORAS

MECANISMO DE AÇÃO: Bactericida; inibe a síntese da parede celular de organismos sensíveis, levando a bactéria à morte.

REAÇÕES ADVERSAS: alucinação, convulsão, hepatite não específica, nefrite, hematúria, anemia, trombocitopenia, flebite, entre outros.

I.V: dilui em 5 ml de água destilada ou solução salina na dosagem de 250 a 50 mg e infundir em 10 minutos.

 

CIPROFLOXACINO 400 mg 8/8 HORAS

  • CIPROFLOXACINO 400 mg 8/8 HORAS

MECANISMO DE AÇÃO: Mecanismo exato da ação é desconhecido, mas o efeito bactericida é o resultado onde a droga inibe a replicação e altera o DNA da bactéria.

REAÇÕES ADVERSAS: tromboflebite, prurido, cefaléia,parestesia, alucinação,convulsão, entre outros.

I.V: Dilua a droga com soro glicosado 5% ou cloreto de sódio 0,9%, infundida lentamente o mínimo em 1 hora, numa veia de grosso calibre.

PLASIL 1 AMPOLA IV 1 x AO DIA

  • PLASIL 1 AMPOLA IV 1 x AO DIA

MECANISMO DE AÇÃO: É antagonista da dopamina, estimula a motilidade do trato GI superior sem estimular a secreção gástrica, biliar e pancreática; relaxa o esfíncter pilórico. Seu mecanismo de ação é desconhecido, parecendo sensibilizar os tecidos para a atividade da acetilcolina. É excretado pela urina e é pouco metabolizado.

REAÇÕES ADVERSAS: inquietação, sonolência,tontura, náuseas diarréia, entre outros.

I.V: infundir lentamente acima de 2 a 3 minutos. Diluir em soro glicosado 5% ou fisiológico 0,9% na concentração de 10 mg em 50 ml e infundir em 15 minutos.

DIPIRONA 2 ml IV 6/6 HORAS

  • DIPIRONA 2 ml IV 6/6 HORAS

MECANISMO DE AÇÃO: É um derivado pirazolônico não narcótico com efeitos analgésicos e antipiréticos. Seu principal metabólito possui mecanismo de ação central e periférico combinados, atua no SNC e perifericamente, inibindo a cicloxigenase, que é uma enzima fundamental para a produção de prostaglandina, que por sua vez contribui no processo álgico (dor) e pirético (febre).É excretado na urina e pelas fezes. Sua utilização é dispensável quando assintomático.

CLORIDRATO DE RANITIDINA 1 x AO DIA

  • CLORIDRATO DE RANITIDINA 1 x AO DIA

MECANISMO DE AÇÃO: É um antagonista H2 específico, de ação rápida e relativamente duradoura. Inibe a secreção basal e estimulada de ácido, reduzindo o volume quanto o conteúdo de ácido e pepsina da secreção gástrica.

 

REAÇÕES ADVERSAS: cefaléia, constipação,dor abdominal, hepatite, leucopenia, flebite, trombocitopenia, entre outros.

I.V: diluir 50 mg em 20 ml de soro fisiológico 0,9%, infundir em 5 minutos.

TILATIL IV 1 x AO DIA (TENOXICAN)

  • TILATIL IV 1 x AO DIA (TENOXICAN)

MECANISMO DE AÇÃO: Apresenta propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, anti-térmicas, e também inibidores da agregação plaquetária. É um potente inibidor da biosíntese da prostaglandina. Éficácia no tratamento das doenças inflamatórias e degenerativas dolorosas do sistema músculo-esquelético.

 

REAÇÕES ADVERSAS: cefaléia, pirose, náuseas,prurido, aumento da TGO e TGP, bilirrubina, trompocitopenia.

Restrição de uso: Paciente renal e hepático.

 

  • MID ELEVADO

É prescrito para diminuir o edema, melhorando o retorno venoso.

RESULTADOS DE EXAMES

BIOQUÍMICA SANGUÍNEA

HEMOGRAMA COMPLETO

  • LEUCÓCITOS: 23.000/ml

A contagem de leucócitos varia de 4.000 a 10.000/ml.

OBJETIVOS DE UMA CONTAGEM DE LEUCÓCITOS:

  • Determinar o estágio e gravidade de uma infecção.

  • Avaliar a capacidade para resistir e superar infecções.

  • Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de terapia.

  • Detectar e identificar diversos tipos de leucemia.

  • Detectar reações alérgicas e avaliar a gravidade dessas reações (contagem de eosinófilos).

  • Detectar infecções parasitárias.

  • Servir de suporte para o diagnóstico de outras doenças.

O papel da enfermagem no cuidado do paciente é associado ao conhecimento científico no tratamento das patologias.

A enfermagem exerce sua magnitude na arte do cuidar, prestando um serviço humanizado e dando ênfase ao seu papel, atuando de forma generalista, tendo uma tomada de decisão ética e com pensamento crítico, fazendo parte integrante da equipe de saúde.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

  • BRUNNER & SUDDARTH, Tratado de Enfermagem, 10º edição, volume 1, Guanabara Koogan.

  • SPARKS e TAYLOR, manual de diagnóstico de enfermagem, 6ª edição, Guanabara Koogan.

  • www.medicina.ufmg.br

elaborado pelas DISCENTES do 6° período de enferMAGEM

CATIA CRISTINA LOPES RODRIGUES

E

REJANE RUBENITA FLORENCIO PEREIRA

Comentários